COMISSÃO DE TURISMO
Sobre o Evento
A Comissão de Turismo debateu os impactos da redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6x1 no setor, contrapondo visões sobre viabilidade econômica e bem-estar laboral. Adicionalmente, foram abordadas estratégias para promover a qualidade, sustentabilidade e ações climáticas nas atividades turísticas.
Diretor do Departamento de Qualidade, Sustentabilidade e Ações Climáticas no Turismo - Ministério do Turismo
Deputado Adalena Reiner, deputado Bibo, em nome aqui do ministro Gustavo Feliciano, agradecer essa oportunidade de... participar dessa audiência pública e muito mais ouvir e aprender aqui com as colegas do Ministério do Trabalho, com os colegas aqui do trade turístico, e expor os desafios que o setor do turismo enfrenta a partir dessa discussão. da mudança de escala de trabalho. O primeiro desafio é a impossibilidade de automação no setor do turismo. É um setor que prescinde do atendimento humano, do atendimento contínuo, praticamente 24 horas, 7 dias por semana, desse atendimento, literalmente, personalizado, para que o turista, essa pessoa que vai ali até aquela localidade, tenha uma experiência completa dentro do que a gente chama da ação do serviço turístico. Então, esse é um desafio que talvez possa ser superado em outros setores, mas que na área de turismo, a gente, pelo menos até agora, dessa automação. Então, o atendimento precisa ser o mais humanizado e personalizado possível. Um outro ponto importante que nós enfrentamos aqui, deputado Bibo, no setor do turismo, é a diversidade de setores e subsetores. Então, nós vamos desde atividades que envolvem os resorts, que envolvem alimentos e bebidas, a hotelaria, ou seja, uma diversidade... ali diária e de subsetores de atividades econômicas, que impossibilitam, de alguma forma imediata, a implantação igualitária, da mesma forma, de mudança de escala de um setor, de uma subatividade econômica para outro. Ou seja, a gente precisa pensar de como equalizar essas diferenças setoriais ou subsetoriais. Ministério do Trabalho, a partir de audiências como essa aqui, que está sendo promovida pela Câmara, que contemple como é que a gente resolve, como equaliza a questão da multissetoralidade na área do turismo. A dificuldade dessa implementação é de uma forma abrupta, por conta que o setor, por si, ele é multissetorial, específica. E partir do pressuposto que a gente precisa valorizar a prevalência das negociações coletivas entre sindicatos de trabalhadores, sindicatos patronais no setor de turismo. A gente tem sete federações patronais, 130 sindicatos patronais, 30 federações de trabalhadores, em média de 450 sindicatos de trabalhadores, então precisa ter uma discussão um diálogo entre as partes para se tentar chegar aí num consenso de uma melhor forma de implementação dessa possível mudança, obviamente, uma implementação que venha gradualmente. Então, para finalizar, concluo dizendo que a gente precisa pensar numa transição regulatória, levando em considerações essas especificidades do setor do turismo, a valorização da negociação coletiva... mudanças e implementações graduais, não pensar o setor do turismo como outros setores que você muitas vezes consegue implementar de uma forma muito mais rápida, a gente precisa dessa sensibilidade, e o Ministério do Turismo se colocar... como mediador nesse processo. Nós temos lá o nosso Conselho Nacional do Turismo, vários colegas aqui integram o Conselho, creio que é um ponto a ser debatido no âmbito do Ministério, e o Ministério está aberto para essa discussão, como mediador para equalizar esse desafio da implementação da escala no setor do turismo. E pensando que a gente precisa equalizar a sustentabilidade no turismo, envolvendo o bem-estar do trabalhador, mas também o bem-estar dos empreendedores, dos empresários que investem nesse setor. A gente precisa chegar nessa equação. Muito obrigado. Agradeço ao senhor Aldo Luiz Valentim pelos esclarecimentos.




