PLENÁRIO
Sobre o Evento
A sessão plenária foi marcada por uma ampla diversidade de temas, incluindo debates sobre direitos trabalhistas, saúde pública e segurança jurídica. Parlamentares também discutiram questões sociais, como a valorização do SUAS e o combate à violência, além de temas políticos controversos envolvendo o Judiciário e o Executivo.
Deputada
Peço saudando todas as pessoas que constroem a assistência social nesse país. Todas as pessoas. e começo saudando A conferência. E sabe qual foi o eco? que saiu da conferência e que está aqui presente no dia de hoje. O eco... que veio parar nesta casa da Conferência Nacional Foi a prova APEC 383. Já. Este, este grito que sai da garganta da madrugada, Ele ecoa neste plenário. porque no dia de hoje, nós vamos aprovar em primeiro turno a PEC da Dignidade. A PEC não é a PEC da Assistência Social. é a PEC da dignidade humana. É a PEC que consolida a reconceituação da assistência social neste país. que constrói direitos todos os dias. Eu digo que a assistência social nesse país, ela vai puxando os fios os fios de vida que estão sobre os escombros de uma sociedade com tantas desigualdades e tantas discriminações. E a partir desses fios, vai construindo um amanhã que seja absolutamente sólido e que possa encobrir todas as pessoas. neste país. a um Brasil invisibilizado. a um Brasil profundo e a assistência social lida com este Brasil todos os dias. e resgata uma condição... que é absolutamente fundamental para a existência humana. Porque a nossa humanidade, a gente reconhece na diversidade mas a gente reconhece na afetividade. É política de afeto assistência social. É política para lidar com os diálogos que muitas vezes não se traduzem nas palavras. E aqui nós vamos, então, construindo este processo de proteção social. E quando a gente fala em proteção social, em política pública, tem que ter estabilidade orçamentária, tem que estar no orçamento, tem que ser política de Estado, neste país que precisa ainda fazer os lutos. os lutos dos seus períodos traumáticos, o luto da escravização, o luto do colonialismo, o luto da ditadura, ou seja, no Brasil que ainda convive com pedaços desses períodos traumáticos todos os dias, nós estamos aqui, no dia de hoje, transformando em ação o eco da Conferência Nacional e da luta de tantos anos. a função do deputado Danilo Cabral, que nunca desistiu e que foi tecendo, tecendo nesta casa. E eu tenho uma alegria muito grande. de ter cruzado a minha trajetória com a construção deste momento, este momento onde a gente diz: Ah, vai estar no orçamento, vai ter vinculação com a receita corrente líquida deste país, a assistência social, porque é preciso romper as desumanizações, as simbólicas e as literais. Nós estamos falando de pessoas. não são números. São pessoas, e pessoas amam, e pessoas carregam histórias, carregam cicatrizes de um país com tantas histórias de desigualdades. E a gente não quer mais falar pelas nossas cicatrizes. A gente quer falar por como a gente pode ornamentar as nossas peles e os nossos corpos para dizer que é preciso resgatar. a capacidade... e a possibilidade de sonhar. Por isso é muito bom estar no governo de Luiz Inácio Lula da Silva, que é a partir de um ministério, que foi o ministério ali com a titularidade de Benedita, depois com Patruza Nanias, que construiu o Cade Único e que disse que a fome não era natural. que a desigualdade não é natural. Lembro muito de um documentário, deputado Tassísio, da década de 90, onde se fala da fome. se fala da fome e ali há uma senhora que diz: "Eu acho que a fome nunca mais vai acabar no Brasil". A fome está fora deste país. O Brasil está fora do mapa da fome, mais uma vez, pelo trabalho da assistência. que se coaduna, porque as políticas elas se complementam, as políticas públicas, com a saúde, que se coaduna com a educação, e que vai lidar com uma população que muitas vezes não tem a sua voz escutada, e que fala muitas vezes pelas lágrimas, fala pelos silêncios, fala pelos corpos, e esta voz é escutada pela assistência social. neste país. Por isso, aqui venho dizer que é muito bom estar aqui no dia de hoje e aqui dizer que já no ano que vem nós saímos de 2,6 bilhões para 4,8 bilhões. Ou seja, nós estamos falando de um total no período de acréscimo, neste período até 2030, de 36,3 bilhões, para que nós possamos dizer, está no orçamento. Está na Constituição brasileira, que tem como fio condutor a própria dignidade humana. Por isso, as minhas homenagens muito especiais a todos que constroem a política de valorização de direitos, de assegurar dignidade e cidadania para todos os brasileiros e brasileiras, em particular para a população idosa, para as crianças, para as pessoas que vivem em situação de vulnerabilidade, ou seja, para todas as pessoas. que tem voz porque todo mundo tem voz. Todo mundo tem voz e as vozes estão sendo escutadas no dia de hoje como são escutadas todos os dias. por quem constrói assistência social nesse país chamado Brasil, que é do povo brasileiro, que não se ajoelha para interesses estadunidenses, mas que bate palmas para a sua população, para que nós possamos dizer Enfim, A PEC vai ser aprovada no dia de hoje, em primeiro turno, para que nós possamos dizer: "este Brasil repete Betinho". E Betinho dizia: "Quem tem fome, Tem pressa. E ser humano não tem fome só de pão. Ser humano tem fome de beleza, tem fome de afeto, tem fome de arte, tem fomes que precisam ser supridas. Por isso, Viva a PEC da dignidade. É.




