COMISSÃO ESPECIAL SOBRE TRANSIÇÃO ENERGÉTICA E PRODUÇÃO DE HIDROGÊNIO VERDE
Sobre o Evento
A comissão debateu estratégias para a transição energética e o desenvolvimento do hidrogênio verde, focando na construção de uma proposta legislativa coletiva e aprimorada pelo consenso parlamentar.
Deputado
Muito boa tarde a todos os amigos e amigas. Convidar a todos a tomarem assentos. Nós temos uma certa organização do plenário. Os expositores estão ao longo... das duas primeiras fileiras sendo que na fileira segunda Roberto Arden, você está... Aí, marcado em algum lugar. Aqui estão aqueles que representam, presidem entidades que estão vinculadas aqui ao nosso tema, ao nosso esforço, a nossa ação. Quero agradecer muito. Nesse período aqui, casa cheia, é um sintoma da relevância do tema, é um sinal de atenção dos senhores senhoras a comissão de transição energética a coalizão pelos biocombustíveis. Então, estou sumamente honrado. com a presença... tão expressiva em termos de número e tão... significativa do ponto de vista da representatividade das pessoas que aqui estão. Então, Muito obrigado a todos. Por uma questão até de homenagem... eu faço uma menção Logo na abertura aqui. Eu quero saudar, pedir que fique de pé o Décio Amaral. Fica aí, Décio. O Décio Amaral, vocês gentilmente aplaudiram, não são todos que o conhecem. Uma boa parte. mas para mim tem um significado muito grande, ele preside aquilo que é a mais expressiva iniciativa do Brasil em termos de hidrovias. Ele preside o grupo Hidrovias Brasil. Nesse período em que nós vimos muitas vezes uma ação minoritária... dificultar uma discussão estratégica por país, fiz questão de mencionar a sua presença como um simbolismo daquilo que nós queremos, que é o Brasil que se desenvolve, que abre horizontes, que tem respeito à segurança jurídica, as instituições. Dito isso, eu declaro aberto o seminário... Mapa do caminho. biocombustíveis a rota mais curta. iniciativa, como eu disse, da Comissão Especial sobre Transição Energética e Produção de Hidrogênio Mais Verde, Informo a todos que esse evento está sendo gravado e transmitido ao vivo pela internet. Todo o conteúdo permanecerá à disposição na página da comissão e será utilizado, poderá ser utilizado, pelo serviço de comunicação da Câmara dos Deputados para reportagem, divulgação e divulgação. e outras matérias a fim. A dinâmica que nós teremos será basicamente a seguinte, compartilho com todos aqui, porque será... relativamente extenso do ponto de vista de tempo, mas intenso. Tenho certeza do ponto de vista de conteúdo. Eu vou zelar muito... pela disciplina aqui do nosso processo. Por exemplo, o pessoal que está batendo papo aqui... Eu peço que seja mais... Silente. Nosso pessoal do apoio da infraestrutura. Nós vamos manter as portas fechadas para que nós possamos não ter dispersão aqui da qualidade do debate que nós faremos. O primeiro momento nessa abertura falarei eu, o embaixador André Corrêa do Lago, presidente da COP30, os deputados Alceu Moreira e... Zé Vitor e Pedro Lupion, que são das frentes constitutivas ligadas aos biocombustíveis, biodiesel, FPA, etanol. No painel seguinte, nós vamos ter o tema inovação tecnológica. Dr. Gonçalo Pereira, da Unicamp, e Alessandro Alonso, aqui está conosco, da Embrapa, Tiago Juliano, da BBI. O outro painel é aquela polêmica que nós queremos, de uma forma definitiva, superá-la, que é a polêmica sobre... Food versus Phil. Segurança energética, como nós combinamos com segurança alimentar. A doutora Glaucia, a professora Glaucia, professor titular, estará aqui conosco, é uma referência para todos nós. Nós teremos o diretor da ANP, Pietro Mendes, também nesse painel. No painel seguinte, como financiar a ampliação dos... sua presença na matriz energética, na matriz brasileira. Tá certo? Aí com a participação do Luciano Rodrigues da Única, do Arthur Milanesca, que aqui está, acabou de nos oferecer um formidável material que nós vamos disponibilizar depois do BNDES. E o Newton Hamatsu da... do FINEP, da FINEP, que estará conosco. E ao final nós ouviremos as nossas entidades aqui. Quer seja a UbraBio, a Abiovi, a Biogás, a Brema, a Unem, o Mário Campos, da nossa Bioenergia, Viga, da BIV, Roberto Ardeng, do IBP, e o Camilo, que vai representar a ProBio. Portanto, tem muita gente, eu vou ser chato no horário, Por respeito a todos. para não ter uma dispersão. Nós vamos dar um tempo, alguns vão já me olhar bravo, porque se prepararam para falar 15 minutos, nós vamos reduzir para 10, tá certo? Peço a compreensão, é para garantir para que todos falem e que todos se concentrem naquelas questões iniciais. Só estão fora desse prazo. o embaixador André Corrêa do Lago, E? o Alceu Moreira, está certo? Professora Glaucia, muito bem-vinda. Tem o seu local aqui, Cláudia. Muito obrigado. Então, você, já falei... E me permitam, então, fazer uma introdução. É com muito entusiasmo que eu, ao lado de todas as entidades das feiras parlamentares, organizei esse seminário. Porque eu participei com muita alegria também, daquilo que foi um processo nosso preparatório para a COP30. A COP30 cheirava a todos nós como um momento... de oportunidades de desafio e de riscos. Quantos de nós não temíamos que a COP30 podia expor num aspecto mais negativo o nosso país? as nossas vicissitudes. e problemas que temos. mas que são, eu não tenho dúvida, muito menores do que aquilo que nós queremos fazer como elemento constitutivo. É um Brasil que tem uma legislação ambiental diferenciada e rigorosa, um protagonismo na energia renovável e uma proatividade extraordinária no setor de biocombustíveis. Orgulho de apresentarmos o mundo essa face do Brasil. Queríamos, por outro lado, que a COP pudesse ser o momento de expor Unidade Nacional. Ao invés de uma dinâmica que muitas vezes tememos e que se ressaltem divergências, nós podemos ter convergências apresentadas, unindo o país e nos apresentando ao mundo. E foi isso que nos levou a ter uma atitude também de iniciativa e fazer chegar. A decisão era e foi do presidente da República, do governo, mas sempre observamos que o nome dele é. que embaixador em vários países. protagonista daquilo que foi o lançamento da Aliança Global pelo Biocombustíveis ao tempo que foi embaixador na Índia. poderia ter um papel de aglutinação e poderia conduzir. Ele que nas COPES anteriores já tinha tido um papel tão relevante para que o Brasil pudesse ali ter... um papel ativo que pudesse ser presidente da COP o embaixador André Corrêa do Lago. E ele foi designado. Foi designado e exerceu com plenitude a sua função. Então, por isso que quando eu ouvi e vi as pessoas aplaudindo, foi um justo reconhecimento que temos aquilo que... O senhor embaixador... protagonizou ali na COP e que nos enche de orgulho. O embaixador André Corrêa do Lago continua na presidência da COP. Nós teremos, nós o Brasil. e ele nos representando, nós teremos a presença da COP até o primeiro dia até o início da COP31. E ele tem se disposto a se apresentar. Tem feito isso em diálogo com o governo, eu tratei isso ontem com o ministro Alexandre Silveira, tenho dialogado com o ministro Haddad, que a ele cabe a coordenação, inclusive, do programa de transformação ecológica, como o governo denominou, o fundo clima lá está, com o Rafael Dubê e todas as questões. Então, nós temos discutido isso em... sintonia com o Executivo em diálogo permanente aqui na Casa. Hoje tem um simbolismo, e não é uma escolha aleatória, meu caro embaixador André Corrêa do Lago, duas questões. Primeiro, que ao lado das entidades, e elas se pronunciarão, que representam essa vertente do mapa do caminho, deputado Luiz Ovando, a quem cumprimento, a parte que sente-se conosco, muito bem-vindo, está certo? Nós fizemos questão de convidar O IBP. Está aqui o doutor Roberto Ardengue, embaixador, inclusive, Ardengue. ele que teve com sua carreira no Itamaraty, que é... ou de quem dirige o IBP. Porque a transição, e nós queremos a transição, E a afirmação da mapa do caminho, nós queremos a afirmação, ela tem que ser feita em harmonia. com aquilo que é uma realidade... dos combustíveis fósseis. Não nos anima, portanto, uma pregação simplesmente de que nós revogaremos ou cancelaremos isso do dia para a noite. Toda vez que se pensa em fazer uma transição e ela tem a marca do compromisso com o futuro, mas sabemos que isso significa arbitrar coordenar com aquilo que é a realidade do presente, nós nos sentimos com passo. muito mais seguros. E é por isso que nós estamos também hoje, formalmente, eu encerro a minha fala com isso, pedindo que se coloque aqui no nosso painel, aquilo que é o espaço da Comissão de Transição Energética, pois nós teremos, inclusive, o espaço da frente da Coalizão dos Biocombustíveis, Mas aqui... Tá certo? que está hospedado no site da Câmara a Comissão de Transição Energética, nós, ao final deste encontro de hoje, apresentaremos lá... estará lá para receber contribuições de pesquisadores que identificam aqui. de estudiosos que festejo aqui. de empreendedores que têm feito a diferença e de todas as entidades que estão aqui, além de membros do Legislativo, do Executivo, estarão aqui abertos à minuta que nós estamos apresentando do mapa do caminho. Nós teremos um outro evento em São Paulo, no dia 9 de março, quando pretendemos aí entregar a... Isso. o Aqui é uma minuta. ela ao final dessa tarde já não será a mesma, porque eu tenho certeza que o debate que se fará e essa participação sistemática vai nos permitir... Jair evoluindo. para que a gente possa ter essa proposta aí apresentada, nossa contribuição. A todos aí. Dito isso, quero reiterar mais uma vez a alegria... de ter tanta gente conhecida, eu vou resistir à tentação de olhar, eu vejo ali o Roberto Orlando e o Pedro Roberto, eu quero falar deles, eu vejo a Roberta Cox, que é da Agência Internacional de Energia Eólica, que está lá, como não falar da Roberta, mas vou resistir a essas tentações para que a gente possa aí se fixar, Então, com muita alegria, me ajudem a receber e passar a palavra a ele, que vai nos apresentar. aquilo que está sendo o seu trabalho pós- evento de Belém, o que está sendo o seu plano de atividades como presidente da COP. Com muita alegria... embaixador André Corrêa do Lago. Obrigado. Está ligado, né?
Embaixador e Presidente da COP30 - COP30
Boa tarde a todos. Hum. Bom, é realmente um prazer imenso estar aqui com todos vocês. Mãe, sir. Eu vou tentar corresponder a... A um décimo do que disse aqui o... o meu queridíssimo deputado Arnaldo Jardim, Queria também cumprimentar aqui o deputado Alceu, que também... está um companheiro aí de tantos momentos. E obrigado pelas palavras excessivamente generosas. Mas é uma alegria muito grande estar aqui. com vocês. E eu quero também dizer que eu vou usar o tempo com uma certa parcimônia, mas que eu estou sempre à disposição de vocês, para o que vocês precisarem de esclarecimento, de continuidade. Estou aqui cercado de companheiros de tantas reuniões, de tantas discussões e é uma alegria muito grande estar aqui. Então, eu vou tentar... Colocar um pouco isso, já que você está preparando aí o documento do mapa do caminho, contribuir para isso e uma leve... lembrança de como é que a gente foi preparando a COP30, porque o deputado Arnaldo Jardim foi absolutamente chave na preparação da COP30. Porque quando eu fui nomeado presidente, Nós queríamos, desde o início, aproveitar ao máximo a maior conferência da ONU do ano, porque todo ano as COPES são a maior conferência da ONU. Então, ter a maior conferência da ONU no Brasil era uma oportunidade muito grande de nós mostrarmos para o mundo essa diversidade, essa riqueza do Brasil da maneira mais objetiva e da maneira mais unida possível. eu me lembro, na Fiesp, em São Paulo, para que a COP fosse uma oportunidade de união nacional, que a gente chegasse unidos em Belém. E eu não tenho como te agradecer e agradecer a todos os que estão aqui presentes, porque eu acho que foi o que aconteceu. O Brasil chegou unido na COP30 e o mundo viu uma conferência de um país transição que nós temos pela frente. E a COP, eu acho que todo mundo acompanhou, teve muita explicação nos jornais, muita explicação na televisão e também, evidentemente, nas mídias sociais. Mas eu acho que vale a pena lembrar que acaba que tem várias dimensões. Eu acho que o Brasil entendeu isso muito bem e um pouco o meu grande desejo é que a COP de Belém referência do Rio, de 1992, teve sobre a geração anterior, que foi colocar o Brasil entendendo melhor do que o resto do mundo qual é o debate internacional. E eu acho que isso aconteceu também na COP. O Brasil se colocou como um país que está pronto para atuar em uma agenda extraordinariamente importante, não só para a economia, mas também para a geopolítica. E, provavelmente, a gente pode conversar sobre isso, porque esse tema está bastante quente, como nós sabemos. Então, eu queria... comentar o seguinte, que desde o início a gente sabia que a essência da COP30 é uma negociação, uma negociação de documentos, de decisões, que se chama, uma negociação de decisões que tem que ser feitas... têm que ser aprovadas por consenso. Então, é uma coisa muito difícil, mas tem uma agenda que também tem que ser acordada por consenso, por 194 países. Então, essa agenda, que já é consenso, tem que ser discutida para ter os documentos. Cada COP tem alguns passos importantes pelos quais elas são lembradas. que criou o Acordo de Paris há 10 anos atrás. Nós estávamos festejando os 10 anos do Acordo de Paris, mas o Acordo de Paris faz parte da Convenção do Clima, que é uma coisa mais ampla, que foi assinada no Rio de Janeiro em 1992 e que tem que é considerado hoje justamente o acordo que conseguiu unir ciência, economia, política, tecnologia, todos os elementos, o social, a dimensão social, todos esses elementos juntos, como um direcionamento do desenvolvimento para os anos pela frente. ninguém entende mais disso do que esta casa aqui, você vai, pouco a pouco, legislando sobre o que já foi decidido, aperfeiçoando o que foi decidido, mas sempre com essa dificuldade imensa do consenso. Então, a essência da COP é uma negociação por consenso de documentos. Depois, as COPs, em geral, também têm uma cúpula, ou seja, chamam-se os chefes de Estado para que os chefes de Estado discutam alguns temas em um nível diferente do consenso, mas para trazer a relevância política que o país que está organizando a COP, cada ano é um país diferente, específico para certos temas que o país que está recebendo pode querer e que não necessariamente é consenso, mas que é justo que um país que esteja organizando a conferência chame atenção para os temas que são do seu maior interesse. E desde a COP de Paris também existe algo que se chama agenda de ação. E a agenda de ação é como uma COP paralela dos atores que não podem negociar. que são os índices subnacionais, o setor privado, a comunidade científica, são as ONGs, todos os elementos que são atores muito importantes na discussão de clima, mas que não podem negociar, porque só os estados é que podem negociar os 194 países-membros. Então, a agenda de ação visa trazer esses atores que são essenciais, evidentemente, para a implementação das decisões que são tomadas pelos estados. Então, o que nós gostaríamos que o mundo agora dissesse, mas a COP30 foi a COP da, foi a COP de... Tem várias coisas, obviamente, eu sou suspeito, mas eu vou dizer a vocês o que eu acho que cada vez mais está pegando, eu estou voltando de uma viagem, cheguei ontem de uma viagem, e ouvindo muito o que o mundo está dizendo sobre a COP. uma nova etapa nas discussões de mudança do clima, que é a nova etapa é uma etapa de implementação. O que quer dizer isso? É que, até agora, a principal preocupação das COPs era negociar documentos. A cada ano tinha que negociar mais, tinha que negociar mais. Nós acabamos nos dando conta que os principais temas já foram negociados. E o mais importante é começar a realmente executar e fazer acontecer o que já tem consenso. Nós temos centenas de resoluções que foram tomadas pelas COPES. O que precisa para implementar? Muitas vezes de atores que não são os estados, que são as entidades, são os estados dentro das nações, as cidades, as comunidades. Sim. Ora, sempre houve uma certa confusão essa coisa de negociação e de implementação, como se fosse um pacote. Nós conseguimos dividir isso de maneira muito clara, essencialmente porque o tema que é a origem da discussão de mudança do clima é a ciência. E a ciência nos diz que nós não temos o tempo de esperar o que é. consenso em tudo para atuar. E nós já temos suficientes decisões... Para atuar. Então, o que nós procuramos nessa cópia? Foi, na cúpula, Trazer certos temas que justamente mostram o quanto a gente pode implementar sem consenso? e trazer na negociação o consenso sobre aquilo que era possível, E... assegurar que a agenda de ação trouxesse os temas e a demonstração de soluções que estão acontecendo em vários países. Então, eu começo, muito rapidamente, pela COPPE em si. Nós acabamos aprovando 56 decisões. É um número. extraordinário de decisões acordadas por consenso e que basicamente limpou a pauta das decisões que estavam pendentes há bastante tempo. Decisões extremamente importantes que, pela primeira vez, por exemplo, a gente conseguiu falar de comércio numa decisão da Convenção do Clima. Tem várias coisas, não vou entrar aqui nos detalhes, mas vou ter o maior prazer de conversar com todos vocês sobre esses temas em outras ocasiões. Na cúpula, o que se acentuou? que é um fundo, que é uma proposta brasileira, em que se vai reunir dinheiro para se assegurar pagamento por aqueles proprietários no mundo que têm florestas e que estão conservando florestas. Países também, estados também, comunidades também. Por que isso? Porque a questão de florestas é muito complexa. O Brasil, evidentemente, é um país onde todo mundo pensa em floresta quando pensa no Brasil, por isso era muito importante nós termos algo sobre floresta nessa COPPE. Porque a questão da... Conservação de florestas não tinha um mecanismo internacional que fosse focado especificamente na conservação. Nós temos mecanismos internacionais focados em redução do desmatamento, que é o que levou à criação do Fundo Amazônia, que se chama REDE+, na convenção. E temos também a possibilidade da restauração florestal se beneficiar de crédito de carbono. uma fórmula que pode funcionar para financiar reflorestamento, restauração. Nós temos uma fórmula para conseguir financiamento para diminuir o desmatamento, mas nós não tínhamos um estímulo à conservação. E o TFFF é um novo fundo desenvolvido, tanto pelo Ministério do Meio Ambiente, como pelo Ministério da Fazenda, com o apoio do Itamaraty, cria circunstâncias especiais e um fundo especial para a conservação de florestas. E não é apenas a conservação de florestas do ponto de vista climático, é também do ponto de vista de biodiversidade e do ponto de vista social. Então, esse TFF, por que ele é diferente? É que ele não precisa de consenso. Se você junta um número de países que contribui para a base dos recursos que vão ser necessários, não precisa que todos os países do mundo concordem para que esse fundo exista. Então, o TFF foi lançado na cúpula justamente porque ele não conseguiria nunca o consenso. Então, o TFF é uma coisa simbólica disso. Mas, no mesmo período, ou seja, na cúpula, Houve também duas decisões, duas coisas que aconteceram, que têm um impacto muito grande sobre os biocombustíveis. Uma é a coalizão aberta de mercados regulados de carbono. Isso é uma coisa absolutamente extraordinária, que foi desenvolvida essencialmente pelo Ministério da Fazenda, ou seja, temos que reconhecer que, num tempo recorde, o Ministério da Fazenda conseguiu unir, União Europeia, China, Reino Unido, Canadá, Brasil, Alemanha, ou seja, os países... que são os principais mercados regulados de carbono, Unidos para trabalhar. juntos, de novo, Não há consenso sobre o mercado de carbono. Há vários países que não querem ter mercado de carbono. Há várias... Então, se vários países não acreditam, ou não querem, ou não estão particularmente interessados, porque não favorecem esses países, de novo, Não precisávamos de consenso. Então, criou-se isso no contexto da cúpula. E essa coalizão tem uma importância extraordinária. E também, na agenda de ação, que é justamente um dos outros atores que participam, teve também uma outra decisão de grande importância, para... a questão do nosso interesse em biocombustíveis e em mercado de carbono, que foi o protocolo, a união entre as duas principais entidades internacionais que determinam Contabilidade de carbono. Você sabe, Arnaldo, quanta gente discute a dificuldade da diversidade de padrões, de cálculo de mercado de emissões, exatamente, para ter as certificações. Então, nós conseguimos também na COP que os dois principais, duas principais entidades, que é o protocolo GHG e a ISO, Um padrão. E esse padrão vai mudar de maneira absolutamente determinante a capacidade de ter números de redução de emissão, que é uma coisa que o nosso setor de biocombustíveis tanto precisa e que nós sabemos, quanto mais exigentes forem esses padrões, melhor vai ser para nós, porque nós vamos ter as maiores reduções. Então, nós conseguimos também que se juntassem essas duas entidades padrão que seja aceito e que vai ter um impacto gigantesco sobre o o mercado de carbono também, quando trabalharmos nisso. Além dessas medidas, que têm um impacto muito direto, o governo brasileiro também organizou o compromisso de Belém de multiplicar por quatro os combustíveis sustentáveis. Isso foi também uma outra declaração que foi assinada por vários países na cúpula, de Belém, além do Brasil, naturalmente, Canadá, Chile, Guatemala, a Índia, Itália, o Japão, Moçambique, México e outros países, que se juntaram com essa ambição. E esse é um tema que, obviamente, toca diretamente a nós, porque essa ideia dos combustíveis sustentáveis é um dos esforços que esse governo conseguiu avançar mais nos últimos anos. Por quê? Porque nós trabalhamos muito com isso no G20, E conseguimos que a Agência Internacional de Energia, que é a entidade que tem... publica os documentos relacionados à energia, que têm maior credibilidade e que têm uma qualidade técnica muito grande, a Agência Internacional de Energia é uma agência que foi criada no contexto originalmente da OCDE, e que, portanto, na sua origem só tinha os... Boa tarde. Boa tarde. Tudo bom? Tudo bem? Tudo ótimo. Conseguiram ver qual dos dois é mais alto? Obrigado. É, é. Então, a Agência Internacional de Energia é uma agência que originalmente só tinha os países da OCDE. Mas, mesmo sendo uma agência da qual o Brasil não fazia parte, a agência contribui muito para o G20. E nós trabalhamos com a agência de usar toda a parte técnica da agência para apoiar a melhor informação sobre biocombustíveis. que foi lançado no G20 brasileiro, e que é sobre a importância dos combustíveis sustentáveis, que inclui, evidentemente, os nossos biocombustíveis, que inclui também... hidrogênio, etc. Obrigado. Esse avanço foi extraordinário porque o Brasil não era membro da Agência Internacional de Energia. Alguns de vocês devem ter lido que a semana passada foi anunciado... que o Brasil entrou para a agência, vai demorar alguns meses, mas foi aceita a candidatura do Brasil para essa agência. Então, isso foi conseguido antes mesmo, ou seja, a credibilidade desse documento, que coloca os biocombustíveis brasileiros em um outro nível, e com a ajuda da Agência Nacional de Energia, nós vamos manter o monitoramento dessa multiplicação por quatro, dos combustíveis sustentáveis até 2035. Portanto, eu queria aqui colocar isso um pouco como uma base das coisas práticas e diretas que aconteceram na COP30, que tem um interesse direto sobre vocês e agradeço o apoio de vocês, porque vários de vocês lutaram muito para que essas coisas fossem aprovadas. E eu queria, então, entrar agora... rapidamente, na questão do mapa do caminho, qual é a origem disso daí. E a origem disso é o seguinte... Uma das coisas que marcou a COP, eu disse que cada COP é mais ou menos lembrada por algo, a COP de Dubai. é lembrada, porque foi a primeira vez em que se falou de combustíveis fósseis. Então, na COP de Dubai, houve a aprovação de uma decisão que incluía... vou traduzir, não há uma tradução oficial, porque o português não é uma tradução oficial, não é uma língua oficial da ONU, mas que é uma transição... para longe dos combustíveis fósseis, de forma justa, equitativa e equilibrada. Isso é uma decisão que teve consenso em Dubai. E, na mesma COP, também teve uma decisão, por consenso, de interromper e reverter o desmatamento e a degradação florestal até 2030. Então, essas são duas decisões da COP de Dubai, que na COP de... seguinte, que foi a de Baku, não se conseguiu avançar nesse tema, E, na COP de Belém, nós nos demos conta que são temas muito complexos e que não conseguem consenso. Não adianta nada você apresentar uma luta para tentar ter consenso sobre uma coisa que você já sabe que você não vai ter consenso. Então, na COP30, ficou muito claro que, por exemplo, que a proposta que foi feita, que o presidente fez na cúpula, de nós termos um mapa do caminho sobre a transição, um mapa do caminho sobre o desmatamento, com base nas decisões que já tinham sido aprovadas por consenso por todos os países, nós sabíamos que evoluir nisso era muito complexo. menos 80 países contra, mas não adianta ser 80 ou ser um, porque o consenso dá a todos os países o poder de veto. Então, você precisa de todos. Então, o que nós propusemos? Como presidência da COP, eu propus que o Brasil elaborasse um mapa do caminho sobre essa transição na terminologia específica do documento que já foi aprovado por consenso. Ou seja, não estou inventando uma nova frase, ou o que seja, é a frase do documento que já foi aprovado por consenso. E esse mapa do caminho é o mapa do caminho internacional, para que indique quais são as maneiras que existem hoje de aumentar a produção de renováveis, aumentar a produção, que seja de nuclear, que seja biocombustíveis, que seja hidrogênio, etc., em todos os setores da economia. E nós, então, estamos preparando esse documento com apoio técnico de várias entidades internacionais que já têm documentos publicados e que já têm credibilidade sobre o tema. Em paralelo a isso... Foi também decidido que a Casa Civil, com o Ministério da Fazenda, o MMA e o MME, estão preparando o mapa do caminho nacional. Isso é uma coisa que não é ligada. Inclusive, o Itamaraty não está nesse grupo. Isso é uma coisa técnica que vai ser apresentada no CNPE. e que está sendo desenvolvido por esses quatro ministérios. Mas isso é uma coisa que está sendo desenvolvida dentro do Brasil, especificamente sobre nós. O mapa do caminho que foi proposto na COP30 é o mapa do caminho mundial. Então, esse mapa do caminho mundial é um desafio gigantesco. E eu reitero aqui o nome do mapa do caminho, porque é muito importante, porque é uma frase que já é consenso internacional, que é o mapa do caminho da presidência da COP30 para a transição para longe dos combustíveis fósseis de forma justa, equitativa e equilibrada. Então, este é o nome do mapa do caminho do MAP. relacionado a fósseis. Então, estamos trabalhando, estou voltando de uma viagem em que eu conversei com várias entidades internacionais sobre o tema. E, evidentemente, a primeira coisa que tem que ser dita é que cada país, Tira. soluções diferentes de outros. Tem países que são produtores de petróleo, tem países que são consumidores, tem países que dependem em 90% no seu comércio, de petróleo, tem países que não dependem de petróleo, ou de carvão, ou de gás, ou seja, Cada país vai ter caminhos diferentes. Evidentemente, tudo que é implementação, porque isso é implementação, já tem a decisão de Dubai. A implementação é voluntária e independente de cada país, segundo a sua soberania. Mas há certos elementos extremamente importantes, que são as informações sobre o impacto econômico, e o impacto sobre o desenvolvimento, que algumas políticas já estão demonstrando e outras que estão mostrando o contrário. Então, nós vamos procurar preparar esse mapa do caminho. Primeiro, com muitas discussões técnicas. Esta semana vai ser lançado um chamado para que todos os países do mundo mandem as suas sugestões e também todas as entidades que estão inscritas do Clima. Então, essa semana deve sair isso. Nós vamos receber isso durante um mês e nós vamos começar discussões técnicas e que vão, provavelmente, culminar em Bonn, que é aquela reunião na Alemanha preparatória das COPES, que todo ano acontece em junho, porque a Convenção do Clima fica na Alemanha. do desmatamento. E nós devemos apresentar o documento final em setembro ou outubro. para ele poder ser digerido para as discussões da COP31, que será na Turquia, mas sob a presidência da Austrália. Então, coisa meio complexa, mas que está avançando bem. É complexo, é complexo. Mas está indo bem, estão indo muito bem. Então, é isso. Primeiro, tentei me controlar, mas, em todo caso, O agradecedor possível e a grande alegria que vocês... se livrou da metade do que eu falei. Seguro o timing, é timing. Muito obrigado, embaixador.
