Luciano Rodrigues

Luciano Rodrigues

Diretor de Inteligência Estratégica, Regulação e Competitividade da União da Indústria de Cana-de-açúcar - UNICA - União da Indústria de Cana-de-açúcar - UNICA

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25 de fev, 16:38

COMISSÃO ESPECIAL SOBRE TRANSIÇÃO ENERGÉTICA E PRODUÇÃO DE HIDROGÊNIO VERDE

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Deputado, mais uma vez agradecer em nome da Única pelo convite e parabenizar pelo todo o trabalho. O senhor vem realizando, não só o senhor e todos que compõem essa comissão. Eu vou me limitar aqui na apresentação, nós vamos ter o Arthur do BNDES, FINEP, que traz um viés um pouco mais financeiro, eu sei que o painel é sobre financiamento, então vou trazer um pouco da visão do produtor, sem entrar na discussão de como operacionalizar isso aí, vou deixar para os meus colegas aqui de painel. Bem, eu trouxe aqui algumas mensagens nesses 10 minutos que a gente tem. e às vezes eu vejo a discussão limitada ao setor de etanol, ao setor de biodiesel, ou ao setor de biogás. Acho que é importante primeiro a gente caracterizar e da amplitude que a bioenergia tem no Brasil. Já foi falado aqui, o Pietro acabou de apresentar, o Brasil tem 50%, basicamente, a matriz brasileira, 50% renovável e 50% fóssil. A gente fez um trabalho na GV e desagregou essa matriz renovável, a partir de dados da EPE, separando o que é bioenergia do agronegócio, ou seja, o que é bioenergia que vem do trabalho no campo, capturando energia solar, convertendo biomassa e essa biomassa em produtos lá na frente, combustíveis líquidos, eletricidade, combustível, gás. E quando a gente olha aqui, é impressionante, hoje a bioenergia que vem do agro, de toda a matriz de renováveis do país. Então, quando a gente está falando em caminhos para expandir os biocombustíveis, nós estamos falando no setor fundamental da matriz energética, nós estamos dizendo aqui um terço quase da matriz, 30% de tudo que é consumido de energia no país, energia elétrica, combustível, se a gente somar tudo, vem da bioenergia do agro. Então, nós temos aqui o biodiesel, o etanol, a bioeletricidade, o biogás, vegetais, a própria civil cultura comercial. Então, é fundamental a gente caracterizar isso. E mais importante é um setor... cuja expansão deve impactar toda a indústria brasileira. A gente tem essa visão do biocombustível no setor de transportes, e aqui é um mapa... Para onde está indo essa bioenergia que está sendo produzida no campo? Aquele azulzinho ali no meio é o setor de transportes. Então, vejam que metade da bioenergia que é produzida vai para o setor industrial, vai para a indústria brasileira. Indústria de alimentos e bebidas, papel e celulose, metais, cerâmica, todas elas têm uma participação que às vezes chega a 70%, 80% da matriz delas vindo da bioenergia do agro. sobre como expandir biocombustíveis é uma discussão mais ampla, que inclusive impacta não só o setor do agronegócio, mas toda a indústria brasileira e eu acho que essa dá a amplitude necessária para o tema. Segundo elemento, acho que investimento, como que a gente garante investimento? Primeira coisa para garantir investimento é ter um arcabouço institucional adequado, legal no Congresso passa pela regulamentação executiva, agências reguladoras. Acho que a gente caminhou demais aqui, então, parabenizar o deputado Arnaldo, deputado Alceu e todos os que participaram desses processos ao longo dos últimos anos. Eu coloquei alguns elementos aqui, não vou detalhar todos, mas a gente aprovou o Congresso. Aprovou e agora estamos em processo de regulamentação de uma série de programas, o RenovaBio lá em 2017, e na sequência uma série deles. Eu coloquei alguns aqui, mas tem o programa, o marco legal do BEX, hidrogênio, mesmo na reforma tributária, a gente tem uma estrutura bastante adequada para o papel dos biocombustíveis. Então, fizemos o primeiro trabalho. E aqui eu estou falando Brasil, mas a gente também tem que fazer um trabalho lá fora. e a gente tem na literatura uma série de trabalhos que mostram que biocombustíveis geram renda. E