PLENÁRIO
Sobre o Evento
A sessão plenária foi formalmente aberta com os procedimentos de rotina, dando início imediato às comunicações parlamentares.
Deputado
Eu venho aqui fazer um apelo. a toda a estrutura do governo federal. especialmente o nosso vice-presidente da república Ministro Geraldo Altmi. da indústria e comércio, a toda a embaixada do Brasil a todo o nosso sistema de relação de comércio exteriores, que nós precisamos mais do que nunca intensificar o debate, o diálogo, o contraponto nessa questão da taxação do calçado brasileiro. Diga-se... Grande parte do calçado gaúcho. Aliás, o setor madeireiro e couro calçadista. Os dois são os mais prejudicados hoje com essa taxação. Outros setores já conseguiram avançar em acordos, mas aqui essa taxação remanescente. 10%, mais 40%, Daqui a pouco chega a 50%, vai matar o setor calçadista. no Rio Grande do Sul, no Brasil, mas no Rio Grande do Sul mais ainda. ali no Vale do Paranhana, no Vale do Sinos, Igrejinha, Taquara, Parobé, Rolante. Novo Hamburgo, Sapiranga. campo bom, enfim... Essa região que produz e produz com qualidade, o calçado de melhor qualidade do mundo. Está aqui, mas taxado não anda. E aí é o emprego, é a renda, vão matar nossas empresas. Vai o empreendedor, vai o trabalhador, vão os empregos, vai ser a renda. Fica a conta da farmácia, fica a conta do supermercado, fica o desemprego, fica o vazio. E não dá para consentir. Por isso... Nós estamos fazendo esse apelo, eu sei. Já houveram os avanços, Eu mesmo participei de reuniões, abicalçados, tem trabalhado O vice-presidente e o ministro Geraldo Alves tem se esforçado. Eu reconheço. Quem reconhece, quem agradece, muito mais merece. Mas nós precisamos muito mais. Os empresários, os empreendedores estão pedindo socorro. os trabalhadores estão assustados, as famílias. Aquela região impactada... vive uma angústia, uma insegurança. É uma espada na cabeça. da economia do Vale do Sino, do Vale do Paranhano. do setor da madeira também. Ali em São Francisco de Paula e na região. Por isso, senhor presidente, que eu quero deixar aqui... Este é apelo, porque são empregos que estão em jogo. É a renda, é a vida das pessoas. É uma realidade muito dura. que nós precisamos enfrentar. Nós não podemos assistir de braços cruzados. a perda da competitividade de um setor construído com muita história. A indústria gaúcha. A indústria do Brasil, do Cançado, começou. No Rio Grande do Sul E nós pensamos resistir. O Vale do Cido, o Vale do Paraná, não vai morrer sem lutar. E nós temos lado. Estamos lado empreendedor, ao lado do trabalhador, ao lado daqueles que fazem... a diferença no nosso país e no nosso Rio Grande. Por isso esse meu apelo enfático. Não dá para se calar. É o coração que bate forte. É um drama que nós estamos vivendo. E o Rio Grande do Sul não vai se calar. Nós vamos nos levantar e precisamos do apoio do governo. Eu volto a insistir, eu reconheço a luta. Mas ainda não chegamos aonde precisamos chegar e nós não podemos desistir. Nós não vamos morrer sem pelear, até porque não está morto quem peleia.




