COMISSÃO DE DEFESA DOS DIREITOS DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA
Sobre o Evento
A Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência realizou um seminário em celebração aos 24 anos da Lei de Libras, reafirmando o compromisso parlamentar com a educação bilíngue e a acessibilidade. O encontro reuniu especialistas, representantes governamentais e membros da comunidade surda para debater o fortalecimento de políticas públicas e a garantia da inclusão social.
Mostrando 1 fala de Valdo Ribeiro Resende da Nobrega neste evento
Ver evento completoConselheiro Titular - Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência - Conade
Eu vou fazer minha auto-audiodescrição, eu sou um homem branco, cabelos grisalhos Bahabá branca e preta, grisalha também, Uma camisa azul escuro, também um detalhe azul claro, azul escuro e assim vai. Eu tenho um autor de mais ou menos 1,64. Estou sentado à direita da mesa, no final da mesa, à direita... E bom dia a todos que estão presentes aqui. Então, o meu sinal, eu sou identificado assim, em língua de sinais. porque quando eu era mais jovem eu tinha o cabelo comprido e me batizaram dessa forma por causa do meu cabelo. Então eu trabalho na área de SUS, batalhando sempre atrás de uma identidade, uma referência, há 21 anos já trabalhando com isso. E eu estou aqui representando também, gostaria de agradecer ao deputado Rodrigo Hollenbeck por me convidar a participar no CONAD... E também agradeço muito pelo... por estar aqui presente e participar desse momento muito importante. A minha representação presencialmente aqui para todos é muito importante. é um momento que a gente vem levando, depois de muito tempo, da lei 10.436, 2002, até o momento de hoje. E hoje a gente vê que é um dia muito especial, porque tem muitas pessoas que estão... Também trabalhando é um marco para essas pessoas que representam a comunidade surda, para o governo e para eu estar aqui representando o CONAD, representando o Ministério da Cultura, é muito importante dar uma visibilidade, um protagonismo para as pessoas surdas. E também você encontrar outras pessoas surdas representando, isso é muito importante. Antigamente a gente não tinha isso, realmente a gente começa a mudar o cenário e perceber realmente o protagonismo surdo presente nesses espaços. Então isso é um momento histórico. não é igual simplesmente falar da língua uma coisa meio efêmera, não, é realmente marcar presença. As pessoas estão me vendo, eu estou no congresso, eu estou marcando uma história e cada vez mais crescendo esse protagonismo surdo. Então a lei realmente é um marco... para a nossa sociedade, para a nossa área. Então, é muito importante que esse impacto não fique invisibilizado, fique guardado numa gaveta. Realmente, é importante que a gente perceba cada surdo nos lugares onde ele quer estar. A presença, seja no governo, seja na sociedade. Eu também penso que só o Conad está representado ali na mesa, fazendo trabalhos burocráticos. Não, a gente precisa realmente trabalhar e estar nos lugares. universidade, nos institutos federais, nos centros, nos locais, os órgãos, todos eles presentes com a pessoa surda, né? Passando realmente o resultado desse momento que a gente passou, desse, toda essa história, e isso não é um fim, isso sempre vai dar continuidade, a sociedade precisa perceber que é um momento de construção e que o lugar não é a pessoa, não é o corpo, não é aquela pessoa que está ali, é aonde ela estiver, mostrando exatamente que a barreira essa língua, sejamos aceitos na sociedade, sejamos realmente incluídos. Isso é uma questão do governo federal. Então, eu estou aqui, trabalho hoje, responsável pelo CONAD, mas também tem outras áreas que eu também atuo, e eu estou incluído, e estou incluído, primeiramente, Não vai verificar para... Um mapeamento. Então, a gente faz um mapeamento. O que seria isso? Exatamente fazer uma percepção de como é que está no Brasil distribuído toda essa questão da arte, das pessoas que trabalham com arte no país. Então, a gente faz um mapeamento para localizar essas pessoas, as pessoas com deficiência, não somente surdos. Então, é uma história de pessoas que ficaram invisibilizadas durante muito tempo. E, realmente, a gente percebe como é que essas pessoas profissionais na arte, na cultura, estão trabalhando e quais políticas públicas podem realmente incentivá-las a cada vez