COMISSÃO DE DEFESA DOS DIREITOS DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA
Sobre o Evento
A Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência realizou um seminário em celebração aos 24 anos da Lei de Libras, reafirmando o compromisso parlamentar com a educação bilíngue e a acessibilidade. O encontro reuniu especialistas, representantes governamentais e membros da comunidade surda para debater o fortalecimento de políticas públicas e a garantia da inclusão social.
Mostrando 1 fala de Gláucio Castro Júnior neste evento
Ver evento completoProfessor e coordenador do Núcleo de Ensino de Libras (UnBLibras) - Universidade de Brasília (UnB)
Agradeço. Primeiramente, eu gostaria de fazer minha audiodescrição, sou um homem branco. Tenho cabelos enrolados, tenho barba e estou com uma blusa social de cor lilás. Estou sentado à esquerda. do presidente do... deputado Rodrigo Rollemberg. E primeiramente eu gostaria de apresentar, eu sou uma pessoa surda Isso é um surdo bilingue. Isso é uma marca social. Porque nós... Temos um histórico que Nós podemos parar essa história. Nós precisamos continuar as nossas lutas. Então... Eu gostaria de dizer que eu sou o primeiro professor surdo na área, doutor de linguística, na Universidade de Brasília. Então, eu agradeço muito a professora Heloísa, neste período, que era coordenadora do PPGL. Obrigado. Ela apoiou a necessidade de nós surdos e a necessidade de intérpretes, as formações que foram necessárias. Isso foi muito importante. E eu ganhei esse prêmio de melhor tese na área da linguística na Universidade de Brasília. E esse prêmio foi muito importante para muitas conquistas desses projetos que foram conquistados. Então, esses projetos na área que aconteceu no Ministério da Justiça e da Cidadania do ano 2017, e esses projetos... Eles... foram aceitos no meio de 10 mil propostas e apenas 20 selecionadas. E na área de Libras, apenas o meu projeto foi selecionado. Então, isso foi muito importante para efetivar o acesso das pessoas do SUDAS e a sua representatividade. Então, eu sinto que faltou esse espaço de gestão. Nós, surdos, nessas partes de gestão institucionais, Nós ainda temos muitos entraves. Nós não temos esse espaço para mostrar... e essa epistemologia, porque na Universidade de Brasília, a nossa proposta é criar uma coordenação da pessoa surda. E nessa comissão, nós começamos ano passado, mas até hoje, Não houve essa resolução. Obrigado. Porque até o momento... Essa psicologia da pessoa surda... Ainda é necessário, falta essa clareza, falta essas informações. de como... E como é o ser e o sentir da pessoa surda. Então, falamos sobre as teorias surdas, mostramos as pesquisas, as práticas realizadas pela pessoa surda. Então é necessário que nós, pessoas surdas, porque ainda não temos esse tipo de acesso, mas agradeço principalmente o quê? a Secadir. Obrigado. que nos deu a oportunidade de estarmos criando esse curso de formação. E durante cinco anos, a UNB ofertou vários cursos. E a Renafor também... Conseguimos criar este livro. Posso mostrar para vocês que é o goçário de acessibilidade. E também, léxico e terminologia da promoção na área da inclusão. E interagarei ao deputado... A equipe agradece imensamente ao deputado. Então, este ano, a DPEBS irá apoiar nesse trabalho na universidade. Com esse curso de formação... da área da língua e linguagem E da ciência e da... E no ensino médio. E esse glossário, ele mostra diversos conteúdos para as provas de Enem, porque muitos estudos, às vezes, não têm esse conhecimento básico no Enem. Então, é importante esses glossários serem distribuídos aos professores e aos intérpretes. E agradecemos a professora Patrícia, a Marise e a toda a equipe. que sempre nos ajudou neste momento e sempre ajuda a comunidade surda. Então, gostaria de lembrar que a ONB Tem esse espaço da GP Libras. que é um grupo de pesquisa que nós estamos desenvolvendo em materiais bilingües. E, ano passado, nós temos o livro de educação É bilingüe. com o tema sobre assédio. e direitos humanos. Obrigado. E nós temos vínculos com diversos tipos de formações. Temos grupos de mentais sobre surdos, negros, surdos, indígenas, surdos, autistas... E é muito importante... que nós possamos lembrar que o surdos autistas Ainda eles têm uma barreira dobrada. Porque ainda não há muitas pesquisas... por conta dessa questão de concursos, como vai fazer essa avaliação biopsicurcial? Porque ele sempre é reprovado. Eu já tive essa experiência, já quase fui reprovado. E eu estava juntamente com o intérprete, que é o professor Marcos, que inclusive está aqui presente. Nós trabalhamos juntos, junto com a professora Rosante. e também com a parda, mas quase perdi esse concurso Porque o médico queria me reprovar porque eu sou uma pessoa surda. Por quê? Se eu vou trabalhar com crianças... E a criança estiver chorando, como é que... eu iria ouvir essa criança chorar. Então eu respondei junto com o intérprete, então se eu tiver um filho surdo? E se eu tiver um sobrinho surdo, como eu vou cuidar dele? Como é a aula? Eu preciso ter esse modelo para ser criança. Então, eu vou garantir a posse para que eu consiga trabalhar de forma adequada e de maneira bilingue para esse surdo. Então, na APADA, trabalhamos muito na área de biologia e consegui realmente passar de efetivo na Universidade de Brasília. E o grupo de autismo também a mesma história, porque o autismo... Na área de pesquisa também eles são reprovados. porque eles são PCD sim, então eles têm necessidades, eles têm as necessidades adaptativas, que são necessárias na área de medicina, não é só na deficiência que devemos focar. Nós temos experiências, nós temos essas lutas, que devemos fazer essas lutas, especializadas nessas pessoas. e também o curso de Letras Libras. Na Universidade de Brasília, nós recebemos um convite no ano de 2017. Nós conseguimos organizar o curso de tradução... conseguimos responder o ofício para o MEC, porém até hoje nós não temos, não conseguimos ofertar este curso. Então nós temos, precisamos do curso de bacharel letras libres para ofertar. para os tradutores e intérpretes. Então, é necessário ter formação nesta área. Então, é uma demanda que nós todos precisamos sempre articular. E também chama a atenção de todos... Agora que atualmente... Nós temos doutor surdo, nós temos 160 doutores surdos. Porém... 162. Aumentou 2. Então, o CNPq... Nós sempre solicitamos ao CNPq bolsas de estudos e especializações, mas somos continuamente travados e reprovados. Eu já tentei inúmeras vezes, cinco vezes, para ser exato. Colegas estudos também. Por quê? Porque um dos critérios... é o capacitismo institucionais que eles não respeitam a tecnologia da pessoa surda. Nós necessitamos que o CNPq e sua equipe atendam a especificidade da pessoa surda. Porque nós temos litera surda, surda, já temos teorias, estudos surdos já, todos estabelecidos, científicos já, artigos todos na área da surdez. Nós precisamos da avaliação desses projetos, e essas pesquisas dos estudos. Então, é muito importante essa apresentação para o CNPq. Então, precisamos superar a violência linguística que existe entre nós e a política. Nós precisamos ter uma mudança formalizada e estruturada para ter essa representatividade da pessoa surda. O que isso possa significar? Que a identidade da pessoa surda... Precisamos demarcar o S com a letra maiúscula. porque é uma estratégia de empoderamento da pessoa surda, para que possamos lutar pelo nosso direito de estudo. didática e todo mais... realizado para pessoa surda. Então, era apenas isso que eu gostaria de agradecer. Agradeço a presença de todos. Obrigado.




