
A todos, eu queria primeiramente agradecer e parabenizar a deputada Arnaldo Jardim. por esse esforço que ele tem feito... de fazer esse momento de coalizão. reunindo não só aqui nesse espaço, aqui hoje na Câmara, mas também no café da manhã que nós tivemos, algumas semanas atrás, e os próximos eventos, para a gente direcionar esse importante tema. Aqui o objetivo é trazer, como você colocou, Arnaldo, a questão das metas, que estão extremamente importantes. do lado do etanol, pensando no que a gente pode fazer como meta e como proposta para os próximos passos. Então, ficou muito claro aqui para nós que nós estamos falando de dois mapas do caminho, o internacional e o nacional. Então, o nosso embaixador colocou isso para nós, que a gente tem essas duas camadas, que são camadas diferentes. Então, primeiro, vamos falar aqui do nacional. Nós construímos nos últimos anos, e essa casa teve um papel extremamente importante, um arcarboso legal que nos coloca justamente na vanguarda e como protagonista desse processo para mostrar não só para o brasileiro, mas para o cidadão de qualquer país do mundo, qualquer governo do mundo. Alguém comentou, acho que foi o professor Gonçalo, que está recebendo a delegação mexicana lá na Unicamp. Essa delegação teve aqui segunda-feira, em Brasília, no Ministério de Minas e Energia, pegar subsídios. O México é um dos países que não faz mistura de etanol, por exemplo, dentro da sua gasolina, pegar esse subsídio da nossa legislação. Então, nós construímos ao longo dos últimos anos um arcabouço muito importante. E eu acho que a gente acertou muito. Nós fizemos, ano passado, 50 anos do Proalco, a adotar mandatos no Brasil. É muito importante esse processo. Foi um aprendizado grande. Lembrando que você tem duas formas de inserir mandatos e autorizações. São duas formas diferentes. Então, mandatos são muito importantes. E está direcionado. No caso do etanol, você tem ali no combustível do futuro, um blend possível até 35%. É... E nós temos outras questões já direcionadas, como o SAF, como o biometano, com o próprio CCS... Tudo por trás, nós temos o RenovaBio, que foi uma construção extremamente importante, que vai trabalhar principalmente a reputação do nosso produto, para a gente sair de toda a discussão relacionada ao desmatamento, que tanto nos prejudica. aqui no Brasil e no mundo. Então, a gente tem no RenovaBio, por isso que a gente lutou muito, foi falado aqui sobre a questão da judicialização desses mercados de carbono, e o RenovaBio passou por isso, a gente lutou muito nos últimos anos para reconquistar esse espaço dentro do programa, não só no STJ, mas também no STF. O RenovaBio foi considerado constitucional. Então, ou seja, foi uma vitória muito grande nesse processo, hoje mesmo nós fizemos um grande trabalho aqui justamente para defender o RenovaBio aqui dentro dessa casa hoje na parte da manhã eu acho que Em termos de financiamento, é claro, a gente vive num país com dificuldade muito grande, porque nós temos taxas de juros absurdas, mas dentro dessa discussão a gente tem incentivos como o Fundo Um Clima, que é muito importante, que dá um direcionamento interessante. Eu fiquei muito impressionado aqui com a apresentação da FINEP também, porque pesquisa e desenvolvimento é muito importante para todos nós, vai nos nortear no... presente e no futuro, em todas essas questões, para a gente se preparar também. Tem as opções do marítimo, que ainda não tem uma política pública aqui, que pode ser um próximo passo, que a gente pode endereçar aqui no Brasil. não deu tempo no combustível no futuro, nem falávamos desse assunto na época. Então, de fato, a gente pode colocar. Afinal de contas, como o Luciano Rodrigues da Única colocou, nós estamos falando da agroenergia, que representa 30% da nossa matriz energética brasileira e 60% do conteúdo renovável nessa nossa matriz energética. E para esse mapa do caminho brasileiro, deputado Arnaldo, Eu acho que o mais importante é que você vai encontrar entre as entidades... Uma união muito forte. Eu acho que, nos últimos anos, a gente nunca ficou tão unido na construção desse marco legal. Pela primeira vez, talvez, na história, a gente