Viviane Rezende de Oliveira

Viviane Rezende de Oliveira

Vice-Presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica - SBCO - Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica - SBCO

Últimos Discursos

24 de fev, 16:35

COMISSÃO ESPECIAL SOBRE PREVENÇÃO E COMBATE AO CÂNCER, AVC E DOENÇAS DO CORAÇÃO

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Peter, eu estou muito feliz pela sua fala. O Inca é muito maior do que a gente imagina. Você falou de universidade, eu falei, ia pensar em escola. O INCA é uma escola. Então, ela é uma tradição. Eu vim de um estado, eu me formei médica em um estado muito pequeno, que é Sergipe. E lá Todos os cirurgiões oncológicos. Damien, que... que estavam lá, todos tinham vindo do Inca. Então eu vi aquelas cirurgias dele, que eles faziam, que eu achava assim, incríveis. Eu perguntava: "Onde é que você aprendeu a fazer isso?" no Instituto Nacional do Câncer. Aí eu chegava e falava assim, nossa, eu vou aprender a fazer cirurgia lá... E aí eu ia falar que eu citar o nome do cirurgião, que é doutor Jurandir de Almeida Dias. que era com ele que eu queria aprender a operar e eu consegui, eu fiz isso. E com ele que tá ali do lado, que eu aprendi a fazer broncoscopia. Com o doutor Emmanuel. Muito obrigada, muito obrigada. O INCAM é uma escola. A gente não pode deixar isso morrer, mas a gente não pode deixar não só por falta dos funcionários, porque a essência do Instituto Nacional de Câncer vem das pessoas que trabalham ali dentro. Mas a gente também não pode deixar de ter materiais e equipamentos de ponta dentro do hospital. Então, se a gente não tem isso, a gente já não está mais numa era de estar trabalhando de uma forma manual, quando a gente já está pensando em cirurgia robótica. Então, as coisas precisam acontecer porque lá é um hospital de excelência, lá é um hospital de ponta e isso precisa ser visto. A gente não pode deixar de valorizar isso. Eu estou falando isso pela área da cirurgia, mas a Clarissa está ali, certamente ela vai falar, numa série de colegas, de staffs que fizeram... E que ainda estão lá, muitos deles ainda estão lá na Oncologia Clínica, fazendo nome e fazendo história. Estão fazendo tradição, estão fazendo escola. E é a partir daí que a gente faz crescer toda uma política pública. Então, eu queria só deixar o meu agradecimento ao Instituto Nacional do Câncer, você que está representando e ao meu mestre que está ali, Dr. Emanuel. Muito obrigada.

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24 de fev, 16:05

COMISSÃO ESPECIAL SOBRE PREVENÇÃO E COMBATE AO CÂNCER, AVC E DOENÇAS DO CORAÇÃO

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É lamentável quando esses tipos de situações acontecem. Eu acho que uma fala que foi comum tanto a minha quanto a Clarissa é sobre linha de cuidado, fortalecimento de linha de cuidado. Então, em cima de linha de cuidado, protocolos clínicos e notas técnicas, essas coisas não acontecem. Então, eles são feitos baseados em evidências científicas e que promovam real benefício ao cidadão, ao paciente, dentro não só que aquele exame traga benefício, também não há periodicidade, que muitas vezes tem que ser visto isso também, porque isso também é... causa custos ao, não só ao paciente, mas também ao sistema único de saúde. Então, o caminho é esse, não existe outro caminho que não seja protocolar. Isso são arcabouços instrucionais que fazem com que todo um sistema de saúde, ele se torne robusto e seja aplicado de uma forma adequada. Então, respondendo a você sobre isso, a gente... utiliza medicina baseado em evidências. Esse é o caminho para que a gente tenha uma saúde de uma forma adequada. E aproveito para citar a sua última fala que eu achei... extremamente pertinente, que é com relação à descentralização. Não faz sentido o paciente estar dentro de um estado e você está atravessando o rio e ser um outro estado, ele tem que caminhar mil quilômetros. para poder ir em busca de um atendimento. Nós estamos num país que é continental, então Quanto mais a gente trouxer, e isso chama-se equidade também, a gente tem que pensar em governança, a gente tem que pensar em equidade, porque afinal de contas os impostos que nós pagamos é o mesmo independente se é de um estado ou do outro. E o SUS tem que ser o mesmo independente de onde eles estejam e isso precisa facilitar a vida do usuário até chegar ao seu tratamento. A gente sabe que os desafios são enormes para o paciente chegar ao seu tratamento e muitas vezes a gente sabe que ao ele conseguir chegar lá, ainda bate com a cara na porta dizendo que... O médico faltou por várias razões, não porque ele falta o que ele quer, mas ele falta por problemas outros, que a instituição não consegue dar aquela celeridade no tratamento que ele precisa. A gente está ciente de tudo isso e por isso que nós estamos aqui discutindo tudo isso. E aí Em nome da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica e do meu presidente, Dr. Paulo Henrique Fernandes, eu agradeço demais a oportunidade, mais uma vez, de estar aqui. de estarmos trabalhando em prol de uma sociedade melhor e uma sociedade mais justa. Que é isso que a gente pretende estando aqui. Nós temos muito a ofertar. Muito. Nós trabalhamos demais, todos nós, enquanto sociedade médica, trabalhamos muito em prol do paciente. Tem que ser revertido literalmente em prol do paciente. Então, muito obrigada. por estar aqui mais uma vez.

