Pedro Maranhão

Pedro Maranhão

Diretor da Associação Brasileira de Resíduos e Meio Ambiente - ABREMA - Associação Brasileira de Resíduos e Meio Ambiente - ABREMA

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25 de fev, 17:47

COMISSÃO ESPECIAL SOBRE TRANSIÇÃO ENERGÉTICA E PRODUÇÃO DE HIDROGÊNIO VERDE

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Deputado, obrigado pelo convite. E... a reforçar aqui, mas é como eu digo, na minha terra... É chover numa olhada, elogiar o deputado Arnaldo Jardim, porque a unanimidade realmente, não só agora como deputado federal, mas também foi como deputado estadual em São Paulo. oportunidade de acompanhar. Então, é uma pena muito grande para o Parlamento, para o Brasil. É uma perda muito grande para o Parlamento, para o Brasil, o deputado não querer mais voltar a ser... legislador, deputado, mas vai continuar ajudando todos nós com a sua competência, sua experiência, sua sabedoria e seu principalmente... Isso que ele faz aqui, esse poder de articulação que ele sempre fez, desde a época de estudante. lá na Poli, e eu conheço um pouquinho depois, nós nos conhecemos desde 82, denunciando nossas idades aqui, que estamos juntos. Eu vou falar muito rápido aqui, eu sou do setor de resíduos sólidos, vou fugir um pouco aqui da discussão, mas vou falar de biocombustível, vou falar de biometano e daquilo que a gente propôs e fizemos nossa apresentação na COP30, onde nós propomos na COP30 apresentar alguma coisa, aquilo que se propõe na COP30, questão da implementação, de sair do papel e na prática. E nós apresentamos o projeto, eles aceitaram, e nós fizemos um grande evento, também liderado pelo deputado Arnaldo Jardim, que nos ajudou, junto com o Ministério da Cidade, Ministério... do meio ambiente, onde nós apresentamos o seguinte: vamos fazer a descarbonização, a descarbonização. Qual projeto vocês apresentamos? Está aqui. Os ateus sanitários nas regiões metropolitanas do Brasil, os maiores ateus nossos ficam nas regiões metropolitanas, onde nós vamos fazer biometano e o prefeito vai se comprometer em renovar sua frota, sair do combustível fósforo para o combustível renovável. Eles fecharam, toparam, fizemos. Foi um grande evento, eu até hoje acho, um dos eventos principais que teve na COP30, diretamente ligado à descarbonização. Teve 200 mil eventos importantes, mas na descarbonização, como a gente diz, na veia... Foi isso. porque nós estávamos fazendo e continuamos fazendo. Ontem mesmo, nós tivemos uma reunião, liderada pelo deputado também, com o ministro Alexandre Silveira, discutindo a implementação do combustível do futuro, aquele 10% que era teórica... a gente falava 1% por mês, que na análise deles, eles tinham feito sem os parâmetros certos, eles estavam defasados, porque eles queriam que a gente implementasse 0,25% esse ano. Nós conseguimos antes, graças ao deputado e a sensibilidade dos técnicos, do Renato, do Marlon, e principalmente do ministro Alexandre Silveira, que nós temos capacidade já esse ano de implementar 0,5%. fóssil vai ser substituído do gás fóssil, vai ser substituído pelo Cássio Renovável. Isso foi uma grande vitória para o nosso setor e o compromisso de, em setembro, a gente fazer uma nova IR, fazer no futuro, para poder dar segurança jurídica e dar segurança para os investidores. Eles saberem que podem investir, porque em 2027, em 2028, em 2029, eles sabem exatamente o mercado e quanto vai vender. Então, isso é muito importante. Isso nós fizemos, falamos com o embaixador Coimbra, E esse processo continuou, de falar com o prefeito, de prefeito se comprometer. Lá no dia, o prefeito de Porto Alegre, o prefeito de Salvador, o prefeito dos Guararapes, o prefeito de Campinas chegou a atrasar, disse mais, eu assino, o prefeito de Joinville, todos se comprometendo a renovar a sua frota. Isso é descarbonização direta, que nós estamos conseguindo fazer, e foi um grande avanço, graças a quê? Graças ao combustível do futuro. a visibilidade, essa sensibilidade que o deputado Arnaldo Jardim teve, de propor o combustível do futuro. O Ministério de Minas e Energia apoiou, está fazendo a regulamentação ainda, continua a regulamentação. E a gente fica muito contente de nós podermos, o nosso setor, que era um setor... O lixo a gente nunca imaginava, não se discutia. O lixo nunca estava na pauta, porque ninguém nunca se