Deputado
...de a correr do lago. Agradecer a sua presença, por óbvio, mais uma vez, mas mais do que isso, a forma franca como ele abordou as questões e traçou um rumo. As três questões que emergiram, o acordo sobre a questão das florestas, o acordo para pactuar premissas, parâmetros para o mercado comum de carbono, é muito relevante. Nós aqui já aprovamos no parlamento toda a regulamentação do crédito de carbono. sua total implementação, isso dá uma referência. E, finalmente, o mapa do caminho, onde essa questão, acho que todos ouvimos, mas eu vou, me permitam, sublinhar, que é o fato de que é uma decisão multiplicar por quatro, Não é mais 4%, nem mais 40%, é multiplicar por 4 a presença dos biocombustíveis sustentáveis no mundo. Então, isso é uma coisa absolutamente relevante aqui. Eu repito, porque muitas pessoas chegaram depois, vou mencionar algumas delas, a querida Marussa Boldrin, Nossa deputada, muito obrigado. O Luiz Ovando já havia me referido. O nosso deputado Leônidas Cristino, muito obrigado. O deputado Tião Medeiros, muito bem-vindo, sempre tão importante para nós. E vocês viram, sentou-se aqui com pleno direito, nosso querido presidente, amigo Pedro Lupion. Vou reiterar a eles que chegaram um pouco depois e a outros que chegaram, colisão dos biocombustíveis, fizemos uma minuta que está hospedado já no site da Comissão de Transição Energetica da Câmara dos Deputados, que está aberto a contribuições e que nós pretendemos que essas contribuições sejam enviadas até o dia 3 de março, vão ser processadas pelas nossas equipes das frentes constitutivas, para que no dia 9 de março, no evento que acontecerá em São Paulo, uma proposta não definitiva, mas uma proposta adiantada. E eu disse uma coisa, que repito, não é, Luciano? A proposta é essa, no final da tarde já vai ser diferente, a partir dos debates qualificados, mais uma vez, fico felicíssimo com a qualidade e expressividade das pessoas que aqui estão. Então, por favor, me ajudem mais uma vez, uma salva de palmas, um agradecimento à participação do André Correia do Lago, que orgulha todos nós. É. Eu vou oferecer a palavra à coalizão dos biocombustíveis. Teve a presença do Tio Medeiros, do Leôncio Cristino, do Luiz Ovan, da Marussa, mas três frentes que já lidavam com a questão são a base constitutiva. A FPA... à frente do biodisco, ordenado pelo seu, e à frente do etanol, o nosso Zé Vitor está fazendo um esforço muito grande para estar aqui conosco. Então, eu vou oferecer a palavra ao seu Moreira e ao Pedro Lupion, para que completem aqui a nossa abertura dos trabalhos, para passarmos em seguida aos painéis. Alceu Moreira. Boa tarde a todos. Querido amigo,
Deputado
Arnaldo Jardim, nosso presidente... Parabéns pelo brilhantismo da reunião. E o fato de diversificadas presenças, tão qualificadas quanto diversificadas, mostra claramente, desde o dia em que nós lançamos a colisão, o quanto esse assunto é importante para o Brasil. O quanto a matriz energética, a transição da matriz energética é importante para a nossa economia, o quanto ela é importante para um país que precisa de segurança jurídica e previsibilidade com relação a isso. Quanto mais conhecermos sobre esse tema, menos espaço teremos para retrocedê-lo. Então eu queria saudar o meu querido amigo embaixador André Corrêa do Lago. Saudar o meu irmão Lupion, de caminhada, nossos queridos deputados federais, todos já citados pelo Arnaldo Jardim, que estão aqui conosco. E queria dizer para vocês o seguinte, eu estava... No verão de férias e estava fazendo uma leitura sobre alguns temas da COP, e lembrei da possibilidade de nós termos, então, Na época eu pensei numa federação. Porque os biocombustíveis, os mais diversos que nós temos no país, eles precisavam conversar entre si. Nós não podíamos caminhar em caminhos paralelos. É só conversar entre si. É uma matriz produtiva que tem uma inter-relação, como se fosse uma grande engrenagem, que um dente da engrenagem toca o dente da outra. Pensei então em, liguei para o Arnaldo e para o Lupion e nos encontramos em São Paulo. Vamos conversar sobre isso? E eu propus para eles lançar a Federação dos Biocombustíveis. Tá? que depois se transformou em coalizão. Mais tarde vai virar federação, mas aí... Tenha um tempinho para amadurecer o processo. E pensei em duas figuras. Um parlamentar que eu gostaria muito que tivesse entre nós no próximo mandato, mas que resolveu que não queria estar no próximo mandato. Com a qualidade dele, a aposentadoria seria um crime para o país, não para ele. E eu resolvi, então, que eu gostaria de passar essa missão da coordenação da Federação, da colisão dos biocombustíveis para o Arnaldo Jardim. logo depois lembrei não preciso dizer que sugeri para o Lupion ele imediatamente aceitou na hora porque é consenso geral aí depois eu pensei, mas eu preciso eu preciso de um mascate para andar com aquela malinha de cantoneira Pelo mundo inteiro... para vender o nosso biocombustível, trabalhar matriz produtiva, abrir mercados. Tá? E aí pensei logo no nosso querido amigo André Corrêa do Lago. Uma relação com todas as embaixadas, um compromisso absolutamente claro, uma pessoa que compreende perfeitamente a complexidade do nosso tema. E aí pensei na dupla. Arnaldo Jardim, André Corrêa do Lago. Olha, nem por sonho imaginava que pudesse acontecer o que está acontecendo aqui agora, com esse congraçamento enorme. E nós então, pessoal, pensamos claramente nisso e pensamos no seguinte. Nessa economia circular dos biocombustíveis, a interrelação disso é tão dinâmica, tão complexa, que se em algum momento nós tivéssemos sobra de farelo, não temos o que fazer. Se tiver sobra de frango, não tem o que fazer. Só que todos nós sabemos que essa plataforma é completamente crescente. Nós vamos crescer cada vez mais. Portanto, esse compromisso da Copa de Multiplicar por 4 é muito bem-vindo para nós. Muito bem-vindo para nós. E nós, então, pensamos o seguinte, temos que continuar trabalhando muito rapidamente e com muita responsabilidade, primeiro, para não ter nenhuma acomodação com relação a atingir o máximo de qualidade possível. O nosso setor nunca se pode se dar por satisfeito. O nosso biocombustível nunca chegou ao topo da melhora na qualidade. Sempre tem algo mais para nós fazer para melhorar a qualidade. Compromisso com rastreabilidade e qualidade do biocombustível. Agora, a matriz... que transforma o Brasil num país agroambiental com selo verde, O abrir alas desse processo, só para falar uma língua carnavalesca, é com certeza o biocombustível. Nós vamos andar por todas as embaixadas do mundo, por todos os países do mundo, vamos conversar com todos eles e vamos mostrar claramente o que é a nossa matriz produtiva. Vai multiplicar muito a nossa necessidade de produção. Mas aí já... Se nós tivermos segurança jurídica e previsibilidade, com uma demanda acima da nossa capacidade produtiva, nos permite fazer o planejamento de investimento de curto, médio e longo prazo, com absoluta segurança. O que nós não podemos é ficar na dúvida. E se eu produzir, o que vai acontecer com isso? Portanto, o trabalho do Arnaldo Jardim e do meu querido amigo André Corrêa do Lago são certamente duas funções absolutamente nobres e por isso trazer a coalizão. É preciso que a coalizão... sente para discutir essa questão, Porque é preciso ter um centro de inteligência dos biocombustíveis para ele conversar entre si. Ter absoluta cumplicidade e compromisso com o processo. e principalmente conversar com setores do governo. Porque se nós formos trabalhar a economia circular disso, nós percebemos o seguinte, se um só dente dessa engrenagem falhar... Todo sistema tem problema. Então ninguém pode falhar, tem que estar, é uma orquestra com afinação absolutamente perfeita. Não preciso dizer que escolhemos dois maestros os melhores que nós temos. as melhores que nós temos. Feito isso, Hoje, não por sugestão minha... O sujetão Donizetti, que vai entrar por vídeo... Ele sugeriu... Que nós... propuséssemos um APEC do biocombustível com patrimônio nacional. E eu sugeri hoje de manhã para o Arnaldo, queria propor para vocês para a discussão. Para a discussão. da pertinência de ver na mão do Arnaldo, com a nossa coautoria, a possibilidade de apresentar essa PEC. dos biocombustíveis como patrimônio nacional. Por que nós estamos fazendo isso? Por muitas razões. Mas a primeira delas é que nós encontramos muitas vezes, meu querido embaixador Ilupion, neste caminho... fantasmas da desinformação. Basta ter um aumento de preço aqui ou ali, a pessoa quer comparar, e às vezes pessoas empoderadas... em alguns instantes do governo, inclusive, dizendo o seguinte... Olha, está mais caro o biodiesel. Amigo! Na linguagem grosseira de onde eu vim, da roça, é a mesma coisa que comparar sabão e queijo. Eles são muito parecidos, só dá para comer queijo, sabão já não come. Comparar biocombustível com combustível fóssil não tem nenhum comparativo, absolutamente nenhum. um está numa cadeia produtiva integrada que começa num canto longínquo de qualquer lugar do Brasil, que faz a recuperação de comunidades absolutamente fora do processo econômico, que faz uma recuperação social e da dignidade para milhares de pessoas, num grãozinho de soja ou de cana ou de milho em algum lugar do Brasil. E vai se transformar num frango na prateleira de qualquer supermercado do mundo. Olha o caminho que nós percorremos com isso, é a grandeza dessa engrenagem toda de agregar valor. E aí o cidadão quer ir no Ministério, sentar numa salinha e dizer o seguinte, olha, não pode ter mistura maior do biodiesel, porque o diesel fóssil está mais barato ou mais caro. Que comparativo, hein? Que falta de visão. Então, ambientes como esse é para provar claramente que nós temos compromisso com a mistura, porque a nossa matriz... da transição energética, está seguramente nos mais diversos geradores de energia, a matriz energética dos biocombustíveis estão presentes entre nós. É de tamanha grandeza isto, Arnaldo Jardim. que quando formos redistribuir a ocupação industrial da agroindústria do Brasil... E quando falarmos do biodiesel, nós vamos perceber que todos os dias descola um pedaço de São Paulo, de qualquer capital do Brasil, e vai morar no interior. Porque o modelo de organização industrial caminha em direção à matéria-prima. Não mais em direção às grandes cidades onde estão as rodovias e as ferrovias e a energia. Por quê? Porque esse setor é capaz de gerar autonomia energética em qualquer lugar do Brasil. Se tiver trilho, trem ou hidrovia, Aliás. que imediatamente refaça aquele decreto, né? Por favor, que fiasco. Decreto das hidrovias. Mas se tivermos uma forma de transporte, temos condição de produzir uma indústria em qualquer lugar do Brasil, funcionando 24 horas por dia, sem que tenha uma rede gigantesca com fio e poste andando para baixo e para cima. Este é o Brasil autônomo. Essa é a redistribuição que nós vamos ter do Parque Industrial Nacional. na mão de vocês e do querido amigo Jardim, do Eduardo Jardim, uma PEC dos biocombustíveis como patrimônio nacional. Não é ideia minha, é do Donizete, é uma ideia que vem das frentes parlamentares, eu tenho orgulho de ser presidente da frente do biodiesel, estou certamente navegando num dos setores que me dá mais alegria em ser parlamentar, porque todo dia tem uma descoberta, em algum lugar do Brasil, meu querido Eduardo Jardim, Pedro Lupion e André Corrêa do Lago, em algum lugar tem um menino com os olhos brilhando, quebrando uma molécula e dando uma outra alternativa de vida a milhares de pessoas. Em qualquer lugar, todo dia. Cada lugar que tu vai tem um moleque desse, ou uma menina, sentado na frente do computador e ele resolveu que quebrou a molécula e ele conseguiu outro tipo de energia e outro tipo de energia e outro tipo de energia. E este é com certeza um espiral sem fim. que vai dar para o Brasil o destaque de não ser apenas o país que vai gerar segurança alimentar para o mundo, mas uma fonte de energia limpa, renovável, que vai transformar o ar das nossas grandes cidades em ar puro, que vai deixar muitos leitos de hospital sem os seus acampanhetes prediletos, vai com certeza melhorar a qualidade de vida e a saúde, vai melhorar com certeza a liberação de carbono, mas principalmente vai melhorar muito a nossa economia, porque na economia circular ninguém fica de fora. Meu querido Arnaldo Jardim, parabéns por tudo. Não podia ser melhor essa reunião e um país que teima desesperadamente discutir... Costumes de Código Penal. Quando se discute o Brasil que dá certo de verdade, tem uma sala como essa, com essa qualidade. Obrigado. Obrigado.
Deputado
Muito obrigado, querido Alceu. Eu adoro ouvir o Alceu falar, discursar, porque a gente vem technicolor, né? Aquela negócio que vem, assim, salpicado de imagem que ele vai construindo com o talento admirável que tem. Mas de profundo conteúdo. Acolhemos a sugestão encaminhada por ele. Vamos submeter aos parlamentares aí, para que possa ser melhorada a proposta. Vamos divulgar a todos que estão aqui, aos que não puderam estar. uma iniciativa... coletiva nossa. Com muita alegria, passo a palavra. ao nosso presidente da FPA, nosso amigo... Pedro Lupiol. Obrigado.
Deputado
Bata ercih et. İzlediğiniz için teşekkür ederim. Alegretmenim bu sizin için. İzlediğiniz için teşekkür ederim. ...yaratı, çalışan ve düşünülenen... Diversas leis que foram apresentadas, diversos projetos que foram debatidos, frentes parlamentares que nós criamos, eu aqui. Pospe de Música, porque eu já fui presidente da... İzlediğiniz için teşekkür ederim. İzlediğiniz için teşekkür ederim. ve o zaman. ...desse probleme que se tornou uma solução pro Brasil. O nosso agro, mais uma vez, sendo a solução para o nosso país. E aí é óbvio que quando a gente fala de FPA, pode parecer até redundância. ... Çünkü, tudo o que a gente está falando aqui E agro. İzlediğiniz için teşekkür ederim. Evet. İzlediğiniz için teşekkür ederim. Kötü, bir şey var. bu yolu, bu yolu, bu yolu. Ve bu yolu, bu yolu, bu yolu, bu yolu, bu yolu. İzlediğiniz için teşekkür ederim. İzlediğiniz için teşekkür ederim. -Aí ya ficou velho até pra mim Arnaldo. Altyazı M.K. Ve o zaman, bu çalışma, normal. Eski günler, benim çocuklarım var, o 9 separado no celular, 9, 9972. O dağoe, o 9, 972. O dağoe, o 9, 972. O dağoe, o 9, 972. O dağoe, o 9, 972. O dağoe, o 9, 972. O dağoe, o 9, 972. O dağoe, o 9, 972. O dağoe, o 9, 972. O dağoe, o 972. O dağoe, o 972. O dağoe, o 972. O dağoe, o 972. Evet. -Sem dúvida, bu bir şey. İzlediğiniz için teşekkür ederim. Evet. O nosso conselheiro, o nosso professor, o nosso guia, o nosso mestre. Quando tem os pepinos bem difíceis de descascar, os abacaxis muito difíceis e azedos, aqueles mais pesados. Arnaldo'a o que a gente recorre ...pela capacidade de articulação e, obviamente, intelectual que tem... ...para tocar qualquer tipo de assunto. É por isso que... Bu da Parnal do Jardim. Evet, bu. Bu. ...yarıklarımızın gerçekleşmesi için... ...yarıklarımızın gerçekleşmesi için... buçukla büyük bir şey, o André Corrêa do Lago'u, Biz bu konuda, bizimle ilgili birçok konuda, bizimle ilgili birçok konuda, O grande temor, o grande pavor, a grande aflição do nosso setor é que nós seríamos o cardápio da COPY. Ve bu bizimle çok büyük bir soru var. ve bu da escolha e confes ki tivemos alguns dedos de influência Nessa escolha do nosso embaşador Para comandar o processo da COPY İzlediğiniz için teşekkür ederim. İzlediğiniz için teşekkür ederim. Ve bu şey oldu. İzlediğiniz için teşekkür ederim. Türkiye'ye bir araç bir araç. Agrizone Agrizone Agrizone na COP Em Belém, isso é tudo responsabilidade do trabalho Desse homem, desses aqui, da nossa Embrapa Que İzlediğiniz için teşekkür ederim. Neymar'ın Brasília'ın başında, bu neyden bir yanına baktığımızda. Yani o zaman da bir şey yok. İnanın yasaklarına bakarın. -Burma, daha fazla çalışma. ve a gente tem aulas constantes e aprendizde constante com vocês. Então, eu vou parar de falar para a gente poder começar os seminários e a gente poder aprender com cada um de vocês. Ve bu videoda görüşmek üzere. Tanto o embaşador André, quanto o deputado Arnaldo conduzirão esse processo. İzlediğiniz için teşekkür ederim. İzlediğiniz için teşekkür ederim.
Deputado
Bem, agradecer muito então mais uma vez a presença de todos, somar as menções parlamentares, a alegria de ter aqui o deputado Joaquim Passarinho, que atualmente preside e tem feito muito bem isso a Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados. Muito obrigado, Passarinho, por seu apoio permanente. O Pedro Lupion, o Alceu já teve que sair, o embaixador vai tentar ficar o máximo de tempo possível. Quando ele tiver um limite, ele vai ter que sair, mas agradeço, inclusive, isso. Ele me comunicou, falou, Arnaldo, Vou ficar um pouco mais. Acho que é um respeito a todos vocês aí e eu agradeço muito isso. Mas, imediatamente, primeiro painel, convidar para que venham se somar conosco aqui. Então, o Alexandre Alonso, cefe-geral da Embrapa Agroenergia. Por favor, Alexandre, venha conosco aqui. Tiago Juliane, gerente de sustentabilidade e descarbonização da ABBI, Agência Brasileira de Bioinovação. por favor, Tiago, aqui conosco, e participará remotamente o Gonçalo Pereira, querido professor Gonçalo, do Instituto de Biologia, Biologia? Da Unicamp... Tá certo? O nosso Gonçalo Que já tá aí, daqui a pouco Vai entrar conosco Alexandre, pronto? Vamos lá? Obrigado. Obrigada. Ah, sim, sim, sim, então vamos lá. Tinha uma ordem já estabelecida, a Roberta, que é nosso secretário da comissão, me lembra aqui, Gonçalo Pereira, ele está recebendo uma comitiva lá na Unicamp, razão que o impediu de aqui estar, do México. Eu estive lá Deputado Hollenberg, que se soma a nós, uma das referências do setor de inovação, por favor, deputado Hollenberg, muito bem-vindo. Eu estive lá quando, inclusive, o Gonçalo, na Unicamp, lançou as pesquisas sobre o agave. que é uma planta formidável como também fornecimento de biomassa nessa questão toda nossa de produção de energia. Então, com a palavra, já está online conosco, gente? Professor Gonçalo Pereira Gonçalo, nós vamos ter que apertar um pouco o tempo Horário aí, 10 minutos, tá bem? Bem-vindo, Gonçalo Muito obrigado.
Professor do Instituto de Biologia da UNICAMP - Instituto de Biologia da UNICAMP
Vocês me ouvem, me... Veja a apresentação. Bom, é... Primeiro, agradecer muito, Arnaldo. Eu vou pedir... O embaixador, fantástico, a iniciativa. Eu vou correr aqui em dez minutos... Tinha preparado para uns 15, mas eu vou... Vamos correr. Pessoal, primeiro, tudo energia e energia se transforma. O deputado Alceu falou aí da coalizão de biocombustíveis, é fantástico. E a energia se transforma, está aqui o Joule, mas o mais importante que a gente tem que enxergar, se a gente segue a energia, a gente compreende tudo. Veja o problema da desigualdade no mundo, que a gente consegue rastrear pela quantidade de energia utilizada. Enquanto o americano utiliza 280 gigajoules por habitante, um africano utiliza 11. E é aqui que tudo se explica. No longo prazo estaremos todos mortos. E é isso, Arnaldo. que faz tão importante a boa política. A gente não toma as melhores decisões, a gente toma as decisões possíveis. Em política é simplesmente fundamental. Bom, pessoal, a energia do mundo é essa aqui. Isso aqui em hexagel é a quantidade de energia que o Sol joga no planeta. e a quantidade de energia que a civilização utiliza. O Sol joga 6 bilhões de vezes a quantidade de energia que nós necessitamos, e a gente tem que ser muito burro para não conseguir converter isso em uma energia útil para a civilização. E aí a gente tem a fotossíntese, que transforma a energia do Sol em glicose, em biomassa, E aí a gente tem um problema que também foi anunciado anteriormente pelo próprio embaixador, que é a falta de capacidade de a gente comparar os biocombustíveis com os combustíveis fósseis. Os combustíveis fósseis, o planeta é uma grande biorefinaria, que em milhões, centenas de milhões de anos, transformou, né? microalga e madeira em petróleo e carvão. Entretanto, agora... A gente tem que utilizar o nosso cérebro para conseguir fazer na superfície do planeta a quantidade de energia que esses milhões de anos... A gente não tem melhor dinheiro. Obrigado. A consequência financeira da extração ao invés de produção é o preço. o custo, por exemplo. Mas um único poço do pré-sal, Tupi, ele gera 2,42 hexajoules de energia por ano. As nossas 380 usinas geram apenas 0,62. Isso faz com que o custo de produção de biocombustível seja no mínimo 10 vezes maior do que o custo do fóssil, porque um é extração, é herança, e o outro é produção, é trabalho. Por que que biocombustível é tão importante? É simples. Pessoal, esse trabalho aqui feito dentro de números da Petrobras mostra o seguinte... cada unidade de energia que gera Um. Um emprego. no uso do combustível fóssil, se essa mesma quantidade de energia for gerada pelo biocombustível, a gente vai gerar 40 empregos. É por isso que o combustível é importante. Isso aqui é Ribeirão Preto. Cidade em crise do café. Chegou pro álcool, chegou a cana. Ninguém mais lembra que foi a cana que fez tudo isso. Bom... Não é coincidência que eu acabo de receber nesse minuto da Autodata, falando da força dos biocombustíveis brasileiros, e aí faz um editorial, fiquei muito honrado. Falando da diferença entre preço e valor, como é que a gente faz para que o valor do biocombustível equilibre o baixo preço do fóssil. É simples. Crédito de carbono. Eu tenho falado... Então, de brincadeira, mas não é brincadeira. A gente tem um RenovaBib e a gente tem que gamificar o RenovaBib. A gente tem que fazer o RenovaBet. A gente está vendo as tragédias que as bets têm gerado no Brasil, e a gente tem que utilizar essa força visceral do ser humano, esse gosto do jogo, para que a gente coloque o Renovabil, né? Numa gamificação, aumentando o valor do biocombustionário. Então, como isso aqui é o roadmap, essa aqui é a nossa primeira parada, credicardio. Qual é a nossa grande oportunidade? A grande oportunidade da gente, pessoal... É a área. Você pode inventar tudo. Área você não inventa. E o Brasil tem área. O nosso arquiteto foi o gado. A arquitetura dos biomas brasileiros foi feita pelo gado, porque a gente não tinha capital, o capital que a gente tinha era o animal, a gente ia tirando os biomas e fazendo pasto. Para vocês terem uma ideia, isso gerou uma baixíssima quantidade de dinheiro que a gente gera por hectare. A Holanda gera 74 mil dólares por hectare. Eles têm tanto problema de falta de área que eles estão fazendo uma cultura flutuante, porque não tem área. Sabe quanto é que ele gera? 640 dólares por hectare. Aqui é a nossa oportunidade, o adensamento produtivo. e sustentável. replantio de floresta é simplesmente fundamental. A nossa segunda parada, então, pessoal, são as novas biomassas. A gente se acostumou com biomassas como soja, a gente tem muitas outras oportunidades. Pena energia, a gente desenvolveu pena energia, produz cinco vezes mais do que a cana. O agave, olha o tamanho dessa planta, isso dá no sertão. gera a mesma produtividade da cana em terra que não dá mais nada. A Macaúba, um grande programa da SELEN, fazendo para bioquerosina de aviação. E não é só isso. Quem é nordestino com certeza conhece isso. É o licuri, produz duas a três vezes mais do que a soja. É um verdadeiro encoraçado, onde você tem aquela seca violenta que não fica nada, o liquido está aí firme e forte. produzindo muito mais que a soja em áreas que não dá para plantar mais nada. Pessoal, tudo é produto. Tudo é produto. Você tem o sol... fotossíntese gera biomassa. Você tem processo, quando você tem processo, você tem produto. Só que você tem produto intencional, como no caso do etanol, e produto não intencional, como no caso do bagaço. Mas é energia do mesmo jeito, é produto do mesmo jeito. Quer dizer... Resíduo não existe. Eu botei aqui o nome em nação para não ser... mal educado, mas ele é burríssimo. Olha aqui, o que dá para a gente fazer. Isso aqui era o problema do passado, quando o etanol começou, o bagaço era problema. Hoje você faz etanol dois dias, você faz bioeletricidade, você faz, você faz, você faz, você faz, você faz, você faz tudo. Então, a nossa terceira parada, a gente tem que semear as biorefinarias tradicionais. Eu vi uma experiência incrível, o sujeito simplesmente não entendia nada de nada, É investidor. Tu foi a lomozinho da TGT, não? contratou a vinhaça, Foi um gerador de tecnologia, contratou tecnologia, está produzindo biometano, uma grande petroleira compra não só o biometano, como principalmente os créditos. A gente tem que incentivar isso. As biocinarias tradicionais. Biodiesel, extremamente importante, tem que ampliar. essa estruturação. Biocombustíveis avançados, o que é isso? Graças a Deus, graças a Deus, o céu não tem acostamento. E com isso, o avião não terá solução que não seja usar o biocombustível, que é a solução óbvia. Não dá para botar bateria aqui. Bateria é um absurdo. Não dá para falar muito sobre o assunto, mas... Então o fato é que, na realidade, os biocombustíveis são uma bateria líquida, são o sol engarrafado, E o pessoal simplesmente descobriu que se você pegar etanol, pegar lipídios, né? Você consegue fazer essa bateria, uma bateria líquida, renovável. E olha o que acontece, né? hoje em dia com 1.000 caros de aviação. Isso aqui é uma empresa, a Nesk, que não valia um valor de mercado baixíssimo, 1 bilhão de dólares. Começou a produzir 1.000 caros de aviação utilizando... Olha o renovável no norte da Europa. Olha o valor de mercado agora. A gente fazendo a mesma coisa na Rio Grande do Sul, a Petrobras acabou de anunciar que fez, né? Bilkerazane de aviação, fantástico. a gente tem que avançar nessa direção e a nossa grande parada nossa quarta parada são os refilhos que que são os refilhos né você tá com excedente de energia eólica solar no Brasil chega de 25% e a gente tá jogando fora se você joga isso na água hidrogênio separado oxigênio e toda vez que você faz fermentação você produz o O2 para cada molécula de etanol você tem uma de seu O2 Se você pega esse CO2 e junta com esse hidrogênio, pessoal, constrói-se qualquer molécula. Não sei se está dando para ver aí no filminho, mas isso aí é uma molécula de gasolina, biogasolina, sendo produzida a partir disso. Bom... Esse produto que você tiver no CIVEDE E dá para fazer também milquerosene, ou melhor, combustível marítimo, e está havendo uma primeira iniciativa no governo de Pernambuco, fantástico, a gente pegar o CO2 das usinas para produzir metanol. E aqui um artigo muito interessante do Edvaldo Santana falando o seguinte, você está prestes a cometer o torno terrível, quando a política pública vai atrás de facilitar o uso de bateria, bateria metálica, mineração é a pior atividade humana, necessária, e tem que ser mantida no mínimo. Pessoal, Olha a produção do sertão. O sertão são 107... aproximadamente. Chuvas irregulares, devem ter muitos sertaneiros aí, os sertaneiros normalmente são excelentes políticos, São 107 milhões de hectares, isso é duas vezes a Alemanha e uma vez a Grécia juntas, Isso aqui é um sol profundo, isso aqui é um sol do sertão, isso aqui é um agarro. na senna hoz. Obrigado. Uma conta feita por um artigo australiano mostra que por um hectare dá para produzir 7.400 litros de etanol de HV por ano. Em 10 mil hectares a gente produz mais que o dobro do que a gente hoje produz de etanol de cana e uma quantidade imensa de CO2 que dá para fazer a produção de fio. A Europa não tem CO2. Isso a gente fez, pessoal, um programa Brave, financiado pela Shell, com a Unicamp, e o Senai Sinotec, aliás, uma associação incrível, e a Casa dos Ventos acaba de fazer um spin-off, comprando 120 mil hectares, para começar a produzir etanol de agado. Isso já não é mais ciência, já não é mais tecnologia, já é inovação. Como esteu para sempre, não sei se vocês estão acompanhando, mas a Sal de Arântes vai fazer perfil para a Fórmula 1, já a partir, creio que, do ano que vem. A gente fez um artigo ano passado, ano retrasado, mostrando que, sem dúvida nenhuma, com números, que o carro híbrido, o carro híbrido movido a biocombustível é imbatível em todos os aspectos. Em todos os aspectos. Então, isso aqui é para sempre. O BNDES acaba de lançar esse estudo excelente. Os números não mentem. A gente fez uma coisa muito parecida para o biometano. Nada bate o motor a biometano, mesmo o motor tradicional. Então a gente não precisa importar problema, bateria, ônibus a bateria, ônibus a biometano, a gente produz em qualquer lugar do Brasil, como o deputado Alceu falou anteriormente, e a gente movimenta isso com alta tecnologia, fazendo a nossa indústria, impulsionando a nossa indústria. Publicando também um artigo sobre isso, quer dizer... É inúmeros, não é conceito, não é ideia, não é blá blá. É um impulso para a indústria, temos a Marco Polo, temos a Tupi, temos... Então, a quinta parada é a biomotorização, que é o que vai puxar. Mas, pessoal... Conversa de flutu versus fio é conversa de barreira de entrada. Isso não existe, isso é bobagem. A gente vai ter uma palestra sobre isso daqui a pouco. Olha o PIB per capita. Isso aqui é um absurdo, que não pode mais acontecer. Na realidade, meu pai é sertanejo. Se hoje eu estou aqui é porque ele um dia teve que sair do sertão. Isso gera desequilíbrio. O negócio é esse aqui. Se eu tivesse que botar em uma frase, é Biofil for Food. E a chave é o desenvolvimento potencial humano. É bobagem alguém imaginar que você, a 40 graus de temperatura, 30 graus de temperatura no misturado, vai aprender alguma coisa. Não vai. Antes de qualquer coisa, a gente tem que botar ar-condicionado na nossa escola. Isso aí também não é simplesmente uma ideia. Olha a temperatura que está aí. Desligue o ar-condicionado. Quero ver se alguém vai ficar aí e se alguém vai prestar atenção a alguma coisa ou raciocinar sobre qualquer coisa, que não seja tomar uma cerveja ou tentar ver se ainda pega um bloco de carnaval. O fato é que isso não é simplesmente a minha ideia. Na forma, está aqui o patriarca de Singapura dizendo o seguinte... a maior versão da humanidade é o ar-condicionado. Depois que eles botaram ar-condicionado, se transformaram num país menos desenvolvido que o Brasil, a quinta potência de inovação do mundo. ar condicionado é prioridade. Então pessoal, eu andei bastante agora no sertão, vi novas escolas, me deixou muito feliz. Veja isso aí. O pavimento do mapa do caminho é esse aqui. Educação. E nós não estamos sozinhos. Olha a África. O aumento da população mundial, pessoal, vai se dar na África. Quando a gente olha o Brasil, e eu cheguei a falar aqui, a gente deve ter 200 milhões de hectares, A África tem 550 milhões de hectares disponíveis para o plantio de cana. Eu tive essa semana, na segunda-feira, uma reunião importantíssima com um dos maiores senhores da Europa, do mercado de motorização, eu não posso dizer o nome, Ele está querendo levar isso para a África, o agave para a África. Pessoal, se a gente leva o agave para a África, ao invés de miséria, de exportar miséria para a Europa, a gente exporta biocombustido e faz a motorização da biocombustida. Esse senhor me diz o seguinte, a gente consegue botar 300 milhões de novos carros Nervo. E agora eu vou receber uma delegação do México, que é interessante, é o HV mexicano e eles estão vindo aqui para a gente ver, para ver nossas soluções, o pedido do MMA. Então a gente tem hoje no mundo três crises, uma é a crise da mudança climática, a outra crise ambiental e a terceira crise da desigualdade, que para o Brasil isso não é crise, o Brasil são oportunidades. E Arnaldo, a fórmula da prosperidade, na minha visão, é essa aqui, sabe? Educação acima de tudo. a união de cientistas que fazem ciência, que fazem descobertas, com inventores que convertem descobertas em tecnologia, que não adianta nada se não tiver um empreendedor, que torna inovação e que não vai conseguir funcionar se não tiver o político, se não tiver a política pública adequada. Então... é a fórmula que eu enxergo para a nossa prosperidade, é o mapa do caminho que é muito fácil de desenhar o que a gente tem agora aqui. Aliás, Arnaldo, Por causa de pessoas como você, a gente já está executando. Pessoal, muito obrigado. Passei uns três minutos. Muito obrigado.
