PLENÁRIO
Sobre o Evento
A sessão de comissão geral debateu o grave problema do feminicídio no Brasil, resgatando o contexto histórico de conquistas das mulheres. Enfatizou-se a importância da atuação do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher na trajetória constitucional do país.
Deputada
Disse Luiza e sabemos ser búfalo também. E sabemos a coragem que carregamos. Tem um poeta que diz que parece que pedra é coisa de nascença no sertanejo. E eu diria que coragem é coisa de nascença nas mulheres. E é preciso que a gente reconheça essa coragem, que essa coragem seja reconhecida pelo conjunto da sociedade. E aqui, neste momento em que nós estamos, nesta comissão de combate ao feminicídio, é bom que nós tenhamos absoluta nitidez que o feminicídio é construído. é construído é construído nesta lógica de gênero que subalterniza as mulheres é construído pela misoginia, por isso é muito urgente que nós tenhamos aprovada a proposição que criminaliza a misoginia. Não é mais permitido que nós possamos achar que é natural esta violência que se reflete no conjunto da sociedade. Ah, tem violência que deixa marca na pele, tem violência que deixa marca na alma, tem violência que deixa marca na própria construção de uma sociedade que seja uma sociedade livre e igualitária. Por isso é urgente, é urgente aprovar o projeto que criminaliza a misoginia. Nós não podemos aqui permitir que as redes sociais, ah, que em grande medida, fazem a profusão do ódio, a profusão das mentiras, que as redes sociais possam alimentar uma misoginia que mata. que mata. E é fundamental que nós também tiremos do arcabouço todos os recursos necessários para o combate à violência contra as mulheres. Para que nós possamos dizer, somos mulheres e carregamos a condição de construir uma sociedade onde não falemos pelas nossas cicatrizes, mas falemos pela tinta do Urucu e Genipapo que ornamenta o corpo das mulheres indígenas que estão ocupando esta capital da República para lutar pelos seus direitos. fundamental para que nós possamos construir a sociedade justa, a sociedade onde tenhamos a liberdade de sermos borboleta, mas que nunca deixemos a coragem, porque temos essa coragem para transformar a realidade. Criminalização da misoginia, já! Parabéns.




