PLENÁRIO
Sobre o Evento
A sessão de comissão geral debateu o grave problema do feminicídio no Brasil, resgatando o contexto histórico de conquistas das mulheres. Enfatizou-se a importância da atuação do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher na trajetória constitucional do país.
Conselheira Nacional do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher - CNDM e representante da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação - CNTE
Já, quase boa tarde. Eu também sou... aquela que acha que o "boa tarde" depois do almoço, mas... Não posso deixar de dizer aqui boa tarde. Quero cumprimentar aqui, essa mesa, essa sessão, Em nome das deputadas Lidice. e Maria do Rosário, dizer da importância que são essas parlamentares para essa casa, que aí é uma casa conservadora e que essas mulheres resistem tanto para fazer e normatizar leis importante para as mulheres desse país. Quero cumprimentar a ministra Márcia. que representa aqui as mulheres do Brasil. no Ministério que tem feito um esforço enorme para que a gente possa continuar avançando e voltar ao que nós tínhamos de progresso em avanço nas políticas. para mulheres. O feminicídio é uma das maiores tragédias sociais do Brasil. Segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o país registra mais de mil feminicídios por ano. Só em 25.568 casos. mais de 4% em relação ao ano anterior. E mais, e neste e no Distrito Federal, são cinco feminicídios só esse ano. Esses números são fruto do acaso, não são frutos do acaso. O feminicídio tem raízes profundas em nossa formação histórica, marcada por um sistema patriarcal, escravocrata, que naturalizou a desigualdade e a violência. durante séculos. consolidou-se a ideia de que a mulher é propriedade. que se pode ser controlada, silenciada, em casos extremos, eliminada. que todos é que esse infeminicídio nos últimos anos tem um crescimento. extremo. e que difunde também a questão da misoginia que contribui para reforçar a política do ódio. Casos recentes chocam o país. a soldado da polícia militar em São Paulo, a comandante da guarda civil, Daisy Barbosa, no Espírito Santo, em tantos casos. Em que o... E eu acho que o mais chocante dos casos, o homem que matou os filhos para atingir a mulher, em assassinato vicário. que é o grau extremo de crueldade que pode chegar à violência de gênio. Esses casos ganham repercussão, mas todas as mulheres anônimas são vítimas dessas causas. É preciso dizer com clareza que o feminicídio também tem cor. Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Política mostram que as mulheres negras são principais vítimas. E eu quero aqui, então, cumprimentar o negro que está presente em nome do negro e todos os movimentos negros. dos movimentos negros. Vivemos ainda uma expansão de uma cultura machista, disseminada na internet com grupos de incentivo ao ódio às mulheres. A estabilização e a regulação das plataformas digital são parte importante da resposta institucional a este fenômeno. Mas a transformação mais profunda começa na educação. muitas crianças crescem presenciando a violência contra suas mães E aprendem desde cedo que a dominação e outras... E outras formas, as meninas também são expostas a uma cultura de desrespeito e desafio. Uma cultura de respeito afeta a igualdade e a escola é um espaço importante. professores e professoras que vão ser valorizados. Somos fundamentais nessa luta. E eu queria terminar para não pular tanto tempo, nessa redução de tempo, mas dizer que nós precisamos cada vez mais aprofundar o debate na escola. Parabéns ao Ministério da Educação e ao Ministério da Mulher pela ação última. Mas dizer que nós precisamos aprofundar também na escola, na educação básica, desde a pré-escola até o ensino médio, para que a gente possa fazer, debate de gênero também como um processo no nosso currículo. Então, para terminar, dizer, parem de nos matar, as mulheres querem não só vida, mas liberdade, democracia e, principalmente, neste momento, a soberania do nosso país. Muito obrigada. Até a próxima. Obrigado. Obrigado.




