PLENÁRIO

10 fev. 2026 18:27 às 22:44

Sobre o Evento

A sessão plenária foi aberta com o trâmite formal de dispensa da ata e a imediata deliberação sobre regimes de urgência para votação.

Status
Concluído
ID: 81011Total: 231 discursos
#217
Deputado Reimont
Reimont

Deputado

Transcrição automática

Quero cumprimentá-lo. Cumprimentar também todas as deputadas e os deputados. cumprimentar também os servidores da Câmara Federal, e os que nos acompanham nesse momento histórico. em que a gente passa limpo. uma injustiça histórica, um desrespeito histórico contra os povos originários. Os deputados que aqui hoje falam contra esse requerimento, São deputados que votaram... contra a demarcação das terras dos povos indígenas. São os que votaram... pelo marco temporal E, portanto, aqueles... que compreendem que esse país tem que extirpar não somente a cultura, mas tem que extirpar os povos originários, e que tem que deixar de ler a sua história, uma história de massacres, uma história de abandono, uma história de desrespeito a esses que são os donos, os primeiros donos. da terra Brasílis. Eu quero aproveitar esse momento, senhor presidente, senhoras deputadas e deputadas, para me dirigir ao meu povo do estado do Rio de Janeiro. E dizer da nossa solidariedade. Estamos acompanhando o passo a passo... o que estamos vivendo no nosso estado com as chuvas fortes que caem sobre a Baixada Fluminense, sobre a zona norte e a zona sul da cidade do Rio de Janeiro, deixando inclusive vítimas. Nós estamos acompanhando não só com solidariedade, mas com presença nas ruas nos espaços onde o nosso povo, o povo do Estado de Rio de Janeiro tem sofrido com as chuvas torrenciais. É muito bom nós entendermos que quando eventos como esses acontecem, Também é responsabilidade nossa. se nós tivéssemos, e aí vale também fazer uma referência e uma deferência aos povos originários, Se nós compreendêssemos como é que os povos indígenas olham para a natureza, olham para a criação de Deus, olham para o meio ambiente, talvez nós hoje teríamos diminuídas Teríamos diminuídas essas tragédias, esses eventos fortes que têm tirado vidas e abandonado os direitos do nosso povo do Rio de Janeiro e de tantos outros espaços. Então a nossa solidariedade ao povo do Rio de Janeiro. Quero também lembrar a vocês que nos acompanham neste momento. que nós estamos vivendo um momento também histórico, que também tem referência com os povos originários, por conta do massacre que eles viveram durante tanto tempo Quero lembrar aqui do Massacre às Mulheres. E, portanto, lembrar do pacto promovido pelo presidente Lula, que é o Pacto de Combate ao Feminicídio. O pacto de respeito às mulheres. Vocês, alguns de vocês talvez se lembrem que eu relatei aqui desta tribuna em 2023. uma sobrinha filha de minha irmã de cerca de 30 a 32 anos, em 2023, foi atacada por seu companheiro que lhe desferiu cinco tiros. E ainda alegou diante da justiça legítima defesa. Tiros pela frente e tiros pelas costas. O feminicídio, a violência contra as mulheres, ele tem precedente. E uma das precedências, deputada Sélia Chacriabá, é também a violência que se estabeleceu historicamente no Brasil contra os povos originários. Pois bem, eu quero lembrar de alguns casos muito recentes e, de modo particular, as deputadas e os deputados do Rio de Janeiro que acompanham. Na cidade de São Gonçalo... Uma jovem de 20 anos foi atacada dentro da própria casa, recebendo mais de 15 facadas, após recusar um pedido de namoro. O agressor, segundo relatos, já havia perseguido a vítima, que hoje segue internada em estado grave, lutando pela própria vida. Nós precisamos dar um basta a isto. E lutar pelos povos originários, lutar pela nossa universidade indígena, é também lutar contra o desfecho de violência contra as mulheres, contra as meninas. Quero lembrar também aqui do estado de Rondônia. A professora de Direito Juliana Santiago, de 41 anos, foi assassinada a facadas dentro de uma faculdade por um aluno. Quero lembrar aqui também de duas professoras do Cefete no Rio de Janeiro, no Maracanã, muito próximo da minha residência. duas, três ruas além da minha casa. Duas professoras assassinadas por um pedagogo dentro da própria instituição de ensino. E aí a gente vive aqui olhando alguns deputados e deputadas que estão agora contrário a esse projeto, contrário a tudo isso que a gente tem delineado e discutido, o espelho que muitos, não só deputados, mas que da sociedade brasileira, da sociedade mundial, tem no espelho, no reflexo daquilo que, por exemplo, promove o presidente dos Estados Unidos mulheres, no desrespeito aos migrantes, no desrespeito aos latinos. E nós precisamos dar um basta em tudo isso. É fundamental destacar, então, o pacto Nacional de Prevenção aos Feminicídios. Essa iniciativa que articula ações integradas entre a União, os Estados, os Municípios, a sociedade civil, para enfrentar essa violência contra as mulheres, para fortalecer políticas públicas, ampliar a proteção e atuar na prevenção desses crimes que destrói famílias e comunidades inteiras. E nós precisamos seguir juntos e juntas, homens e mulheres, pela humanidade. O Pacto contra o Feminicídio é um pacto de humanidade, é um pacto de uma nova estrutura de humanidade, para a gente perceber como é que nós podemos caminhar e como é que homens e mulheres têm que se responsabilizar por esse pacto. seguiremos defendendo que o combate ao feminicídio, seja tratado com prioridade absoluta do Estado brasileiro. Nós não podemos, não devemos, nós não temos o direito de naturalizar a violência, de aceitar que mulheres continuem tendo suas vidas interrompidas por uma cultura de ódio, posse e intolerância. Quero lembrar aqui, falas importantíssimas que a gente precisa sempre relembrar: aqueles e aquelas que lutam contra a democracia, contra as mulheres, contra os empobrecidos, contra os migrantes, contra os negros, contra os povos originários, contra os trabalhadores empobrecidos nas nossas cidades e nos campos, são os mesmos, os mesmos que alardiam aos quatro ventos a possibilidade de construir uma sociedade do horror. Mas nós queremos, pela política, construir uma sociedade do respeito, uma sociedade da fraternidade e uma sociedade do amor. Viva a luta dos povos originários... Vamos aprovar esse requerimento de urgência, porque isso é justiça, com Célia Chacriabá e todas as indígenas e os indígenas do Brasil.

10 de fev, 22:06