COMISSÃO EXTERNA SOBRE OS ATOS DE PIRATARIA E A AGENDA DO "BRASIL LEGAL"
Sobre o Evento
A Comissão Externa debateu os impactos negativos da pirataria, contrabando e falsificação de produtos para a economia e a segurança pública. O evento destacou a importância da articulação entre setor industrial e governo para enfrentar práticas ilegais que geram riscos sanitários e prejuízos ao mercado nacional.
Deputado
Desde o saudoso Dornelis, nós acompanhamos lá e o caso deles é o caso parecido com os demais aí. que a borracha das luvas que eles fabricam o preço do produto final que eles conseguem importar menor do que o custo da borracha que eles precisam de insumo para fabricar. Além de todo o resto, obviamente, da fabricação. Tem todas essas questões, a gente há anos está... nessa luta. Eu sempre estou aqui tentando defender a indústria brasileira, mas há um problema do próprio tratamento e do enfrentamento da indústria dessas questões também. E eu falo isso porque eu sou muito ligado a FIJAN, do Rio de Janeiro, tanto o atual presidente Caetano quanto o ex. A indústria... perdeu um pouco a efetividade também do seu combate no sentido de fazer a sua representação no parlamento, e eu falo isso aqui muito à vontade, porque, na realidade, eu tenho lutado aí, a lei do imposto sobre as blusinhas foi minha, para majorar ali. Não existe nada mais impopular do que isso. Eu tenho colegas aqui, vários que me escolhemos nos corredores aí, porra, você não podia ter feito aquilo, porque agora eles querem reverter a lei da blusinha. E tem um problema... Jamais ninguém senta aqui para falar que está bom, então vamos dar R$ 50,00 de isenção para a indústria do exterior, para o comércio do exterior, vamos isentar aqui as indústrias brasileiras, vamos isentar o comércio brasileiro. Igualmente, é só uma... eu sou presidente da frente parlamentar do Brasil Competitivo. Então, a isonomia da competição não é. Tudo bem, o importado vai chegar de graça, não tem imposto. Vamos aqui... os fabricantes nacionais, as indústrias nacionais, os comerciantes nacionais, igualmente, terem que ter o mesmo direito. Ninguém fala nisso. porque é uma questão eleitoral, é tão bom fazer uma cortesia com o chapéu alheio, né? Então, dane-se as indústrias, explodam seus empregos, E WG é para todo mundo... barato. Agora, isso também... É uma questão dos senhores, enquanto empresários e das indústrias, fazer uma reflexão de quem apoiar para o Parlamento, de como apoiar, de como fazer, pelo menos com seus eleitores, com aqueles que participam das indústrias dos senhores, uma conscientização de que tem... todo um trabalho a ser feito e que precisa-se ter um enfrentamento dessas questões aqui. A verdade é que, no mês de abril agora, o Brasil bateu o recorde dos últimos 20 anos em termos de arrecadação fiscal. A nossa arrecadação quebrou agora, no mês de abril, todos os recordes de arrecadação da história do Brasil. 234 bilhões de reais em um mês. E resolveu o problema? Não, não resolveu, o governo gasta muito mais que isso. Então não é um problema, não é um imposto. O imposto, como disse o Raul, isso é um malefício que a gente está fazendo toda vez que a gente está subindo o imposto. Porque eu quero saber qual é o empresário e qual é o empregado ou empregador... que ganhou 5% acima da inflação ao longo... Nesses últimos 12 meses... na sua performance econômica. Não tem. Tem lá 110 milhões de brasileiros que estão fora... do mercado de consumo, porque estão negativados. há mais de dois meses por não pagar as cartões de crédito dos boletos que contratam. Aí o governo está fazendo o segundo... programa de... De evolução de... como é que chama? Como é que é o programa aí? Desenrola. E não vai desenrolar ninguém, porque com juros de 14,5%, como é que desenrola alguém? Não desenrola ninguém. Vai desenrolar agora, daqui a um mês está todo mundo enrolado de novo, porque quebra as empresas todas, quebra o brasileiro de novo. E o que o Raul falou aqui, enquanto esse juros tiver 14,5%, Você tem trilhões de reais remunerando a dívida, que isso não para de aumentar, que está chegando a 80% do PIB. Então, é uma questão muito simples, minha gente. tem que fazer... o ajuste fiscal brasileiro para botar o juros no patamar adequado. O maior inimigo do Brasil é o juros e a segurança pública. E se não tiverem aqui parlamentares com essa definição, com esse enfrentamento, com essa luta, e empresários com você, nós não vamos chegar a lugar nenhum. Estou encerrando essa sessão, tendo a alegria de ter participado mais uma vez de uma importante sessão. da Frente Parlamentar do Brasil Legal para o avanço do Brasil e o combate à pirataria. Agradeço a presença de todos e declaro encerrada essa reunião. Não me ouviu.




