Marlene Oliveira

Marlene Oliveira

Presidente do Instituto Lado a Lado - Instituto Lado a Lado

Últimos Discursos

24 de fev, 16:31

COMISSÃO ESPECIAL SOBRE PREVENÇÃO E COMBATE AO CÂNCER, AVC E DOENÇAS DO CORAÇÃO

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É, eu... Eu queria encerrar dizendo, deputado, que a Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer, ela já é uma realidade. Ela existe, ela foi conquistada e passos importantes já começaram a ser dados, mas lei sozinha, ela não salva vidas. E a gente precisa, como a Clarissa bem colocou, a gente precisa informar bem a nossa população, para que a nossa população não caia em alguns contos, como esse da termografia que a gente tem visto aí no nosso país. A gente precisa entender... que essa política... para que ela aconteça de verdade, ela precisa sair do papel e chegar na vida das pessoas. E, para isso... A gente precisa lembrar todos os dias... nos serviços de saúde, na gestão, na formação dos profissionais, no diálogo entre todos os que fazem parte desse ecossistema. E a gente não pode esquecer de algo que para mim é muito valioso, né? Saúde é um direito... E se é direito, eu não posso negar isso ao outro. E com isso, eu acho que todos nós temos direitos e deveres. Ok. E os dois caminham juntos. E a gente não pode se esquecer disso. Por quê? Como a Kazumi bem colocou, quem tem câncer, Tem pressa. E o paciente com câncer, ele não pode esperar. E nós temos aqui como... esqueci o nome dele né do inca eu tive no inca o péter tive agora e eu em todos os lugares que eu vou eu defendo o instituto nacional do câncer como nosso grande balizador o nosso grande referência e e o inca Ele é o nosso termômetro quando a gente fala de câncer, né? E se o câncer não pode esperar... A gente tem que entender que o paciente não pode esperar numa fila. Ele não pode esperar por um profissional, ele não pode esperar por um exame que a gente nunca sabe quando vai chegar, ele não pode esperar por um tratamento que atrasa, a gente não pode esperar por um gestor que vai depender ali de uma caneta. Então, a gente está lidando com vidas. E esses números que o INCA traz... Esses números têm uma face, têm umas histórias. Estamos falando de pessoas. Então, foi esse o trabalho, deputado, que o senhor se dedicou. na criação dessa política. O câncer vai se tornar a primeira causa-morte. E a gente precisa mudar essa história hoje. né? Não é amanhã. A gente tem que mudar isso agora. E é isso que a gente está fazendo aqui. Então, eu agradeço. a... de estar aqui e agradeço todos os dias por... ser essa voz e por representar vários pacientes com câncer nesse país. Muito obrigada. Obrigado.

