SECRETARIA DA MULHER

24 mar. 2026 08:30 às 12:46

Sobre o Evento

O evento promoveu o debate sobre a igualdade de gênero, enfatizando a urgência de ampliar a representatividade feminina na política, combater a violência e superar as barreiras estruturais que fragilizam a democracia brasileira.

Status
Concluído
ID: 81408Total: 49 discursos
#21
Transcrição automática

Muito obrigada, deputada Gisela. Bom dia, meus cumprimentos a todos e todas. É uma alegria estar aqui neste evento moderando este painel com um tema tão necessário, feminismo nas políticas públicas. Mas eu gostaria inicialmente de registrar aqui meus agradecimentos. Meus agradecimentos a toda a organização deste evento, em especial ao grupo Mulheres do Brasil e também ao grupo Elas Pedem Vista. Deixo aqui minha gratidão, minha reverência por uma trajetória de liderança em relação aos coletivos. em relação à articulação da sociedade civil, e, mais uma vez, também, registro, gostaria de registrar, a gratidão a esta casa, a esta casa do povo. Então, tenho a alegria de estar aqui ao lado da deputada Gisela Simona e cumprimento, então, o Congresso Nacional, em especial a Câmara dos Deputados, em seu nome, já que ter essa incidência, essa ocupação, essa discussão aqui na casa do povo, representando a democracia ainda imperfeita deste nosso país, material que tanto almejamos é relevante. Então, deixo aqui esse registro. E, finalmente, antes ainda de passar a palavra às nossas convidadas, palestrantes dessa mesa, eu gostaria também, como mulher, como mulher negra, como mulher nordestina, que também já foi feita referência aqui, ao regionalismo, deixar a minha impressão sobre este março. Nós mulheres vivenciamos a cada ano um março diferente. A cada ano uma celebração em relação a esse dia internacional que nos hermana, que nos agrega, que nos traz a nossa pauta. E a cada março eu tenho sensações diferentes. Não posso deixar de registrar a sensação em relação a esse março de 2026. Ela se subdivide, na verdade, em duas sensações, mas todas, muito infelizmente, permeadas pela violência. Tivemos aqui o registro da doutora Janete em relação à trajetória, à construção, às transformações, e isto é inegável, e minha fala aqui não é de forma alguma de apagamento das conquistas que nós mulheres já tivemos, e digo como mulher negra, à luz do que as minhas ancestrais já vivenciaram em relação à privação de liberdade que hoje eu vivencio, então isso é avanço, mas não posso negar o mês de março violento de 2026. violência física. E a cada dia, minha voz já embarga, é uma notícia severa de morte, de feminicídio, de dor, de mulheres que perdemos diariamente neste país. Esta é a violência física que, em março de 2026, não apaga a celebração, mas nos... hermana ainda mais a reflexão sobre o que precisamos ainda fazer por esse nosso país, Brasil, que queremos inclusive o diverso, como é o grande nome deste painel. E a segunda violência, esta sim simbólica, e aí eu já trago com uma perspectiva mais otimista e trazendo a minha vivência como professora, como acadêmica, como palestrante, em relação à simbologia de eventos como este, e à simbologia de eventos à luz de um feminismo que, historicamente, afastou o feminismo negro da pauta feminista branca. E esse evento... Sim. coloca, a meu ver, historicamente subvertendo toda essa lógica de a frente chegar o feminismo branco, com as lutas brancas e que saam uma mulher negra, estávamos exatamente conversando sobre isso um pouco antes do início do evento, e esse evento diz não, temos os nossos feminismos, precisamos avançar com o feminismo negro na mesma linha de caminhada do feminismo branco. Então, aqui, essa violência simbólica que nos atravessa ao longo dos anos já vem sendo aplacada. Então, meus cumprimentos à organização deste evento por transformar essa história, por simbolizar uma iniciativa a ser replicada, difundida, e, quiçá, banalizada, isso é o que eu espero, que eu não precise, mas, em um momento inicial, salientar o quão destacado e diferente é este momento, que ele se torne banal e comum na nossa sociedade. de passar a palavra neste painel à nossa primeira palestrante, a doutora Helen Piedade, aqui representando o coletivo Abayomi. Por favor, tenha a palavra. Obrigada.

24 de mar, 11:04