PLENÁRIO
Sobre o Evento
O evento legislativo concentrou-se na votação de requerimentos de urgência para temas como isenções fiscais, políticas de saúde, medidas ambientais e reformas no Código Civil. O debate destacou o combate à violência contra a mulher e o papel da educação na igualdade de gênero, além de intensas divergências sobre currículos escolares e fiscalização ambiental via satélite. Foram realizadas homenagens póstumas a parlamentares, críticas à polarização política, denúncias de perseguição e violência política, e solicitações de investimentos regionais e fiscalização governamental.
Deputado
Sr. Presidente, gostaria de pedir que a nossa fala pudesse ter repercussão na voz do Brasil Eu quero me dirigir Deputado Evair, deputado Sargento Faú, deputado Coronel Crisóstomo. Eu quero começar minha fala, presidente, falando sobre uma frase de Jair Messias Bolsonaro. Abre aspas. Se alguma covardia acontecer comigo, continuem lutando". Subo essas tribunas, senhor presidente, e vou ler o meu discurso, porque... Eu não quero fugir de nenhuma vírgula. registrar minha mais profunda indignação com a situação do ex-presidente Jair Bolsonaro. Estamos falando de um homem de 70 anos com histórico severo de complicações clínicas, agravadas desde o atentado brutal de que foi vítima. e das múltiplas intervenções cirúrgicas a que precisou se submeter ao longo dos últimos anos. Se Jair Bolsonaro, coronel Crisóstico, não tivesse uma saúde extraordinariamente resistente, como nós militares temos, com a graça de Deus... já teria sucumbido decorrente de nove intervenções cirúrgicas que precisou sofrer. Por isso é inaceitável que agora, diante de um quadro clínico grave... O Estado brasileiro insista em agir com frieza. Leia-se, Supremo Tribunal Federal. Como se nada estivesse acontecendo. A deterioração de sua saúde não pode ser tratada com detalhe burocrático, nem com pinimba e mimimi. de ativismo judiciário. Não se pode ignorar que é um histórico dramático que começou com a tentativa de assassinato que marcou a vida nacional. e que cujas consequências recaem sobre ele até hoje. E repito, que nunca foram esclarecidas para o povo. Sargento Faú, quem mandou matar Bolsonaro, você sabe? Ninguém sabe! O brasileiro e o Brasil e o mundo não sabem. Negar a prisão domiciliar humanitária para Jair Bolsonaro diante desse cenário Não é frieza, não é firmeza. É desumanidade. Eu vou falar também, é falta de caráter. é cruedade institucional, é fechar os olhos para uma realidade de um homem idoso, fragilizado e submetido novamente a sério risco. E depois, não me venham dizer que não sabiam do agravamento do quadro clínico dele. Isso é uma mentira descabida e deslavada e cabeluda para quem não tem cabelo na cabeça. E também não tem juízo. Não poderão alegar desconhecimento da gravidade do quadro clínico. Não poderão fingir surpresa... diante de um agravamento que já se apresenta de forma clara, preocupante e não é recente. Já faz tempo. Ninguém está pedindo privilégio. Ninguém está pedindo refresco aqui, não. O que se perde não é refresco. Não é refrigério. Se pede é humanidade, é justiça. Ninguém está pedindo impunidade. O que se exige é dignidade e humanidade. respeito a dignidade da pessoa humana e o mínimo de responsabilidade por parte de quem tem o dever de decidir. de fazer com que a justiça seja cumprida. O que estão querendo mais uma vez, senhor presidente, e agora de forma institucional... Porque antes foi um vagabundo chamado Adélio Bispo. contratado por não sei quem, que ninguém sabe, defendido por um escritório de advocacia, que chegou lá rapidamente de avião. Quem pagou isso daí? Deve ter sido o Papa, com todo respeito ao Santo Papa. com todo respeito a ele Mas só pode ter sido o Papa. Não é possível um negócio desse. Quem pagou para poder matar Bolsonaro até hoje a gente não sabe. Só sabe que pagaram os advogados e pagaram... o tal do Adélio Bispo, que está para ser solto. Senhor presidente, eu vou terminar a minha fala com um tema... que é regional, é ocorrido no Rio Grande do Norte. Pasmem, senhores deputados, senhoras e senhores que nos assistem. Os jornalistas... As jornalistas mulheres do Rio Grande do Norte foram agredidas por um tal de Boulos. Guilherme Boulos. Esse cabra que não merece as cuecas que usa. Chegou no Rio Grande do Norte para poder fazer... É, se é que usa. Chegou no Rio Grande do Norte para poder fazer um sarameleque lá com o PT. Participou de um evento político... que tinha meia dúzia de gatos pingados na frente do Midway. Uma vergonha. Governadora Fátima Bezerra, a senhora tinha que... A senhora tinha pedido desculpa ao povo do Rio Grande do Norte. A senhora escalou polícia para poder fazer segurança para meia dúzia de gatos pingados. Deputado Evair, foi vergonhoso. Foi vergonhoso. E só tinha lá a claque, mas não tinha 50 pessoas na frente do mido, porque normalmente a gente junta mil, duas mil pessoas. 