Deputado
Στο πριν. Είναι ο Εμετανόλος, το Πόρτο Σουάπη, έγινε ο Αλεσχανδρός και ο Αλεσχανδρός. και τον Τιάγο Αρρουδα, που είναι αλήθος για αυτή την ειδική, από αυτή την ειδική. Αλεσχανδρή. Αλεσάνδερ Λόσο, ο κεφερουργός του Εμπαπαν. Αγροενεργία. Υπότιτλοι AUTHORWAVE
Chefe-Geral da Embrapa Agroenergia - Embrapa Agroenergia
Olá, de todos. É um prazer, é uma satisfação poder estar participando desse seminário. Cumprimentar o deputado Arnaldo pelo gentil convite, o embaixador André Corrêa do Lago também, pelo brilhante trabalho. Falar depois do Gonçalo é sempre um pouco desafiador, porque além de falar muito bem, ele cobre muita coisa. Eu vou buscar abordar um pouquinho aqui para vocês a questão da inovação tecnológica na produção de biocombustíveis. aqui ficar falando de tecnologia, de inovação, não é dar aula para ninguém. E eu ousei, embaixador, construir essa apresentação quase que na forma muito rudimentar de um próprio mapa do caminho, daquilo que a gente acredita que seria uma forma de desenvolver os biocombustíveis no Brasil. Eu tenho um passador que eu consigo passar? Passar? A ideia é apresentar um pouco de qual seria esse mapa do caminho. Opa! Bom, a primeira mensagem que eu queria trazer aqui é que quando a gente discute biocombustíveis, ou quando a gente discute biocombustíveis avançados, sustentabilidade, a gente precisa colocar que essa é uma discussão, deputado, que vai além da energia. A gente está tratando aqui de uma agenda de desenvolvimento nacional. Porque quando, embaixador, a gente desenvolve novos biocombustíveis, quando a gente produz biocombustíveis, quando a gente utiliza biocombustíveis, a gente está falando de desenvolvimento agrícola, a gente está falando de aumento da competitividade industrial, e médios produtores, e a gente está falando também de descarbonização. Portanto, esse mapa do caminho não é somente para gerar uma nova fonte de energia, ele é também uma forma de se desenvolver um projeto de nação. E eu acho que a rota mais curta para a produção e utilização de biocombustíveis, ela, portanto, não vai ser exatamente linear. Ela vai exigir uma visão integrada que vai conectar de uma maneira muito coesa campo, indústria e também mercado. Eu acredito que se a gente, de fato, quer... quadruplicar a produção de biocombustíveis, a gente precisa ter essa visão integrada. E o Brasil parte, obviamente, de uma posição muito vantajosa. O deputado Lupião comentou que, direto ou indiretamente, tudo vem do agro. E é verdade. O Brasil tem biomassa, o Brasil tem ciência. A gente tem, se a gente pudesse colocar aí numa balança, de uma maneira muito equilibrada, a base produtiva que permite a gente fazer novas expansões na produção de biocombustíveis, agenda. Então, a gente precisa transformar uma vantagem natural, aproveitar a vantagem construída para que a gente possa ter uma vantagem competitiva. Então, tendo a agricultura robusta que a gente tem, empujante que a gente tem, tendo uma rede robusta de pesquisa, com a Embrapa, as universidades, a professora Glaucia está aqui, e também, frente às oportunidades que a gente tem, visando a questão de descarbonização, o Brasil tem uma condição ímpar de tocar essa agenda. muito desse assunto. Então, no meu modesto mapa do caminho aqui, eu estruturei dessa forma. Se a gente colocasse o mapa do caminho para desenvolvimento de biocombustíveis, eu focaria em alguns eixos que são, em alguma medida, entrelaçados. Um primeiro eixo, que é um eixo do campo, de desenvolvimento da agricultura. Um segundo eixo, que é um eixo da indústria ou de biorrefinaria, que vai utilizar esse produto para a geração desses biocombustíveis. Um terceiro eixo, muito importante, que é um eixo de métricas, O deputado Hollenberg não adianta só a gente dizer que algo é sustentável, a gente precisa mostrar que aquilo de fato é sustentável. E, por fim, um eixo que permita a inovação, a adoção. Então, o ganho real vai vir, embaixador André, dessa integração. Não adianta só a gente avançar em um desses eixos e deixar algum outro para trás. A gente precisa desse olhar integrado. E, obviamente, quando a gente pensa nesse primeiro item do campo, deputado Arnaldo, a gente precisa pensar que, sem matéria-prima competitiva, resiliente, sustentável, não há, em alguma medida, combustível, biocombustível sustentável. Então, a gente precisa avançar no aumento de produtividade das atuais lavouras que dão a base para os biocombustíveis, aumentar a produtividade vertical, ou seja, produzir mais biomassa por unidade diária, por unidade de tempo, mas produzir isso de uma maneira mais sustentável, com menor pegada de carbono. E, para isso, a gente tem que desenvolver e usar tecnologias, como a gente já tem feito, aumento de qualidade, a gente precisa produzir melhor dentro dessa área. E que bom que a gente tem uma agricultura baseada em ciência e que a gente pode continuar avançando dentro dessa medida. Agora, a gente não pode também só pensar em aumentar essa produtividade. A diversificação é importante para poder promover maior resiliência e inclusão socioprodutiva. Diversificar matérias-primas não é dispersar esforço, muito pelo contrário, é reduzir risco climático, é reduzir risco de mercado. soluções regionais, soluções que sejam adaptadas às diferentes condições do Brasil e de promover inclusão sócio-produtiva. A inclusão sócio-produtiva tem que estar na base desse desenvolvimento desde o início desse desenho tecnológico. E a gente tem muitas possibilidades de diversificar essas matérias-primas, incorporando novos cultivos para a produção de biocombustíveis, permitindo, portanto, que a gente aumente a produção de biocombustíveis E a gente precisa também, não somente ter novas espécies, produzir mais, mas produzir de forma sustentável. Então, desenvolver biocombustível passa por desenvolver uma agricultura de baixo carbono. E a gente faz isso utilizando técnicas de manejo conservacionista, ou seja, como a gente pode ser mais eficiente no uso de recursos, utilizando tecnologia de agricultura de precisão para que a gente possa ter decisões orientadas por dados, automação e também monitoramento digital, de toda essa produção. Quando a gente consegue usar genética avançada, tecnologias que permitam a diversificação, e práticas de agricultura sustentável, a gente permite com que aquele primeiro eixo do mapa do caminho que eu proponho aqui, que ele avance e dê a base para o desenvolvimento dos biocombustíveis. O segundo eixo aqui, ele parte por uma modernização dos nossos parques agroindustriais. Tradicionalmente, a gente sempre falou em usinas de produção de biocombustíveis. Eu acho que a gente precisa, tem uma oportunidade aqui, deputado, de migrar dessa lógica de uma única matéria-prima para um único produto, para uma lógica de um novo modelo de biorefinaria integrada. Ou seja, em vez de a gente medir litros de determinado combustível produzido por tonelada, que a gente meça valor agregado por tonelada, no sentido em que novos modelos de biorefinaria vão permitir que a gente processe aumento de produtividade e produzir múltiplos produtos, múltiplos biocombustíveis. É engraçado que quando a gente fala em biocombustível, normalmente a gente fala de etanol e de biodiesel, mais recentemente biogás, biometano, mas a gente tem expandido, a gente tem falado de diesel verde, de gasolina verde, de HVO, de SAF, de hidrogênio, chegando até E-Fuse. Essa agenda de biocombustíveis vai avançar na medida que a gente conseguir produzir múltiplos biocombustíveis que dêem sustentação econômica para esse modelo. materiais de origem renovável, químicos de origem renovável. Isso aqui, embaixador, tem a possibilidade de a gente promover uma nova industrialização no país, em que a gente tenha biosubstitutos na entrada, ou seja, substituindo a fonte de matéria-prima para aquele processo, e tenha biosubstitutos na saída para vários tipos de produtos. Então, esse desenvolvimento de biorrefinarias vai permitir flexibilidade industrial, de biomassa. E, obviamente, aqui a gente precisa também acoplar outros conceitos da parte de ciência, de pesquisa. Biotecnologia industrial é um dos cernes dessa nova biorefinaria, ou seja, investir em novos insumos, novos micro-organismos, novas enzimas, novas rotas fermentativas, como que a gente combina rotas bioquímicas com rotas termoquímicas, isso tudo vai dar essa flexibilidade, vai precisa garantir que isso ocorra em escala e que tenha repetibilidade. Não adianta só a gente ser capaz de fazer isso em escala de bancada se a gente não conseguir fazer em escala real ali. Isso também vai ser aprimorado no sentido que a gente conecta o bio com o digital. A gente costuma dizer que o futuro é bio e, muito mais que isso, o futuro é, muito provavelmente, biodigital. Então, a automação e a, eles não passam mais a ser incrementos, da competição. Oi. Fazer controle em tempo real, otimização de rendimento, previsão de falha, redução de OPEX... benefícios para essa parte da aplicação digital. Entrando, isso vai ajudar a desenvolver o segundo eixo. O terceiro eixo, a gente precisa tratar a ciência como uma ciência da comprovação, pensando que métricas de sustentabilidade é uma espécie de uma infraestrutura da transição. Não basta ser sustentável, é preciso comprovar isso com ciência, isso que vai dar entrada em novos mercados. Então, essas métricas vão se fortalecer, sustentar novas políticas públicas e vão dar também credibilidade internacional Para isso, deputado, precisamos, obviamente, pensar em como a gente tropicaliza, se esse é um termo adequado, essas métricas. Muitas vezes, alguns desses modelos de carbono, outros, eles impõem algumas estimativas imprecisas, principalmente por não considerar a realidade da situação. a agricultura brasileira. Então, a gente corre o risco de usar métricas sem adaptação e acabar subestimando vantagens ambientais que o Brasil tem. Então, algumas soluções, investir em análise de ciclo de vida, usando a abordagem de berço ao túmulo, que o deputado tem defendido, novos inventários nacionais, ou seja, produzir métricas em que a gente consiga efetivamente demonstrar Então, não somente exportar biocombustível, exportar tecnologia, mas exportar também metodologias, métricas de certificação. Isso vai ser importante porque são essas métricas, deputado, que vão ajudar a conectar a ciência com a regulação, com o mercado. Essas métricas traduzem desempenho técnico em uma linguagem que é mais acessível para o legislador, para o agente financeiro. Rastreadibilidade, certificação, programas de elegibilidade, negociações, todos vão depender, em grande medida, dessas métricas. E, por fim, acho que o Gonçalo falou isso, algumas outras pessoas falaram, a gente tem que vencer no Brasil... esse abismo aqui, que muitas vezes separa a pesquisa acadêmica da adoção industrial. O Brasil gera muito boas ideias, mas a gente enfrenta gargalos bastante significativos na conversão dessa boa ideia, dessa boa pesquisa em tecnologia adotada. Quando a gente pega rankings de pesquisa, propriamente dito, o Brasil figura relativamente bem. Quando a gente pega rankings de inovação, o Brasil já não tem uma posição tão boa. Então, não basta ter uma boa ideia, a gente precisa transformar essa boa ideia em uma boa tecnologia e uma boa tecnologia em um bom negócio. em algumas estratégias que promovam essa conexão entre pesquisa, capital, hubs de inovação, fomento de deep techs, corporate venture, ambientes de validação, estimular parcerias entre o segmento privado e também instituições de ciência e tecnologia. Essas bases vão criar uma ponte para permitir que aquelas boas ideias sejam, então, práticas adotadas na indústria. Isso vai dar base para aquele quarto eixo do meu mapa do caminho. E aqui o papel de uma instituição como a Embrapa Agroenergia, o orgulho de dirigir, é justamente atuar na pesquisa, na inovação e nos fundamentos, para reduzir risco tecnológico e para suportar competitividade. A gente atua desenvolvendo ciência, a gente atua suportando políticas públicas e a gente atua em parceria com o setor privado para promover a adoção dessas novas tecnologias. Então, a gente faz esse elo, nosso papel é encurtar essas distâncias entre ciência, regulação e também mercado. Então, para resumir, porque eu já estorei meu tempo, a gente precisa... olhar política pública, previsibilidade, estabilidade regulatória. Eu acho que o combustível do futuro foi um marco muito relevante nesse sentido. Pensar estratégias de financiamento orientadas à inovação para a gente poder fazer aquela ponte. Coordenação entre vários atores é importante. E o Gonçalo frisou isso na questão da importância da educação, e eu também friso. Acho que a formação de pessoas e infraestruturas de teste é absolutamente essencial. Essa figura resume o meu mapa do caminho, a minha rota integrada, embaixador, várias camadas: campo produtivo e resiliente, bio-refinarias inteligentes, métricas robustas, inovação conectada à adoção. Essa, para mim, é a rota mais curta para o desenvolvimento dos biocombustíveis. Se a gente conseguir fazer alguma coisa dentro dessas camadas, a gente consegue avançar no nosso objetivo. E, por fim, só uma frase que eu acho muito importante: inovação em biocombustíveis não é apenas uma agenda setorial. É uma estratégia de desenvolvimento nacional e, portanto, tem que congregar todo mundo. Por isso, eu parabenizo pela criação da coalizão, que dá justamente essa dimensão de desenvolvimento nacional, de agenda estratégica. E a Embrapa, a Graenergia, a Embrapa está pronta para continuar contribuindo sempre com essa agenda. Obrigado e desculpa pelo tempo.
Deputado
Agradecer muito ao Alexandre Alonso, uma belíssima intervenção. substantiva e uma proposta mesmo de visão articulada, estratégia, de desenvolvimento. Muito obrigado. Privilégio ouvi-lo. Tiago Giuliani, da BBI. Está lá já preparado para... Fala, por favor, Tiago. Obrigado.
Gerente de Sustentabilidade, Descarbonização e Novas Tecnologias da Associação Brasileira de Bioinovação - ABBI - Associação Brasileira de Bioinovação - ABBI
Primeiramente, queria agradecer a oportunidade, o deputado Anônio Jardim, pela oportunidade de apresentar um pouco na inovação vinculada a questões de recursos biológicos renováveis na indústria. Eu vou invitar aqui, falando na minha apresentação, questões setoriais, porque a gente já tem uma série de entidades que vão falar sobre a questão do setor e já aproveitar as falas do embaixador André Corrêa do Lago e do Alexandre Alonso a respeito das oportunidades. Só rapidamente, a gente é uma associação multissetorial, então representa diversos setores, só para entender o escopo e por que a gente está a passar algumas mensagens, eu vou tentar ser bem direto relacionado ao assunto. o estudo específico da Agência Internacional de Energia, onde a gente consegue enxergar, em uma das coisas que o deputado Hernando Jardim pediu, é: quais são as tecnologias mais promissoras para o desenvolvimento de biocombustíveis da bioenergia no Brasil e no mundo, principalmente. Então, a gente já tem estatísticas referentes a isso, nós já conseguimos mapear. Hoje nós estamos falando em torno de 640 tecnologias presentes no mundo, que estão em diferentes estágios de desenvolvimento. na área de energia, quando nós focamos um pouco mais na questão de renováveis, a gente está falando em torno de 11% dessas 640, e 6% relacionado somente à bioenergia. Então, nós temos hoje oito grandes rotas tecnológicas, então, só ressaltando, essa estatística não é falar de tecnologia específica dentro de processo, mas é de ponta a ponta, então, desde a entrega recebimento de matéria-prima até o produto final, e 7 a 11 tecnologias no estágio já de demonstração. Então, o que eu queria dizer com isso em relação ao mapa do caminho, onde a gente vai chegar? Se nós estamos pensando nas metas do Brasil para 2035, as principais tecnologias que vão sair, que podem atender a essa demanda, estão dentro desses quadros superiores. 7, 11 tecnologias e 8 relacionadas a já prontas no mercado. biodiesel, biogás, entre outros, e mesmo... Oop. Sumiu. E nós temos outras, vamos dar continuidade, outras tecnologias. Pensando a 2050, nós podemos tratar em torno de 5 tecnologias na escala de menor escala e na questão de 6 tecnologias em larga escala de produção. Então, é nessas tecnologias que nós conseguimos basear uma projeção relacionada à questão dos biocomossíveis e à disponibilidade no mundo. Aqui é um olhar mundial. focando na questão de bioenergia em si. Próximo. Vamos? Obrigado. Obrigado. Acho que não está indo. Consegue trocar aqui para mim, por favor? Bom. Dando continuidade à... Consegue colocar em modo a apresentação? Bom, isso. Deixa eu voltar. uns slides... Isso, exatamente. Falando sobre outro estudo da Agência Internacional de Energia, dando aquele panorama mundial em relação à energia, hoje o Brasil ainda está muito aquém do investimento em energias renováveis comparado a outros países. E um olhar relacionado à questão energética, na questão de renováveis, estamos hoje em torno de um patamar de 40% das tecnologias disponíveis hoje, estão mantendo patoadas, patamares iguais ou um pouco melhores relacionados a investimentos em inovação. E o que eu queria dizer também no último gráfico aqui embaixo. É quanto de tecnologia tem disponível para descarbonizar toda a energia do mundo. Nós temos disponibilidade de tecnologias presentes para descaminizar todo o setor energético mundial, hoje, pela avaliação da Agência Internacional de Energia, Não, ainda há tecnologias que precisam ser desenvolvidas. Mas a grande maioria já está atendida. Na questão de transporte especificamente, nós já temos todas as tecnologias necessárias para descarbonizar, chegar a net zero no mundo. Isso não sou eu que estou falando, isso não é a BBI que está falando, isso não é nenhuma associação do Brasil, mas é uma entidade que representa o mundo na questão de energia, os países membros e agora o Brasil faz parte. Precisamos melhorar as nossas estatísticas, colocar, acho que agora com a nossa entrada, nós vamos entrar no ranking da inovação tecnológica também. Mas esse é o recado que eu queria para vocês. E eles são bem claros no relatório, dizendo um ponto importante, como eu disse, dos biocombustíveis, outras tecnologias ainda necessitam de um amadurecimento maior. E há uma percepção e uma necessidade de maior apoio público. Repito, isso não é Brasil, isso é mundo. Houve melhorias, então são recursos aplicados no passado, mas ainda há uma necessidade de apoio dos governos mundiais. Então, isso demonstra a importância da negociação. A gente tem que está com a bandeira e tem que estar cada vez mais estimulando esse diálogo e esse aumento de investimento. Aqui é uma questão do nosso posicionamento de inovação. A gente ainda está muito aquém, mas somos líderes na América Latina. Segundo, já fomos o primeiro. No último, Innovation Index, nós estamos como o segundo mais inovadores da América Latina. Há uma série de fatores que precisam melhorar. Então, o que mais importante é não saber qual posição que nós estamos, mas onde precisamos melhorar. Nós somos muito bons em tamanho de mercado, em pedido de registro patentes, em pagamentos de propriedade intelectual, importação de serviços, baixo carbono, parabéns para todos os setores aqui representando o etanol, o biodiesel, o biogás, o miometano, nós somos muito bons nisso, porém a gente precisa melhorar na estabilidade política para fazer negócio, formação bruta de capital, tarifas de importação de médium ponderada, aplicada, efetividade do governo, qualidade regulatória, estado de direito, colaboração entre universidade e indústria para pesquisa e desenvolvimento. Então a gente tem muita pesquisa. mas tem pouca colaboração. O papel da Embrapia aqui é fundamental, importante, está ocorrendo, mas ainda precisamos de mais. Se compararmos ao quem está na liderança. Obrigado. Aqui, queriam falar, então, o outro papel que nos pediram para responder aqui. Quais são as tecnologias mais promissoras? E eu estou falando de inovação, não estou falando das consolidadas, consolidadas que os setores vão falar. O que está mais à frente? O que nós podemos tratar? A gente tem uma série, fizemos um estudo recente, publicado em 2022, executado em 2022, publicado em 2023, onde nós conseguimos tentar mapear, junto com o setor da academia e o setor público, quais seriam essas tecnologias inovadoras, o próximo passo, aquilo que falta a ser complementado. E aqui é só uma metodologia, eu não vou entrar no detalhe pelo meu tempo, de dois minutos, mas tem uma série de tecnologias que vai desde a produção de biochar, o beneficiamento de Macaúba para diversos fins e produtos, bioamônia, entre outros mapeados. Então, isso é o que enxerga o setor privado, a bioindústria e o que enxerga a academia, fazendo toda uma questão de ranqueamento, de pontos e a gente conseguiu chegar na questão de onde está a inovação, onde vai ser o próximo passo. Isso tem que ser dinâmico. Todo ano nós temos que revisar essa tabela, temos que revisar e entender o que o mercado está enxergando, o que a academia está enxergando, com participação na Embrapa, com participação em diversos centros de pesquisa também. E tentando... Aqui foram os resultados do estudo. Não é objeto hoje dizer qual é o potencial da bioeconomia dos biocombustíveis, mas nós temos capacidade tranquila de atender a demanda interna e externa. Eu acho que aqui já... para convertidos não é interessante a gente trabalhar. E, por último, como o meu último slide, estou com dois minutos, até que foi bem acelerado, o que nós precisamos fazer, conduzir daqui para frente, para que a inovação tecnológica ocorra? Um ponto importante do Acordo de Paris é que, Tanto o crédito de carbono, entre outros, eles são mecanismos de curto prazo para atender uma demanda específica e de indústrias e setores que são difíceis de descarbonização. Mas, no final, no acordo de países lá atrás, O objetivo era que pudéssemos investir fortemente, estar no artigo 10, em inovação, e conseguíssemos assim descarbonizar as indústrias de todos os setores. Então, o crédito de carbono, etc., é muito importante, tem que ocorrer, ele é um mecanismo previsto, mas tem que ocorrer em paralelo à inovação para que toda a indústria, todos os setores consigam descarbonizar. Ao final, todo mundo tem que chegar à net zero. É claro o acordo de Paris. É claro as metas Por isso que isso tem que ocorrer. E nesse sentido, a gente precisa ter uma política dentro do mapa no caminho. Nós precisamos ampliar os recursos não reembolsáveis, Obrigado. É muito importante. Se é uma política de estádio, nós precisamos atingir os grandes gargalos, a indústria, o setor industrial não consegue por si só fazer isso sozinho. É muito caro. Eu vou ter que investir um bilhão, dois bilhões para conseguir dar... inovar em algum setor, o setor público é fundamental, importante. E não estou falando de Brasil, exemplo mundo. Os principais atores do mundo que estão à frente das principais tecnologias, são os que mais... financiam esses setores. Plano, recentemente lançado o plano da China, já estão lá as prioridades, onde eles vão botar mais recursos. Estados Unidos agora deu uma mudada, mas antes já tinha suas priorizações, então a gente precisa ter esse fim. Finançamento IP&D, a gente precisa ter mais recursos, nós temos cláusula do petróleo, entre outros, que nós podemos destinar. margem equatorial. Então, a gente tem uma causa de P&D onde a gente pode destinar mais recursos para biocombustíveis. Precisamos ter um plano específico, e eu peço que inclua um capítulo, é a sugestão nossa, ter um capítulo de inovação focado no marco pelo caminho, onde nós queremos chegar. E temos que ter metas. SAF tem um sério problema de preço. Como nós vamos atacar isso? A academia está aqui para resolver, o setor privado está aqui para resolver. Obrigado. biodiesel, etanol, como é que nós vamos reduzir o preço? do biodiesel, como é possível isso? Nós temos incentivos fiscais, tributários, também podemos ter incentivos de inovação tecnológica, olhar a cadeia e falar: "cara, nós podemos atacar isso, isso, isso". E esse aqui é um exemplo que foi do setor de biogás, especificamente trabalhei nesse projeto, onde nós fizemos um um roadmap tecnológico, identificamos onde estavam as principais empresas, onde estavam os principais desafios, e ali, com base nisso, qual que é a prioridade? Desafio 1, 2, 3 e 4, e ali foi atacado, é onde é mais importante a gente reduzir. E assim vai, incentivos fiscais tributários, ampliação das receitas dos bioprodutos, então a gente tem que ter atributos sociais e ambientais quantificados. O deputado da Sra. Moreira disse bem claro: "Não podemos classificar o biodiesel somente por preço". Ele gera benefícios ambientais, assim como etanol, assim como biogás. Se ele gera esses benefícios sociais e ambientais, eles têm que ser quantificados e têm que ser implementados como política pública. Pode ser redução tributária, pode ser uma série de outras coisas. O governo já está fazendo isso. E temos que continuar e temos que fazer. E temos que ser claro no discurso internacional. O biogás gera... 30 empregos a mais que o setor de petróleo, a mesma molécula. O etanol gera nove vezes mais empregos Esse é um estudo antigo, não sei como está atual, relacionado ao petróleo de petróleo. Isso tem que ser quantificado, tem que ser demonstrado. Nós somos uma economia descentralizada, os biocombustíveis são descentralizados. Estamos falando aí hoje de 380 usinas e 60 usinas de biodiesel, se não me engano. Correto, André? São descentralizadas. Nós estamos trazendo desenvolvimento econômico. Está lá na nossa Constituição. Então, temos que ser quantificados e temos que defender esses pontos. Bom, crédito de carbono, por último, focando também na interoperabilidade, etc. E também temos garantias, mecanismos mais recorrentes de preço. É muito complicado projetos de longo, acho que os setores aqui vão falar um pouco mais. Quando você está fazendo mapeamento de receitas e você tem uma oscilação muito grande de preço, e uma das receitas é o próprio Renovabil. Então, nós temos que ter mecanismos mais presentes de mercado. Muito obrigado. São essas as propostas.