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24 de fev, 15:09

COMISSÃO ESPECIAL SOBRE PREVENÇÃO E COMBATE AO CÂNCER, AVC E DOENÇAS DO CORAÇÃO

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Olá! Boa tarde a todos. É um prazer estar aqui mais uma vez. em nome da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica e o meu presidente Paulo Henrique Fernandes. Está aqui mais uma vez. Entendo que esse é o momento que ele é único, porque mais uma vez nos reunimos para conversar sobre esse assunto. E aqui eu deixo nosso agradecimento enquanto sociedade ao deputado Wellington por toda essa luta que ele fez ao longo desses anos trabalhando em prol do paciente com câncer. No início, ele fez algumas citações que eu acho que vale a pena a gente relembrar aqui. Eu sou uma egresso do Inca, eu fiz cirurgia oncológica no Instituto Nacional de Câncer. cirurgia vidro-loparoscópica, que ainda estava sendo introduzida no país, é... Não vou falar minha idade aqui não, né? Mas já tem um pouquinho de tempo com relação a isso, mas a Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica, ela trabalhou ativamente em prol da implementação da cirurgia video-laparoscópica. que acho que ainda merece muito cuidado e a expansão da cirurgia videolaparoscópica no SUS. Isso é importante porque reduz... custos ao SUS, porque a recuperação do paciente é mais rápida, reduz dor, reduz complicações em relação à cirurgia, digamos, convencional, que é a cirurgia aberta, mas a gente trabalhou também muito em cima da cirurgia robótica e a gente entende... que a cirurgia para o câncer de próstata, de fato, essa é uma indicação que é absolutamente pertinente, porque você, além de todos os benefícios da cirurgia, o paciente vai ter menos complicações, incontinência urinária, impotência, e isso é extremamente importante nesse cenário. Mas a gente precisa levantar algumas situações aqui, que eu não posso deixar de falar, e nós vemos com bons olhos, a redução da idade para o rastreamento do câncer de mama, Isso é um benefício e nós que trabalhamos também na saúde suplementar e nossos consultórios privados, a gente já fazia isso habitualmente. Então, entendemos que isso é muito importante na redução desse tempo. DNA HPV também foi outra situação que é extremamente importante, porque o racional é, se o câncer de colo de útero, o principal agente causador é o vírus do HPV, como não identificar esse vírus nas mulheres e a partir daí fazer todo o tratamento. Aí vem uma série de outras demandas que vão ter que ser implementadas. Primeiro, os laboratórios para poderem dar esses diagnósticos. A gente sabe que a gente tem um país que é continental. Então, as distâncias que a gente percorre no Distrito Federal até chegar ao hospital universitário, onde eu trabalho aqui do lado, não é a mesma daquela pessoa que está no interior da Amazônia. que vai ter que se deslocar, inclusive, por via fluvial até chegar a um local mais próximo. A gente sabe que não é essa a realidade para todo mundo. Mas a gente vai ter que implementar centros de colposcopia e de cirurgias para essas pacientes, para que isso aconteça de uma forma imediata. A partir daí, a gente vai ter realmente impacto na redução do câncer de colo de útero, além de, fortalecer as campanhas de vacinação para a pro HPV. Isso precisa ser fortalecido cada vez mais num cenário em que ainda tem muita desinformação. Então, a gente precisa trabalhar muito com relação a isso. é Eu que também trabalho no SUS, a gente vê também com muito bons olhos, e aí eu estava comentando com o deputado Wellington aqui do lado, eu não falo em desafios, eu falo em oportunidades. Nós precisamos pegar as oportunidades do Ministério da Saúde estar trabalhando para ampliar... a assistência à população e a oferta de cuidados integrados é uma delas, porque quando a gente sabe que há, dentro do estado, no município, não há capacidade técnica, operacional, de ampliar os seus serviços, essa é uma oportunidade da gente conseguir entregar aos pacientes um diagnóstico de uma forma mais oportuna e rápida, a gente sabe que isso vai vir em etapas. Primeiro o diagnóstico, depois vão vir os tratamentos, a gente sabe que isso vai acontecer. Eu participei dessa oficina que a Nathalie falou, eu participei das duas aqui em Brasília. E ela é de extrema importância, porque nela a gente trabalhou muito com relação a... Os diagnósticos, que são os gistos patológicos, a gente sabe que um outro grande problema é a ampliação da rede de