
Estive à frente da presidência da comissão de direitos humanos e minorias e igualdade racial por três mandatos. Lá encaminhamos às autoridades competentes muitas denúncias graves, fizemos diversos relatórios, publicamos cartilhas, realizamos diversas audiências públicas, seminário e reuniões para consolidar e construir modelo de direitos humanos eficaz em nosso país. Todavia, tem algo que me chamou muito a atenção e que a história não pode apagar, foi as denúncias sobre tráfico de pessoas, e abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes no estado do Pará. Mas hoje não é só no estado do Pará, hoje tem em todo o país, e é por isso que eu estou pedindo uma CPI para investigar isso em todo o país, em todo o país, inclusive no meu estado do Paraíba, em especial, é para que nós possamos dar basta. Nós chegamos a receber denúncias horríveis e não nos calamos. Algumas pessoas foram presas e no decurso do caminho perdemos o ícone desta importante combate à exploração sexual de crianças e adolescentes e o tráfego de pessoas na região. O assessor técnico da Comissão de Direitos Humanos e Minoria, Amaildo Geraldo Formitino. Naquela época, eu perdi amigo do peito, combatente e muitas e para muitos herói, que trouxe uma contribuição impecável aos direitos humanos deste país. Amarildo trabalhava na Comissão de Direitos Humanos desde dois mil e quatro, sempre com notável dedicação e compromisso público, tendo prestado relevantes serviços na defesa dos direitos humanos. E pela luta que ele teve, numa investigação lá na região ele foi vítima de assassinato. Contudo, há também heróis que não posso deixar de mencionar aqui, neste plenário, estes são os dois grandes defensores de Marajó, defensores das crianças e dos adolescentes daquela região. O bispo da área de Marajó, Monsenhor Dom Luiz das Ancona e a irmã Maria Henriqueta Ferreira Caocante, que juntos lutam dia após dia contra o 0 desrespeito aos direitos humanos da criação. E o nosso Ministro dos Direitos Humanos já está enfrentando essa questão logo que tomou conhecimento. Quero externar minha gratidão ao Ministro dos Direitos Humanos, Silvio Almeida, que verdadeiramente olhou para ele de Marajó e implantou novo programa chamado Cidadania Marajó, que é novo marco em políticas públicas do Governo Federal para o arquipélago do Marajó, no Pará. As ações do Cidadania Marajó conta com apoio das forças de seguranças federais, a exemplo da polícia federal, da polícia rodoviária federal, do Ministério da Defesa e da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Pará. No sentido de desarticular redes de exploração, abuso e violência sexual. Tais reações e parcerias vêm sendo aprofundadas na medida em que as ações, a cidadania de Marajó tem o objetivo de implantar a escola dos de conselhos do Pará, foi assinado uma parceria com a Universidade Federal do Pará com investimento de milhão de reais, sendo quinhentos mil voltados ao Marajó. Vou concluirse primeiro meu pronunciamento em parceria com o ministro, o Ministério dos Direitos Humanos e o Ministério do Desenvolvimento Social já distribuídas seis mil cestas de alimento junto às prefeituras de apoio para impedir. Quando era como fui presidente estive lá na de Marajó e lá recebi a informação de que muita gente ia pra lá, inclusive parlamentares que iam lá para explorar crianças e adolescentes. É bom que nós investiguemos tudo isso aqui porque essa real isso é algo que nós não podemos aceitar. Eu quero parabenizar a e agradecer a todos por essa e dizer e pedir que o teu total deste pronunciamento seja seja considerado como lido e dada a devida publicidade no nível de comunicação desta casa, inclusive na Voight do Brasil. Muito obrigado senhor presidente.
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