COMISSÃO DE AGRICULTURA, PECUÁRIA, ABASTECIMENTO E DESENVOLVIMENTO RURAL

29 abr. 2026 10:32 às 12:27

Sobre o Evento

A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural reuniu-se para deliberar sobre pautas administrativas, emendas orçamentárias e requerimentos. Os parlamentares discutiram temas cruciais para o setor, como a dependência de fertilizantes importados, a necessidade de regularização fundiária e os impactos de acordos internacionais na agricultura familiar.

Status
Concluído
ID: 81661Total: 51 discursos
#48
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parlamentares. Eu queria começar por onde o Pedro terminou. E queria que vocês raciocinassem o seguinte. Nós falamos da crise do agro. E gostamos de colocar no diagnóstico... o que está acontecendo agora. Obrigado. A taxa de juro, a taxa selic, o spread bancário, o cartório, sócios ocultos. Nós esquecemos. do que vem antes disso. nós não temos um trilho de trem. A linha de trem. No meu estado, nós chegamos a ter 5.538 quilômetros de trilho de trem. Hoje nós estamos em 931. Os trens estão apodrecendo em canoas. Porque não tem mais trem. e Estúdios tira a capacidade competitiva do transporte, Ah, não, mas não tem hidrovia. Não, não tem, porque conseguir um licenciamento para fazer a remoção de terra no fundo de um rio, tem que se ajoelhar e normalmente tem uma ONG coberta de vigarista para dizer que não pode tirar e não pode remover, então tu não tem hidrovia. Então não tem ferrovia, não tem hidrovia e as rodovias são muito ruins. Só isso, quem dera fosse. Nós somamos isso tudo aos empecilhos ambientais. Ontem eu estava no Senado discutindo a questão do endividamento agrícola, e estava o deputado Braga, do Amazonas, dizendo que a BR319 tinha 648 milhões para ser investido, Foi suspenso o investimento. Porque uma ONG entrou na justiça contra isso. Vamos ver quem é a ONG. Quem representa a ONG é a filha da Marina Silva. Ela entrou na justiça a filha da Marina Silva, dona Marina Cinza, Então, as garras do carcará, chamado meio ambiente, estão no pescoço do agricultor o tempo inteiro para dizer que não pode fazer a ferrogrão. Não acontece. Amigo, isso é um controle de inteligência feito de fora para dentro através de ONGs, que tiram a capacidade competitiva dos nossos produtores. Isso não vem acontecendo de agora. São anos e anos, décadas, e vão nos tirando fôlego, capacidade competitiva. Porque os preços internacionais dos commodities são os mesmos. É nós que temos o custo de produção completamente aviltado, porque as condições prévias para poder plantar não existem. não existem Nós não temos logística de transporte. Nós não temos armazenamento, armazenamento teríamos que ter 200% de armazenamento, temos 26%. O cara que vai nos comprar o grão do Brasil, ele pensa o seguinte, está armazenado na carroceria do caminhão, no casco do navio. Se eu não comprar, ele vai ter que botar fora. Então eu pago o preço que eu quiser, eu não tenho como negociar. Mas como alguém vai fazer armazém com juros de taxas de líquido de 15% e spread de 6? De que jeito, meu amigo? Eu tenho dito seguidamente, nem plantando maconha com capricho, Não conseguem ganhar dinheiro com isso. Não tem como, não cabe no custo de produção. Aí, quanto menos espera, aparece o PRODES. Lá no Rio Grande do Sul tem um município chamado Pantano Grande... que é cheio de pequenas propriedades, E aí as pessoas fizeram a poda das árvores das estradas, que estavam tomando conta das estradas. Quando foi o cara tirar financiamento do banco, disse que o PRODES tinha identificado que ele não podia tirar as... Mas não há propriedade. São 15, 20 propriedades que estão ao longo da rodovia, da estrada. Estrada de chão! Toda vicinal estão todas lá com problema de crédito. Por quê? Porque modificou o meio ambiente... O cara roçou. Desde 1919 até agora, desde 2019 até agora, ele roçou, estava tomando conta da estrada, a roçada é identificada. Agora ele vai ter que ir lá no banco, se defender, contratar um advogado ambientalista para provar que ele não foi ele que fez isto. Bom, só isso. Obrigado. Não! Um caçador, eu citei isso aqui nessa comissão, ia caçar javali O javali, meu ocupado, se nós não tivermos forma de caçá-lo, e vai ter que ser agora via exército... Com drone. com projeção térmica para encontrar os animais, porque tem que abater um milhão por ano. Ele está matando o produtor rural na lavoura. Matando, matou a semana passada o produtor na lavoura. Quem não permite a caça do javali? Os ambientaloides de plantão. Estão ali dizendo que não pode, não pode, não pode, não pode. Os caras acabando com tudo. Eles estão tão preocupados com o meio ambiente, mas as nascentes da mata tântica estão todas sendo liquidadas. Tudo que é raízes mole, eles acabam com tudo definitivamente. Lá no nosso Pampa, por exemplo, tudo que é ninho de pássaro no chão, não existem mais. Os ovos, eles comem tudo, acabam com tudo. É o problema. Pior do que isso, nós podemos ter infestação de febre afetosa. Ou peste suína e no dia seguinte as fronteiras do Brasil estarão fechadas para nós exportar proteínas. Quebramos o Brasil inteiro por absoluta irresponsabilidade. Mas aí um caçador diz que vai caçar numa fazenda em Caçapava. E é num sábado. E quando chega sábado de noite, o fazendeiro que ele ia caçar, diz, olha, eu não consegui fazer a licença aquela, porque eu não sei entrar nesse gov.br aqui e