estarem mais presentes. Então, o resultado é muito positivo, porque nesse trabalho que a gente fez, Lá no CONAD e no Ministério da Cultura, a gente percebe que existe muita gente e muitos surdos trabalhando também com língua de sinais. Falta simplesmente, realmente, um... um somatório desse percentual, um número... Então, em junho desse ano, a gente vai realmente divulgar o resultado dessa campanha, desse mapeamento que nós fizemos. Eu não posso agora falar um quantitativo, a gente realmente precisa apresentar e em junho a gente vai ter um compromisso. para poder fazer a divulgação desse material, um livro, com muito detalhamento, por estado, por região, e assim quanto os profissionais deficientes, com deficiência estão no Brasil. Então, mês que vem está aí, a gente vai divulgar. Segunda coisa, que é muito importante também, é... para a comunidade surda, é realmente o governo, nesse período, está realmente... trabalhando sobre a cultura surda, sobre a valorização da cultura surda. Então, realmente é um centro cultural surdo, que realmente é um projeto maravilhoso, e o Ministério da Cultura está... Está trabalhando com isso? na Universidade Federal de Pernambuco, do Pará, desculpe, do Pará, do Paraná. do Paraná, desculpa O FB É. Então, é um centro cultural que... Significa o que para a comunidade? Simplesmente uma projeção da língua de sinais, da arte, da cultura, incluído na base da educação. Então, é um objetivo de incentivar toda essa área, social... e também as pessoas surdas que estão ali qual é a sua cultura, qual é a sua língua e como ela se porta. Então, é um decreto 5626... que dá realmente um marco para essa área governamental pública, para a sociedade realmente saber que a língua de sinais está aí, ela veio para... ter essa projeção nacional. E a gente percebe que é muito importante o trabalho das comunidades, da cultura, e isso... É... também uma base muito grande para formar livros, materiais impressos que sejam disponibilizados, porque a lei de Libras está aí e ela veio para mostrar sua importância. Então, o governo precisa realmente continuar dando esse apoio para o SUS, incentivando a língua e essa interação social. E por último... Não é o fim, mas é por último aqui na minha fala, É realmente... as instituições normativas que estão no Ministério da Cultura e cada uma delas... Eu vou dar um exemplo de apenas uma aqui. Um PNAB que é uma política nacional de Aldir Blanc. E essa... Essa instrução tem dois pontos principais. Primeiro, assinar esse contrato e essa... postura de como as pessoas vão se se desenvolver através de formulários e participar através da língua de sinais. Então, dar uma acessibilidade, como elaborar um projeto, tudo isso em língua de sinais. Então, não vai estar somente mais na língua portuguesa, vai estar respeitando a língua de sinais também. O segundo ponto... Também que é bem interessante, que dá segurança para mim, enquanto pessoa surda... É... É a autodeclaração. Então, o que seria isso? É exatamente evitar a dependência de pessoas ouvintes que digam para a gente quem a gente é. Isso dá uma segurança da gente poder se pronunciar, da gente poder dizer, da gente poder se marcar. Então, cada ponto... que eu estou... Podendo falar sobre mim é me dar segurança, porque eu estou falando de mim. Não preciso depender de ninguém para isso. Então, quando eu posso alguma coisa, realmente essa coisa vai trazer, vai linkar exatamente aquela comunidade, que vai trazer uma avaliação e realmente vai... perceber que há uma pessoa surda que está falando. Isso é muito importante para a comunidade surda. deixar essa dependência das pessoas não surdas. E o governo, ele traz exatamente isso daí... que... seja LDB, seja LBI, qualquer legislação... está incentivando esse processo que a gente está fazendo lá no Ministério da Cultura. Então, eu percebo que não é somente a lei que fica engavetada, palavras mortas, não. Realmente, a gente tem uma contextualização, uma participação efetiva junto com a sociedade. Por isso que eu estou muito satisfeito de trabalhar com esse... trabalho com essa projeção, essas normas, essas instruções, porque geralmente quando fica leis que a gente não consegue alcançar, fica muito difícil. Então, realmente, aqui é um compromisso maior. prático e efetivo. Então, eu agradeço muito pelo momento de fala que vocês estão me possibilitando e incentivando isso. Muito obrigado.