50 pessoas para ouvir Guilherme Boulos. Mas isso não foi o bastante. Boulos participou de uma entrevista na 98FM, no programa 12 em Ponto. A entrevista foi conduzida pelas jornalistas... Minha continência para vocês e meus respeitos. Estou fazendo essa fala aqui para defender vocês. Andréia Freitas, Ana Karina Castro, Ana Ruth Dantas, o jornalista Túlio Lemos, que ele sabe que nós não temos algumas diferenças, né? E o Saulo Spinelli. Durante o debate, ao ser confrontado com informações públicas sobre pedido de arquivamento de investigações, envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro... O Boulos elevou o tom, acusou jornalistas, inclusive gritando com as mulheres, hein? Ele gritou com as mulheres... E eu quero que a mídia do Rio Grande do Norte e os demais políticos do Rio Grande do Norte defendam as nossas mulheres jornalistas. Não somente por serem mulheres, mas por serem jornalistas. E disse ao vivo, chamando elas de mentirosas: "Não minta, mesmo depois da bancada toda citar que as informações estavam publicadas pelo STF em veículos nacionais. A liberdade de imprensa, senhoras e senhores. É pilar do Estado Democrático de Direito. O jornalista não está em estúdio para agradar a autoridade, está para perguntar, confrontar versões, cobrar coerência... e informar a população. Eu mesmo, senhor presidente, já fui... estado em algumas entrevistas lá por pessoas que têm viés esquerda, de forma grosseira, e eu respondi sempre de maneira educada. E vou tentar voltar à educação aqui agora. Mas me desculpem, é que esse tema é tão gravoso, é tão difícil da gente ficar calado e quieto, que eu tenho que me exaltar aqui no plenário. O que está em jogo é o respeito às instituições, é o respeito à imprensa livre e ao direito do povo de receber informações baseadas em fatos. E para concluir, senhor presidente, eu peço desculpas mais uma vez por me delongar, para concluir, sexta-feira passada, por uma coincidência triste do destino, dia 13. de março, uma sexta-feira, Nós tivemos um assassinato político no Rio Grande do Norte. Um assassinato e uma tentativa de assassinato. De 12 para 13, tentar assassinar um prefeito de Francisco Dantas. Pelas graças de Deus, o tiro bateu no para-brisa, bateu na lateral do carro e não atingiu, bateu até na direção, mas não atingiu o prefeito. E o... já pedia a ele para que rezasse e agradecesse a Deus. Mas a segunda tentativa foi... teve sucesso, infelizmente, matou um vereador nosso do PL. É... Há um tempo atrás, mataram um outro vereador lá em Estremóis. não teve sucesso a apuração, a investigação. Então, senhor presidente, o que eu preciso dizer aqui para todos vocês é o seguinte: nós chegamos num ponto tal de intolerância, a intolerância já reinou nesse plenário com agressões físicas aqui e ninguém pagou nada, ninguém sofreu nada, ninguém foi mandado para fora, ninguém perdeu o mandato. A intolerância está no mundo, a intolerância está no Brasil de um jeito absurdo. A gente não pode aceitar que essa intolerância que aconteceu no Rio Grande do Norte, especialmente em extremóis, em Francisco Dantas. possa voltar a acontecer. A convivência com os contrários é necessária, eu não vou negar. Eu não consigo conversar com algumas pessoas lá do meu Estado. que são do PT, que são de esquerda, eu não consigo conversar com eles porque eu vejo que é... sabe, não tem, é perda de tempo, a verdade é essa, porque a gente discute coisas e eles acham uma coisa e na verdade o que eles acham infelizmente Para concluir, senhor presidente... Infelizmente, eles estão do lado errado. infelizmente, é isso que a população está dizendo eu espero que a população possa marcar isso aí então meus sentimentos, a família do vereador Fábio Vicente, que foi assassinado a tiros, E, senhor presidente, eu sei que é pedir muito. Mas... Em respeito aos mortos, essa casa sempre faz um minuto de silêncio. Então eu queria pedir a V. Exª se autorizaria a nós fazermos um minuto de silêncio, Em respeito aqui ao vereador... Fábio Vist... Obrigado. povardemente. Muito obrigado, presidente. Obrigado. Vamos atender.