fazer. E eu não tenho cartório aberto no sábado, então a tua caçada está suspensa. Está bem, estava tudo programado, eu estou com as armas, com o cachorro, está tudo certo aqui, mas eu não vou mais. Terça-feira seguinte o cara recebe a multa em casa, porque foi caçar numa fazenda sem licença. Mas ele não foi caçar. Ele tem que ter comunicado ao órgão que ele não foi caçar. O senhor não foi caçar. Ah, mas a Fazenda não tinha licença, mas eu nunca sei. Não importa. Está lá o fiscal com as garras em cima para poder multar alguém que por conta própria queria fazer o controle. Pois é. Tudo isso está acontecendo agora no nosso país e não é de agora. Ou reformula tudo isso ou a gente vai chegar à seguinte conclusão. Tem um grupo de produtores completamente endividados. Eles não são mais células produtivas porque não conseguem mais tomar crédito, vão plantar qualquer semente, vão plantar sem adubo, vão plantar de qualquer jeito e vai cair nossa produção. Muitos deles vão sair fora do processo. Tem outros que estão se endividando. Tem outros que estão gastando a gordura que ele tem em casa para poder plantar a próxima safra. Porque o custo de produção de qualquer produto no Brasil está muito além da venda do produto. Então nós estamos endividando o setor inteiro, completo, nesse processo. Fizemos então um projeto para financiamento disso. E nós fomos lá conversar com o senhor Haddad. E ele disse que não tem dinheiro do orçamento para nós fazer os projetos de acordo com o que foi feito na década de 90, da securitização. Então como é que nós vamos fazer? Vocês têm que encontrar outra alternativa. O governo pode participar, mas com valores menores. Fomos lá para o Ministério da Agricultura e não fomos para outro lugar. No Ministério da Agricultura, com a participação do ministro Fávaro. E reunimos técnicos do BNDES, fomos lá conversar com o Galípolo do Banco Central, fomos conversar com o pessoal da Fazenda, trouxemos os técnicos do Rio Grande do Sul, da Farsul, trouxemos 35 técnicos de setores distintos. E construímos um projeto pelos fundos. Onde tem fundo constitucional, é o fundo constitucional que faz o financiamento, e está previsto isso do fundo constitucional. Onde não tem fundo constitucional, que é os Estados do Sul, era a questão do petróleo. Tá? Qua? Está tudo certo. Na câmara ouvi o imbecil. Dizer que nós somos um bando de caloteiro. O produtor que tem quatro secas e uma cheia não paga não é porque ele não quer, é porque ele não produziu. O pré-sal tem totais condições de nos financiar. Não. Votamos na Câmara por 349 votos quando chega no Senado. Não, não, não, não. Aqui não pode, o governo não quer. Aí o governo faz uma medida provisória e libera 12 bilhões. Qual é, o que resolve os 12 bilhões? Reserva dos amigos do governo banqueiro. Porque governo petista é assim, ele tem discurso para pobre e governo para rico. Ele está lá querendo resolver o problema do banqueiro. Ontem o cara me disse, o Dúriga, que tem 80 milhões de reais. Recurso livre. Recurso livre não precisa governo. É só ir lá no banco. Mas o banco tem a garantia e o produtor não tem mais a garantia. Estamos discutindo agora a possibilidade de fazer um mix. dos dois, um pouco de dinheiro do governo e um pouco dos fundos. Graças a Deus caiu na mão do Renan Calheiros e com a Tereza Cristina, e eles têm poder político suficiente para mobilizar esse processo, nós vamos aprovar o projeto. Ou aprovamos esse, que é o misto do governo, para poder prolongar as dívidas por 10 ou 15 anos, que o governo propôs é seis anos. Se eu estou endividado por cinco anos a fio, como é que eu vou pagar, se o meu custo de produção é mais alto do que o preço que eu estou vendendo, vou pagar em seis anos. Tem que ser de 10, 15, até 20 anos, depende do perfil da dívida. Então, pessoal, nós realmente estamos com muitos problemas, mas muitos problemas estruturais que vêm de longo tempo, que são os sócios ocultos, são a nossa incapacidade de ser competitivo e não vai atrás. A dona Marina Silcinza e seu time, junto com o Ibama e companhia, eles estão lá com o Conabil, eles estão lá certamente financiados pelas ONGs. Concorrentes internacionais estão ganhando dinheiro nas nossas costas. É disso que nós estamos falando. Ou criamos imediatamente nessas leis que ontem foi apresentada na nossa reunião da frente. Onze projetos e mais um. que é o código positivo da nossa propriedade. O que eu posso fazer na minha terra? Não que eu não posso. Quando tu faz uma legislação condicional proibitiva, tu cria um espaço burocrata de plantão, com uma portariazinha na mão de multa. Então, todo mundo conhece o solo brasileiro por centímetro. Diz o que é possível fazer. Vamos colocar um capítulo na Constituição, dizer que cada bioma deste país pode isto, isto, isto, isto, isto, e para fazer isso não precisa de licença nenhuma. Ou liberamos o país da garra desse bando de vigaristas que são pagos por ONGs, ou então o preço a ser pago é quebrar o único setor do Brasil que dá orgulho, que ocupou a prateleira do mundo, que pode acabar com a fome do mundo, que é o agro-brasileiro. E estamos quebrando por culpa absoluta de um governo corrupto e responsável comandado por um cidadão chamado Lula. que agora tem outro apelido. Quem escrever ladrão no vidro de uma casa, imediatamente tem que tirar, porque ladrão identifica o presidente da República. Obrigado. Obrigado.

29 de abr, 12:11