PLENÁRIO
Sobre o Evento
Sessão plenária com troca de presidentes e várias intervenções de deputados. Focos em votações diversas.
Deputado
Presidente, muito obrigado. Obrigada deputado, com a palavra o deputado Pedro Paulo. Obrigado, presidente Maria do Rosário. Eu vim aqui à tribuna hoje pra falar pouco sobre, a situação econômica nossa nesse fim de ano, e o pacote de redução de gastos que o governo propôs. Falo isso com a, com a liberdade de ser vicelíder do governo quem fez campanha e votou no presidente Lula, mas que na base do governo tem sido 1 voz dissonante em relação aos caminhos do ajuste fiscal que está sendo proposto desde o primeiro dia de mandato do presidente. Nós erramos quando fizemos a PEC da transição pra ajustar o orçamento que nos deixava o presidente Bolsonaro, e ali, a partir daquele momento, nós imprimimos 1 1 espiral de gastos públicos e que nós não conseguimos corrigir essa rota até agora. Nós tínhamos cerca 17 por 100 do PIB eram as despesas primárias no nível federal na União. Elas passaram a ser 19 por 100 do PIB criamos 1 regra fiscal e eu falei por diversas vezes aqui que indexou crescimento da despesa real isso não acontece em nenhum ente federado. Hoje não se discute mais aumentos baseados na inflação correção sobre inflação só se discute aumento real e essa espiral de crescimento da despesa não para de crescer. E aí nós precisamos seguidamente fazer ajustes pra que o arcabouço fique de pé. E nós estamos de diante hoje de 3 projetos que tentam fazer algum tipo de ajuste pra que a regra fiscal se mantenha crível, se mantenha viável. Só que a triste notícia é que o que pese o esforço e eu reconheço o Ministério da Fazenda, o Ministério do Planejamento, o esforço do parlamento, dos relatores que estão tentando ajustar a proposta, não será suficiente esse conjunto de ajustes que estão sendo feitos. Ele é muito pouco para que a gente possa corrigir essa trajetória seguida de aumento da despesa. É por isso que o dólar está alto. É por isso que os juros não para de crescer, porque a dívida nossa também não para de crescer. Só pra vocês terem 1 ideia, no período mais crítico da pandemia nós ampliamos a dívida pública brasileira em cerca de 12 por 100. Nesses últimos 12 2 anos a dívida já subiu mais de 6 por 100. Nós estamos tendo crescimento sim. Pleno emprego sim, inflação sem descontrolada sim, mas mais 1 vez nós vamos ver no Brasil espasmo de crescimento porque ele não é sustentável no longo prazo então, a minha fala aqui presidente é 1 fala de ainda de alerta, eu insisto que faço parte da base do governo que insiste que a gente tem que ter, acreditar em equilíbrio fiscal. Se a gente não acreditar. Se a gente não acreditar nisso, se a gente continuar conflitando a política social com a responsabilidade fiscal, nós não vamos conseguir fazer o crescimento se estender, o país gerar renda, reduzir pobreza e desigualdade. Essa é 1 crença que eu levo na minha vida pública e 1 convicção que eu tenho de vida que a gente precisa equilibrar orçamento público e pacto pra ajuste fiscal todos têm que estar envolvidos. A gente tem que falar das coisas duras dos grandes. A gente tem que falar dos grandes gastos, a gente tem que falar de quem pode pagar mais, a gente tem que falar de super salários, a gente tem que falar está aqui dos exageros também das emendas parlamentares, a gente tem que falar em todas as áreas chamar pacto pra que a gente faça ajuste fiscal verdadeiro. Ele não será suficiente em fevereiro, março nós vamos estar mais 1 vez discutindo arremedos de ajuste fiscal pra manter o orçamento, não tão equilibrado, mas semi equilibrado, pra que a gente possa seguir o Brasil até continuar tendo crescimento. São essas as minhas palavras presidente, eu tenho muita fé que em algum momento o governo vai fazer ajuste mais significativo pra que a gente possa fazer, ter crescimento o Brasil de forma sustentável. Obrigado.