Deputado
Agradecemos, Tiago. Muito obrigado. Agradecendo ao Gonçalo, que... de longe estava, o Tiago, o Alessandro, eu quero aqui desmobilizar esse painel e convocar imediatamente o próximo. convidando com muita alegria a Glaucia, professora titular da Universidade de São Paulo. Líder da Força-Tarefa de Biocombustíveis para Descarbonização do Transporte, da Agência Internacional de Biocombustíveis. de energia. e convidar o nosso também querido Pietro Mendes, diretor da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis. Vai participar aqui... aqui conosco. esses Duas queridas... pessoas que aqui estão. Um abraço. Quero dizer só que... aproveitar essa... troca aqui de panelistas, para primeiro agradecer muito a todos vocês, todos vocês. Vocês estão em silêncio. É uma coisa muito admirável aqui no Parlamento, porque o Parlamento é muita conversa, mas vocês estão... É lógico que trocar uma ideia rápida... É da vida, eu cochijo com a Roberta aqui. Então, muito obrigado, viu? exemplares, todos com atenção, certamente se deve à qualidade das falas aqui, Mas uma coisa assim... Vocês merecem o nosso reconhecimento. Muito obrigado a todos aqui. Outra coisa, o embaixador aqui cobrou, e eu respondo a ele e a todos, todas essas exposições estão disponíveis agora. no nosso espaço, no site da Câmara, tem lá Comissão de Transição Energética, Tá certo? A nossa comissão. Estão todas as falas já feitas aqui, a que fez o Tiago, muito obrigado, Tiago. Fez o Alexandre, fez o Gonçalo, já estão hospedadas lá. A Roberta está sendo diligente, que é a nossa equipe aqui, que eu agradeço muito. Então, todos aproveitarem. Vamos continuar nesse nível, vamos continuar com essa qualidade. Glaucia, que saudade, sou um fã da Glaucia. Obrigado. Você está muito baixinha essa cadeira? De pé. Você prefere? Ela vai ficar de pé? Eu fico de pé. Microfone sem fio para você, então? Professora Glaucia Souza, por favor. Obrigado. Obrigado. Obrigado. Obrigado. Obrigado. Obrigado. Obrigado.
Professora Titular da Universidade de São Paulo e Líder da Força Tarefa de Biocombustíveis para a Descarbonização do Transporte da Agência Internacional de Energia (Task 39) - Agência Internacional de Energia (Task 39) e Universidade de São Paulo
Boa tarde, estão me ouvindo? É um grande prazer iniciar essa conversa sobre segurança alimentar, que foi... O meu desafio hoje... Muito obrigada, deputado... Muito obrigada, deputado Alceu e vários outros colegas da Câmara. É um grande prazer. Eu queria fazer um agradecimento especial ao embaixador André. Talvez ele não se lembre disso, mas ele me provocou a estar nessa seara de conversar sobre o Brasil da maneira que os outros nos veem em 2016, trazendo a ciência para essa... para esse debate internacional e mostrando como é que a gente é visto, porque sustentabilidade não basta ser sustentável, precisa parecer sustentável. saber colocar os nossos dados, os nossos achados, a nossa cultura, o nosso modelo de agricultura da maneira correta para que o mundo entenda, porque eles muitas vezes têm até boa vontade, mas não entendem o que a gente está fazendo. Então, hoje eu vou mostrar resultados... saiu do ar aqui. Obrigado. Obrigado. Está funcionando aqui, eu posso... Obrigado. O que eu só glócio já a nossa exceção? Já vai resolver. Vou adiantando aqui. Eu vou mostrar resultados que não são a narrativa de um único país, ou de um único artigo, ou de um único estudo. A gente fez uma síntese do conhecimento, começando há muitos anos atrás, mas recentemente a gente retomou essa iniciativa de tentar fazer meta-análises usando estatística, alguns dados são já com inteligência artificial, olhando inclusive a oposição, quais são as palavras, o que está sendo falado para que a gente consiga debater e elevar o discurso nesses fóruns internacionais, onde a gente muitas vezes é atacado por uma linha que está num artigo, que é colocada fora de contexto, que é propagada em notícias, sem saber o que realmente estava por trás do estudo. Então, a gente começou a tentar fazer uma análise mais robusta do que é o contexto da segurança alimentar. Eu posso tentar. Então, nesses códigos Ops. Então... tem um direito. Obrigado. Então, se vocês quiserem fotografar esses códigos QR, vocês são remetidos a páginas que mostram todo o levantamento bibliográfico e o racional, atrás daquilo que a gente está falando. O que a gente está querendo é informar políticas usando dados não só de artigos científicos, mas esses grandes relatórios internacionais, de agências reconhecidas. E muito do que eu vou falar vem... da Força-Tarefa de Descarbonização do Transporte da Agência Internacional de Energia e de outras forças-tarefas também da Agência Internacional de Energia. Tudo está em aberto, dá para vocês olharem. Existe um estudo recente que demonstra que a gente ouve muito falar de eletrificação, mas... A trajetória, aparentemente, da eletrificação está mais clara nos Estados Unidos, na Europa e na China, mas no resto do mundo, são os biocombustíveis que são esperados para descarbonizar principalmente o transporte. Então, a gente começou a focar em tentar identificar o que a gente já conhece de trajetória que tem comprovou que dá para fazer descarbonização usando biocombustíveis. Eu vou falar do Brasil, mas eu não estou falando do Brasil como... vamos celebrar o que o Brasil já conseguiu fazer. Eu estou usando o Brasil como um teste de uma pergunta. Será que a gente olhando para o que aconteceu no Brasil, já que a gente tem tanta ciência olhando para os nossos dados, Será que dá para a gente concluir que os biocombustíveis são sustentáveis. E aí eu vou ampliar essa pergunta para outras pessoas. Então, vocês já conhecem o Brasil, um exemplo de renovabilidade, mas os 25% de renovabilidade no transporte é ponto fora da curva. A gente conseguiu fazer isso com o etanol, e mais recentemente com biodiesel, e chegou a 1,4 bilhões de toneladas de CO2 evitadas com etanol nos 50 anos e 0,2 com o biodiesel nos 20 anos. Mas o mais importante é o paralelo do que mais a gente fez, porque o Brasil, nesses 50 anos, ele se tornou de importador de alimentos para exportador de alimentos. a gente elaborou e institucionalizou o Código Florestal, que também é um ponto muito importante nessa trajetória. E depois vocês vão ver que as trajetórias se unem, porque na hora que a gente tem o RenovaBio atrelado ao Código Florestal, a gente tem uma narrativa muito importante de legislação, que eu acho que aí sim é importante talvez ser copiada. Mas o deputado Arnaldo... me convidou para falar dessa narrativa de que dizem que os biocombustíveis competem com a segurança alimentar. Se você realmente começa a olhar os artigos, as notícias, as declarações, elas partem... É... de uma tentativa de simplificar a questão, que usa Na teoria dos jogos... um tipo de jogo que se chama "jogo de soma zero". Não... Não tem como a gente enquadrar bioenergia Versos. segurança alimentar como um jogo de soma zero. Não é Um jogo de somar zero é... Um time ganhou, então, necessariamente, alguém perdeu. Isso não funciona, é simplificar demais. Pode funcionar para narrativa, mas não funciona na realidade. A gente não consegue enquadrar nada disso. Por quê? conseguimos, com a produção de biocombustíveis, melhorar o acesso à energia, o poder aquisitível, aquisitivo, melhorar a sustentabilidade da agricultura e saúde dos solos. Eu vou tentar resumir, mas existe uma meta-análise que usou dados estatísticos, porque tem tanto artigo científico até agora sobre esse assunto, que conclui que não há correlação, ponto, ponto. não existe correlação entre segurança alimentar É... produção de biocombustíveis, C. a biomassa for comestível ou não comestível. Não tem, não importa se ela é alimentar ou não alimentar. Mas tem outras coisas que dá para ver com esse estudo. dá para ver que o preço dos alimentos às vezes aumentam associados à produção dos biocombustíveis, mas em poucos casos. mas aumentam em países de alto nível de desenvolvimento social. Quando você olha os países de baixo nível de desenvolvimento social, Não existe essa correlação. Quando a gente vê também alteração de segurança alimentar relacionada com produção de alimentos, a gente vê que melhora em países baixo nível de desenvolvimento social. E quando a gente olha os artigos que dizem que vai alterar a produção de alimentos ou vai alterar o preço dos alimentos, você usar uma cultura alimentar para fazer biocombustível, normalmente vem de uma modelagem, não é uma observação. Ok? Então, as modelagens, elas usam muitas assumem muitos cenários, muitos números, muitos... Elas, na verdade, precisam Sempre que você for olhar... Não estou falando mal de modelagem, porque a gente também faz modelagem, mas tomem cuidado com o que vocês estão assumindo. E olhem como a conclusão está sendo gerada quando estão falando que existe essa implicação negativa dos biocombustíveis na narrativa. Quando a gente olha o que realmente está acontecendo, vou citar aqui um artigo, Brasil, ok? Não existe trade-off, não existe essa troca entre produção de biocombustível e... segurança alimentar. Isso aqui é dado usando dados do IBGE utilizando dados de mais de 5 mil municípios e dados domiciliares. Esse trade-off, essa troca não existe. Dados brasileiros. O que altera? Altera acesso à energia, infraestrutura agrícola, poder de compra, modernização da agricultura e qualidade do solo. Eu acho que vou... pular isso aqui, porque vocês já falaram, os deputados já falaram, a gente sabe que biocombustíveis têm um impacto enorme no desenvolvimento socioeconômico dos municípios associados e do Brasil. Isso aqui, eu vou falar porque é pouco falado, mas o SDG de acesso à energia está estagnado. Isso são dados da IA e da IWINA. A gente não está conseguindo mais aumentar acesso à energia no mundo, Essa falta de acesso ocorre principalmente nas zonas rurais. E a bioenergia aumenta o acesso à energia. Então, isso aqui é um ponto que acho que a gente tem que falar mais sobre... sobre isso. Eu acho que talvez vocês já conheçam muito esse dado. A gente recompôs as paisagens degradadas, transformando pastagem degradada em cultivo à cana-de-açúcar, por exemplo. A gente alterou a quantidade de carbono no solo e recompôs o solo. Ele agora está pronto. Se precisar produzir alimento ali, pode ser utilizado. E isso aqui é uma coisa que a gente está olhando com bastante carinho, porque eu acho que isso entra bastante dentro da agenda... de pesquisa brasileira, que é muito forte nessa área e que a gente precisa divulgar mais. A gente, com o valor agregado, da produção de biocombustíveis, a gente conseguiu trazer modernidade para a nossa agricultura. Aumentou muito a sustentabilidade, trazendo novas práticas. O que diz se um biocombustível é sustentável ou não, não é intrínseco ao biocombustível. É. Como você produz o biocombustível? E isso a gente tem sempre que... tentar promover o contexto local, porque vai depender de usina, de região, de país e de biocombustível. Então, não importa isso. Não pode... Eu acho que a gente tem que ser agnóstico. e evitar colocar rótulo em... biomassa, que essa é boa ou essa é ruim. Isso não existe. Então, isso é uma campanha, eu acho, que a gente vai ter que fazer internacional, porque estamos sendo rotulados. É... O Brasil fez uma evolução enorme na agricultura. Vou citar o duplo plantio, o cultivo duplo de cana, com amendoim de soja, com milho, isso aumenta de 1,6 vezes a 2 vezes a produtividade. Se você está falando para uma audiência que pensa que biomassa leva 20 anos para crescer, e a gente está fazendo três vezes por ano até colheitas É difícil eles entenderem isso, então, realmente, a gente tem que ficar repetindo, repetindo, repetindo. Eu acho que vou passar por isso aqui, porque eu odeio falar de iLook. Se alguém quiser falar sobre iLook, vocês me procurem, porque eu tenho pouco tempo e odeio falar de iLook, porque eu não concordo com o termo. Mas eu vou falar isso aqui, acho que a gente sempre tem que falar, que o Brasil atrela... A nossa maneira de lidar com o iLook, que é a mudança indireta de uso da Terra, é... legislativa, ela está atrelando o Renovabil ao Código Florestal. Ponto. Se pudermos comprovar isso e tiver rastreabilidade, Está resolvida a questão, mas é muito mais complexo do que isso, porque muitas certificações internacionais vão querer esse... esse cálculo de iLook. É... E aí eu já estou terminando. Tudo isso que eu estou falando, a gente na IA Bioenergy, na Fosso Tarefa 39, a gente quis olhar se dá para ser feito em outros países ou se já está sendo feito em outros países e usou o número de multiplicar 2,5. Cinco vezes, não era quatro. 2,5 vezes, que é o cenário da neutralidade de carbono da Agência Internacional de Energia. Olhamos as políticas, o foco era a SUGlobal, E a gente... Aí caiu de novo. Nessa hora... Eu sei lá, mas o que eu tenho? Então, a gente analisou países que estão em crescimento acelerado e que, se eles crescerem nas taxas que estão crescendo, eles vão... usar mais, eles vão emitir mais que os países da OCDE, Ok? Então, eles são... importantes É... Sul global: Argentina, Brasil, Colômbia, Guatemala, África do Sul, Etiópia... China, Índia, Tailândia, Malásia e Indonésia. E a gente fez uma análise integrada de viabilidade tecnoeconômica, de análise de ciclo de vida, de uso da terra. A nossa proposta era usar só a área de pastagem. Então, zero desmatamento. O que é que dá para a gente avançar usando a área de pastagem? Mais um Aqui. E a gente chega ao cálculo de mais de 100 bilhões de litros de biocombustíveis. Aqui entra: cana, soja, milho, palma, etanol e biodiesel. E a gente compara com os combustíveis, com a pegada de carbono dos combustíveis de cada país, usando as produtividades de cada país e as culturas que os países já fazem. A gente não está inventando nada, não vamos fazer nada diferente. A tecnologia que já existe, ok? a gente conseguiria com esses países fazer quase metade daquilo que a Agência Nacional de Energia fala que a gente tem que fazer, com 11 países. Não precisa dos 200. A gente conseguiu chegar em uma conta aí... Bem moderada, viu? Eu estou falando de mistura de etanol e biodiesel em gasolina e... Dizem. E aí, mapa do caminho. A gente se debruçou como Task 39, a gente participa da Agenda do Clima. Participou dos planos de aceleração de solução. E isso aqui é... O mapa do caminho segundo as tecnologias que a gente está já debruçados sobre. Pista 1 desse mapa do caminho, biocombustíveis convencionais e... escalonar o que funciona agora. A pista 2, construir o que vem a seguir. Ali vem os biocombustíveis avançados, os emergentes. O próximo, por favor. Estou com medo de apertar aqui. Então, na pista convencional, vocês já conhecem bioetanol, biodiesel, diesel renovável, usar infraestrutura existente, os dutos, os veículos, as refinarias e as biorrefinarias que já temos... A pista A1 vai rápida, ela é econômica, descarboniza a frota cativa, Mandatos de mistura veículos flex híbrido a etanol, por exemplo. já conhecem os impactos múltiplos que fazer isso geram. A pista 2, ela precisa de investimento, ela vai levar mais tempo, é o SAF, é o biometano, é o biometanol, a gente precisa desenvolver novas cadeias de suprimento Entra aí. a eletricidade complementando toda essa síntese e entre o becos. captura e sequestro de carbono. Aí a gente vai para os setores difíceis, aí a gente vai gerar moléculas de alto valor. Então, a gente também captura valor adicional. Então, o mapa do caminho está aí. A gente precisa ter agora essas seguranças adicionais que eu já reportei. A gente precisa medir, reportar, verificar tudo aquilo que eu falei, está listado aí, dá para a gente fazer. Eu fico feliz de estar aqui podendo adicionar esse debate. Obrigada. Aplausos.
Deputado
Muito especial para nós, né? Muito especial isso. O Camilo pediu para falar, estou sendo indelicado, não vou deixar agora. É uma frase, uma frase fala, vai.
Representante da Associação dos Produtores de Biocombustíveis do Brasil - APROBIO - Associação dos Produtores de Biocombustíveis do Brasil - APROBIO
...luta pública sobre o I-LUC que pode barrar todos os biocombustíveis brasileiros... Esse tema é extremamente importante e ela é a maior estudiosa do gênero. O ILUC não é verdade, mas pode barrar os nossos biocombustíveis, tem consulta pública aberta na Europa.
Deputado
Isso é uma das... pautas de trabalho nosso da coalizão aqui no parlamento, é integrado de todos nós, vai constar explicitamente isso na proposta e mapa do caminho, que eu reitero que está sob consulta. que tem já contribuições extraordinárias aqui. Vocês precisam me ajudar a saudar com muito carinho, porque ele... Almirante que é, ministro que foi... amigo sempre das nossas teses, dos nossos valores, nos brinda com a sua presença, nosso querido Bento Albuquerque. Muito obrigado, ex-ministro Bento Albuquerque. Uma honra tê-lo. Pietro Mendes, é um dos discípulos. Eu sou, você também, do Bento, né? Ah, tá. Tá bom. Obrigado. Obrigado. Obrigado.
Diretor da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis - ANP - Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis - ANP
Boa tarde a todos. Agradecer ao deputado Arnaldo pelo convite, pela organização desse evento. Cumprimentar o embaixador André Corrêa do Lago, o nome dele. Cumprimentar todos os presentes. Deputado Alceu, que tem sido um defensor dos biocombustíveis, da fiscalização. E o meu enfoque aqui vai ser mais nas atividades da ANP, na contribuição para a transição energética, para o mapa do caminho. É importante dizer que todo o esforço que o Parlamento faz, o Poder Executivo, que o embaixador André Correia do Lago faz nas negociações, que o BNDES aqui no financiamento, muitas das vezes, quando não tem uma fiscalização adequada, não há compra do biodiesel, há adulteração do etanol pelo metanol, as políticas públicas não chegam à sua plenitude, a gente não tem entrada de novos biocombustíveis, o desenvolvimento tecnológico precisa ser reconhecido é importante para isso. Então, a NP contribui... para o alcance de todas as políticas públicas, foram várias políticas públicas estabelecidas ao longo dos últimos anos, e que a ANP tem um papel fundamental. Também é importante dizer que qualquer novo biocombustível, ele só existe a partir do reconhecimento pela ANP. Está aqui o Tiago da Biogás, sabe que lá no início do biometano, a primeira etapa era que a ANP reconhecesse, fizesse a especificação, do biometano. Bafo. Então, aqui um panorama geral de quais são os biocombustíveis, vou passar aqui rápido. E os números, de etanol a gente tem 368 usinas de etanol, 59 plantas de biodiesel, 19 instalações de biometano, já estamos chegando quase a 200 milhões de CBI, os créditos de descarbonização emitidos. Quando nós olhamos para a nossa matriz energética, o Brasil é um líder da transição. Temos 50% da participação das fontes renováveis na matriz energética nacional, 88% de fontes renováveis na matriz elétrica, somos o segundo maior produtor mundial de etanol, terceiro maior produtor mundial de biodiesel, quinta maior capacidade instalada de geração de energia eólica onshore, ou seja, o Brasil é líder na transição energética. E tivemos a aprovação de vários marcos legais, todos eles têm repercussão na ANP. Hidrogênio de baixo carbono, está aqui o Viga, a ANP tem um papel fundamental depois de sair o decreto. E aí eu sei, deputado, que o senhor está fazendo esse acompanhamento desses marcos legais, do combustível do futuro, que eu vou trazer aqui várias ações regulatórias que a ANP está fazendo. Está o Henrique aí, da Copersucar, que tem um trabalho grande nessa articulação por parte do setor privado, para que a gente tenha metas do Mover que reflitam a participação de biocombustíveis na matriz, como é que a gente enxerga o aumento da penetração dos biocombustíveis ao longo dos anos. O mercado de carbono, que agora o Barral, que era secretário de transição, está à frente, que a ANP provavelmente vai ficar com a atividade de definir o prisma, como faz hoje para blocos de petróleo, e o programa de aceleração da transição energética, o PATEM, que o deputado Arnaldo Jardim, que foi o iniciador do PATEM. E aí eu quero trazer essa informação, tem um estudo da EPE que é muito interessante. Eu mostrei que nós somos líderes da transição, nós temos uma série de marcos legais, que temos uma... produção relevante de biocombustíveis, renovabilidade na matriz elétrica, mas quando a gente olha o nosso pico da demanda, a gente não enxerga o pico da demanda ainda de derivados fósseis, ou seja, deputado da Ações, precisa acelerar a utilização de biocombustíveis, porque o cenário hoje é sair do consumo de 2,33 milhões de barris por dia de derivados de petróleo, e no melhor cenário, em torno de 3 milhões de barris por dia de derivados de petróleo em 2050, ou seja, esse esforço ainda assim não será suficiente para que a gente veja esse pico da demanda. E a EPE aponta o papel relevante dos biocombustíveis e a intensificação da eletrificação. E a eletrificação combinada com biocombustíveis para que a gente possa reduzir a demanda por derivados. Hoje nós já economizamos a utilização de 400 mil barris por dia de derivados de petróleo. Em 2050, nós vamos economizar em torno de 1 milhão de barris por dia. Nós precisamos, pelo menos, manter esse nível na faixa de 2,3, 2,4. Precisamos acelerar a implementação dessas políticas públicas. E... E aí, falando do debate combustíveis versus alimentos, acho que todos aqui, a professora Glaucia já falou bastante, Temos espaço de sobra no que se refere ao uso do solo, ganhos de produtividade, muito do aumento da produção, principalmente de etanol de cana, decorreu de ganhos de produtividade, pesquisa aplicada com resultados positivos. mensuráveis, geração de emprego e renda no campo. Os dados falam por si o crescimento simultâneo. Eu vou mostrar aqui que aumento da produção de biocombustíveis. André Nassar está aqui, a BIOV, tem vários estudos que mostram que o aumento, por exemplo, da utilização do biodiesel, aumenta a capacidade de esmagamento, aumenta a oferta de farelo para o mercado nacional. O Guilherme Nolacho saiu, o milho também aumenta a produção de milho, aumenta a produção de DDG, que também é proteína animal. Curso flexível e multifuncional. O Brasil tem características que permitem, por exemplo, a safrinha, que tem uma sustentabilidade muito maior e que foi reconhecida na ICAL, com uma pegada de carbono diferente. Trabalho com apoio da Glaucia, do MRE, fantástico, que o MME também colaborou. comida, insumos ou culturas com usos múltiplos e marcos legais robustos que limitam o desmatamento. Também já foi apresentado aqui pela professora Glaucia que a gente utiliza uma fração muito pequena do nosso território e mantemos vegetação nativa em grande parte do nosso território. Tanto isso é verdade, tem relatórios recentes, por exemplo, do MDA, que a soberania alimentar e a produção de energia limpa caminham juntas. Voltamos ao menor patamar de fome da história, reduzimos a insegurança alimentar, tudo isso aumentando o teor de biocombustíveis, saindo de 10% no início de 2023 para 2015, saindo de 27% no etanol para 30% e reduzimos também, ao mesmo tempo, o patamar de fome da história, o menor patamar. E quando olhamos aqui, produção de etanol de milho versus produção de DDG... a gente vê que o aumento da produção do etanol de milho aumentou também a coprodução do DDG, que é uma ração animal importante para a produção de proteína. A mesma coisa na produção de biodiesel de soja e produção de farelo. Também o aumento da produção do biodiesel gera um aumento da oferta de farelo no mercado nacional. Lembrar que tivemos uma discussão há algum tempo com relação à inflação dos alimentos, que já foi controlado, os preços dos alimentos voltaram, e muito se falava, por exemplo, da questão do aumento do preço da proteína, da carne. E como os biocombustíveis contribuem para a redução do preço da proteína. Obrigado. E agora eu vou falar da parte da fiscalização. o parlamento faz a lei o Poder Executivo sanciona, a agência vai aplicar e aí tem judicialização. que o agente que não quer cumprir as metas de transição energética vai para a judicialização. Tivemos uma vitória recente no STJ, agora, em que foram suspendidas as liminares contra o programa RenovaBio. Vou aproveitar e cumprimentar o diretor-geral Arthur Worte, aqui da NP, que está aqui conosco. Foi um trabalho da AGU, que o Arthur, inclusive, é da carreira da AGU, muito forte. Demoramos para ter esse julgamento. presidente do STJ, que ele se declarou impedido, mas reforçamos a segurança jurídica. Ou seja, a gente tem várias batalhas para a transição energética, inclusive a batalha... judicial. E aqui falar da agenda regulatória da ANP. Então o que a gente tem aqui, que provavelmente sexta-feira, deputados, já colocamos uma matéria em pauta, extra-pauta do SEGOB, estamos trabalhando para botar a segunda, é a regulamentação do certificado de garantia de origem do biometano, estabelecimento dos critérios para... para o cálculo da meta individual a ser cumprida pelos produtores e importadores de gás natural em atendimento à lei do SEGOB. A superintendente Amanda Gondim, que está aqui também conosco lá atrás, que é a área responsável. A regulamentação da lei no que se refere à participação dos produtores de cana na receita dos SEBIOS, Luciano aqui da Única também, foi uma articulação da FEPLAN, Norplana, com a Única, com os produtores de cana. A regulamentação da Lei 15.082/2024, com metas individuais para novos distribuidores de combustíveis, ou seja, aquele distribuidor que entra no mercado, ainda não tinha meta de ser bio, ele passa a Tecte, então a gente está trabalhando nisso. A regulamentação do artigo 68G, foi regulamentado pelo Decreto 12.437, que é o controle da mistura obrigatória de biodiesel e diesel B. Semana que vem eu vou ter reunião com o Serpro. para tratar desses ajustes finais, desse controle da mistura do biodiesel ao diesel para que a gente possa botar em consulta pública a revisão da Resolução 758/2018 para botar critérios para certificação das rotas de SAF, em atendimento à Lei do Combustível do Futuro. Revisão e consolidação das resoluções do biometano. E aí, tratando questões do controle de qualidade para que a gente consiga estimular a produção de biometano Revisão da resolução de querosene de aviação sustentável... para adequar a nomenclatura internacional, com adição de querosene de aviação sustentável, querosene de aviação fóssil. E uma coisa também que a professora Glaucia tem liderado internacionalmente junto à IMO, Camilo também. que é a revisão das especificações de controle da qualidade dos combustíveis marítimos com a previsão de adição de biodiesel e outros biotipers. Combustíveis também é algo que estamos... trabalhando. E aqui, deputado, vou me permitir fazer um pedido aí ao senhor, deputado Alceu. que nessa luta do combate às fraudes, para que a gente consiga implementar tudo que tem sido aprovado aqui de forma muito dirigente, pela Câmara dos Deputados. A gente tem o PLP 109/2025, que está no plenário, que é o acesso às notas fiscais eletrônicas pela ANP, É um projeto de lei muito importante para que a gente possa fazer o balanço de massa, controlar melhor a questão da mistura, identificar, estou vendo o Mário aqui, adição de metanol indevidamente ao etanol, a gasolina C, então está no plenário, se puder ser aprovado, é algo extremamente importante. O PLP 399, que o agradecimento público aqui ao deputado Alceu... tem caminhado que reforça a fiscalização da NP, tem instituição de taxas, para melhorar o orçamento da ANP, a ANP é a única agência que não cobra taxas, E foi um PL lá, que o Arthur liderou a construção do texto para que a gente tenha cobrança de taxas justamente para ligar ao PLP 73, que está no Senado, do Laércio, do senador Laércio, que ele limita o contingenciamento de recursos quando a agência tem receita própria. Hoje, a agência não tem... receita própria. E também estamos atualizando o valor das multas, Esse valor das multas está defasado desde 1999, que não tem nenhuma correção do valor das multas. Então, fica cada vez melhor praticar fraudes, porque as multas estão bem defasadas. Então, a gente está em três grandes eixos: reforça a fiscalização, inclui medidas mais duras para quem não cumpre a mistura adição de biodiesel ao diesel, institui a figura da suspensão cautelar quando a NP identifica alguma irregularidade, corrige o valor das multas institui taxas para a ANP, é fundamental pra gente. e estamos trabalhando ativamente. na regulamentação da Lei nº 15.082/2024, que é a lista de sanções, que também foi judicializada. Quer dizer, o distribuidor não compra C-Bio, não adiciona biodiesel, não cumpre as metas de biocombustíveis, O Parlamento aprovou a lista de sanções, a ANP implementou, aplicou e judicializaram também E agora não tem mais discussão de judicialização, porque daqui para frente A tese que eles estavam usando não é mais válida, mas também estamos trabalhando ativamente nisso. Então, para fechar... Não há polêmica, no caso brasileiro, entre alimentos e biocombustíveis. Os desafios do setor de biocombustíveis demandam uma agência forte, uma agência que tem orçamento, que não sofre com as limitações, Quando eu e Arthur chegamos lá, a fiscalização estava sem ir para a rua porque não tinha orçamento, não tinha diária, não tinha passagem. Então, é uma situação crítica. Tivemos problemas de coletar amostra em agente fiscalizado, não ter reagente no laboratório para fazer as análises. E a gente sabe que, para dar efetividade a tudo que o Parlamento está fazendo, precisamos da ANP forte. O Brasil ainda não vê o pico da demanda de derivados de petróleo até 2050. Dialoga muito aí com o Ardeng, do IBP, que a gente vai precisar ainda avançar na exploração e produção de petróleo, temos que avançar mais rápido ainda na substituição de derivados de petróleo por biocombustíveis estamos aí completamente comprometidos com a transição energética e à sustentabilidade. Muito obrigado a todos e todas.
Deputado
Oh Pietro Mendes. A presence here from Dr. Arthur Waltz. Director-Geral da ANP. I want to say that first our pleasure to have you here, Dr. Arthur. and Looking at you, Pietro I want to manifest my profound respect to the courage of you have had to face operations, face crime organized. They have faced the bad in the sector. You have been an exemplar of the ANP. not only with this pauta here, but with very objectives, examples. I'm proud to all of you. Please help me to thank you for this posture of the defense of the community, from the Director-General Arthur and the Director Pietro. Thank you very much. I just want to thank you. Thank you. Thank you.