radioterapia no país. O paciente vai ter que se deslocar várias vezes na semana para poder fazer a radioterapia, às vezes durante três semanas, dependendo do tipo do tratamento, até quatro semanas. Isso custa. para dinheiro para um paciente que sabe que depende do SUS e muitas vezes ele utiliza o Bolsa Família como sustento para casa. Então, a gente tem que trabalhar de uma forma que seja muito mais ampla para poder dar cobertura de assistência a essa população de uma forma que ela seja mais adequada. E, nesse sentido, vem o fortalecimento dos CACONs e dos UNACONs. A gente... Não tem outra estratégia que seja com melhor resultado do que um paciente ser tratado com câncer dentro de uma unidade especializada. Não há como... É... entender que o que possa ser feito de uma forma diferente mas também é complicado a gente colocar um caconho na condentro no hospital que ele é geral que ele vai estar em concorrência, o paciente com câncer, vai estar em concorrência com outras patologias que a gente sabe que acontecem em um hospital. Ou hospitais grandes que tem um centro de trauma associado. Dentro dessa dinâmica toda, o fortalecimento e o senso que foi colocado aqui, ele é extremamente importante, porque a partir daí a gente vai poder entender como é que funciona a rede de uma forma mais adequada e conseguir ampliar e dar soluções para esses pacientes de uma forma mais adequada. A navegação é um grande sonho para quem trabalha em qualquer área dentro da saúde, mas para a oncologia ela é um grande sonho, até chegar ao seu tratamento de uma forma efetiva. E a gente está pensando aí em linha de cuidado. A linha de cuidado, ela começa com rastreamento, detecção precoce e termina com a finitude da vida. desses pacientes. Então, a linha de cuidado é muito longa e dentro desse percurso o paciente vai ir e voltar dentro dos serviços várias vezes. Quando você tem um sistema que que ele não é navegável, isso tudo... traz ou com dificuldade de navegação, isso traz impactos enormes ao cidadão. E por que eu estou falando isso? Porque o próprio Ministério da Saúde, o sistema de regulação em saúde do Ministério da Saúde, que é o CISREG, e agora tem o SOS Regulação, ele é um sistema que, embora seja extremamente robusto, ele é extremamente genérico também. E eu, que também trabalho no Complexo Regulador de Saúde, entendo que a navegação, E aí arcaica. E aí o Ministério da Saúde também vai ter que trabalhar para poder ampliar e melhorar as ferramentas de navegação, porque nós temos muitos municípios que utilizam... e estados que utilizam exclusivamente o sistema de regulação do SUS. Então, para que isso seja efetivo, nós temos agora uma nova oportunidade de melhorar o sistema de regulação do Ministério da Saúde, fazendo com que a navegação seja mais fácil e mais efetiva para os pacientes. O senhor citou sobre nutrição, isso é extremamente importante. A gente sabe que a imunomodulação e a nutrição pré-operatória é extremamente importante para o paciente oncológico na recuperação do pós-operatório. Eu estou falando num cenário de cirurgia. A colega da oncologia, ela vai comentar, a Clarissa, vai falar certamente do cenário do paciente oncológico que faz quimioterapia, também tem impacto. do paciente, melhor vai ser a chance de recuperação do paciente ao longo do seu tratamento. E por fim, para finalizar, nada disso. é suficiente se não tiver um financiamento. Nós sabemos que nós temos um país com inúmeras dificuldades, desafios. Aí eu vou falar a palavra desafio porque realmente ela entra nesse contexto. Desafios enormes de diversas áreas. Então, a gente está aqui numa plenária da área da saúde, mas a gente sabe que tem outras que é de segurança e assim vai. Tem muitas pautas que são trabalhadas aqui dentro. E o Brasil, ele tem... tem uma responsabilidade muito grande sobre aqueles impostos que nós pagamos e sobre a forma como elas são e devem ser aplicadas da melhor forma possível. E o financiamento do SUS para o SUS é uma dessas questões. E na oncologia não é diferente. Cada vez mais a gente entende que os tratamentos estão avançando, porque mais arcabouços tecnológicos vão entrando dentro do cenário da oncologia, principalmente na oncologia clínica, A implementação disso para dentro do sistema útil e saúde só pode ser factível se a gente tiver orçamento também. Então, agradeço por terem me ouvido nos últimos minutos e fico à disposição de vocês para qualquer questionamento.

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