
Olá a todos, eu sou Rogério Tavares. Eu sou secretário-geral do Sindicato dos Bancários de BH e Região e represento a Federação de Minas Gerais na mesa de negociação com o banco. Eu gostaria de começar dizendo sobre essa atitude covarde e desrespeitosa do Banco do Brasil em não comparecer aqui para dialogar com os trabalhadores e trabalhadoras. É um desrespeito ao seu funcionalismo, é um desrespeito ao parlamento, onde houve a convocação, e também um desrespeito ao seu acionista majoritário, que é o governo federal, que hoje está na mão do Partido dos Trabalhadores. Isso mostra muito o que é essa gestão do Banco do Brasil. Uma gestão apartada do seu funcionalismo. Uma gestão que só busca o lucro acima da vida, acima da saúde das pessoas. O assédio moral virou instrumento de gestão do banco. A gente vê as metas abusivas, inclusive quero destacar que ano passado chamamos a atenção do banco que lá em Minas Gerais só 10% das carteiras conseguiram atingir a pontuação da meta. Se só 10% das carteiras estavam atingindo, alguma coisa tá errada. Porque antes era o contrário, às vezes 10% não conseguia atingir. E depois só 10% atingindo. Junto a isso, temos também esse instrumento nefasto das reestruturações, que como já foi dito aqui tantas vezes, prejudica famílias. Prejudica pessoas que às vezes têm redução até de 70% de sua renda. Tem um caso lá em BH, de uma pessoa que perdeu aí nessa reestruturação a sua comissão e agora falou, agora vou ter que rodar de Uber, porque eu tenho filhos na universidade. particular Eu tenho compromissos a pagar... E o salário que eu vou receber agora não dá para pagar, não dá para eu viver, não dá para pagar os meus compromissos, porque chega a perder muito da sua renda. Então, o funcionalismo do bebê hoje, ele vive no limite. vive adoecido. A gente ouve, vê, chegar aos sindicatos, chegar denúncias todos os dias de pessoas adoecidas, A gente vê suicídios no banco. Direto a gente vê casos de suicídio. E essa gestão, uma gestão que não vem dialogar conosco, é isso que ela faz também na mesa de negociação. Onde às vezes chega só para nos apresentar. Uma reestruturação, e nunca para negociar. Então, não respeita a representação dos trabalhadores, não respeita o seu funcionalismo. E isso num governo nosso, num governo que lutamos para ter um governo da classe trabalhadora. É o Banco do Brasil fazendo o que faz. Outra coisa muito importante, já foi dito também, sobre o passivo trabalhista. O Performa, por exemplo, ele nos coloca hoje numa situação, a gente vê isso quando vai visitar uma agência, três pessoas fazendo o mesmo trabalho, com a mesma jornada de trabalho, O mesmo carro com três salários diferentes. E isso vai criar um passivo trabalhista daqui a 5, 10 anos, onde as pessoas que criaram isso não estarão mais no banco, certamente estarão com bons cargos na iniciativa privada do mercado financeiro e vão deixar esse pepino depois para o Banco do Brasil... para o acionista majoritário que é o governo. Então, a gente... Só para concluir, o Banco do Brasil também... Ele prometeu em 2024, em mesa de negociação, um novo PCR para acabar com o que o Performa prejudicou. Prometeu um novo PCR em 2024. Até hoje estamos aguardando esse novo PCR. É um plano de cargos e remuneração. Muito obrigado.
© 2026 O Congresso.
Todos os direitos reservados.