PLENÁRIO
Sobre o Evento
A sessão plenária foi iniciada com os procedimentos regimentais padrão. O debate concentrou-se em críticas à postura do Poder Judiciário e em manifestações de apoio entre os parlamentares.
Deputada
Ontem, nós aprovamos a urgência de um projeto que ele possibilita que as pessoas de empresas públicas possam ficar no órgão após os 75 anos. É óbvio que nós aprovamos apenas a urgência e nós queremos muito discutir o mérito desta proposição. Até porque, como está formulada a discussão, ela só se relaciona a quem exerce função de ensino, técnico-científica, em áreas estratégicas como ciência, tecnologia, inovação, saúde e educação. É preciso ampliar. para que todos os empregados e empregadas públicas possam ficar na empresa, ou seja, A proposição, ela estabelece uma avaliação anual para que a pessoa possa ficar cinco anos além dos 75 anos de idade. Nós não podemos aqui reafirmar nenhum etarismo. Nós temos vários profissionais que estão em órgãos públicos, em empresas públicas, que cumprem uma função absolutamente fundamental e que adquirem uma função que não pode se esgotar compulsoriamente em função da própria idade. esta proposição, na medida que aprovamos a urgência, fazer uma discussão profunda sobre esta proposição, para que nós possamos, inclusive, assegurar que tenhamos os direitos preservados e que nós possamos valorizar o serviço público, as empresas públicas, na medida em que nós teremos a possibilidade de, a partir da avaliação profissionais que estejam para além dos 75 anos contribuindo com a função e com o desenvolvimento do próprio país. Então, portanto, é importante que nós possamos discutir no mérito e que possamos, enfim, fazer com que tenhamos uma proposição a ser apreciada nesta casa que possa abarcar os direitos não só dos empregados e empregadas com mais de 75 anos mas também os direitos da própria sociedade de ter um serviço público de qualidade. Aliás, falando em serviço público de qualidade, nós temos uma luta muito grande para que todas as pessoas que foram habilitadas, aprovadas nos concursos, elas possam assumir a sua função, porque nós tivemos um período muito longo no Brasil, um período longo, eu diria, no que provocou de sofrimento, que foi o governo anterior. Nós tivemos um golpe nesse país, a democracia aviltada quando se rasgou os votos que a população concedeu a Dilma Rousseff. Nós tivemos um golpe e uma tentativa de golpe posterior. E nós tivemos, portanto, um período muito tenebroso da história brasileira. Precisamos fazer o luto dele e vamos fazer nestas eleições, porque nestas eleições nós vamos continuar com o governo do Brasil. que possibilita que nós possamos ter o serviço público cumprindo a sua função precípua. Nesse sentido, é bom que nós também pensemos no concurso aqui da Câmara, porque no concurso da Câmara houve uma limitação para o cadastro reserva. Isso significa que você tem uma trava no cadastro reserva. Tem um projeto que está tramitando nessa casa que destrava os cadastros de reserva, porque você, às vezes, tem um cadastro de reserva tão diminuto que você acaba por prejudicar o próprio poder público, tendo que fazer logo em seguida um novo concurso, quando você tem todas as condições de ir numa sinergia econômica e num critério de economicidade, aproveitar o concurso que você tem. que está em vigor, ampliando ou tirando as travas do cadastro de reserva. O cadastro de reserva, nós sabemos que o Estado não tem a obrigação, o poder público de contratar, mas você aproveita um processo seletivo que sempre é muito rigoroso. Então, a minha solidariedade à comissão, várias categorias estão lutando para destravar as barreiras do cadastro de reserva. E penso que esta proposição que está tramitando na Casa, um regime de urgência para que ela pudesse trabalhar na economicidade, na valorização do serviço público. E digo que esse serviço público, o erário público, em verdade, ele foi muito vilipendiado no governo Bolsonaro e vilipendiado no que diz