
Vai ser muito útil. Mas... Nós tivemos, no ano passado, uma evolução legislativa, e isso ocorreu também por conta de uma movimentação, uma pressão não só das empresas, mas uma preocupação, porque isso acaba acionando também famílias que, muitas vezes, estão sendo impactadas nos territórios onde você tem projetos, muitas vezes, a partir do momento em que você não tem esses projetos sendo viabilizados, ou eles estão sendo cortados, essas famílias também têm rendas ali relacionadas a rendamento, etc., que são reduzidas. Cito mais um exemplo. A regulamentação que existe desde 2021 para poder tratar dos cortes de geração, em 2024, o montante recebido pelos geradores foi inferior a 1%. foi próximo de 1% que a gente teve, de ressarcimento a esses geradores, de todo o risco que foi tomado. Em 2025, esse montante foi de cerca de 4%. E... muitos geradores têm observado, principalmente nos momentos em que você tem os meses de safra dos ventos, que a gente costuma dizer, que é basicamente o segundo semestre ali na região nordeste, venta muito, e nesses momentos o que a gente observou, o que a gente tem analisado, é que em algumas empresas, alguns projetos, tem sido impactado em 70% da sua produção. Imagina montar um mercadinho, você tem seus produtos comprados, faz a venda desses produtos, 30%. O que a gente está falando, o que está acontecendo com esses geradores é isso. Esses geradores estão recebendo, no final do mês, onde eles compraram 100% de um produto, eles estão recebendo 30%. Então, isso é a incerteza que hoje nós temos acompanhado. Tivemos uma evolução, que nós consideramos, e aí, Aproveito para colocar aqui no meu... Último slide. Essa evolução veio por meio da Lei 15.269, que trouxe um reconhecimento a respeito daquilo que é a alocação de risco nessa questão. Então, entendeu-se que o gerador... fica com o risco da sobreoferta de energia elétrica. Concordamos com isso, ok. O Parlamento decidiu por isso, foi uma discussão realizada com os brasileiros, estamos de acordo, então, com a forma como isso se fechou e, a partir de agora, temos discutido a regulamentação. Na regulamentação, qual é o problema que a gente passou a enfrentar? E agora há uma discussão junto ao Ministério, junto ao Ministério de Minas e Energia, a Agência Nacional de Energia Elétrica e o Operador Nacional do Sistema também participando, Porque hoje, dentro dessa sobreoferta, que é um risco do gerador, como ficou pactuado na lei, Existem pontos que não estão relacionados à incapacidade de colocação de energia barata na demanda por energia elétrica do país. Existem pontos que muitas vezes estão ficando como risco dos geradores, que estão relacionados a características operativas das próprias usinas. Muitas vezes uma usina precisa gerar mais um determinado horário ou gerar menos em função... de você ter condições sistêmicas que ocorrem, e você precisa daquela usina gerando naquele período. E aí você faz um corte, numa usina renovável. E aí o que a gente coloca é, esse montante não é razoável que fique também sobre gestão, sobre gerência e responsabilidade dos geradores. Então, hoje, a nossa discussão junto ao Congresso... junto aos órgãos de governo, é para que seja feita a melhor regulamentação. E eu queria colocar um último ponto aqui também. Hoje, uma das questões, um dos desafios que nós enfrentamos, até relacionado à questão da demanda, está relacionado ao crescimento que ocorreu nos últimos anos da micro e mini geração distribuída. O deputado mencionou a geração no telhado da sua casa. E nós entendemos que a tecnologia de micro e mini geração distribuída Brasil, a gente é muito feliz, nós somos muito faustosos aqui no Brasil porque nós temos espaço para todo tipo de fonte. No entanto, A inserção dessas fontes precisa observar uma racionalidade, inclusive na questão de subsídios. E aí a gente coloca o seguinte, hoje já se entendeu da parte da Procuradoria da Agência Nacional de Energia Elétrica que existe a viabilidade de cortes, físicos nessa micro e mini geração distribuída. O que você não tem é a possibilidade técnica de se fazer isso, você não consegue fazer fisicamente. Nesse sentido, o que nós colocamos aqui é que essas usinas renováveis, as eólicas, as solares centralizadas, acabam prestando, de certa forma, um serviço para o sistema, no sentido de que elas são cortadas no momento em que você tem um excesso muito grande de sobre-oferta ali, advindo da micro e mini geração distribuída. Então, o que nós colocamos é a necessidade de se reconhecer que, o gerador também não pode ficar com este tipo de risco, advindo dessa expansão que foi feita da micro e mini geração. Então, eu gostaria de agradecer mais uma vez, desculpa o tempo que eu acabei passando, senhor deputado, mas a gente agradece a oportunidade de colocar pontos que são tão relevantes para a gente poder virar essa página das incertezas que temos para poder investir na indústria de renováveis, mais especificamente na indústria eólica nacional. Obrigado. Obrigado. Obrigado.