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24 de fev, 15:52

COMISSÃO ESPECIAL SOBRE PREVENÇÃO E COMBATE AO CÂNCER, AVC E DOENÇAS DO CORAÇÃO

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Deputado, eu queria agradecer... parabenizar todas as pessoas que me antecederam aqui na fala. E eu sempre... Reforço essa mensagem, que você deixa um grande legado não só para o seu Estado, você deixa um grande legado para esse país, a partir do momento que você tornou uma realidade com essa política. Eu acho que cada paciente hoje que tem um diagnóstico, a família, os seus cuidadores todos, eles têm um agradecimento a fazer e esse agradecimento se estende a você. Então, eu acho que não é Minas Gerais que agradece, eu acho que é o Brasil que agradece. na criação dessa política, então eu acho que a gente tem que ter esse sentimento de gratidão. Então, eu queria deixar esse reconhecimento aqui. E aí, quando eu ouço o Ministério da Saúde, a gente tem acompanhado esses movimentos, por um lado, a gente fica muito feliz. de ver que a política está começando a sair do papel. Só que, ao mesmo tempo, nos dá uma certa angústia que ela não vem na mesma velocidade que a gente precisa. e que a gente sente a necessidade. Então, eu, como representante da organização civil, eu venho... pelo outro lado, né? E aí, quando a gente fala aqui da vacinação do HPV... Eu estou olhando para as futuras gerações, eu estou olhando para o futuro. Só que hoje eu estou perdendo várias mulheres para o câncer de colo de útero. E aí eu lembro, eu queria até aproveitar que a Natalita está aqui junto com a gente, eu lembro, numa das reuniões que eu estava, que o ministro da Saúde, ele falou que nesse novo protocolo, do rastreamento para o câncer de colo de útero, que... Até o final de 2025, Todo o Estado brasileiro teria um município que estaria fazendo modelo desse novo protocolo. Na última reunião do CONSINCA, que eu estava presente, eu cobrei isso. e só um estado fez isso que foi Pernambuco. Então, eu acho que a gente precisa acelerar o passo. Então, a política, ela é uma realidade, ela está aí, a gente está todo mundo trabalhando, está todo mundo empenhado. Quando eu olho para as OCI, como a Nathalie colocou, a gente olha para as OCI, a gente vê que para o câncer... Ela não está sendo tanto utilizada, a gente vê para outras patologias, não para o câncer. Aí eu olho para a questão do câncer de colo retal. câncer de colo retal A gente percebe que população jovem está sendo cada vez mais diagnosticada. A gente precisa, acabou de ser aprovada as diretrizes para câncer de colo retal, que inclusive eu participei. E aí a gente precisa ter uma política mais eficaz para a questão do câncer de colo retal. A população está envelhecendo, só que eu, por outro lado... eu tenho que olhar para essa população. E aí eu queria aproveitar... essa discussão aqui. e trazer algo que tem me preocupado muito que tem chegado lá na nossa instituição e eu tenho conversado com outras instituições e eu queria muito ouvir se você deputado me permitisse ouvir tanto a Clarissa Baldotto quanto a Nathalie que é sobre os dispositivos que usa a imagem térmica e o infravermelho, que são esse método chamado de termografia. Isso tem me assustado muito, porque tem lugares no Brasil que estão utilizando, inclusive no seu estado, eu tenho visto muito, inclusive chegou até nós, queixas, só para você ter ideia, tem pacientes com birrade 5, fazendo a utilização... dessa termografia e que não acusa nada. E, ao mesmo tempo, por outro lado, eles vendem a imagem e divulgam para mulheres a partir de 20 anos a fazer esse... a utilização dessa termografia. Isso gera... uma confusão na cabeça das mulheres... Então, ou a gente fala, a gente batalhou tanto para 40 anos, a luta que foi, a luta que todas as instituições nós travamos para a questão de 40 horas. O senhor aqui bem colocou a questão da linha de cuidado, o que a gente... que pauta que a gente discute para focar na linha de cuidado. Aí, quando chega a discussão da linha de cuidado, Uma mulher, por exemplo, que tem 30 anos ali, que detecta. Vai fazer o que com essa mulher? Então, eu queria muito ouvir tanto a Nathalie quanto a Clarissa que falasse sobre o que é isso, se isso é um método válido. Eu fui pesquisar, eu pedi, inclusive eu tenho documentos de todas as sociedades, inclusive lá do seu estado eu pedi para a secretaria, lá de Minas Gerais. onde eles dizem que é um método... experimental. Se é experimental, gente... As pessoas têm que ter responsabilidade. Eu não posso cometer isso que eu estou fazendo com essas mulheres. Isso é irresponsabilidade. Então, eu sei que a política tem que ser utilizada para isso também. Não adianta a gente colocar uma venda nos olhos. Não é porque eu estou em um período agora eleitoral que eu vou ter que aceitar tudo. e que a gente esclarecesse isso. E, por outro lado também, deputado, eu queria trazer uma outra coisa, que inclusive hoje eu tive uma reunião no Conasemes e eu levei esses dois assuntos, o da termografia e o da descentralização do cuidado. o seu tratamento. E hoje ele faz lá na sua região. Então, esse é um modelo que a gente tem discutido, que pode ser você diminuir as distâncias, isso é você... focar no cuidado do paciente. E quando você falou lá da Serra dos Aimorés, eu acho que é nessa direção. Então, eu acho que a gente precisa falar mais. Minas Gerais, eu acho que é uma das regiões que vale muito a pena a gente olhar e trabalhar nessa direção da descentralização do cuidado. E a política nacional, ela pode ir nessa direção. Então, eu queria mais ouvir... a Clarissa e a Nathalie para falar sobre essa... que tem me preocupado muito... sob a termografia. E a política nacional, eu acho que é isso, eu acho que a gestão, ela não pode ficar distante da dor, o paciente continua morrendo, o paciente continua chegando em estágio avançado, eu preciso diminuir essas distâncias e... Por mais ações que estão sendo feitas, eu preciso acelerar o passo. e eu preciso ter dinheiro. Então... Exatamente isso. Obrigada, deputada.

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