PLENÁRIO
Sobre o Evento
A sessão plenária concentrou-se em debates sobre temas trabalhistas, como a escala 6x1, críticas à gestão econômica e institucional, além de pautas regionais de infraestrutura e cultura. O evento também foi marcado por procedimentos regimentais de organização dos trabalhos e o registro de diversas demandas sociais e políticas pelos parlamentares.
Deputado
Presidentes, senhores deputados, senhores deputados, Nós tivemos grandes avanços nas últimas negociações que fizemos com o governo federal, deputado Elton. com várias categorias, mas há um problema que ficou... para ser resolvido posteriormente e que agora cria, de certa forma, um ruído. Deputado Chico Alencar, que acompanha as negociações, sabe que hoje nós temos os tais, os técnicos administrativos, dentro dos institutos dentro das universidades e dentro dos hospitais universitários. E é preciso, senhor presidente, senhores deputados, que o Governo Federal, que eu sei que há um esforço para isso, mas que o Governo Federal não só receba a comissão, falei inclusive com a deputada Alice Portugal para nós buscarmos um entendimento e abrirmos as negociações com o Governo Federal, mas que atenda. parte ou toda, mas pelo menos uma parte das identificações são simples de serem atendidas. Eu falo isso, senhor presidente, porque Nós sabemos que nós sempre estivemos ao lado dos trabalhadores, ao lado das trabalhadoras. E não é possível que a gente tenha dúvidas no momento em que há uma greve nacional, que já paralisa as bibliotecas, já paralisa parte dos institutos, que já paralisa parte das nossas universidades, que nós temos dúvida de que lado nós temos que estar. Isso não significa que nós não tenhamos que ter apoio ao governo, mas nós precisamos ter, principalmente, apoio àqueles que constroem o governo. E aqueles que constroem, de fato, estão dentro desses espaços trabalhando, e hoje num número, inclusive, reduzido, deputado Alta. No estado do Paraná, nós temos o síndio de teste... Temos o Sindicato da UTFPR, Sindicato dos Institutos Federais, e todos eles são unânimes em dizer: "Nós queremos terminar a greve". Mas nós precisamos ter obviamente se não no todo, uma parcela de atendimento das nossas indicações, que são simples, algumas delas não incluem valor, inclusive monetário, são simples de serem resolvidas. Eu diria, deputado Chico... que é preciso sim, não só boa vontade, mas é preciso coragem, assim como o presidente Lula teve coragem de mandar para cá um projeto... que altera e reduz a escala 6 por 1, deixa de existir e passa a ser 5 por 2, como já foi dito aqui, sem redução de salário, com dois dias consecutivos, é preciso que nós tenhamos a mesma coragem para abrir esse diálogo. Porque hoje há institutos... que deveriam ter 25 tais, estão com 12. Nós aumentamos o número de institutos, que é uma revolução no ensino brasileiro, mas não basta aumentar o número de institutos. Nós resolvemos, há 20 dias atrás, o problema do IBTT. que seria um grande problema, no nosso caso específico, para a nossa Universidade Tecnológica Federal, porque não permitiria que professores, mesmo professores com doutorado e pós-doutorado, dessem aula para curso superior, só poderiam dar para o ensino médio. Agora foi resolvido. O ministro Nades entendeu que é possível. Por isso, nós estamos resolvendo pontualmente esses problemas. Mas nós precisamos, volto a dizer, resolver definitivamente o problema dos tais. é a carreira que tem o menor salário, ...ter a maior carga horária... São pessoas que estão em todos os locais, volto a dizer, nos institutos, estão na UTF-PR, estão nas universidades, estão nos hospitais e estão em greve. Não é possível que a gente não enxergue isso. Então, eu faço aqui um apelo ao MGI, um apelo ao Governo Federal, um apelo ao nosso colega de bancada aqui, chefe da Casa Civil agora, para que a gente reabra as negociações e tenha nas negociações... um final que possa ser para todos, para todos sem distinção, possa ser favorável. Era isso. Obrigado, senhor presidente. Peço que seja colocado na voz do Brasil e em todos os órgãos de divulgação da Casa.