Participante
É muito. Não vou acrescentar nada, o Pedro já fez essa apresentação aí brilhante. É a nossa pauta, a pauta do fortalecimento das agências é muito importante. Ele estava falando da defasagem de multas. Desde 1999 a gente está chegando ao ponto que as multas já entram no patamar que o próprio governo decide não cobrar para não movimentar a toa o judiciário. Tem um valor mínimo para você ajuizar na execução. Então é fundamental esse reajuste das multas para manter... uma penalidade para quem pratica ilícitos e, junto disso, toda a questão de fortalecimento da ANP, das agências reguladoras em geral, a pauta que a gente sempre pede. E eu agradeço muito as missões, o meu nome, o apoio, o espaço para o Pietro e o belo trabalho que essa subcomissão tem feito na defesa do setor dos biocombustíveis e das agências reguladoras como um todo. Obrigado. Obrigado.
Deputado
Só uma notícia ruim antes de... passar o próximo painel. porque ele fez um esforço muito bacana, chegou pontualmente, chegou com quatro minutos de atraso aqui para iniciarmos, e se estendeu, ficou conosco até agora, vai ter que sair o embaixador André Corrêa do Lago. Muito obrigado, embaixador. Obrigado. Obrigado. Compor imediatamente a próxima mesa, que é a discussão do financiamento para ampliar a a presença, a produção dos biocombustíveis. E o próprio embaixador André disse... meta quadruplicar a produção, presença dos biocombustíveis aí. Muito obrigado. Muito obrigado. Obrigado. Obrigado. Convidar para integrar essa mesa imediatamente aqui. Agora... o nosso querido Luciano Rodrigues, ele que é diretor de Inteligência Estratégica, Regulação e Competitividade da União da Indústria de Cana-de-Açúcar. Luciano, por favor. Aqui, ó Convidar ainda... o senhor Arthur Iabe Milanês, que é gerente do departamento... de complexo alimentar e biocombustível do BNDES, por favor. E convidar o Sr. Nilton... Ramazzo, superintendente da área de... Transição Energética e Infraestrutura da FINEP, que vai participar de uma forma remota conosco aqui. uma ajeitação Aqui, rápida, só aqui. acomodação de todos, que eu já repeti, estão disciplinadíssimos, muito bacana. Obrigado. Mas pedi, então... E passar imediatamente a você, Luciano. Por favor. Muito obrigado. Luciano Rodrigues, com a palavra. Obrigado. Bom, boa tarde a todos.
Diretor de Inteligência Estratégica, Regulação e Competitividade da União da Indústria de Cana-de-açúcar - UNICA - União da Indústria de Cana-de-açúcar - UNICA
Quero agradecer ao deputado Arnaldo em nome da única... Luciano, só um segundinho natural enquanto o pessoal está botando...
Deputado
Aí a sua exposição. Minha gente... Nós liberamos algumas cadeiras aqui. porque alguns postos hoje estão. Eu queria convidar todos que estão aí, Ficaram tão pacientemente... Rubito, senta aí Rubito, senta aqui ó Aqui, ó. Todos aqui. Amigos que estão aqui, Rosa, senta Rosa. Você está aqui. Amigo, eu vou começar a chamar um por um por nome, hein? Tá bom? Por favor, convidar todos para que se sentem conosco aqui. Percy, senta aí Percy. Luciano, com a palavra. Bom...
Diretor de Inteligência Estratégica, Regulação e Competitividade da União da Indústria de Cana-de-açúcar - UNICA - União da Indústria de Cana-de-açúcar - UNICA
Deputado, mais uma vez agradecer em nome da Única pelo convite e parabenizar pelo todo o trabalho. O senhor vem realizando, não só o senhor e todos que compõem essa comissão. Eu vou me limitar aqui na apresentação, nós vamos ter o Arthur do BNDES, FINEP, que traz um viés um pouco mais financeiro, eu sei que o painel é sobre financiamento, então vou trazer um pouco da visão do produtor, sem entrar na discussão de como operacionalizar isso aí, vou deixar para os meus colegas aqui de painel. Bem, eu trouxe aqui algumas mensagens nesses 10 minutos que a gente tem. e às vezes eu vejo a discussão limitada ao setor de etanol, ao setor de biodiesel, ou ao setor de biogás. Acho que é importante primeiro a gente caracterizar e da amplitude que a bioenergia tem no Brasil. Já foi falado aqui, o Pietro acabou de apresentar, o Brasil tem 50%, basicamente, a matriz brasileira, 50% renovável e 50% fóssil. A gente fez um trabalho na GV e desagregou essa matriz renovável, a partir de dados da EPE, separando o que é bioenergia do agronegócio, ou seja, o que é bioenergia que vem do trabalho no campo, capturando energia solar, convertendo biomassa e essa biomassa em produtos lá na frente, combustíveis líquidos, eletricidade, combustível, gás. E quando a gente olha aqui, é impressionante, hoje a bioenergia que vem do agro, de toda a matriz de renováveis do país. Então, quando a gente está falando em caminhos para expandir os biocombustíveis, nós estamos falando no setor fundamental da matriz energética, nós estamos dizendo aqui um terço quase da matriz, 30% de tudo que é consumido de energia no país, energia elétrica, combustível, se a gente somar tudo, vem da bioenergia do agro. Então, nós temos aqui o biodiesel, o etanol, a bioeletricidade, o biogás, vegetais, a própria civil cultura comercial. Então, é fundamental a gente caracterizar isso. E mais importante é um setor... cuja expansão deve impactar toda a indústria brasileira. A gente tem essa visão do biocombustível no setor de transportes, e aqui é um mapa... Para onde está indo essa bioenergia que está sendo produzida no campo? Aquele azulzinho ali no meio é o setor de transportes. Então, vejam que metade da bioenergia que é produzida vai para o setor industrial, vai para a indústria brasileira. Indústria de alimentos e bebidas, papel e celulose, metais, cerâmica, todas elas têm uma participação que às vezes chega a 70%, 80% da matriz delas vindo da bioenergia do agro. sobre como expandir biocombustíveis é uma discussão mais ampla, que inclusive impacta não só o setor do agronegócio, mas toda a indústria brasileira e eu acho que essa dá a amplitude necessária para o tema. Segundo elemento, acho que investimento, como que a gente garante investimento? Primeira coisa para garantir investimento é ter um arcabouço institucional adequado, legal no Congresso passa pela regulamentação executiva, agências reguladoras. Acho que a gente caminhou demais aqui, então, parabenizar o deputado Arnaldo, deputado Alceu e todos os que participaram desses processos ao longo dos últimos anos. Eu coloquei alguns elementos aqui, não vou detalhar todos, mas a gente aprovou o Congresso. Aprovou e agora estamos em processo de regulamentação de uma série de programas, o RenovaBio lá em 2017, e na sequência uma série deles. Eu coloquei alguns aqui, mas tem o programa, o marco legal do BEX, hidrogênio, mesmo na reforma tributária, a gente tem uma estrutura bastante adequada para o papel dos biocombustíveis. Então, fizemos o primeiro trabalho. E aqui eu estou falando Brasil, mas a gente também tem que fazer um trabalho lá fora. e a gente tem na literatura uma série de trabalhos que mostram que biocombustíveis geram renda. E segurança alimentar está muito mais vinculada à renda do que à disponibilidade de alimentos. E aí tem uma série de trabalhos que mostram que, gerando renda, eles contribuem com a segurança alimentar. E quando a gente vai para o debate lá fora, isso é excluído e fica na discussão de, olha, está tomando área daqui, de lá e tal. Quer dizer, a gente vai precisar investir em comunicação e esse arcabouço institucional é fundamental. aqui, mas lá fora também. Acho que aqui tem um trabalho muito grande do embaixador que acabou de deixar aqui a audiência e isso é fundamental. Então, o primeiro ponto é, quem precisa de um guarda-bolso institucional para atrair investimento? Esse investimento... Já está acontecendo, sabe? Quando a gente olha o que foi feito nos últimos anos, ele já começa a dar frutos. Eu tomei a liberdade de entrar lá no site da ANP e levantar os dados de capacidade de produção de etanol. 2019, antes do Renovabil, o dado do ano passado, ampliação de capacidade de metro cúbico por dia de produção, 22%. Então, um setor que cresceu em cinco anos, 22%, não é pouco. Se a gente olhar mais os projetos que já estão previstos lá na ANP, atrasem, não aconteçam, mas o fato é que tem mais 8%. Então, se eu somar antes do início do Renovabil até agora, 22% já realizado, 8% a realizar, nós estamos falando em 30% de crescimento em um período muito curto. Então, é um sinal de que, com o arcabouço estruturado, o setor privado, obviamente, faz o seu papel. E aqui, mais do que crescer, a gente precisa crescer, com eficiência. Precisa reduzir custo ganhar eficiência, reduzir preço e agora reduzir descarbonização. Então, aqui é uma outra mensagem, não basta crescer, a gente tem que crescer com eficiência. E quando nós olhamos a discussão sobre investimento, e é aqui que eu quero fechar para não extrapolar o tempo, Entendo que a gente tem aqui um debate sobre expansão, investimento para expandir produção, mas esse investimento para expandir produção vai envolver... novos mercados, então nós estamos falando de novos biocombustíveis, e nesses casos tem um risco adicional, é uma indústria nascente, então a gente precisa olhar com cuidado para essa indústria, então nós falamos aqui muito dos projetos de biometano. Segundo elemento, nós vamos precisar olhar com cuidado como viabilizar investimento em inovação. Nós vamos precisar, para manter aquela curva de redução de preço e redução de emissão, além de capacidade de produção de etanol, de biodiesel, dos biocombustíveis consolidados, a gente vai precisar de investimento em inovações disruptivas. Tem várias em curso e isso aqui também requer algum cuidado. Então, é importante, o BNDES já apoiou nesse sentido no passado, a própria FINEP. E, por fim, além do setor produtivo, nós vamos precisar entender como apoiar o investimento em infraestrutura. tancagem, sistema de abastecimento das embarcações, aquisição de barcaças. Então, eu queria trazer aqui, para a gente poder fechar e passar para os meus colegas, essa mensagem mais ampla. Eu acho que o investimento no que já está consolidado, ele acontece na medida que a gente tem uma estrutura adequada, sob o ponto de vista institucional. Óbvio que o nível de taxa de juros que a gente convive é muito difícil, dificulta muito, mas isso é algo mais sistêmico do país como um todo. E no setor da bioenergia, nós temos algumas particularidades relacionadas aqui, eu acho que a gente precisa olhar com cuidado um pouco maior. Então, essa é a mensagem que eu queria deixar aqui para não extrapolar o tempo. Eu até ganhei um minuto, passar para o Arthur e para o colega da Pfineto para que eles possam complementar. Obrigado. Obrigado, Luciano. Obrigado pela participação. Agradecemos.
Deputado
imediatamente chamamos Arthur Milanês. nosso... gerente do Departamento de Complexos de Agroalimentar e Biocombustíveis do BNDES. A palavra está à sua disposição. Obrigado, deputado Alceu. Obrigado pela oportunidade de trazer um pouco aqui do trabalho do Bernays no
Gerente do Departamento do Complexo Agroalimentar e de Biocombustíveis do BNDES - Banco Nacional do Desenvolvimento - BNDES
indústria de biocombustíveis, que já é um compromisso histórico do BNDES. O BNDES, vou trazer aqui dados mais recentes, mas o BNDES tem histórico de apoiar essa indústria desde o ProAlcool. Então, é um longo tempo. prazo de compromisso. E aí, pegando os últimos 20 anos, a gente tem aí uma... Desembolsou mais de R$ 70 bilhões para essa indústria, envolvendo projetos principalmente de expansão de capacidade, mas também desenvolvimento tecnológico, formação de ativo biológico, enfim, várias linhas. Tanto para a produção, aqui está só de etanol, mas inclui biodiesel também, e geração de eletricidade. Aqui é um pouquinho do foco ao longo da história, como foi mudando um pouco da demanda dos setoriais. Teve lá no início do século um ciclo importante de investimento em etanol de cana, também de biodiesel, mas principalmente etanol de cana, por causa da introdução dos veículos flex. tecnologias digitais, desenvolvimento tecnológico de novas variedades, o estabelecimento de políticas públicas importantes, como já foi colocado aqui, o Renovabil, a plataforma do dia futuro, o programa do combustível do futuro. E hoje a gente tem um novo ciclo de investimentos muito vigoroso, com o investimento de etanol de milho. A gente tem aí, nos últimos anos, 10 projetos aprovados, com mais 3,5 bilhões de capacidade a ser implementada até 2028. que foram desenvolvidas na década passada, a gente está vendo agora a difusão, seja do etanol 2G, seja do biometano, das tecnologias de IoT, etc. As novas variedades de cana. E, por fim, uma agenda, que eu vou falar com mais detalhe lá na frente também, em conjunto com a FINEP, o Newton vai falar daqui a pouco, da chamada de SAF, Comestíveis Marítimos, que está em andamento. Obrigado. Falar aqui um pouquinho do etanol, que eu falei, tem um novo ciclo agora de investimentos, o etanol de milho está entrando, crescendo bastante nos últimos anos, um crescimento muito rápido. E que tem, de uma maneira, equilibrada a oferta de etanol no Brasil, por conta de uma pequena redução da oferta do etanol de cana. das matérias-primas está dando uma resiliência de garantia de oferta de etanol e evitando questões de desabastecimento doméstico. E, por conta desse ciclo de investimentos, como eu já comentei, o BNDES tem uma retomada do apoio ao setor. No último ano, atingiu quase R$ 6,5 bilhões de desembolso. Tem uma concentração no etanol de milho, mas aqui também tem biodiesel, tem biometano, tem outros biocombustíveis. dedicado ao programa do Fundo Clima. que é um recurso que o BNDES recebe do Governo Federal, com recursos incentivados que podem ser apoiados para vários tipos de investimento ligados à transição energética, que inclui também os biocombustíveis, desenvolvimento ecológico dos biocombustíveis, etc. Obrigado. Aqui um pouco do que a gente vê também como mapa do caminho, os destaques estratégicos que a gente vê para o futuro. A gente vê, como já foi colocado aqui, acho que pelo colega da Embrapa, a gente vê o setor migrando para uma perspectiva mais de biorefinaria, com o aproveitamento integral das matérias-primas, múltiplos produtos. Então, todas as tecnologias que permitem o melhor aproveitamento dos ativos biológicos, a gente acredita que pode ser um caminho. Então, tem o etanol de segunda geração, tem o biometano, que ambos aproveitam resíduos. a captura e estocagem de carbono. A gente fez uma primeira operação aprovada ano passado, junto com o Grupo Fies, e também novos usos, ligados a transporte pesado, aviação, navegação. Não coloquei aqui, mas também transporte ferroviário. Recentemente o Benencio aprovou a concessão também com recursos do Fundo Clima, da aquisição de locomotivas híbridas, que usam etanol como combustível. Obrigado. Seguindo... Opa, mais uma aqui. Seguindo aqui mais na... na parte, vamos dizer assim, de uso dos biocombustíveis, já como já foi colocado aqui também, a gente acredita que o motor elétrico é o futuro das tecnologias veiculares, mas o Brasil, por dispor dessa capacidade de distribuição de combustíveis, que é um ativo do Brasil já de longa data, o Brasil, diferente de outros países, pode combinar o motor elétrico E aí dispensar toda a infraestrutura que as baterias requerem, desde infraestrutura de distribuição de energia, infraestrutura de eletropostos, os biocombustíveis, vamos dizer, permitem a eletrificação, vamos dizer assim, sem tomada, sem bateria, o que é uma vantagem que o Brasil deve aproveitar. E, para o futuro, tem desenvolvimento tecnológico de veículos de célula combustível, que podem ser baseados tanto no etanol, como no biometano e outros biocombustíveis. Então, o Brasil tem uma vantagem comparativa na questão da hibridização. razão pela qual você vê algumas montadoras anunciando centros de P&D, mandatos de subsidiárias para fazer P&D no Brasil ligadas à hibridização, casos da Volkswagen e da Toyota que anunciaram recentemente planos para investir nessas tecnologias e o Brasil vai ser referência. E outra rota que o Brasil pode seguir é o desenvolvimento de novos produtos, agregar valor a partir da biomassa. A gente sabe que o custo maior da produção agroindustrial está no campo, então, quanto melhor você aproveitar e mais valor você conseguir retirar dessa biomassa, melhor ou melhor a resiliência econômica da indústria. de produtos da química renovável, da sucroquímica, que podem ser produzidos a partir da biomassa brasileira. Então, também é uma outra fonte de... desenvolvimento importante que o BNDES apoia. Obrigado. Falo aqui um pouquinho da chamada pública do SAF e do combustíveis marítimos. Nós fizemos essa chamada, juntamente com a FINEP, e recebemos uma demanda muito superior ao que a gente imaginava, tanto para a SAF quanto para combustíveis marítimos, com pretensões de investimento grandiosas. Agora a gente está depurando para ver quais projetos a gente consegue apoiar. Alguns estão andando com mais rapidez, outros não. Tem questões ligadas, principalmente no SAF, definição ainda de modelo de comercialização, tributação, que ainda... Algumas decisões de investimento estão dependentes dessas decisões, mas a gente acredita que nós vamos ter em breve as primeiras unidades no Brasil. O que? E aí, finalmente, eu queria trazer aqui a publicação, até já deixei aqui uma com o... com o deputado Arnaldo Jardim, o... Em 2008, foi lançado o livro verde do etanol para a conferência de biocombustíveis, onde o Brasil tentou compilar as informações a respeito, principalmente da cana-de-açúcar, nessa perspectiva de levar para as negociações internacionais informações técnicas a respeito ao desempenho econômico, social e ambiental. Então, essa publicação foi atualizada para trazer os novos usos possíveis do etanol, as novas matérias-primas, como principalmente o milho, mas também o trigo. E a publicação está disponível por meio desse QR Code. Dá para baixar tanto a versão digital, mas também dá para solicitar uma cópia física da publicação. Está bom? Agradeço a todos. Ficou à disposição. Obrigado.
Deputado
Agradecemos a participação do Arthur. importantíssimo na questão dos financiamentos, imediatamente pelo Zoom, oferecemos a palavra ao Newton Ramatzu, superintendente da área de transição energética e infraestrutura da FINEP. A palavra à sua disposição. Na tela. Boa tarde.
Superintendente da Área de Transição Energética e Infraestrutura da FINEP - Financiadora de Estudos e Projetos - FINEP - Financiadora de Estudos e Projetos
a todos. Primeiramente, agradeço aqui os deputados Alcê Moreira, Arnaldo Jardim, pelo convite aqui no BFNEP para a participação. Cumprimento também todos aí que estão presentes. Infelizmente, tive um problema pessoal, não consegui estar presente, era totalmente meu desejo, mas na próxima vez certamente estarei. Bom, aproveitar, então... esse tempo para falar um pouquinho sobre o apoio da FINEP, um pouco dos temas também que a gente tem apoiado, o foco da FINEP é essencialmente nas atividades de P&D e inovação, a gente vê que essa agenda de inovação, ela tem crescido muito internacionalmente, acho que é cada vez mais reconhecido que o desenvolvimento dos países, o desenvolvimento da sociedade está totalmente relacionado com o desenvolvimento tecnológico, Então, quando a gente olha, internacionalmente, a gente vê uma retomada de políticas industriais, de políticas de inovação da fora. Esse dado da OCDE, por exemplo, ele mostra que só entre 2016 e 2022, que é o último ano disponível, o apoio público, o apoio governamental, atividades de P&D nas empresas cresceu mais de 46%, isso no intervalo de cinco anos. Então, cada vez mais... tecnológicas, países têm buscado colocar mais ênfase em apoiar as suas estruturas internas de desenvolvimento de tecnologia. A FINEP tem também observado um crescimento recente no apoio, graças a todo o suporte do Congresso também. Então, a gente teve recentemente a aprovação da lei complementar 177, de 2021, que proibiu o contingenciamento de recursos do FNDCT. O FNDCT é a principal fonte de financiamento à ciência e tecnologia no país, e graças a esse descontingenciamento, a gente tem observado um crescimento bastante significativo no apoio da FINEP. voltado a apoiar atividades, projetos, atividades, são os patamares que a gente apoiava anteriormente. É claro que ainda é muito pouco quando a gente compara com o mundo, mas é certamente uma retomada importante no financiamento público, a AP&D e a inovação aqui no país. Então, só nesse período de 2023 a 2025, a FINEP já... realizou contratações aqui de mais de R$ 45 bilhões em projetos de P&D e inovação, sejam projetos executados por empresas, por institutos de pesquisa, então é um grande crescimento em relação aos períodos anteriores, foram mais de 5.300 projetos de P&D apoiados só entre 2023 a 2025. Então a FINEP utiliza esse recurso da FNDCT para apoiar várias modalidades, sejam projetos mais de pesquisa básica em CTs, Então, recurso de subvenção econômica para projetos mais inovadores de empresas, recursos também para investimento e participação acionária, especialmente em startups, pequenas empresas e também recursos de crédito para empresas em todos os portos. Graças a gente tem Com essa retomada de recursos, a gente tem lançado também vários pacotes de chamadas de subvenção econômica. No último dia 6 de fevereiro, nós lançamos um pacote de várias chamadas, totalizando 3,3 bilhões em recursos não reembolsáveis, aqui para focados em empresas. Dentre essas chamadas, destaca-se, por exemplo, a chamada de transição energética, que tem um grande foco aqui também na questão dos biocombustíveis. Então, a chamada aberta, que está recebendo projetos, que está aí disponível para apoiar projetos bastante inovadores conversado aqui hoje, tá? Dentre outras chamadas também em vários outros temas, né? Essa chamada de transição energética, uma das linhas temáticas, por exemplo, lida com as questões de biomassa para biocombustíveis, outra das linhas temáticas, a linha 6, lida aqui com tecnologias de processos e componentes para a produção de combustíveis sustentáveis. Então são 500 milhões de reais disponíveis só nessa chamada, a chamada principal aqui, a maior chamada. que a gente está executando nesse momento são recursos não reembolsáveis. Uma outra chamada aberta de economia circular e estados sustentáveis Ela tem também alguns temas aqui de interesse do setor, exemplo do tema de químicos de renováveis, a gente sabe como que a grande tendência é o movimento de biorrefinarias, então a questão dos químicos também é um elemento importante, então também é uma chamada que pode apoiar aqui o setor. Ofertamos também recursos de crédito em condições bastante atrativas, associadas à TR, então os projetos mais inovadores, mais relevantes, eles conseguem melhores condições de financiamento, altamente inovadores e temos também fundos de investimento que têm investido em startups, pequenas empresas, médias empresas, a exemplo de um FIP de transenergética e descarbonização lançado aqui em parceria com a Petrobras e o BNDES, mas também um fundo de investimento em sustentabilidade e biodiversidade também recentemente lançado. O tema da transição energética e dos biocombustíveis é hoje um dos temas centrais do apoio aqui da FINEC, seguindo toda a questão da prioridade que o governo como um todo, o Congresso tem dado a esses temas. são em projetos diretamente relacionados a questões de trânsito energético, biocombustível, descarbonização, por exemplo, do setor de transportes. Então esse é hoje o tema central do nosso apoio. Aqui fica um pouco dos números da FINEP nesses temas em geral, desde tecnologias para geração nuclear, minerais estratégicos de trânsito energético, geração fotovoltaica, geração eólica, questão dos combustíveis, economia estricular, captura de carbono. também uma abertura dos temas que a gente está apoiando, especialmente na questão dos biocombustíveis. Então, só aqui nesse período de 2023 a 2025, a gente já contratou quase 1.2 bi nos temas de etanol, demais biocombustíveis, mais de 1 bilhão aqui em temáticas de biodiesel, mais de 800 milhões em temáticas aqui de biogás, 350 milhões em hidrogênio, o hidrogênio começa a ser um tema de bastante relevância aqui, armazenamento, uso e também já projetos na questão de SAF. Foram mais de 100 projetos contratados nessas temáticas. E aí são, como eu falei, centenas de projetos altamente inovadores, que a gente tem apoiado nesses temas. Eu vou aqui mencionar alguns deles. Todos os projetos que a gente apoia ficam na nossa página, são informações públicas. Mas, por exemplo, o projeto aqui da Cooper Campus, que é a primeira planta no mundo de produção de etanol a partir de milho e trigo, de maneira associada. no ano passado. A gente tem falado muito nessa questão da biotecnologia aqui para os biocombustíveis, então esse projeto da startup Apexime junto com a Unicamp, junto com o IPT, também para desenvolvimento são de etanol de segunda geração, a gente sabe que a questão das enzimas são... aqui para os biocombustíveis, e ter tecnologias próprias é crítico para isso. Um projeto aqui do CTC, a gente colocou recurso de crédito, recurso de subvenção, que traz toda uma mudança no paradigma técnico-científico econômico do plantio da cana, assim agora a partir de sementes sintéticas, então isso traz toda uma mudança aqui para esse setor. Um projeto, por exemplo, aqui da Casa dos Ventos, que busca viabilizar a GAVE para a produção de etanol no semiárido, Nordeste, hoje é uma região que se você não consegue produzir biocombustíveis em geral, então essa tecnologia pode possibilitar um grande crescimento da produção nessas áreas também, Um projeto aqui, por exemplo, da AFS, junto com várias ICTs aqui também, é a produção de emetanol. Então, captura-se o gás carbônico, usa-se o calor residual da produção de etanol para a produção do emetanol, que é um elemento que tem alta demanda, especialmente na região centro-oeste, para a produção de biodiesel. Então, você consegue produzir isso a partir dos resíduos, do que era um problema vir uma solução. produção de etanol, projetos em SAF, em várias rotas tecnológicas já, a produção de SAF a partir de biogás, produção de SAF a partir de tecnologia REFA, novas tecnologias aqui também para o segmento de biodiesel, novas tecnologias aqui para a produção de biogás, por exemplo, a primeira planta brasileira na produção de biometano a partir da vinhaça, produção de combustíveis sintéticos, combustíveis também a partir de microalgas, protótipos de biorrefinarias, esse projeto aqui também de hidrogênio, vários projetos, seja de armazenamento de energia para geração de eletricidade, de uma planta demonstrativa de produção de hidrogênio a partir do etanol. Então você consegue centralizar, diversificar bastante essa produção de hidrogênio em pequenas plantas, pequenas unidades, usando já a infraestrutura que o Brasil já tem. hidrogênio, eletrolizadores também aqui para produção de hidrogênio, projeto de BEX, né, de captura de carbono, né, a partir daqui da produção do etanol, né. projetos também que estão viabilizando o uso do etanol. Por exemplo, esse projeto da Marco Polo é muito interessante, que é um ônibus híbrido elétrico movido a etanol, então você não precisa ter, como o Arthur comentou, toda essa infraestrutura de recarga, você usa o etanol para a produção de eletricidade, uso de etanol aqui em motores para tratores, em motores do segmento de mineração. Então, como eu falei, são centenas, milhares de projetos que a gente tem apoiado nessas temáticas. A gente percebe quanto o Brasil tem uma condição de ser líder, tá? E a gente vai continuar esse esforço aqui de apoiar mais projetos para que a gente consiga efetivar essa posição. Muito obrigado. Obrigada.
Deputado
Obrigado, Nilton. Nós que agradecemos, parabenizamos a FINEP. Todo mundo ficou aqui, eu olhando, a Roberta aqui ao lado, cada um desses projetos, né? A diversidade, os locais, né, descentralizado por todas as regiões, fascinante, entusiasmante aí. Por favor, me ajudem aí. Com uma salva de palmas, agradecer ao Luciano, ao Arthur e ao nosso querido Nilton, que estão lá aqui. Muito obrigado. Nós vamos entrar agora na fase de encerramento. Nós começamos falando do desafio da rota... do mapa do caminho... papel dos biocombustíveis ouvimos aí a questão da inovação tecnológica, enfrentamos a discussão sobre... produção de alimentos, vimos agora... financiamento. E agora é um período muito nobre. Nós vamos ouvir as nossas entidades. Né? porque são pontos incomuns mas agora o olhar de cada entidade para ver como está incorporando isso e que nós queremos já, vou fazer uma provocação, A todos... metas. Com que metas nós podemos... nos preparar. O mapa do caminho que nós queremos produzir a rota do caminho... Ao final... não são só premissas Não é só... mas nós queremos fixar exatamente alvos a serem atingidos e temos receptividade grande aqui. Então nós vamos ouvir aqui... Algumas entidades, nós vamos ouvir, No primeiro, como são... No total são... 9 entidades Então nós vamos fazer um painel de quatro... depois quatro e um remoto, tá bem? E vai ser muito bom, acho que a gente está... bem dentro do horário aí, eu confesso que eu fiquei surpreendido. São 5 e 9, eu falei, nós vamos estourar, mas todos absolutamente... corretos e propositivos Agradeço mais uma vez. Último painel, etapa 1. Nós vamos ter a participação e convido imediatamente a sentar-se conosco, Dr. Luiz Viga, presidente do Conselho de Administração da BIV, Associação Brasileira da Indústria de Hidrogênio Verde. Por favor. Ele já veio com o prisma dele, fez muito bem, muito obrigado. Dr. Pedro Maranhão, diretor-presidente da ABREMA, Associação Brasileira de Resíduos e Meio Ambiente. Dr. Mário Campos, presidente da Bioenergia Brasil. Mário, por favor. E Dr. Roberto Ardengue, presidente do IPP, Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis. Por favor, ardengue. Você... Tá bom? Por favor, Mário Entendi. Obrigado. Não se quede, eu vou... Acho que vou... Dá pra tirar isso aqui, Roberto, botar ali? Não, acho que está bem. Está bem? Ok, tá bem. Então tá bom. Doutor Luiz Viga, por favor. Obrigada. E aí Obrigado. Obrigado. Obrigado. Obrigado. Obrigado.