conseguiu alinhar produtores... de cana, produtores de biocombustíveis, produtores de matéria-prima, com produtores de automóveis, com distribuidores de combustíveis, com toda a cadeia, governo, parlamento, na construção disso tudo. Então, a gente tem hoje uma coalizão muito bem formada que hoje está sendo estendida aqui para o parlamento e sob sua liderança. Então, é muito importante esse processo. E o conceito do mapa do caminho trazido aqui pelo embaixador é muito importante para que a gente faça uma reflexão. Uma transição para longe dos combustíveis fósseis de forma justa, equitativa e equilibrada. Então, essa talvez seja a nossa meta, da gente enquadrar tudo o que a gente já faz dentro desse processo. Bom, falta o internacional. É o internacional um desafio muito grande. Eu confesso para vocês... que dentro dessa nossa estrutura, nos últimos anos, muita coisa já foi feita. Vou dar um exemplo para vocês. Quando... o setor viu a dificuldade do mercado do açúcar, trabalhamos muito com o governo indiano. O embaixador André estava lá, inclusive, naquele momento, para que um país que tenha um potencial também agrícola muito forte e que já produzia cana, pudesse também diversificar para a utilização de biocombustível. Hoje, o governo indiano e a Índia já misturam 20% de etanol na sua gasolina. É um dos exemplos que a gente tem e nós temos tantos outros. Estados Unidos, que, obviamente, briga por espaço no mercado internacional de etanol, briga pelo espaço do nosso mercado interno, que é o maior mercado interno proporcional do mundo, não em volume, mas é proporcional do mundo, também fez o seu dever de casa. Então, nós temos um potencial muito grande. Agora, nunca foi feito... um esforço direcionado sobre um aspecto importantíssimo que nós vamos viver agora em 2026. Pela primeira vez nos últimos anos, nós vamos conviver com uma oferta extremamente maior do que a demanda que a gente já viu para etanol no Brasil. Nós já tivemos desenquadramento entre oferta e demanda no passado, mas não do tamanho que nós vamos ter agora em 2026. um desafio muito grande, enquadra com o seu objetivo aqui, deputado, de a gente realmente conseguir inserir o país como um grande fornecedor dessa solução fantástica que nós criamos aqui no Brasil. E é claro que, quando a gente está falando sobre isso, a gente precisa, primeiro, ter muita inteligência, estratégia, para direcionar para onde a gente tem oportunidades, mesmo do produto, porque o que nós trabalhamos e desenvolvemos aqui no Brasil foi uma capacidade de resposta de oferta extraordinária. Daqui a pouco o Guilherme vai falar, mas em menos de 10 anos tiraram uma indústria... do chão, do zero. Do zero no Brasil, criaram uma grande indústria de produção de etanol de grãos aqui no país. Em menos de 10 anos. No ano passado, 10 bilhões de litros já de produção, com potencial de crescimento grande. E, obviamente, nós temos que enquadrar todo esse volume dentro da nossa capacidade de mercado interno, e aqui o Arden que está aqui, do IBP, É muito importante, a gente é um grande produtor de petróleo, é um grande produtor de derivados. A maior empresa do país é do setor de petróleo e gás. Então, essa transição precisa ser, como diz o embaixador, justa, equitativa. E... equilibrada. Então, a gente tem que conviver durante muito tempo com esse processo, de forma que a gente consiga chegar lá no final com o objetivo que o mapa do caminho coloca. Então, por fim, para finalizar, e agradecendo novamente o convite, esse direcionamento é muito importante, nós vamos participar, contribuindo, com esse processo, pensando no mapa do caminho aqui no Brasil e fora também do nosso território. Obrigado. Obrigado. Muito obrigado Mário
Bioenergia Brasil discutiu regime de combustíveis, propôs teto de 30% na alíquota de biocombustíveis e expressou preocupação com proposta de antecipar monofasia sem unificação da alíquota. Mencionou dificuldades com cálculo atual e relevância de itens como oposição a imposto sobre bebidas açucaradas e conceito de berço ao túmulo no imposto sobre veículos, especialmente etanol hidratado e anidro e biometano.
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