Traz aqui alguns números, então, né, mostrando que os cortes, eles escalaram, né, se a gente pegar, por exemplo, o prejuízo que esses geradores já tiveram, o senhor já demonstrou isso, né, deputado, mas a gente traz aqui novamente os números de prejuízo. De quando esses cortes começaram a crescer, a gente está falando de números de mais de 8 bilhões e meio em prejuízos que já foram assumidos pelos geradores renováveis, eólicas e solares. renováveis. Somente no ano de 2025, estamos falando de 6,2 bilhões de prejuízo assumido pelas empresas. Nós temos grandes desafios hoje enquanto geradores renováveis. Demanda, claro, é um desafio, porque é o que impulsiona novos projetos, e a demanda precisa crescer para que a gente consiga ter esses novos projetos sendo viabilizados. A expansão do sistema de transmissão é um desafio importante. Tem um descasamento hoje, porque a transmissão acaba expandindo do que as próprias fontes renováveis, você consegue construir um parque eólico solar em cerca de um ano, um ano e meio, dois anos, e a transmissão muitas vezes demora cinco, seis anos para acontecer. E o corte de geração renovável, que era o Uma questão... conjuntural, não era estrutural, hoje já se tornou estrutural, porque hoje a gente já tem toda uma indústria, por exemplo, falando das eólicas, 80% de nacionalização que nós temos nos parques eólicos aqui do Brasil, nós produzimos parques eólicos com 80% de índice de nacionalização. E esse montante a gente tem visto em 2024. foi um ano onde a indústria não vendeu nenhum aerogerador no Brasil. 2025 foi um ano onde pouquíssimos aerogeradores foram vendidos. Existe uma capacidade hoje dessa indústria para produzir mais de 5 gigas de máquinas para serem vendidos, comercializados no mercado, e a gente tem visto isso minguando, muitas empresas já fechando as portas. Estamos falando de uma cadeia produtiva de mais de mil empresas no Brasil inteiro. até 2025, a gente tem um montante de 47 terawatts hora. Isso é equivalente ao consumo realizado por Bahia e Ceará somados, os dois estados, no ano de 2023, o que dá a... condição alarmante daquilo que a gente tenta colocar aqui. Acho que até a Isabela, com quem a gente acaba trabalhando em conjunto, a Biólica e a B-Solar, nessa questão dos cortes, porque são as associações mais diretamente atingidas pelos cortes de eólicas e de solares, e houve uma evolução do ano passado para cá, esse parlamento tomou uma decisão que foi... é extremamente, eu já estou com meu tempo acabando, mas eu prometo que são mais dois slides. Você pode falar Eu tinha que interromper isso.
Boa tarde a todos e a todas. Uma boa tarde, senhor deputado Paulo Guedes. Muito obrigado pela oportunidade que temos de discutir esse que tem sido o grande desafio e assunto pelo menos lá na nossa associação, eu posso dizer, nos últimos três anos, tem sido o assunto principal a questão dos cortes de geração renovável. que a gente até ouviu o senhor mencionando a questão do risco que está sendo colocado hoje em cima do gerador, Hoje a gente costuma dizer o seguinte, deixou de ser um risco. Hoje, na realidade, o que se tem, a gente está trabalhando com incerteza. E aí tem até alguns matemáticos, economistas, que costumam dizer: Um cenário de risco é aquele que você consegue fazer cálculos e fazer uma previsão. para o futuro, você consegue trazer ali aquela previsão para a racionalidade dos projetos que você está construindo, e você consegue, com essa racionalidade, projetar ali o quanto você precisa cobrar por aquele projeto, quanto você vai deixar em cima da mesa, muitas vezes, o quanto você tem de risco atrelado àquilo. Hoje a gente fala de incerteza, os geradores não conseguem calcular, os geradores não têm hoje ferramentas e estão sendo hoje, se é alocado em cima dos geradores de energia renovável, basicamente as eólicas e a energia solar centralizada, uma incerteza que faz com que, simplesmente, o que a gente observa hoje, alguns projetos já existentes, gerando e ficando inviáveis, outros projetos a gente vê não sendo construídos. E até o que começou a acontecer ao longo desse início de ano, a notícia, infelizmente, negativa, é da parte dos geradores, a gente tem visto demissões nas empresas em função dos prejuízos inerentes aos cortes de geração. Isso já chegou a esse ponto atualmente. Eu gostaria de... Ah, estou com ele aqui. Passo o próximo slide, primeiro slide. Acho que não está vendo. Obrigado. Foi. Quer que eu faça em pé? Tem um microfone aqui, você pode fazer em pé. Vamos lá. É... Obrigado. O que a gente trouxe aqui, muito, só para ilustrar realmente... aquilo que a gente está apresentando sobre os cortes de geração O microfone está um pouco abafado, mas acho que dá para entender. A gente trouxe aqui um mapa mostrando onde está a concentração dos cortes, isso acaba sendo de conhecimento do pessoal, porque os cortes acabam se concentrando na região nordeste, onde a gente tem o melhor vento do mundo, o Brasil tem o melhor vento do mundo, então a gente vê uma concentração muito grande, onde 90% dos parques eólicos estão atualmente, também tem muitos parques solares nessa região. Doutor Francisco, eu vou fazer um... Acho que vai ficar melhor.
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