Presidente da Associação Brasileira da Indústria do Hidrogênio Verde - ABIHV - Associação Brasileira da Indústria do Hidrogênio Verde - ABIHV
Boa tarde a todos. Muito obrigado, deputado Arnaldo Jardim, à comissão do biocombustível, por convidar aqui a... Associação Brasileira de Hidrogênio Verde. que tem uma... Uma afinidade enorme, na verdade, faz parte dessa nossa solução de transição energética. Fico muito feliz em escutar, deputado, e poder apoiar os biocombustíveis. E o hidrogênio verde, além de ser um irmão, além de ser consumidor, provavelmente fornecedor também, ele está engajado nesse portfólio de soluções que o Brasil tem para oferecer no mundo. Então, quando a gente olha aqui o biocombustível hidrogênio verde, eu digo que o hidrogênio verde é pop também, e está com agro aqui para a gente trabalhar nessas soluções. E Somos gostei muito também do que... O deputado falou anteriormente que somos parte de uma engrenagem. O biocombustível vai estar fornecendo para o marítimo, para a aviação, o hidrogênio verde vai estar junto nisso também, como consumidor. O CO2 biogênico aqui que se falou do ISAF, do imetanol, o hidrogênio verde pode ser um grande consumidor. O hidrogênio verde, enquanto minha apresentação não aparece, o hidrogênio verde pode ser um fornecedor também de fertilizantes. Hoje, os nossos fertilizantes nitrogenados, como vocês sabem muito bem, 90% são importados. importados de zonas em conflito. complexas Então, o hidrogênio verde... é uma promessa para o futuro, para fornecer fertilizantes a preços competitivos. Então, hoje, a gente tem dentro do portfólio da BIO, da Associação Brasileira da Indústria de Hidrogênio Verde, um projeto em Minas Gerais, tratando justamente de fertilizantes. É um projeto que está recebendo apoio, está dentro do PAC, está dentro de vários, do BIP, junto com o BNDES e o Ministério da Fazenda. que está recebendo vários incentivos e estruturações para poder ser viável e fornecer fertilizante aqui no Brasil, just in time. Quer dizer, você não precisa mais esperar ou ter um planejamento muito grande de fertilizante. Enquanto a apresentação não chega, eu vou falando. Imetanol, foi falado aqui do imetanol também. Temos um projeto em Pernambuco. Esses projetos, aliás, são projetos industriais de grande escala. A gente está falando de projetos de bilhões de reais de investimento. Se pegar assim no tamanho do Brasil, a gente tem uma carteira já de projetos com investimentos que chegam a impactar o PIB até 2030 em 200 bilhões de reais. com necessidade de energia elétrica, de renováveis... de 10 de eletrólise e 30 gigawatts, até de 30 gigawatts renováveis. Então, para você ter ideia, cada gigawatt renovável é um bilhão de dólares, mais ou menos, de investimento. Eu gostei muito aqui, quando falou da diferença do petróleo e do agronegócio, que isso daí leva... não só o desenvolvimento em várias regiões, como é o caso do hidrogênio também, em regiões não atendidas. Então, tem um desenvolvimento social quando a gente olha no hidrogênio verde, porque vem das renováveis. Então, você está falando de gente que antes capinava no interior do Nordeste, o que seja, e agora está trabalhando de carteira assinada em fazendas eólicas, solares, ou desenvolvimento de hidrogênio. aí já um pouquinho mais na parte industrial. E não é uma indústria extrativista. Às vezes a gente fala: "olha, o hidrogênio é basicamente... a gente está falando de matéria-prima e a gente não quer ser exportador de matéria-prima". Pelo contrário. O hidrogênio verde é uma refinaria verde. O processo é extremamente complexo para você separar a molécula da água. Envolve pelo menos sete a oito estruturas. tanques de armazenagem de dupla parede, a própria eletrólise, é planta de amônia também para poder fazer os nitrogenados e depois fertilizantes. São... tubulações, compressores, equipamentos de alta tecnologia, que são desenvolvidos, muitos deles aqui no Brasil também. Então, a gente já tem uma cadeia para isso, além da cadeia da renovável. Ainda não chegou a apresentação aí, não. Chegou agora. Tá bom. Pronto, posso mudar? Perfeito. Bom, então já falei um pouco da nossa missão, que é desenvolver o hidrogênio verde aqui no Brasil. Então a gente trabalhou muito com o deputado Arnaldo Jardim, que foi o grande, eu diria o ímpar, para ajudar no desenvolvimento do PHBC. a força dele, que todos conhecem, e a maneira de congregar e conseguir soluções que são possíveis Aliás, o possível do Brasil foi muito bom, isso nos ajudou a ter uma lei do hidrogênio hoje, que são poucas no mundo. que dos... permite a desenvolver essa indústria que chega a ter previsões de alguns R$ 7 trilhões de impacto no PIB até 2050, se a gente tiver 4% do market share projetado. Obrigado. Passa aqui. interessante da associação é que a gente representa toda a cadeia. um pouco como vocês falaram dos biocombustíveis. A gente tem desde lá do produtor do equipamento, então a gente viu aqui na FINEP mostrando equipamentos, eletrolizadores, até o ao produtor de energia renovável eólica, solar, o do equipamento desenvolvedor do projeto, E também... dos consumidores Então, você vê aqui empresas como a Vale, como a... a Arcelomital, a Iara de fertilizantes, grandes empresas que estão interessadas nesse tipo de produto. Então, a gente está falando de uma cadeia completa de reindustrialização do Brasil. Voltando ao assunto de matéria-prima, quando a gente vê isso aqui, mostra que é reindustrialização. Não é simplesmente a gente pegar a matéria-prima do chão e ser extrativista. Eu não tenho aqui a quantidade de empregos gerados e me surpreendeu muito a quantidade de emprego. 30 vezes em comparação ao fóssil, eu não tenho esse número, mas é também... uma indústria por ter todo esse supply chain bastante intensiva em mão de obra. E onde esse hidrogênio pode ser utilizado? Esse hidrogênio pode ser utilizado de várias maneiras... Como fertilizantes, a gente falou no fertilizante nitrogenado, que hoje não é competitivo aqui no Brasil. Por quê? Porque o gás natural custa 14 dólares o milhão do BTU, versus 2, 3 dólares na Ucrânia ou que seja da Rússia. Então, não conseguimos fazer o fertilizante aqui. O hidrogênio, apesar dele hoje ainda não chegar à paridade do 2 dólares ou 3 dólares, ele já é mais barato que o 14. E a intenção induzindo essa indústria é que ele chegue nessa paridade em alguns anos. Então temos o imetanol, que aí entra o CO2 biogênico de novo, essa sinergia com o agro. transporte pesado também pode ser usado hidrogênio, vetor energético, logística, química e combustíveis do futuro. A gente falou do ISAF aqui. Quantos minutos? Ah, tá. Bom, quais são os três principais produtos aqui, principalmente olhando o Brasil? É o aço. O hidrogênio pode descarbonizar a indústria de aço, e na verdade você pode fazer o minério de ferro verde aqui. Hoje a gente manda esse minério de ferro para o exterior para fazer beneficiamento. fertilizantes como eu falei e combustíveis variados. Interessante, isso daqui, um slide mostrou anteriormente, falando sobre a parceria público-privada. Se não existir uma parceria pública ou privada, essa indústria não acontece. Por quê? Porque o preço hoje não permite isso. Você tem que induzir, como foi o caso do etanol, você tem que induzir demanda para você conseguir escala e ir diminuindo valores. Mas aqui tem uma notícia interessante. Aqui é o mapa da Europa, que é um dos maiores consumidores desse hidrogênio verde. O de imetanol, de ISAF e tudo. E aqui é sobre a legislação. Quem está em verde é quem está já com a legislação pronta para ter mandatos para absorver esse hidrogênio verde ou os combustíveis. Quintal e Quintal Amarelo, são quem está... no caminho ainda. e em vermelho ainda não começou. O interessante disso aqui é que mesmo com os problemas geopolíticos no mundo, Com todos os atrasos que a gente está sofrendo de atraso, Hoje se fala menos de transição energética do que se falava antes, por causa de guerras, tarifas, uma série de motivos que todos conhecemos. Os países de maior interesse, que representam 90% da nossa demanda, estão em verde ou em amarelo. Então, o que significa que as maiores economias estão realmente fazendo o trabalho delas. E por isso que é tão importante, deputado Arnaldo, o seu trabalho, e o seu trabalho futuro, e o trabalho também do do embaixador Corrêa do Lago, que é a gente tem que transformar isso aqui em amarelo e verde. Mas não é que está parado, é que o mundo agora tem outras questões que está lidando também. E o que está acontecendo na indústria de hidrogênio verde particularmente, é que a gente está tendo um atraso nas tomadas de decisão de investimento, porque os projetos estão chegando, ficando prontos, mas você ainda não tem a demanda finalizada. A boa notícia é, mesmo com esse mundo louco que a gente está vivendo, isso daqui está andando. Então, isso aqui mostra esse slide, mostra isso. Vou passar um pouco mais rápido. De novo, reforçando. imetanol ou metanol, como queiram chamar, Tem 267 navios encomendados, deputado. E para o grupo aqui, então, quando a gente está falando daquela questão da demanda, tem 267 navios encomendados para serem produzidos aí nos próximos anos, que vão poder funcionar também a metanol e metanol. Novamente, agora no SAF. Isso daqui são políticas de combustível de aviação no mundo inteiro. está cada um com a sua percentual, começando a adoção. Aqui no Brasil, a gente tem o combustível do futuro de novo, o deputado Arnaldo Jardim, que começa a ser demanda já pelo nosso combustível. Mas mostra que não é só a gente, é o mundo inteiro fazendo isso. E isso daqui, então, quando a gente olha para o Brasil, a gente olha para o futuro, a gente tem que planejar para o futuro. Isso daqui é onde vai garantir a demanda e todo esse trabalho que a gente está fazendo. E aí eu estou falando não só de hidrogênio verde, mas de biocombustível e hidrogênio verde. Então mostra que, aliás, o ISAF só se faz com CO2 biogênico. Né? Então, a gente precisa aqui do agro, aqui, para poder, ou dos biocombustíveis, a gente está juntos, somos irmãos, e por isso que o deputado Arnaldo Jardim foi tão... habilidoso, em colocar, não, não é só biocombustíveis, porque a gente está aparecendo em várias apresentações ali, está falando do hidrogênio, e é o hidrogênio verde que é uma grande fortaleza do Brasil. Bom, aqui é um pouquinho, eu já falei, são os projetos, então a gente está falando de 200 bi nos próximos anos. Não vou me alongar mais nisso, porque já acabou meu tempo. E aqui tem uma lista de projetos, vocês têm essa apresentação. Então, um projeto de até 2030, os projetos que estão sendo estudados, que estão em fase de... análise de viabilidade para chegar em decisão de investimento. O grande desafio aqui é chegar a ter o mandato lá na Europa. para esses projetos se consolidarem. Eles estão chegando num ponto de maturidade que eles agora estão tendo dificuldade até aquilo se formar. Está tudo verde, porque ali vai te dar a demanda de longo prazo. Esses projetos, diferente de talvez do biocombustível, eles só se financiam, só são viáveis com contratos de longo prazo. Eles não competem hoje, nem podem competir, não são financiáveis. com preço esporte ou de commodities. Você tem que ter um mandato com um contrato de 10 a 15 anos para você financiar eles e viabilizar. Bom, aqui é um pouco das leis. Contribuição do mapa do caminho. Então, é... Brasil possui esse amplo portfólio de biocombustíveis e hidrogênio verde para competir com qualquer um no mundo, para liderar essa indústria, o hidrogênio verde pode atender demanda local e internacional porque a gente tem escala para fazer isso né? E o Brasil pode se tornar, como a gente foi mostrado aqui, biocombustível e hidrogênio verde, o maior produtor do mundo, levando para a gente o desenvolvimento... eu acho que histórico, aqui nesse momento, olhando para o futuro do mundo. Bom, muito obrigado. Aplausos.
Deputado
Muito obrigado, meu querido Viga. Desculpe... A confusão no início aí da sua apresentação, e muito importante, muito consistente, como sempre falamos, Pode ser você, Mariel? Mário Campos, Bioenergia Brasil, por favor. O que é isso? Pronto, de boa.
Presidente da Bioenergia Brasil - Bioenergia Brasil
A todos, eu queria primeiramente agradecer e parabenizar a deputada Arnaldo Jardim. por esse esforço que ele tem feito... de fazer esse momento de coalizão. reunindo não só aqui nesse espaço, aqui hoje na Câmara, mas também no café da manhã que nós tivemos, algumas semanas atrás, e os próximos eventos, para a gente direcionar esse importante tema. Aqui o objetivo é trazer, como você colocou, Arnaldo, a questão das metas, que estão extremamente importantes. do lado do etanol, pensando no que a gente pode fazer como meta e como proposta para os próximos passos. Então, ficou muito claro aqui para nós que nós estamos falando de dois mapas do caminho, o internacional e o nacional. Então, o nosso embaixador colocou isso para nós, que a gente tem essas duas camadas, que são camadas diferentes. Então, primeiro, vamos falar aqui do nacional. Nós construímos nos últimos anos, e essa casa teve um papel extremamente importante, um arcarboso legal que nos coloca justamente na vanguarda e como protagonista desse processo para mostrar não só para o brasileiro, mas para o cidadão de qualquer país do mundo, qualquer governo do mundo. Alguém comentou, acho que foi o professor Gonçalo, que está recebendo a delegação mexicana lá na Unicamp. Essa delegação teve aqui segunda-feira, em Brasília, no Ministério de Minas e Energia, pegar subsídios. O México é um dos países que não faz mistura de etanol, por exemplo, dentro da sua gasolina, pegar esse subsídio da nossa legislação. Então, nós construímos ao longo dos últimos anos um arcabouço muito importante. E eu acho que a gente acertou muito. Nós fizemos, ano passado, 50 anos do Proalco, a adotar mandatos no Brasil. É muito importante esse processo. Foi um aprendizado grande. Lembrando que você tem duas formas de inserir mandatos e autorizações. São duas formas diferentes. Então, mandatos são muito importantes. E está direcionado. No caso do etanol, você tem ali no combustível do futuro, um blend possível até 35%. É... E nós temos outras questões já direcionadas, como o SAF, como o biometano, com o próprio CCS... Tudo por trás, nós temos o RenovaBio, que foi uma construção extremamente importante, que vai trabalhar principalmente a reputação do nosso produto, para a gente sair de toda a discussão relacionada ao desmatamento, que tanto nos prejudica. aqui no Brasil e no mundo. Então, a gente tem no RenovaBio, por isso que a gente lutou muito, foi falado aqui sobre a questão da judicialização desses mercados de carbono, e o RenovaBio passou por isso, a gente lutou muito nos últimos anos para reconquistar esse espaço dentro do programa, não só no STJ, mas também no STF. O RenovaBio foi considerado constitucional. Então, ou seja, foi uma vitória muito grande nesse processo, hoje mesmo nós fizemos um grande trabalho aqui justamente para defender o RenovaBio aqui dentro dessa casa hoje na parte da manhã eu acho que Em termos de financiamento, é claro, a gente vive num país com dificuldade muito grande, porque nós temos taxas de juros absurdas, mas dentro dessa discussão a gente tem incentivos como o Fundo Um Clima, que é muito importante, que dá um direcionamento interessante. Eu fiquei muito impressionado aqui com a apresentação da FINEP também, porque pesquisa e desenvolvimento é muito importante para todos nós, vai nos nortear no... presente e no futuro, em todas essas questões, para a gente se preparar também. Tem as opções do marítimo, que ainda não tem uma política pública aqui, que pode ser um próximo passo, que a gente pode endereçar aqui no Brasil. não deu tempo no combustível no futuro, nem falávamos desse assunto na época. Então, de fato, a gente pode colocar. Afinal de contas, como o Luciano Rodrigues da Única colocou, nós estamos falando da agroenergia, que representa 30% da nossa matriz energética brasileira e 60% do conteúdo renovável nessa nossa matriz energética. E para esse mapa do caminho brasileiro, deputado Arnaldo, Eu acho que o mais importante é que você vai encontrar entre as entidades... Uma união muito forte. Eu acho que, nos últimos anos, a gente nunca ficou tão unido na construção desse marco legal. Pela primeira vez, talvez, na história, a gente conseguiu alinhar produtores... de cana, produtores de biocombustíveis, produtores de matéria-prima, com produtores de automóveis, com distribuidores de combustíveis, com toda a cadeia, governo, parlamento, na construção disso tudo. Então, a gente tem hoje uma coalizão muito bem formada que hoje está sendo estendida aqui para o parlamento e sob sua liderança. Então, é muito importante esse processo. E o conceito do mapa do caminho trazido aqui pelo embaixador é muito importante para que a gente faça uma reflexão. Uma transição para longe dos combustíveis fósseis de forma justa, equitativa e equilibrada. Então, essa talvez seja a nossa meta, da gente enquadrar tudo o que a gente já faz dentro desse processo. Bom, falta o internacional. É o internacional um desafio muito grande. Eu confesso para vocês... que dentro dessa nossa estrutura, nos últimos anos, muita coisa já foi feita. Vou dar um exemplo para vocês. Quando... o setor viu a dificuldade do mercado do açúcar, trabalhamos muito com o governo indiano. O embaixador André estava lá, inclusive, naquele momento, para que um país que tenha um potencial também agrícola muito forte e que já produzia cana, pudesse também diversificar para a utilização de biocombustível. Hoje, o governo indiano e a Índia já misturam 20% de etanol na sua gasolina. É um dos exemplos que a gente tem e nós temos tantos outros. Estados Unidos, que, obviamente, briga por espaço no mercado internacional de etanol, briga pelo espaço do nosso mercado interno, que é o maior mercado interno proporcional do mundo, não em volume, mas é proporcional do mundo, também fez o seu dever de casa. Então, nós temos um potencial muito grande. Agora, nunca foi feito... um esforço direcionado sobre um aspecto importantíssimo que nós vamos viver agora em 2026. Pela primeira vez nos últimos anos, nós vamos conviver com uma oferta extremamente maior do que a demanda que a gente já viu para etanol no Brasil. Nós já tivemos desenquadramento entre oferta e demanda no passado, mas não do tamanho que nós vamos ter agora em 2026. um desafio muito grande, enquadra com o seu objetivo aqui, deputado, de a gente realmente conseguir inserir o país como um grande fornecedor dessa solução fantástica que nós criamos aqui no Brasil. E é claro que, quando a gente está falando sobre isso, a gente precisa, primeiro, ter muita inteligência, estratégia, para direcionar para onde a gente tem oportunidades, mesmo do produto, porque o que nós trabalhamos e desenvolvemos aqui no Brasil foi uma capacidade de resposta de oferta extraordinária. Daqui a pouco o Guilherme vai falar, mas em menos de 10 anos tiraram uma indústria... do chão, do zero. Do zero no Brasil, criaram uma grande indústria de produção de etanol de grãos aqui no país. Em menos de 10 anos. No ano passado, 10 bilhões de litros já de produção, com potencial de crescimento grande. E, obviamente, nós temos que enquadrar todo esse volume dentro da nossa capacidade de mercado interno, e aqui o Arden que está aqui, do IBP, É muito importante, a gente é um grande produtor de petróleo, é um grande produtor de derivados. A maior empresa do país é do setor de petróleo e gás. Então, essa transição precisa ser, como diz o embaixador, justa, equitativa. E... equilibrada. Então, a gente tem que conviver durante muito tempo com esse processo, de forma que a gente consiga chegar lá no final com o objetivo que o mapa do caminho coloca. Então, por fim, para finalizar, e agradecendo novamente o convite, esse direcionamento é muito importante, nós vamos participar, contribuindo, com esse processo, pensando no mapa do caminho aqui no Brasil e fora também do nosso território. Obrigado. Obrigado. Muito obrigado Mário
Deputado
. The point is exemplar, right? The Mário is exactly right. Thank you, Mário. Consistente, propositivo, thank you. Let's listen to our Dr. Roberto Ardengue. Ardengue, please. Thank you.
Presidente do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis - IBP - Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis - IBP
Deputado, eu queria me colocar junto, talvez com grande parte dessa plateia aqui, que são as As carpideiras... que estão aqui lamentando a sua saída da vida política, não da vida política, mas a saída do Congresso Nacional no final desse mandato. Queria dizer ao senhor que todos nós estamos muito tristes, entendemos a sua motivação, mas o Congresso perderá um grande parlamentar. E eu quero me juntar aqui, certamente, à maioria do senhor, se não a unanimidade aqui, ao lamentar esse momento, mas que lhe desejar muito sucesso no seu futuro desafio profissional. Convites e desafios não lhe faltarão, certamente, porque o senhor tem uma trajetória parlamentar exemplar. e tem sido uma pessoa... que ao promover, por exemplo, esse debate aqui, teve a preocupação de trazer todas as entidades mais representativas e todos os diversos segmentos. E aí eu começo, deputado, talvez fazendo aqui uma digressão histórica, porque alguns de vocês devem estar pensando que diabos está fazendo aqui o presidente do Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás, e biocombustíveis nessa discussão. Hoje em dia, a gente vive muito aquele regime, aquela realidade do TikTok, com aquelas informações curtinhas de 30 segundos, 2, 3 minutos. Tudo é muito rápido, tudo é muito... E eu queria me permitir aqui uma pequena digressão histórica, de uma pessoa que tem já uma idade bastante avançada e que acompanha esse setor há muitos anos. O setor de combustíveis no Brasil, o setor de produção de petróleo, o setor de refino, se desenvolveu junto com o Brasil e hoje já atingimos, como o Mário falou, somos hoje o nono maior exportador de petróleo do mundo, temos um parque de refino gigantesco, temos um mercado gigantesco em todos os setores. para mostrar para os senhores, hoje, de gasolina, nós transportamos para todos os rincões do Brasil 46 bilhões de litros de gasolina. Nós transportamos e oferecemos em todos os rincões do Brasil, a todos os postos de gasolina, a todos os consumidores, 69,4 bilhões de litros de diesel. na qual 15% de biodiesel. A gasolina, temos 11,88 bilhões de litros de álcool anidro, na proporção de 27% de mistura. Só de etanol, etanol, portanto, hidratado, nós transportamos, pegamos dos produtores e levamos até os confins do Brasil, 21,2 bilhões de litros de etanol. Isso começou nos anos 70, com o Proálcool. Naquele momento, aquele produto começou a ser oferecido naquela emergência energética que o Brasil teve. Lembra aí dos carros a álcool, que no início eram bastante precários. Eu que sou gaúcho, lá no Rio Grande do Sul, durante o inverno, era uma batalha ligar um carro a álcool para poder ir para a faculdade, poder levar os filhos na escola. a tecnologia avançou tremendamente e o setor avançou tremendamente. E esse setor, deputado, ele tem a nossa gênese, ou seja, nós continuamos comprando o etanol dos produtores, comprando o biodiesel dos produtores, especificando de acordo com as regras da ANP e entregando esses bilhões de litros a todos os produtores. os consumidores aos postos de gasolina, aos 180 mil pontos de venda no Brasil inteiro. Isso é uma enorme responsabilidade. E é um enorme desafio também, porque nós, que somos esses agentes logísticos desse produto, desses produtos, que tão bem fazem, que têm, felizmente, uma excelente qualidade, nós reconhecemos isso, nós temos também a preocupação do consumidor. E o consumidor está sempre no nosso ouvido, fazendo comentários, dizendo coisas, demonstrando preocupações. Então, a questão da qualidade, a questão do preço competitivo, é muito importante e acho que tem que ser também objeto dessa discussão aqui. O consumidor tem que estar sentado. nessas cadeiras, junto com todos vocês, porque ele é o destinatário final dessa política... tão bem sucedida e que nós fomos com muito orgulho parceiros e vamos continuar trabalhando juntos. Então, eu acho que nós temos que refutar esse clima de, muitas vezes, de confrontação. Não há oposição, como o Mário falou aqui. Eu acho que nós acreditamos muito na convivência entre as diversas fontes de energia, mas nós temos essa preocupação. Preocupação, primeiro, com a qualidade, então, esse é um tema importante. A preocupação com a questão do preço, como é que isso vai chegar ao consumidor, a que preço nós vamos entregar esse produto final, e esse preço tem que ser um preço razoável, um preço que o consumidor... tem a capacidade de pagar, eu estou falando aqui do caminhoneiro, estou falando do dono de uma frota de ônibus, estou falando do motorista de aplicativo, que estão ali na ponta, fazendo e trabalhando pelo Brasil, pelo desenvolvimento da nossa sociedade. Então, por exemplo, coisas como não permitir a importação de biodiesel, não nos parece decisões acertadas nem do ponto de vista econômico e nem do ponto de vista técnico. Porque se o Brasil está abastecido de biodiesel, se nós temos um bom produto, se esse produto tem boa qualidade, se ele chega ao consumidor, Não há nenhum problema de nós permitirmos a importação de biodiesel. Como assim nós permitirmos a importação de diesel, de gasolina, de petróleo? O Brasil é exportador de petróleo e importador de petróleo. Nós somos exportadores de soja e importadores de soja. Compramos da Argentina, do Paraguai, a soja, muitas vezes. Importamos carne do Uruguai, da Argentina, da Austrália, muitas vezes você vai no mercado. Não é porque nós somos grandes exportadores e produtores que também não podemos ser importadores desse produto. Nós permitimos a importação, nós permitimos também que o mercado externo se comunique com o mercado interno. e que os preços tenham uma certa conexão de moda que a gente possa garantir que o produto... produzido e vendido no mercado brasileiro, ele esteja referenciado ao seu competidor internacional. A outra coisa que nós defendemos lá no IBP e as nossas empresas é, nós temos que ser agnósticos em termos de tecnologia. Não há nenhum sentido, por exemplo, que não se permita a entrada de novas tecnologias para a produção de biodiesel. Então, eu falo aqui do HVO, eu falo aqui do coprocessado, eu falo de outras rotas tecnológicas que estão aí disponíveis e que existem e que tem que tentar, ser testadas dentro do mercado brasileiro. Se elas são caras, baratas, se elas poderão atingir ou não o mercado do consumidor, desde que a gente consiga produzir um diesel de origem vegetal que atenda às especificações da NP, nós temos que deixar isso, nós temos que ser agnósticos em termos de tecnologia. O biodiesel da transesterificação cumpre e cumprirá um papel importantíssimo dentro da matriz energética dos biocombustíveis brasileiros. Mas ele não pode ser a única fonte de tecnologia, já que existem mais de 37 maneiras de se produzir, biodiesel conforme especificado nos livros de química. Então, por exemplo, transformar nossas refinarias em biorefinarias é uma tendência. Então, eu tenho dentro do IBP os principais refinadores brasileiros. produzindo lá hoje, basicamente... produtos de origem fóssil a partir do petróleo, do petróleo de origem mineral. Mas nada impede, e nós temos projetos, a Petrobras, a Acelen e outros refinadores já anunciaram publicamente intenções de se transformar uma parte do seu parque de refino em parque de biorefino. Isso é muito bom para a economia brasileira, é muito bom para o consumidor brasileiro, e nós temos que fazer com que a regulação acompanhe essa Essa tendência. Outra coisa que defendemos é a questão de que, se houver o objetivo, que é um objetivo perfeitamente possível, e nós apoiamos isso no sentido de aumentar a mistura tanto do etanol na gasolina quanto do biodiesel no diesel, que isso seja acompanhado previamente de rigorosos testes de qualidade. entregaremos ao consumidor final esse produto, continuará sendo um produto que seja... de boa qualidade para o consumidor, senão esse consumidor vai voltar para mim e vai dizer, esse produto que você passou a me entregar, ele não atende a minha necessidade, ele está me causando problema com o motor, e isso nós não podemos deixar acontecer. É uma responsabilidade pública que nós temos no sentido de manter a alta qualidade dos combustíveis, inclusive os combustíveis que têm essa mistura dos biocombustíveis. das fontes, 80% hoje da energia primária do mundo são combustíveis, vem dos combustíveis fósseis, isso vai mudar ao longo do tempo. O embaixador André Coelho do Lago mencionou isso aqui, o mapa do caminho, eu acho que é essa iniciativa que a V. Exª toma aqui, no sentido de colocar também o Congresso Nacional nesse debate, muito importante. Nós acreditamos também que as soluções de descarbonização, de eficiência energética, apenas uma solução, nós temos que imaginar uma solução um processo complexo e integrado, onde, por exemplo, a redução das emissões de CO2 onde a maior eficiência energética dos motores tem que ser contemplada, e isso que vai fazer com que a gente tenha... fortaleza nesse processo de do mapa do caminho e de transição energética. Eu estava lendo aqui uma matéria hoje de manhã... O Texas, que é um estado gigantesco nos Estados Unidos, hoje... produz 86 GW de energia elétrica, vai passar daqui a 10 anos a produzir 258. em 10 anos. E quando você vê lá... o que eles estão imaginando, eles estão propondo esse aumento na quantidade de energia elétrica usando várias fontes, inclusive fontes como é o caso do gás natural, ou seja, Agnost... são agnósticos no sentido... da tecnologia, porque eles sabem que vai aumentar muito a demanda. Então, o mapa, nós temos que ter, deputado, o mapa do caminho possível, o mapa do caminho que tem relação com a realidade brasileira. Eu encerro, deputado, só pedindo ao senhor que... deixe registrado nos anais dessa sessão. o nosso documento, nós preparamos durante a COP30, um documento exatamente sobre tecnologias, Tecnologias para descarbonização, tecnologias para produção de biocombustíveis... que eu acho que reflete bem... O que eu mencionei aqui, queria deixar formalmente ao senhor. para que seja o cara que conste aí dos anais dessa sessão. Muito obrigado. Muito obrigado
Deputado
تو دو تو ہو بیٹا ہے دیں گرگر که موسیقی اسے دوکمہ تاکمہ تاکمہ تاکمہ توانیکسان تبین اس بولتیم دار دوی بیپ اورایی کنید کنید کنید o nosso site, o nosso espaço aqui, muito obrigado por sua presença e participação. Encerrando essa primeira rodada aqui, ouvir com muita alegria também o nosso Pedro Maranhão, diretor-presidente da Abrema.