respeito ao escândalo do Banco Master. Veja, deputado Cabo Gilberto, que o... Ex-presidente do banco, que hoje está preso, do BRB está preso, acusado de ter feito negociatas envolvendo 146 milhões em imóveis ou coisa parecida, ele não foi habilitado pelo Banco Central na sua recondução. e, mesmo assim, o governo ibanês... o colocou para presidir o Banco de Brasília, até que ele pudesse, ou seja, um processo em sigilo, mas corrigir possíveis irregularidades. Foi um desrespeito que se fez aqui com o BRB, um desrespeito. E ali digo que, e mandei dizer que não, eu não sabia de nada, eu não sabia de nada, e depois foi desmentido, inclusive pelo ex-presidente Temer, que se aproveitou do golpe para presidir esse Brasil, mas que disse que teve uma reunião, sim, com o Ibanez e com o dono do Banco Master. E nós estamos vendo o envolvimento da lógica ou do cerne bolsonarista em todo esse processo que está no Banco Master. E nós defendemos, sim, que haja uma CPI, para que se possa investigar. Mas nós confiamos muito na Polícia Federal, que tem feito um trabalho exemplar, porque no governo do hoje condenado e preso contra o Brasil, ele dizia que a Polícia Federal teria que ser mudada, mudado o seu superintendente ou o seu chefe, o chefe do chefe, porque ela não poderia perseguir seus amigos e os seus familiares. Ou seja, nós estamos com a Polícia Federal que dá orgulho a cada brasileiro e a cada brasileiro porque está defendendo a lei, enfrentando o crime organizado como nunca se enfrentou, neste país. E nós queremos que todos os responsáveis pelo que aconteceu no BRB possam ser devidamente penalizados. Esse ex-governador do Distrito Federal chega a dizer que não sabe nem fazer PIX. E eu me pergunto, talvez não saiba fazer Pix, mas seguramente sabe receber Pix, é o que tudo indica. Ninguém faz isso com um banco que é nosso, que é nosso. Dá uma dor muito grande, uma indignação muito grande. Nós, que somos bancários, que lutamos tanto para que o BRB continuasse sendo do povo de Brasília, vê o banco ser machucado dessa forma. buscar todos os meios necessários para que o BRB possa superar este momento que está vivenciando. que é o momento onde os responsáveis, e responsáveis inclusive... o ex-presidente do banco, que está preso hoje, com várias denúncias de assédio moral. que impediam que os técnicos pudessem emitir as suas opiniões e ficaram onde estavam. Ou seja, tudo isso que aconteceu no Banco de Brasília, nós vamos superar. Nós vamos superar porque a cidade precisa do banco, o Brasil precisa do banco, mas nós vamos superar quando todos os responsáveis foram indevidamente presos. E apenas para concluir, presidente, se me permite, Eu gostaria de falar de que beira muito cinismo a fala da governadora do Distrito Federal. Primeiro, ela tenta se apropriar da duplicação da 070, de várias obras que são financiadas com o governo federal, com recursos do governo federal e do próprio PAC. PAC, isso é leviandade, isso é, eu diria, enfim, você se apropriar do que não lhe pertence. E dizer que ela não tinha nada, nenhuma relação com o que aconteceu com o banco. Ela era vice-governadora e eu nunca vi ela se posicionar contra tudo o que estava acontecendo, todos os indícios que estavam postos de que algo de muito, muito nefasto estava acontecendo dentro do BRB. Então, várias vezes na CBM, fomos no Tribunal de Contas e o Sindicato dos Bancários fez um dossiê pontuando todos os indícios de irregularidades que não foram escutados. Para concluir, senhora deputada. Com muita serenidade, para concluir esta minha fala, mas com muita disposição de que o Banco de Brasília supere todo esse período e que estes responsáveis sejam devidamente punidos. Porque penso que é preciso que Brasília seja respeitada. Aqui se falou de Tiradentes e é bom lembrar que Tiradentes defendia o Brasil. Tiradentes jamais concordaria em bater palmas para Estados Unidos ou fazer continência para a bandeira extrema. estadunidense. Obrigado pela participação de V. Exª.