segurança alimentar está muito mais vinculada à renda do que à disponibilidade de alimentos. E aí tem uma série de trabalhos que mostram que, gerando renda, eles contribuem com a segurança alimentar. E quando a gente vai para o debate lá fora, isso é excluído e fica na discussão de, olha, está tomando área daqui, de lá e tal. Quer dizer, a gente vai precisar investir em comunicação e esse arcabouço institucional é fundamental. aqui, mas lá fora também. Acho que aqui tem um trabalho muito grande do embaixador que acabou de deixar aqui a audiência e isso é fundamental. Então, o primeiro ponto é, quem precisa de um guarda-bolso institucional para atrair investimento? Esse investimento... Já está acontecendo, sabe? Quando a gente olha o que foi feito nos últimos anos, ele já começa a dar frutos. Eu tomei a liberdade de entrar lá no site da ANP e levantar os dados de capacidade de produção de etanol. 2019, antes do Renovabil, o dado do ano passado, ampliação de capacidade de metro cúbico por dia de produção, 22%. Então, um setor que cresceu em cinco anos, 22%, não é pouco. Se a gente olhar mais os projetos que já estão previstos lá na ANP, atrasem, não aconteçam, mas o fato é que tem mais 8%. Então, se eu somar antes do início do Renovabil até agora, 22% já realizado, 8% a realizar, nós estamos falando em 30% de crescimento em um período muito curto. Então, é um sinal de que, com o arcabouço estruturado, o setor privado, obviamente, faz o seu papel. E aqui, mais do que crescer, a gente precisa crescer, com eficiência. Precisa reduzir custo ganhar eficiência, reduzir preço e agora reduzir descarbonização. Então, aqui é uma outra mensagem, não basta crescer, a gente tem que crescer com eficiência. E quando nós olhamos a discussão sobre investimento, e é aqui que eu quero fechar para não extrapolar o tempo, Entendo que a gente tem aqui um debate sobre expansão, investimento para expandir produção, mas esse investimento para expandir produção vai envolver... novos mercados, então nós estamos falando de novos biocombustíveis, e nesses casos tem um risco adicional, é uma indústria nascente, então a gente precisa olhar com cuidado para essa indústria, então nós falamos aqui muito dos projetos de biometano. Segundo elemento, nós vamos precisar olhar com cuidado como viabilizar investimento em inovação. Nós vamos precisar, para manter aquela curva de redução de preço e redução de emissão, além de capacidade de produção de etanol, de biodiesel, dos biocombustíveis consolidados, a gente vai precisar de investimento em inovações disruptivas. Tem várias em curso e isso aqui também requer algum cuidado. Então, é importante, o BNDES já apoiou nesse sentido no passado, a própria FINEP. E, por fim, além do setor produtivo, nós vamos precisar entender como apoiar o investimento em infraestrutura. tancagem, sistema de abastecimento das embarcações, aquisição de barcaças. Então, eu queria trazer aqui, para a gente poder fechar e passar para os meus colegas, essa mensagem mais ampla. Eu acho que o investimento no que já está consolidado, ele acontece na medida que a gente tem uma estrutura adequada, sob o ponto de vista institucional. Óbvio que o nível de taxa de juros que a gente convive é muito difícil, dificulta muito, mas isso é algo mais sistêmico do país como um todo. E no setor da bioenergia, nós temos algumas particularidades relacionadas aqui, eu acho que a gente precisa olhar com cuidado um pouco maior. Então, essa é a mensagem que eu queria deixar aqui para não extrapolar o tempo. Eu até ganhei um minuto, passar para o Arthur e para o colega da Pfineto para que eles possam complementar. Obrigado. Obrigado, Luciano. Obrigado pela participação. Agradecemos.

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25 de fev, 16:37

COMISSÃO ESPECIAL SOBRE TRANSIÇÃO ENERGÉTICA E PRODUÇÃO DE HIDROGÊNIO VERDE

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Quero agradecer ao deputado Arnaldo em nome da única... Luciano, só um segundinho natural enquanto o pessoal está botando...

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