Diretor da Associação Brasileira de Resíduos e Meio Ambiente - ABREMA - Associação Brasileira de Resíduos e Meio Ambiente - ABREMA
Deputado, obrigado pelo convite. E... a reforçar aqui, mas é como eu digo, na minha terra... É chover numa olhada, elogiar o deputado Arnaldo Jardim, porque a unanimidade realmente, não só agora como deputado federal, mas também foi como deputado estadual em São Paulo. oportunidade de acompanhar. Então, é uma pena muito grande para o Parlamento, para o Brasil. É uma perda muito grande para o Parlamento, para o Brasil, o deputado não querer mais voltar a ser... legislador, deputado, mas vai continuar ajudando todos nós com a sua competência, sua experiência, sua sabedoria e seu principalmente... Isso que ele faz aqui, esse poder de articulação que ele sempre fez, desde a época de estudante. lá na Poli, e eu conheço um pouquinho depois, nós nos conhecemos desde 82, denunciando nossas idades aqui, que estamos juntos. Eu vou falar muito rápido aqui, eu sou do setor de resíduos sólidos, vou fugir um pouco aqui da discussão, mas vou falar de biocombustível, vou falar de biometano e daquilo que a gente propôs e fizemos nossa apresentação na COP30, onde nós propomos na COP30 apresentar alguma coisa, aquilo que se propõe na COP30, questão da implementação, de sair do papel e na prática. E nós apresentamos o projeto, eles aceitaram, e nós fizemos um grande evento, também liderado pelo deputado Arnaldo Jardim, que nos ajudou, junto com o Ministério da Cidade, Ministério... do meio ambiente, onde nós apresentamos o seguinte: vamos fazer a descarbonização, a descarbonização. Qual projeto vocês apresentamos? Está aqui. Os ateus sanitários nas regiões metropolitanas do Brasil, os maiores ateus nossos ficam nas regiões metropolitanas, onde nós vamos fazer biometano e o prefeito vai se comprometer em renovar sua frota, sair do combustível fósforo para o combustível renovável. Eles fecharam, toparam, fizemos. Foi um grande evento, eu até hoje acho, um dos eventos principais que teve na COP30, diretamente ligado à descarbonização. Teve 200 mil eventos importantes, mas na descarbonização, como a gente diz, na veia... Foi isso. porque nós estávamos fazendo e continuamos fazendo. Ontem mesmo, nós tivemos uma reunião, liderada pelo deputado também, com o ministro Alexandre Silveira, discutindo a implementação do combustível do futuro, aquele 10% que era teórica... a gente falava 1% por mês, que na análise deles, eles tinham feito sem os parâmetros certos, eles estavam defasados, porque eles queriam que a gente implementasse 0,25% esse ano. Nós conseguimos antes, graças ao deputado e a sensibilidade dos técnicos, do Renato, do Marlon, e principalmente do ministro Alexandre Silveira, que nós temos capacidade já esse ano de implementar 0,5%. fóssil vai ser substituído do gás fóssil, vai ser substituído pelo Cássio Renovável. Isso foi uma grande vitória para o nosso setor e o compromisso de, em setembro, a gente fazer uma nova IR, fazer no futuro, para poder dar segurança jurídica e dar segurança para os investidores. Eles saberem que podem investir, porque em 2027, em 2028, em 2029, eles sabem exatamente o mercado e quanto vai vender. Então, isso é muito importante. Isso nós fizemos, falamos com o embaixador Coimbra, E esse processo continuou, de falar com o prefeito, de prefeito se comprometer. Lá no dia, o prefeito de Porto Alegre, o prefeito de Salvador, o prefeito dos Guararapes, o prefeito de Campinas chegou a atrasar, disse mais, eu assino, o prefeito de Joinville, todos se comprometendo a renovar a sua frota. Isso é descarbonização direta, que nós estamos conseguindo fazer, e foi um grande avanço, graças a quê? Graças ao combustível do futuro. a visibilidade, essa sensibilidade que o deputado Arnaldo Jardim teve, de propor o combustível do futuro. O Ministério de Minas e Energia apoiou, está fazendo a regulamentação ainda, continua a regulamentação. E a gente fica muito contente de nós podermos, o nosso setor, que era um setor... O lixo a gente nunca imaginava, não se discutia. O lixo nunca estava na pauta, porque ninguém nunca se preocupava. Põe um lixo na porta, não quer saber o que acontece com ele. E hoje ele está nessa discussão. Eu tenho muito problema. Eu costumo falar que eu começo meu dia na época medieval e termino no século XXI, que é o caso aqui. Eu começo falando de encerramento de lixão, que é uma coisa medieval, e termino discutindo aqui SAF, hidrogênio verde, biogás, biometano, CDR. isso é muito importante dentro da nossa cadeia. Estão avançando muito. A partir do combustível do futuro, é impressionante o que os empresários, os empreendedores, estão fazendo essa transição. Até saindo da energia elétrica, do biogás para a energia elétrica, para o biometano. Então, isso foi muito, muito, satisfação, uma satisfação muito grande ter isso. E o embaixador entendeu isso. E queremos levar esse projeto, mostrar o resultado desse projeto, que é o resultado da COP30 para a COP31. com o embaixador Corrembra sobre isso, de levar essa proposta e a gente avançar mais nos prefeitos. Não só... para a questão dos caminhões de coleta de lixo, de varrição de tudo, mas também para o transporte coletivo. Já em São Paulo, Em 2027 não terá mais nenhum caminhão de coleta de lixo em São Paulo que não seja com biometano. O prefeito já se comprometeu, os empresários já estão investindo, tanto em Caeiras como no outro aterro lá, tanto a Loga como a EcoUrbis, já investindo nessa questão do biometano na cidade de São Paulo. Em Fortaleza, 25% do gás que corre nos dutos da Cegaz, já é originário de um aterro sanitário de biometano. Então, isso é muito importante. Isso a gente está avançando e isso vai para o mapa, que nós vamos entregar também para o embaixador no dia 9. vai para o mapa. Agora, toda essa geração de biometano gera outra coisa também, que se chama secreticarbono. Então, nós temos que também começar a discutir o ponto, sei lá, do acordo de Paris. Vamos fazer o quê? Hoje nós temos uma infinidade de crédito de carbono. Não podemos vender, porque nós estamos no mercado voluntário, mas a gente queria fazer os acordos bilaterais e vender porque os países estão nos procurando. que eles acham, me desculpe o pessoal da floresta e do ar, que o nosso crédito de carbono tem mais integridade. Por quê? Porque é mais fácil fiscalizar, botar um drone ali, ver se o aterro está funcionando, se tem as usinas, se estão. Então, fica muito mais fácil para eles. Eles têm medo dos escândalos que, de vez em quando, estão aparecendo. Eu já vi agora o Banco Master, com não sei quantos bilhões de hectares de terra, gerando crédito de carbono. Mas ainda a gente não está conseguindo, estamos trabalhando. porque para nós fazer acordos bilaterais... fazer os acordos bilaterais, a gente vai mexer na nossa NDC... Hoje, se nós temos uma meta, não sei se é de 30%, se eu vender para a Suíça, a Suíça, no balanço dela, diminui lá, o Japão, que estão interessados, Suíça, Japão, África do Sul, Suécia, Singapura, todos têm nos procurado, a nossa vai aumentar, é óbvio. Então, a gente está em 30%, vai para 32%. Só que a gente propôs para o governo pegar uma parte desse dinheiro e fazer o quê? Encerrar lixões. Nós temos 3 mil lixões no nosso país. Então, a partir do momento que nós aumentamos a nossa NDC, tudo bem, mas eu começo a encerrar lixões, eu começo a diminuir a emissão, eu de 32 venho para 28. ou 27, e ainda ganham, entra um bom dinheiro no país e ainda encerram os lixões. Mas ainda não conseguimos, estamos trabalhando, estamos discutindo com o governo isso, a questão da NDC para eles é um negócio quase meio sagrado, se não com a NDC eles ficam tudo assustados, mas nós estamos avançando nisso. E eu estou muito otimista com esse trabalho e esse trabalho do biometano, de avançar não só para os caminhões de coleta de lixo, mas avançar agora no transporte coletivo, que muitos prefeitos estão se comprometendo. Nós vamos fazer um evento agora, talvez, com o prefeito de Recife, de Campinas. de... De Porto Alegre já fizemos, de Ribeirão Preto e mais outros prefeitos que estão se comprometendo a renovar sua frota. Eu estou aqui, vou encerrar, porque... seguir aqui a orientação do deputado, para a gente ainda ter mais quatro pessoas para falar, e agradecer, e mais uma vez, parabenizar pelo trabalho, por esse debate, esse seminário, que foi muito enriquecedor para todos nós. Muito obrigado. Aplausos.
Deputado
Dr. Pedro Maranhão. Essa fala do Maranhão, questão de resíduos, tenho... um que para mim me permitam roubar um minuto aqui. Há muito tempo atrás, eu tive o privilégio, há 20 anos, eu fui autor da Política Estadual de Resíduos Sólidos em São Paulo. E depois vim para ser deputado federal e, há 16 anos, fui o relator da Política Nacional de Resíduos Sólidos. Nós sempre tivemos um trabalho muito perfeito. Uma tentativa de trabalho para criar parâmetros, estabelecer reciclagem, todo um reordenamento e particularmente encerramento de lixões. E tivemos algumas vitórias. O Maranhão Nabrema deu ênfase a isso, está fazendo um trabalho espetacular. Mas o maior impulso para encerrar lixões... Qual foi? valorar o biometano. Porque aí você teve um componente econômico. Então, as pessoas desmobilizando, dando outro sentido aos aterros. Isso significou uma valorização do negócio em si e esse caminho aí. para essa destinação, encerrando lixões dando destino ao gás produzido nos aterros e um E um destino absolutamente nobre, não só de gerar energia, mas no caso de substituição, descarbonização da matriz. das portas. Parabéns pelo seu trabalho. O orgulho de ter participado disso. agradecer esse time formidável que nós tivemos aqui. Muito obrigado a todos. E incontinente. Já pedi aqui... A última... o último conjunto de falas aqui, que será tão importante quanto, convidando aqui o nosso querido André Nassar, diretor executivo da BIOV. André, por favor. Quem quiser trazer o Prisma, traga. O Tiago Santovito, diretor executivo da Biogás, por favor, Tiago, convidar o Camilo Adas, querido Camilo Adas, que representa aqui a Aprobil, e convidar o Guilherme Nolasco, que é o presidente da União Nacional de Etanol de Milho, da UNEM. por favor, venham conosco aqui. E já está... posicionada, aliás... Ele gostaria de estar aqui... Está certo? está remotamente acompanhando aí o nosso querido Portoso, Daniel. Donizete Torcasque, toda essa questão da história do Bill, diz que tem no Donizete uma pessoa que... quase que um símbolo dessa formidável trajetória aí Queremos começar com você, Dona Izete. essa última rodada aí, Aproveitando, vejo lá no fundo, saudar o nosso Cristiano Camargo. Prefeito da cidade. querida cidade... Joia, Cidade das Flores, nossa, lá do estado de São Paulo, de Pardinho. Muito obrigado, prefeito. por sua presença aqui. Arnaldo, fala pro Ardengue não ir embora porque ele fica provocando a gente agora ele vai ter que escutar O Arden que está ali presente, firme ali. Aliás, aproveitar também a equipe da... do IPP que aí está... Muito bem-vindos aí. Muito obrigado por todos aí. A Ardenk ficou firme ali, rapaz. Não foi, não. A Ardenk não foge da raia, não. Somos firmes também. É, firmes também. Então vamos lá, Dona Izete, querido. Obrigado.
Diretor da União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene - UBRABIO - União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene - UBRABIO
Está aí, dono Zete? Por favor, dono Zete, tu faz que... Estamos ouvindo sim, o Bravil. Tá, muito bem. Deputado, este painel que o senhor preside, ele representa muito não só dos interesses da população, mas do ponto de vista econômico, mas também do ponto de vista social, ambiental e de saúde pública. deputado do Pion, deputado Zé Vitor, embaixador... André Corrêa do Lago e também nosso querido deputado Alceu Moreira. que representa muitos interesses do setor de biocombustível. Cumprimentar os colegas de mesa e a todos que participaram, em especial também, deputado Arnaldo Jardim, a sua equipe. O Carlos Gomes, Gomes. Me permita só. Nós estamos ouvindo vocês.
Deputado
Você muito bem, está todo mundo prestando atenção, mas nós não estamos vendo você. Se você tiver alguma dificuldade, porque ele está em deslocamento, Dona Isete. Então, muitas vezes é difícil. Se não quiser abrir a Câmara... Não tem problema, estamos ouvindo bem. Ah, agora surgiu. Se abriu a câmera. Pronto. Então queremos...
Diretor da União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene - UBRABIO - União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene - UBRABIO
Muito bem. Por favor, prossiga. Muito bem, deputado. Bom, como estava falando aqui, deputado, é muito importante também destacar a contribuição de toda a sua equipe. A equipe, o Ziraldo, a equipe, o Lindomar e também os demais membros que fazem parte da FPB, o João Henrique e o Rodrigo. cada vez mais essa importante missão que o senhor desempenha muito bem e temos certeza que o senhor permanecerá sempre como o nosso... Deputado Arnaldo Jardim. Bom, reconhecer o trabalho do Ministério de Minas e Energia também... e o presidente Lula na implementação das políticas e inclusive do despacho presidencial, determinando a elaboração do mapa do caminho. Deputado, eu quero começar com uma afirmação que o Brasil não está mais falando de biocombustíveis como uma promessa de futuro. Nós somos o presente e nós somos o futuro. Quando falamos em substituição dos combustíveis fortes, não estamos falando de algo distante da realidade. Também dizendo que a lei combustível do futuro é uma lei atual e isso vai passar décadas e nós estaremos relembrando desse importante trabalho que o senhor fez como relator da lei combustível do futuro. bom e o biodiesel, os biocombustíveis estão ligados à mobilidade, aos caminhões, aos veículos, às máquinas que percorrem o país, logo estarão no transporte aquaviário, logo estarão pelo mundo todo no transporte aéreo, E essa riqueza é fundamental porque ela está intrinsecamente ligada com a família, com a vida das famílias nesse abastecimento e no custo de vida. Os biocombustíveis estão no campo, inclusive na agricultura familiar, com geração de renda, inclusão produtiva e circulação de riqueza. Por isso esse painel sobre o mapa do caminho é tão relevante. Ele não pode ser apenas uma intenção bem formulada. Precisamos ter compromissos de execução. Precisamos ter calendário, coerência, regulatória, segurança jurídica, previsibilidade para quem investe e para quem produz, distribui e consome. E aqui entra um ponto decisivo. avanço extremamente para o país. E ela dá sinal... força confiança de que o Brasil pode avançar com continuidade com responsabilidade com base técnica quando existe previsibilidade o investimento acontece quando existe segurança jurídica a indústria acelera quando existe clareza regulatória toda a cadeia responde a melhor responde melhor ao produtor, desde o produtor até o consumidor. É isso que transforma esse potencial em entrega, capacidade instalada em expansão e mais, o debate em resultado. O setor de biodiesel conhece bem esse caminho. Nós não chegamos aqui por acaso e estamos prontos para avançar. Chegamos com desenvolvimento industrial, com aprendizado regulatório, evolução tecnológica, integração com as tecnologias de máquinas e motores, avanço em qualidade e compromisso com o abastecimento. E agora o Brasil tem uma oportunidade rara, não uma oportunidade de começar, a oportunidade de ampliar com base em tudo que já funciona. Essa é a nossa grande diferença. Nós não estamos pedindo ao país para apostar no desconhecido. Nós estamos mostrando ao país que vale a pena fortalecer aquilo que já entrega valor econômico, que O mapa do caminho deve refletir exatamente isso. ambição com execução, meta com previsibilidade, avanço com segurança jurídica. Reconhecer os biocombustíveis como política de Estado, articulando energia, indústria, água pecuária, meio ambiente e comércio exterior. E foi nesse sentido de reconhecer como política de Estado que apresentamos essa proposta da PEC, reconhecendo também os biocombustíveis como patrimônio nacional. dos biocombustíveis e faz do Brasil uma produção agrícola de baixo carbono. Toda carne que o Brasil exporta tem um baixo carbono em relação já ao uso dos biocombustíveis em todo o processo de produção. A soja que o Brasil exporta tem uma pegada de carbono menor. O minério que o Brasil exporta tem uma pegada de carbono menor. É preciso também, e estava aí o diretor-geral da ANP, o diretor Pietro, nós precisamos cada vez mais valorizar esses agentes que reforçam as políticas públicas, em especial a ANP, que o senhor muito bem falou sobre ela. Nesse sentido, é preciso analisar os combustíveis não somente como gerador de energia para atender as máquinas. estar da população e os biocombustíveis são imbatíveis nesse cenário. Nessa transição energética, é preciso ver a substituição de volume, em especial do diesel importado, e também da qualidade. E não podemos mais conviver com um combustível como o S500, que é reconhecido como grave fator de aceleração de doenças. de importar biocombustível nós entendemos que os biocombustíveis produzidos aqui no Brasil eles têm um fator determinante de desenvolvimento. Nós estamos prontos para ampliar a produção, diferentemente do setor de combustível fósseo, que não está pronto para aumentar a produção de diesel no país. Isso faz essa produção com aquilo que tem de mais sólido, capacidade produtiva, reconhecimento técnico, agroindústria forte e uma cadeia de biocombustíveis que já movimenta o país à verdade. No Brabil, nós defendemos esse caminho com clareza. A lei combustível do futuro necessita de implementação integral conforme o cronograma estipulado. ampliar a produção de biodiesel, diminuindo o preço do biodiesel em função de vários fatores econômicos que estão associados. Elaborar um sistema de contabilidade econômica, ambiental e saúde pública que avalie e monetize com metodologia transparente os benefícios da substituição de combustíveis fósseis por biocombustíveis. reforçar a inserção internacional e o acesso a mercados por meio de harmonização regulatória, certificação e padrões de mensuração, reporte e verificação, assegurando a competitividade social. a raciabilidade, a integridade ambiental. Nós estamos prontos, deputado Arnaldo Jardim e todos que nos acompanham. A indústria de biodiesel está pronta para ampliar a produção, fazendo com que nós nos transformemos cada vez mais num ator importante. E como o presidente Lula disse no despacho que ele fez sobre o mapa do caminho, é a transição... para redução dos combustíveis fósseis, diferentemente de que outros pregam aí de ampliar a participação de combustíveis fósseis ou de outros produtos que não necessariamente são biocombustíveis. Nós temos que ter um cuidado técnico, científico muito grande, para que a gente não possa causar um dano maior ao país. dar insegurança àqueles que investem. Portanto, deputado... O Brasil que produz, o Brasil que transporta, o Brasil que abastece. O Brasil que pode liderar com consciência e com resultados... a produção de biocombustíveis. Agradece ao senhor por esse trabalho e a todos que fazem... desse país um país melhor, utilizando cada vez mais mil combustíveis. Obrigado pela oportunidade. Obrigado.
Deputado
Donizete, eu que agradeço muito a você essa atitude que é quase uma dedicação de vida que você tem. e toda essa iniciativa que tem tido aí na liderança... ao lado do Juan Diego Ferrer, do Conselho, aí na UbraBio. Muito obrigado. Muito obrigado sempre aí. Eu até fiz uma inversão aqui. porque eu achei que ficava mais coerente... ouvimos os três vinculados ao biodiesel, então. Falou o Donizete, vai falar o André, em seguida o Camilo... das entidades, e aí, em seguida, a gente passa... retoma a biogás e a Unem. Então, na sequência, por favor, André Nassar. A BIOV. Obrigada. Obrigado. Obrigado. Obrigado. Tá bom. Tchau, senão.
Diretor da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais - Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais
はい。おはようございます。おはようございます。おはようございます。おはようございます。おはようございます。おはようございます。おはようございます。おはようございます。本当に、本当に、私たちのお祭りをお祈りにしています。とても、私たちのお祭りをお祭りにしています。た? Então, muda um pouquinho que a coisa melhora, tá? Agora ele não vai poder falar mais, vai ficar o meu registro no final. Certo?私は、私の記事をしています。フェイスを言ってもらえます。先ほどの話を聞いてみましょう。このような話を終わりますご視聴ありがとうございました。基本的に、彼らのリーティブに発表されたのに、2018年後、2019年に、彼らのリーティブについて、そういうのが、生まれば、株式会社の製造を行っていないと変化の変化の利用の土地を変化することができます。今から、2018年から今日から、それからは、半分の中で、それからは、半分の中で、それからは、半分の中で、食品の食品の食品を飲みます。しかし、食品の食品の食品を飲みますが、それからは、日本の食品の食品を飲みます。オリオでパウマは、イメージの使用のを使用することができます。なので、プラスのプロデートは、これは悪いものです。それは、物質のプロデートは、物質のプロデートは、物質のプロデートは、物質のプロデートを使用することができます。2022年に、今、最後の研究を発表して、今、その研究を発表して、それは、ソーラーのソーラーが取り入れ、高いリスコであるイメージの使用の土壌もあります。基本的に、他の人生を除く「シフィカ」ご覧の方法は、全てのメリカーを行っています。 私たちのプロビューを行っています。プロソーゼアが行っています。プロソーゼアが行っています。プロソーゼアが行っています。プロソーゼアが行っています。プロソーゼアが行っています。 アビオヴィナエロパーは行っています。アジェントが行っています。アジェントが行っています。アジェントが行っています。パーガイ、アジェントが行っています。 アジェントが行っています。それを置いてみましょう。それを理解してみましょう。私は言葉を使っています。そのために、2008年に、しあらぼうらフランスの方向に広がり、た? Então, você pega...全ての異性が増やすいです。そして、それを分けたら、その期間に、その期間に、その期間に、その期間に、その期間に、その期間に、その期間に、その期間に、その期間に、そして、ここに、14%を2%に移します。と言うと、よりも高い数字を書いています。ねそういうのが本当に大事を考えました。 私たちは、私たちは、私たちは、私たちは、私たちのお祭りを持っています。ブラスのアビアスは、6、7、7、メートルのメートルのアビアスは、HVOの供給はないです。 供給の未来の供給は3%の供給を持っているのです。この業務は、この業務は、3~4倍以上の供給を設定すると、今は、ビオディズルのビオディズルを見ることができます。このビオディズルのビオディズルを見ることができます。この商品を使ってそして、はいアイスを作るサフィアを作るオイルでソジアを作るユーロードアップルを受けたら、それによっては、私はこれを非常に大事で、もし、私たちの貴方を利用すると、はいコープロセスアメントは、エタパーで、エタパーで、サフとも、HVOの方法を支えることができることができる。しかし、それらのスカラーが必要なのです。そして、私たちのスカラーが必要なのです。そして、この農業を利用する必要があります。それを利用する必要があります。それを利用する必要があります。私たちの理由は、この農業を利用する必要があります。この農業のアフィアの合計は、当然、エタノルでミリを得ることができます。しかし、この農業を利用する必要があります。なぜなら、この農業を利用する必要があります。今、今の販売りの販売りの販売りの販売りの販売りの販売りを取り、アメリカの大学をしているのが、アメリカの大学をしているのが、全ての人がいるのですが、その人がいないといいます。その人がいないといいます。また、アメリカの大学をしているのが、アメリカの大学をしているのです。こうして、私たちの話をしています。お biodieselは、お気に入りのアウメントでマンダーを全部しているのです。このようなものを考えますが、このようなものを考えますが、このようなものを考えますが、このようなものを考えますが、このようなものを考えます。そのようなものを考えます。このようなものを考えます。このようなものを考えます。このようなものを考えます。このようなものを考えます。このようなものを考えます。フードvsフィルは、フードvsフィルは、フードバースフィルを使っているのが、お部屋さんのものを見ることができます。会いましょう。私は本当に、私は本当に、
Professora Titular da Universidade de São Paulo e Líder da Força Tarefa de Biocombustíveis para a Descarbonização do Transporte da Agência Internacional de Energia (Task 39) - Agência Internacional de Energia (Task 39) e Universidade de São Paulo
Sair. Obrigada, Camilo, por ter feito... o protesto, mas deixou de ser científico. Já não era científico há algum tempo. É 100% bonito. Mas não adianta quanta conta a gente fizer, quanto a gente tentar olhar essa equação... A iluke é irreprodutível... e ele não é verificável, ele não é ciência. Juntou essas duas palavras, não é ciência. Então, papers de iLook, a gente chegou recentemente na IMO a ouvir o e CCT... falar que tinha que virar pirâmide, que o Novais, um artigo que fez uma proposta de como lidar com o iluc, Ao contrário, porque tem que começar pelo global, que é onde eles não vão ter nunca que comprovar nada. Então, não tem como discutir a nível... científico. A gente pode ajudar até um certo momento, mas isso aí... vai ter que ser negociação de Estado. É, então, e ficam
Diretor da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais - Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais
A Comissão Europeia contratando o ICCT para dar parecer sobre a política deles lá. Bom, obrigado, Glócio. Aí só para falar das METs. Então, hoje, a gente na BIOV, a gente... Evidentemente, está olhando o biodiesel, mas a gente está olhando a cadeia anterior também, que é a cadeia do óleo vegetal. Então, hoje, mais ou menos 55% de todo o óleo de soja produzido, ele vai para a biodiesel. O biodiesel se transformou hoje em um item de adição de valor para a soja brasileira. Isso é muito importante. Agora, a gente processa um terço da soja... Vou falar rapidinho, Arnaldo. A gente processa um terço da soja e dois terços a gente exporta em grão. Qual que é o meu sonho como meta? Que quando chegar lá em 2035, no combustível futuro, a gente esteja processando 40% da nossa soja. Porque eu acho que o combustível do futuro vai levar a uma necessidade de processamento da soja superior ao que a área de soja vai crescer no Brasil. E a gente vai aumentando o percentual de processamento. Isso eu acho muito importante para o país, que é adicionar mais valor para a soja. Então, esse é um ponto importantíssimo. Para chegar lá em 2035, no combustível do futuro, nós temos que dobrar praticamente a nossa capacidade de esmagamento. Então, é bastante investimento que vem aí. Mesmo com todas as competições que tem que ocorrer, o biometano crescendo em pesados, vamos todo mundo junto... nesse crescimento. Então acho que essa é a primeira meta que eu queria trazer, que é a gente conseguir chegar a 40% de processamento da soja, no Brasil, acho que seria um um ganho enorme, porque basicamente a gente passa a adicionar mais valor à soja e os mercados que hoje compram soja em grão estão ficando mais consolidados. Então, a gente precisa... processar mais a soja aqui. E a segunda meta que eu queria falar, por isso que eu ia falar no final aquilo, era que a gente pensasse nessa indústria que está vindo. de SAF, de HVO em cima da rota refa, claro tem a rota do etanol, mas estou falando da rota refa, né? Que ela seja uma indústria que olhe o mercado internacional. Então, a gente tem que cuidar das nossas biomassas, porque se você não cuidar, as indústrias vão ter que limitar algumas biomassa e a pior coisa para uma indústria que quer fazer um produto competitivo é ter que limitar a biomassa que ela vai comprar. E por fim, eu acho que é super importante, isso foi falado pelo Alexandre, foi falado antes, Eu também acho muito importante a gente fazer essa diversificação de biomassa. É muito importante e o nosso setor quer fomentar novas matérias-primas. A soja é importante, sim, mas tem espaço para todo mundo... Tem regiões em que a gente tem outras oleaginosas, a canola, por exemplo, tem potencial no Brasil, a macaúba tem potencial. Macauba, mais difícil que é uma lavoura permanente, mas, isso é outro ponto que a gente tinha que ter como meta, que é a diversificação de matérias-primas para dar tranquilidade... Para o consumidor, como disse o Ardeng, nós temos que olhar o consumidor também. Obrigado, Arnaldo. Obrigado.
