COMISSÃO DE MINAS E ENERGIA

24 mar. 2026 16:01 às 18:46

Sobre o Evento

A audiência debateu a crise no setor elétrico causada pelo desperdício de energia renovável (*curtailment*) e pela falta de infraestrutura de transmissão. Especialistas e parlamentares destacaram a insegurança jurídica, prejuízos bilionários e a necessidade de estabilidade regulatória. As propostas centrais incluem o aumento do consumo industrial, o aprimoramento do planejamento do sistema, o compartilhamento equitativo de riscos e custos, e a expansão urgente da rede de transmissão, visando eficiência operacional e proteção ao consumidor final.

Status
Concluído
ID: 81173Total: 52 discursos
#11
DIRETOR REGULATÓRIO - Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica) Francisco Silva
Francisco Silva

DIRETOR REGULATÓRIO - Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica)

Transcrição automática

Traz aqui alguns números, então, né, mostrando que os cortes, eles escalaram, né, se a gente pegar, por exemplo, o prejuízo que esses geradores já tiveram, o senhor já demonstrou isso, né, deputado, mas a gente traz aqui novamente os números de prejuízo. De quando esses cortes começaram a crescer, a gente está falando de números de mais de 8 bilhões e meio em prejuízos que já foram assumidos pelos geradores renováveis, eólicas e solares. renováveis. Somente no ano de 2025, estamos falando de 6,2 bilhões de prejuízo assumido pelas empresas. Nós temos grandes desafios hoje enquanto geradores renováveis. Demanda, claro, é um desafio, porque é o que impulsiona novos projetos, e a demanda precisa crescer para que a gente consiga ter esses novos projetos sendo viabilizados. A expansão do sistema de transmissão é um desafio importante. Tem um descasamento hoje, porque a transmissão acaba expandindo do que as próprias fontes renováveis, você consegue construir um parque eólico solar em cerca de um ano, um ano e meio, dois anos, e a transmissão muitas vezes demora cinco, seis anos para acontecer. E o corte de geração renovável, que era o Uma questão... conjuntural, não era estrutural, hoje já se tornou estrutural, porque hoje a gente já tem toda uma indústria, por exemplo, falando das eólicas, 80% de nacionalização que nós temos nos parques eólicos aqui do Brasil, nós produzimos parques eólicos com 80% de índice de nacionalização. E esse montante a gente tem visto em 2024. foi um ano onde a indústria não vendeu nenhum aerogerador no Brasil. 2025 foi um ano onde pouquíssimos aerogeradores foram vendidos. Existe uma capacidade hoje dessa indústria para produzir mais de 5 gigas de máquinas para serem vendidos, comercializados no mercado, e a gente tem visto isso minguando, muitas empresas já fechando as portas. Estamos falando de uma cadeia produtiva de mais de mil empresas no Brasil inteiro. até 2025, a gente tem um montante de 47 terawatts hora. Isso é equivalente ao consumo realizado por Bahia e Ceará somados, os dois estados, no ano de 2023, o que dá a... condição alarmante daquilo que a gente tenta colocar aqui. Acho que até a Isabela, com quem a gente acaba trabalhando em conjunto, a Biólica e a B-Solar, nessa questão dos cortes, porque são as associações mais diretamente atingidas pelos cortes de eólicas e de solares, e houve uma evolução do ano passado para cá, esse parlamento tomou uma decisão que foi... é extremamente, eu já estou com meu tempo acabando, mas eu prometo que são mais dois slides. Você pode falar Eu tinha que interromper isso.

24 de mar, 16:30