PLENÁRIO

30 set. 2025 10:56 às 16:38

Sobre o Evento

Sessão plenária com várias intervenções dos deputados, incluindo trocas de presidência e debates sobre diversos assuntos.

Status
Concluído
ID: 79517Total: 259 discursos
#201
Transcrição automática

Muito obrigada, senhor presidente. Subo a essa tribuna, primeiramente, para dizer que nós, deputados do PL, estamos acompanhando essa movimentação, tentando destruir algo que vem sendo construído por nós, junto da população, que é o projeto da anistia. Anistia! deputado Cabo Gilberto, para o povo brasileiro que não aguenta mais, não aguenta mais ser perseguido, torturado. A verdade é que hoje nós temos brasileiros sendo torturados na prisão, no claustro, em casa com tornozeleira, sem poder ao menos sair para trabalhar e muitos outros fora do Brasil. que estão exilados pedindo asilo político porque não podem voltar ao Brasil, não podem estar com seus familiares sob pena de serem presos e também torturados. Está nas mãos do ministro Alexandre de Moraes o sangue do Clezão e oito outros, oito patriotas. que foram submetidos a maus tratos na papuda, mesmo depois de soltos, sendo submetidos à tornozeleira, eles já faleceram. Pessoas doentes, pessoas com comorbidades, e que foram levadas até o limite, e quando finalmente foram soltas, não tinham mais saúde para suportar. Tudo aquilo pelo que passaram e vieram a óbito, já são oito patriotas. Hoje, na CCJ, eu recebi a visita de um menino de oito anos de idade, o João Otávio, oito anos. Seu pai está preso, seu pai está preso, sem ter feito nenhuma destruição de patrimônio, sem ter dado causa a nenhum tumulto, apenas tendo se abrigado. dentro do Congresso Nacional para fugir das bombas que eram jogadas sobre os manifestantes, bombas de gás lançadas sobre os manifestantes. Um menino de oito anos, privado da convivência do seu pai. Em Jiparaná, nós temos uma mãe de seis filhos. Ela... É servidora pública desde os 18 anos de idade. Seu marido está preso e ela teve o seu salário cortado, amando do ministro Alexandre de Moraes. Ela não estava em Brasília, ela estava em sua casa de Paraná, com seus seis filhos, o menor ainda, em processo de aleitamento materno, mais velho, com 10 anos de idade. privação de todo o sentido. Ela não tem direito a botar comida na mesa dos filhos e ela não é parte no processo. Por isso, eu não me comovo com as lágrimas de crocodilo daqueles que vêm chorar porque a lei Magnitsky agora alcança a mulher do Alexandre de Moraes. Lágrimas de crocodilo daquele que violou o princípio mais básico de que a pena não passa da pessoa do réu, de que não atinge seus familiares e que submeteu a filha menor do jornalista Oswaldo Eustáquio. A situação vexaminosa, a ser apalpada pela polícia, a ter sua conta bancária derrubada, bloqueada. Tantas pessoas, tantas pessoas sendo violentadas e violadas. A esposa de Daniel Silveira, sua advogada, por sinal, também teve suas contas. Contas bancárias bloqueadas. A Heloísa, esposa do Eduardo Bolsonaro, teve suas contas bloqueadas. Onde estamos? Isso não é justiça. E agora, porque a mulher do Alexandre de Moraes é alcançada pela lei Magninsky, a gente vê a imprensa, a mídia, meu Deus, que absurdo, onde já se viu, nós estamos assistindo isso há muito tempo, sob o silêncio mais ensurdecedor dessa mídia cúmplice. cúmplice das torturas a que brasileiros, pessoas de bem, honestas, estão sendo submetidas. Enquanto a Adriana, mulher de Sérgio Cabral, é posta em liberdade, prisão domiciliar porque tem filhos, acima de 12 anos, a Débora do Batom, deputado Rogério, a Débora do Batom, ela... condenada a 14 anos de prisão, tem os seus filhos crescendo longe de sua mãe, longe da figura materna, longe do acolhimento, do abraço, da proteção materna. Isso é desumano. Eu quero chamar a atenção dos senhores. Isso é desumano. E não há de ser dosimetria alguma que vai arrumar essa situação. Dosimetria, primeiro, é função do judiciário, é função do juiz ao aplicar a sentença e estipular a pena a ser aplicada, levando em consideração critérios de aumento, de redução de pena, agravantes. Isso é dosimetria. Nós não fazemos dosimetria e não podemos nos acostumar a ver um poder. usurpando a competência do outro, como o Supremo tem feito com as nossas atribuições, e achar que nós agora vamos usurpar a competência deles. Não! A dosimetria não faria justiça também às pessoas que estão fora do Brasil, exiladas, buscando proteção da perseguição política e que, ao voltarem para cá, teriam que cumprir a pena. Nós vamos continuar lutando pela amnistia e nós apelamos para o coração. das pessoas que não se conformam com tanta desumanidade. Esse truque é muito antigo, desumanizar as pessoas, deputado, para depois poder fazer com elas qualquer coisa, dar qualquer tratamento, tratamento pior do que se dá a um bicho, a um animal. Como se fez com os judeus, como se fez com tantas outras pessoas e que agora se está fazendo com os patriotas do dia 8 de janeiro. Lá nos Estados Unidos, a farsa do dia 6 de janeiro já caiu por terra. E agora os culpados, infiltrados, já estão sendo punidos, demitidos. A farsa lá já foi desmascarada. Um dia há de ser aqui também. Aqueles homens que descendo de rapel, pessoas treinadas, saindo desse congresso de rapel, enquanto homens, mulheres, idosos, estavam aqui para se proteger. Para se proteger de bombas. E muitos, talvez, levados pela questão da multidão, quebraram também, fizeram baderna. Mas baderna... Tem pena de baderna. Quebradeira tem pena de quebradeira e não de golpe de Estado. E é por isso que nós vamos lutar, continuar lutando pela anistia ampla, geral e restrita. Eu vou concluir, presidente, fazendo uma convocação ao povo no dia 7 de outubro, às 16 horas. Em frente à Catedral de Brasília. Vou repetir. porque foi cortado. Terça-feira, dia 7 de outubro, às 16 horas, em frente à Catedral de Brasília, caminhada pela anistia. Venham, participem, mostra que você tem coração, mostra que você se importa, mostra que você não aceita a tirania e a injustiça. Muito obrigada, senhor presidente, que as minhas palavras possam soar na voz do Brasil e outros me...

30 de set, 18:14