preocupava. Põe um lixo na porta, não quer saber o que acontece com ele. E hoje ele está nessa discussão. Eu tenho muito problema. Eu costumo falar que eu começo meu dia na época medieval e termino no século XXI, que é o caso aqui. Eu começo falando de encerramento de lixão, que é uma coisa medieval, e termino discutindo aqui SAF, hidrogênio verde, biogás, biometano, CDR. isso é muito importante dentro da nossa cadeia. Estão avançando muito. A partir do combustível do futuro, é impressionante o que os empresários, os empreendedores, estão fazendo essa transição. Até saindo da energia elétrica, do biogás para a energia elétrica, para o biometano. Então, isso foi muito, muito, satisfação, uma satisfação muito grande ter isso. E o embaixador entendeu isso. E queremos levar esse projeto, mostrar o resultado desse projeto, que é o resultado da COP30 para a COP31. com o embaixador Corrembra sobre isso, de levar essa proposta e a gente avançar mais nos prefeitos. Não só... para a questão dos caminhões de coleta de lixo, de varrição de tudo, mas também para o transporte coletivo. Já em São Paulo, Em 2027 não terá mais nenhum caminhão de coleta de lixo em São Paulo que não seja com biometano. O prefeito já se comprometeu, os empresários já estão investindo, tanto em Caeiras como no outro aterro lá, tanto a Loga como a EcoUrbis, já investindo nessa questão do biometano na cidade de São Paulo. Em Fortaleza, 25% do gás que corre nos dutos da Cegaz, já é originário de um aterro sanitário de biometano. Então, isso é muito importante. Isso a gente está avançando e isso vai para o mapa, que nós vamos entregar também para o embaixador no dia 9. vai para o mapa. Agora, toda essa geração de biometano gera outra coisa também, que se chama secreticarbono. Então, nós temos que também começar a discutir o ponto, sei lá, do acordo de Paris. Vamos fazer o quê? Hoje nós temos uma infinidade de crédito de carbono. Não podemos vender, porque nós estamos no mercado voluntário, mas a gente queria fazer os acordos bilaterais e vender porque os países estão nos procurando. que eles acham, me desculpe o pessoal da floresta e do ar, que o nosso crédito de carbono tem mais integridade. Por quê? Porque é mais fácil fiscalizar, botar um drone ali, ver se o aterro está funcionando, se tem as usinas, se estão. Então, fica muito mais fácil para eles. Eles têm medo dos escândalos que, de vez em quando, estão aparecendo. Eu já vi agora o Banco Master, com não sei quantos bilhões de hectares de terra, gerando crédito de carbono. Mas ainda a gente não está conseguindo, estamos trabalhando. porque para nós fazer acordos bilaterais... fazer os acordos bilaterais, a gente vai mexer na nossa NDC... Hoje, se nós temos uma meta, não sei se é de 30%, se eu vender para a Suíça, a Suíça, no balanço dela, diminui lá, o Japão, que estão interessados, Suíça, Japão, África do Sul, Suécia, Singapura, todos têm nos procurado, a nossa vai aumentar, é óbvio. Então, a gente está em 30%, vai para 32%. Só que a gente propôs para o governo pegar uma parte desse dinheiro e fazer o quê? Encerrar lixões. Nós temos 3 mil lixões no nosso país. Então, a partir do momento que nós aumentamos a nossa NDC, tudo bem, mas eu começo a encerrar lixões, eu começo a diminuir a emissão, eu de 32 venho para 28. ou 27, e ainda ganham, entra um bom dinheiro no país e ainda encerram os lixões. Mas ainda não conseguimos, estamos trabalhando, estamos discutindo com o governo isso, a questão da NDC para eles é um negócio quase meio sagrado, se não com a NDC eles ficam tudo assustados, mas nós estamos avançando nisso. E eu estou muito otimista com esse trabalho e esse trabalho do biometano, de avançar não só para os caminhões de coleta de lixo, mas avançar agora no transporte coletivo, que muitos prefeitos estão se comprometendo. Nós vamos fazer um evento agora, talvez, com o prefeito de Recife, de Campinas. de... De Porto Alegre já fizemos, de Ribeirão Preto e mais outros prefeitos que estão se comprometendo a renovar sua frota. Eu estou aqui, vou encerrar, porque... seguir aqui a orientação do deputado, para a gente ainda ter mais quatro pessoas para falar, e agradecer, e mais uma vez, parabenizar pelo trabalho, por esse debate, esse seminário, que foi muito enriquecedor para todos nós. Muito obrigado. Aplausos.

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