Deputado
Muito obrigado, André. É... Vamos aqui, eu estou preocupado só com o horário de todo mundo. Algumas pessoas mandaram mensagem, tiveram que sair por conta de... coisa, mas o número está maravilhoso e vocês estão sendo corretíssimos aí. Camilo Adas vai falar e em seguida... Vamos ouvir ainda o nosso Guilherme e... Ah... Pois é. Vou tentar terminar impretenivelmente até as sete horas, tá? É... Muita alegria, Camilo Adas, que representa a ProBio. Boa tarde.
Representante da Associação dos Produtores de Biocombustíveis do Brasil - APROBIO - Associação dos Produtores de Biocombustíveis do Brasil - APROBIO
A todos e a todas. cumprimentar aqui a mesa, meu querido Arnaldo, vou tentar ser direto ao ponto e breve, eu fui adaptando, Arnaldo, o que eu ia falar ao longo do dia, ao longo da tarde, porque as coisas foram se complementando e foram muito boas. E não dava para ficar sem o capítulo do iLook, que o André deu uma aula, e é exatamente isso, que todo mundo precisa estar consciente, foi por isso que eu fiz aquele a parte. A Glaucia já fica tão nervosa, foi o que ela falou no final, iLook não é mais ciência, por isso que ela não quis falar, porque ela fala em ciência. Mas, voltando ao meu tema, voltando ao mapa do caminho, e a questão das metas, Eu queria trazer alguns aspectos. O Brasil já desenhou o mapa do caminho. Eu vou um pouquinho mais para trás, porque eu não quero ficar de costas aqui para o André. O Brasil já desenhou o mapa do caminho... e ele vem desenhando, desde 1974, quando o Proálcool começou. Obrigado. Ele vem desenhando, na segunda onda do etanol, ele vem desenhando quando o brasileiro teve a possibilidade e a criatividade de convencer a indústria alemã a fazer o carro flexi. Obrigado. E mais... o híbrido flex. Ele vem desenhando esse mapa do caminho desde 2005, quando começou o programa do biodiesel. E a gente já tem 20 anos, ninguém mais é jovem nessa história. Se a gente olha para isso... e a lei do combustível do futuro consolida isso de uma maneira exemplar, porque ela começou no Executivo, ela veio para o Legislativo, passou por diferentes debates e depois no Executivo foi consolidada numa festa linda em outubro de 2024, com mais de mil pessoas, O mais curioso daquele evento é que no pátio do aeroporto, Todos os veículos que estavam lá podiam usar os produtos que vão descarbonizar os transportes. em todas as categorias, da aviação, às máquinas agrícolas, aos caminhões e aos carros. E o slide, a informação que o Pietro mostrou, ela é ainda mais bonita de ver, porque ele coloca o patém, ele coloca o marco de hidrogênio e a gente olha aqui a riqueza, gente, nós conseguimos passar em uma tarde... por todas as possíveis rotas tecnológicas, de forma agnóstica, que vão descarbonizar... o planeta, e está tudo no Brasil. Aqui não falamos da eletricidade, Mas a nossa eletricidade já é limpa. O que eu vejo que a gente precisa e pode fazer? Obrigado. se a As Nações Unidas, se a ONU tem a ICAO, E aí, cal, legisla para o mundo inteiro... O André já falou dos riscos que a gente já sofre na ICAO, porque a gente começou tarde. Obrigado. Se a ONU tem a IMO, que é do Marítimo, e por causa do aprendizado da ICAO, a gente conseguiu pegar o pé e ainda segurar um pouco o que podia vir a acontecer na IMO, e a delegação brasileira, sob a coordenação do Itamaraty e da Marinha do Brasil, dá um show... Mudou a história, são 60 pessoas unidas, e muitas empresas A gente vê lá na IMA um fenômeno que precisa acontecer dentro do país. Qual é esse fenômeno? Nenhum brasileiro discute na IMU uma tecnologia versus a outra. Os brasileiros discutem Naímo de maneira unificada, com um único discurso, Sobre a coordenação da Marinha do Brasil, sobre a coordenação do Itamaraty. Lá fala-se em biocombustível. Se ele vem do biometano, se ele vem do resíduo, se ele vem do etanol, se ele vem do etanol de cana, do etanol de trigo, se ele vem do biodiesel, da soja... Na IMO, nenhum brasileiro se contesta. Mas aqui no Brasil, nós continuamos nos contestando. Aqui no Brasil, a gente continua pensando de uma forma que é o meu setor versus o outro setor. E eu não preciso, eu não posso, eu não devo falar só em nome da ProBio, por quê? O André já falou, o Donizete já falou. Então, o setor do biodiesel está bastante bem representado aqui. Então, o que eu quero falar, o que eu quero colocar? Obrigado. Se nós, brasileiros, olharmos para essa realidade e percebemos alguns fatores históricos, o Henry Ford criou o motor dele com o etanol de milho, ele era agricultor. O Rudolf Diesel apresentou o motor dele na Feira de Paris, em 1900, com óleo de amendoim. Este transporte começou com biocombustível. E foi o Hock Feller. na altura dos anos 20, fazendo um trabalho geopolítico, que, sob o discurso de dizer que os americanos estavam bebendo muito Ele fez a lei seca porque ele percebeu que, com o Fordismo, iria aumentar a produção e a venda dos carros, E eles iam começar com o etanol de milho. Então, a Lei Seca americana foi basicamente um efeito de lobby para poder garantir que o Texas pudesse vender mais petróleo. E aí O mesmo efeito está acontecendo agora. com os combustíveis avançados que precisam vir, nada contra, com todas as novas tecnologias que precisam vir, e com o que o André já explicou aqui, só que isso pode ser uma trava para nós brasileiros. para a nossa possibilidade de mercado. Se a gente olhar a COP30... A gente teve um fenômeno lá que precisa ser debatido. Os geradores elétricos estavam todos... com o nosso combustível tradicional, que já tem 14 a 15% de biodiesel, o que é ótimo. Mas a gente pode, a gente poderia ter dado um exemplo... de B. 100. e chamados os embaixadores, olha, o nosso Brasil, nossa COP30, roda com o B100. E isto é uma cópia da implementação. Se foi feito ou não foi feito, não é mais problema. E se não foi feito por causa de um receio de que a gente não deva produzir ou não deva consumir petróleo, isso também está errado. O Brasil vive, a sua economia vive fundamentalmente a base de petróleo e a gente tem que ficar feliz por ter o petróleo. por ter o biocombustível. Se a gente aumentasse a mistura, se a gente usasse mais, a gente fala, olha, agora no inverno não tem hidrelétrica, vamos ligar as termoelétricas. Se a gente simplesmente parasse de importar, Olha o diesel refinado para usar. O diesel refinado para usar, o IBP soltou um documento muito bom no final do ano passado, são 18 milhões de litros de déficit que a gente importa. Se a gente simplesmente cobrisse esse déficit, a gente não mexeria em nada na indústria atual, na indústria do petróleo atual. O Pietro já mostrou que essa escala do fóssil deve aumentar. E a gente conseguiria cobrir e fazer um país totalmente independente desse tipo de coisa, sem mandar divisa para fora. Quando a gente olha o que está acontecendo nesse sentido, e quando a gente olha o que aconteceu em Davos... A gente vê... que a transição energética já não é mais tema. O que é tema agora é a segurança energética. E esse tema da segurança energética está virando um tema de soberania regional local, nacional, e cada um está tentando se proteger. Então, a gente vê um retrocesso no discurso da sustentabilidade, a gente vê um retrocesso no discurso dos combustíveis renováveis em todos os sentidos, simplesmente porque as pessoas estão ficando com receio de não ter energia por causa de tudo o que vem acontecendo nesses últimos dois anos, com uma retomada do fóssil. Se eu vou proteger o meu mercado, se eu vou proteger a minha soberania nacional, se eu vou proteger a minha energia, através daquilo que possa ser fóssil ou não, porque daí tanto faz, Por que o Brasil não pode proteger o dele? Por que o Brasil não pode olhar para o seu próprio petróleo, para o seu próprio biocombustível, para todos esses insumos que ele tem, e falar assim, a minha soberania é essa? A minha possibilidade de futuro é essa. Eu nasci em 1961. já tenho sobrinho neto e se eu chegar a 2050 com saúde se Deus quiser eu vou estar com 89 anos de idade o caminho... Arnauto. o mapa do caminho e as metas. não vai ser curto. ele só precisa ser viável economicamente, ambientalmente, E... acima de tudo, socialmente. E a gente consegue fazer isso aqui no nosso país. A tarde de hoje, É um livro para nós. Tudo foi falado. Todas as tecnologias foram faladas. O que nós precisamos fazer agora... E se Deus quiser, com a sua mão... e com a sua coordenação é mostrar para o mundo que o Brasil sabe fazer, consegue fazer, E... ter o Brasil como exemplo, pela nossa soberania nacional. Muito obrigado. Obrigado.
Deputado
Obrigado, Camilo. Agora a gente começa aquela fase meio de encerramento e... É esse o desafio, né? Nós aceitamos e acho que esse... aqui torna... todos nós mais qualificados para enfrentar isso. Vamos encerrar bem, ouvindo os nossos dois queridos aqui. Tiago, pode ser você? Santo Vito, que representa aqui a Biogás. Por favor, Thiago.
Diretor da Associação Brasileira do Biogás - ABIOGÁS - Associação Brasileira do Biogás - ABIOGÁS
Deputado Arnaldo, boa noite a todos. É um prazer enorme estar aqui representando a Biogás. ver essa sala cheia Depois das seis horas mostra a relevância do tema para a nossa sociedade e a importância disso para o nosso país. Eu tenho a missão aqui de não ser repetitivo, trazer coisas novas para vocês de tudo aquilo que foi dito. trazer números e informações para a fala do professor Gonçalo no painel 1, que o biometano é imbatível. Então eu vou me colocar essa missão para demonstrar para vocês o porquê que o biometano é imbatível. A minha apresentação está dividida em três blocos. O primeiro bloco é trazer um pano de fundo para a nossa discussão, porquê que o mapa é importante. O bloco 2 é falar sobre o biometano. fazendo o link com a frase do professor Gonçalo. E o terceiro é trazer nossas contribuições, que é o pedido e o objetivo dessa comissão hoje aqui. Bom, o pano de fundo, a população mundial vai crescer. Hoje nós somos 8 bilhões de pessoas no mundo, até 2050 isso vai crescer 20% e vai chegar a 9,7 bilhões de pessoas no mundo. O que isso tem a ver? tudo a ver com o nosso setor. Por quê? Porque isso vai colocar pressão em alimentos, em produção de alimentos, isso vai colocar pressão em água e isso vai colocar a pressão também em energia. O meu foco aqui vai ser bastante em energia. Como já foi dito aqui no dia de hoje, o Brasil, se não é o maior, é um dos maiores produtores de alimento e o que isso tem a ver com o nosso setor de biometano. Então, Por que é importante a gente capturar essa biomassa que já foi dita aqui ao longo do dia várias vezes? O biometano é fundamental nesse processo. Se a gente não capturar essa biomassa, essa biomassa vai ficar em decomposição, ela vai liberar metano e CO2, sendo que o metano é 28 vezes mais danoso do que o CO2. Então, qual é a importância do biometano para esse setor? O que a gente faz? A gente pega essa biomassa de diversas origens, seja ela de dejetos animais, seja ela do sucro energético, seja ela resíduo sólido urbano, como foi apresentado aqui pela Brema, a gente captura essa biomassa, coloca num biodigestor As bactérias vão fazer esse trabalho de pegar essa matéria, essa biomassa e gerar o metano com o CO2. Isso é o que a gente chama de biogás. Quando a gente purifica esse biogás, quando a gente retira esse CO2, e esse CO2 possa ser o CO2 verde, naturalmente a quantidade de metano que está dentro desse biodigestor é elevada, ela sendo elevada, isso é o que a gente chama de biometano. É importante trazer esses conceitos que muitas vezes se misturam ao longo do caminho, e são dois mercados distintos, o mercado de biogás e o mercado de biometano. Isso eu vou deixar mais claro ao longo da apresentação. Importante dizer que o biometano tem diversas aplicações. A gente pode colocar esse biometano na indústria, substituindo GLP, substituindo gás natural, substituindo óleo combustível. A gente pode usar esse biometano na agroindústria, em frotas que estão destinadas para a agroindústria. A gente pode usar o biometano em pesado, Aqui o biogás em geração de energia elétrica e também combustíveis avançados. O Ardengue trouxe um ponto muito importante que é a qualidade do biocombustível. E aí o meu foco aqui vai ser para biometano, porque entre todas as opções fósseis e de biocombustíveis, o biometano é aquele que apresenta a mesma característica física e química do gás natural. Então o biometano pode substituir o gás natural sem problema algum em equipamento, instalação, infraestrutura, porque eles têm a mesma molécula que é o CH4. Obrigado. Ok, a gente vai avançar um pouco. Como é que estamos hoje no setor de biometano? De 2020 a 2026 é um setor que cresceu 260%, então é muita coisa, a gente está crescendo e crescendo muito rápido. Hoje a nossa capacidade atual é de 1,2 milhões de metros cúbicos dia. Com as plantas que estão em autorização na NP, que são 41, em 2027, isso mostra que o setor está tendo investimento, é robusto, é uma fonte madura. E no mapeamento que a gente faz dentro da biogás, nós temos mais 127 plantas mapeadas junto aos nossos associados, que a gente tem uma capacidade de produção de 8 milhões de metros cúbicos dia. Aqui só fazer um parêntese, e por que é importante o mapa? que a gente quadruplique a produção de biocombustíveis. E o biometano está dentro, obviamente, dessa estratégia. Aquela biomassa que eu falei lá no início, de produção, aumento da população, gerando cada vez mais biomassa, a gente tem dois potenciais teóricos dentro da biogás. Então, se a gente conseguisse capturar toda essa biomassa existente, de metros cúbicos dia, isso é basicamente 50% do mercado de gás natural, e indo para uma coisa mais teórica, se todos os estados fizessem o seu trabalho, a gente conseguisse capturar toda essa biomassa, a gente tem um potencial de 120 milhões de metros cúbicos dia. Parando ali nos 35 milhões de metros cúbicos dia, e aí o André trouxe muito bem, a gente pode substituir diesel importado, a gente pode substituir gás natural liquefeito, a gente pode substituir GLP gerando emprego e renda no país e fazendo com que a gente desenvolva a indústria nacional. Bom, aqui já entrando um pouco nas contribuições que a Biogás já mandou, e aí a gente deixa o material aqui também para quem quiser consultar. a importância de ter na minuta do mapa alguns pontos que são relevantes. O primeiro deles é a análise do ciclo de vida do biometano. Então, existe hoje uma nota técnica da IPE. Hoje, entre os biocombustíveis, o biometano é aquele que tem a menor intensidade de carbono. Então, se eu comparar hoje o biometano com o diesel, a gente tem 90% de redução das emissões. a considerar não só a questão do berço ao uso final, mas também é incorporar as questões de capturar aquele metano que eu comentei lá atrás, e esse metano, para a captura desse biometano entrando na conta da análise do ciclo de vida, o biometano teria uma emissão negativa. Então isso é muito importante para o nosso setor e de alguma forma isso deveria estar previsto dentro do mapa. As vantagens do biometano são enormes, eu não vou passar por todas elas, mas eu preciso só dar alguns recados. O biometano é uma fonte firme, ela é despachável, então isso já está acontecendo, o biometano já é uma realidade. A gente tem custos competitivos sim em relação ao diesel e também em relação ao gás natural. Lembrando que o biometano não é só molécula, ele também é a questão de certificação. Segobe. Então quando um agente está adquirindo biometano não é só molécula, é também um certificado que aquela molécula é renovável e verde e a gente também tem a opção de trazer diversos investimentos para o setor de biometano, não só na produção de biometano, mas em toda a cadeia do biometano. Então, o biometano é muito produzido, descentralizado, a infraestrutura hoje no Brasil, basicamente, é da Margeia Costa, é onde está o grande PIB e a população brasileira. A gente também pode desenvolver toda essa questão de infraestrutura para interiorizar o país. além de economia circular, capturar esse resíduo, como bem o professor disse, não é não deveria ser tratado do jeito que é, ele tem valor e capturando esse resíduo é onde está a nossa riqueza. aqui falar da lei do combustível do futuro, onde o deputado Arnaldo é profundo conhecedor, todo mundo aqui já falou e reconheceu, mas trazer para vocês em que pé que nós estamos da lei do combustível do futuro. Mas o mais importante é a gente dizer que... o infra legal já começou. Então a gente vai ter a definição da meta... pelo MME, aí no próximo mês. Para a questão infralegal, a ANP já começou os trabalhos, já fez as consultas e audiências públicas, e também aí nos próximos meses deve soltar a resolução sobre o tema. Caminhando para o final da minha apresentação, e aqui, de fato, são as contribuições que a gente traz para o mapa, são os nossos dez mandamentos, acho que não vai dar tempo de eu... passar por todos, eu selecionei três aqui para a gente... trazer para vocês. O primeiro é a implementação integral da lei do combustível do futuro. Isso é essencial para o desenvolvimento do nosso setor. Todos aqueles números que eu trouxe de investimento... eles não contemplam o push que a lei do combustível do futuro vai trazer. Então, aqueles números são conservadores. Um outro ponto é o estabelecimento de metas plurianuais de intensidade de carbono, então é dizer o quanto o setor de gás natural... precisa descarbonizar nos próximos anos, isso também vai ajudar... a trazer investimento para o nosso setor. Ah... Criação de fundo nacional de transição energética. Então, é importante que a gente tenha recursos destinados para o biometano. Muito foi dito aqui... de mobilidade urbana, troca de caminhão, troca de ônibus para o biometano. E um último... não menos importante, que é a questão da interiorização. Então, a gente aqui pode gerar emprego e renda, a gente estima que a gente tem um potencial de investimento de 350 bilhões e gerar... 800 mil empregos através do desenvolvimento do nosso setor. Bom, a... Acho que era isso que a gente tinha para trazer, deputado Arnaldo, a gente sempre fica à disposição. Reforço todos os elogios feitos a você e a sua equipe. E quem tiver mais interesse de conhecer o biometano, pode entrar em contato com nós da Biogás, que a gente está sempre à disposição. Obrigado e boa noite.
Deputado
Obrigado, Tiago. a apresentação do Diago, reitero, como todas as demais, estão hospedadas na nossa... Página. Vou pedir que a gente coloque de novo a nossa página aí, seria possível? Só para relembrar a todos aquilo que no começo falamos, pois foi acrescido daquela proposta feita pelo deputado Alceu Moreira, de termos ali a PEC sobre a questão de patrimônio do país, patrimônio cultural, a questão dos biocombustíveis, que nós também solicitamos, mas é aqui. Ali, aponta ali para mim, Roberta, vai. Roberto me ajudou tanto. Ali na página, abre e ali está. Mapa do caminho e ao lado sugestões ao mapa do caminho. Então, isso já está, a partir de agora, E todas aquelas que foram feitas... serão por nós incorporadas, vamos tentar absorver, tudo mais e tal. Quem mais desejar, Por favor, o prazo é esse. nossa data referência 3 de março A semana que vem, porque depois nós queremos consolidar tudo... naquela proposta que faremos ao nosso curso. A Roberta... Pois não, fala aí, Roberto. Está nos ajudando tanto? ali nos documentos acessa a parte de documentos, estão todas as E aí Desculp. apresentações que aqui foram feitas, porque muitos já mandaram bilhetes, mandaram WhatsApp para mim, e a gente conversou. que estão interessados. Então, quero agradecer uma presença muito expressiva da imprensa que nós tivemos aqui. Nós já temos aqui algumas notícias a sair na imprensa, as principais agências aí que lidam com o setor de energia estão aqui, está aqui o nosso monitor de energia do futuro. representado, Eu vejo a Domínio aqui representada, a Agência Infra, ainda não sei... se ainda permanece conosco, Agência Eixos esteve, então, as principais... Além da grande imprensa que entrevistou, inclusive, pessoas aqui, e ressaltamente colheram. Quero lhe agradecer muito, Roberta Mascarenhas, que é aqui da... da equipe da Câmara dos Deputados, nos ajudou muito. Agradecer a Helen Carvalho, muito obrigado Helen. Agradecer ao Geraldo Teixeira... que está aqui. Muito obrigado, Geraldo. Ao Murilo Tavares também, que nos ajudou muito. Quero agradecer na figura do Rodrigo Malma. Todo o pessoal ali das frentes... que estão nos ajudando. Rodrigo, muito obrigado. por todo o seu esforço e na figura do meu, todos conhecem, meu anjo da guarda, O Ziraldo Santos, agradecer muito. Todo o trabalho, o Lindomar também está lá. o Saulo também, amigos que são equipe que... Atua com paixão, acreditamos no que fazemos. né? Acho que tem uma profunda diferença sempre isso, não é? fazer as coisas por obrigação Vou fazer as coisas com paixão. Então é assim que nós gostamos. Vou ter uma alegria imensa de pedir que não só fale, mas fale encerrando aqui o seminário. o Guilherme Nolasco, que preside Não, não. dos produtores de etanol de milho. Por favor, Guilherme. Obrigado.
Presidente da União Nacional do Etanol de Milho - UNEM - União Nacional do Etanol de Milho - UNEM
Ronaldo, responsabilidade, hein? É... Também agradeço a paciência de todos até o horário avançado. Obrigado. Mas eu acho que, em vez de falar especificamente do etanol de milho, eu gostaria de fazer um... um balanço de tudo que nós vimos aqui, doutor Arnaldo. Eu acho que a gente tem uma grande... oportunidade de escrever um caminho liderado por todo o seu conhecimento, sua capacidade de diálogo e de liderança, junto, com o embaixador André Corrêa do Lago, Até brinquei no lançamento da coalizão que nós conseguimos juntar um lago e um jardim. Então, seremos imbatíveis para falar de economia verde. E eu acho que esse caminho... Ele tem um cardápio de várias opções. O Brasil se passa dos seus problemas que tinham com o bagaço de cana, com resíduos, com o milho no centro-oeste, que havia necessidade até 2017 do governo fazer intervenções de preço mínimo. onde o frete do milho para chegar no Rio Grande do Sul custava mais do que a saca de milho, em 2017. A questão do Proalco, que foi um programa que a transição energética entrou nele, ele foi feito lá pela crise do petróleo em 70, e eu acho que o Camilo trouxe um pouco disso. para hoje... Pode ser que nós temos uma super oferta de etanol para o mercado nos próximos dois anos, como disse aqui o Mário, da Bioenergia. Ao mesmo tempo, somos muito pequenos. juntando o biodiesel, o etanol, o biogás, para uma transição energética da marinha, da navegação e para os desafios que o SAF tem pela frente. Então, acho que o grande desafio nosso é o Brasil aproveitar as suas... externalidades da agricultura tropical, que é isso que está fazendo lugar nenhum do mundo. Se planta soja, milho e pasto no mesmo ano, se produz biodígio, bioetanol, alimento, ração pagado, suíno, aves, peixes, numa economia circular, enorme. atuando nas duas grandes agendas e desafios do mundo, que é a segurança energética e a segurança alimentar. E a gente vai de encontro num painel aqui sobre food versus fio. Eu acho que é isso que é o desafio do caminho... dos biocombustíveis, é mostrar ao mundo as externalidades que a agricultura tropical tem, Isso é equivalência ambiental. Eu não estou preocupado, talvez nós não possamos nos preocupar, André. se o Ardeg vai importar biodígio de algum lugar do mundo. Mas talvez ele vai carbonizar o país. E isso tem que pagar por isso. O etanol americano tem uma pegada de carbono de 51 gramas versus o etanol de milho brasileiro de 17 gramas. E aí, como é que nós vamos nos posicionar no mundo, na IMO, na navegação, onde nós somos tratados como dados de full, como o pior resultado do mundo... aplicado a nós. Nós precisamos fazer que o mundo reconheça nossas características regionais para que a gente possa, através dessa economia circular, né? gerar empregos, gerar inclusão social, gerar impostos, gerar renda. Isso que está sendo feito. O etanol de milho... veio para o Mato Grosso como um nicho de mercado. Porque uma produção de 40 milhões de toneladas de milho, maior que a Argentina, 2 mil quilômetros de distância dos portos, com uma população de 3 milhões de habitantes. É... E isso vai... crescer ainda mais, porque nós temos ainda 30 milhões de toneladas de excedentes exportáveis, nós temos apenas 60% da área de cultivo de soja, plantando milho de segunda safra, nós temos uma topiba inteira que não tem a segunda safra, mas o sorgo mais resistente ao estresse hídrico, vai ser a segunda safra e vai ser transformado em etanol. Nós temos o Rio Grande do Sul com o trigo e o titicale, não é food versus fuel, o trigo que ele vai produzir etanol é o trigo de baixa qualidade, que não dá para alimentação, ou dá para a vaca de leite, ou produz etanol. Então nós temos ainda o biogás que vai vir para a indústria do etanol de milho também, como está vindo para a indústria do etanol de cana. Então nós temos um potencial. Ardengue, de crescimento da produção vocacionada de biocombustível, através da agricultura, que isso tem que fazer parte... Não é uma concorrência, não é uma substituição. É fazer parte da transição energética dos combustíveis fósseis. nós precisamos crescer juntos. O mundo não vai ficar livre de petróleo nos próximos 50, quem sabe 100 anos, e nós não temos a ambição A loucura é de achar que faremos isso, mas nós precisamos crescer junto, nós precisamos que a indústria do biocombustível não seja competitiva, não seja um cabo de guerra com a indústria do combustível fóssil. Eu acho que Esse é o nosso desafio. Eu falo lá em Chinope, o que um litro de gasolina, me desculpa, movimenta a economia de Chinope. um litro de etanol movimenta toda uma economia de sinop. E aí, por isso, nós temos ainda os tratores a etanol, os tratores a B100, biodigio 100%, nós temos ainda a avançar como caminhos do futuro dos geradores de energia, para os grandes sistemas de no-break, de data center, que estão vindo para o Brasil, roda de manhã com energia solar, energia eólica, chega à noite, liga o gerador, faz um blend de fontes renováveis de energias com custos diferentes, mas o Brasil pode oferecer essa integração de modais de geração de bioenergia, Ao mundo. Temos o desafio do mercado internacional, do Imo, da SAF, temos, mas ainda eu acho, Arnaldo, Porque o maior desafio nosso é o mercado interno. vindo para a cadeia que eu conheço mais do etanol eu vou dar um exemplo para você Mato Grosso tem 940... tantos milhões de quilômetros quadrados, 3 milhões de habitantes e consome... um milhão de metros cúbicos de etanol. A grande Belém. A região metropolitana tem a mesma população de Mato Grosso e consome 20%, 200 milhões de litros por ano. Então, nós temos uma capacidade... de evolução, de crescimento doméstico. E isso tem que vir a ter lado o quê? A tecnologia. Produzimos... Do passado, sete anos atrás, produzimos 280 litros de etanol por tonelada de milho. Estamos produzindo 450 com a mesma tonelada. A Cana tem esse desafio. Há quantos anos... caminha no crescimento da sua produtividade. Por quê? Se cresce produtividade, diminui custo. Se diminuir custo, eu consigo chegar aonde eu não sou competitivo, com combustível mais barato, e fidelizar um consumidor que não é meu hoje. Pelo contrário, não existe nem bico de abastecimento de etanol nos postos do Nordeste. Mas para eu chegar lá, não é só a consciência e a mudança de hábito. Eu tenho que ser mais competitivo. do que o combustível fóssil que está na bomba. Então, acho que o maior mercado nosso ainda, o maior dever que nós temos, senhor, é o mercado interno. Nós só temos consumo de etanol em seis estados da federação. Seis estados da federação, onde se produz etanol. Esse é o mercado, a reação mais rápida, que pode absorver o biodiesel saindo do mandato, É aquela coisa, como é que eu vou fazer um gerador a biodiesel B100? Onde que eu compro o B100, Camilo? Não tem. Nós precisamos criar um mercado para esse biodiesel. Ele é só mandato. Onde o Blairo abastece os caminhões dele com o B100? Isso não tem que ser transformado no mercado? Então, eu acho que a gente fica aqui com uma grande lição... Uma grande lição... Não podemos deixar de aproveitar da capacidade do André Corrêa do Lago, do embaixador, e a sua capacidade para influenciar os grandes mercados do mundo e posicionar o Brasil, mas talvez... Talvez a curto prazo. a curto prazo, está muito mais nas nossas mãos políticas públicas de incentivo à demanda e ao consumo no mercado nacional. Nós somos um grande país. do que... grandes desafios mundo afora. Então, acho que nós todos juntos, poder público, lideranças. setor privado. A gente tem uma grande agenda comum. sinérgica, de toda uma economia circular, Vamos dividir o carbono entre a soja e o milho. o calcário entre a soja e o milho, trazendo trigo, trazendo o biogás para as indústrias... para que a gente possa fazer como já foi feito, como estilo do futuro, dos biocombustíveis a grande bandeira brasileira de transição energética. Ronaldo. Obrigado. Parabéns por sua liderança, nós seremos sempre aprendizes. e liderados por você. Aplausos.
Deputado
Querido Guilherme, eu que agradeço. Está encerrado o encontro. Muito obrigado pela presença de todos. Obrigado.




