
Bom, primeiramente, agradecer ao deputado Luiz Ovando. pelo requerimento de valorização da clínica médica. Me sinto muito honrado representar o Conselho Federal de Medicina aqui. e me coloco à disposição, sempre que esse tema for ser discutido, Nós aqui daremos todo o apoio do Conselho Federal de Medicina. E aos colegas também, obrigado pela parceria, pelo aprendizado, pela experiência... e que se torne mais frequente, a gente valorize cada vez mais a nossa especialidade de clínica médica. Obrigado, deputada.
extremamente interessante eu vou contar um caso que aconteceu no avião ontem vindo de São Paulo para cá chamaram o médico, como sempre, chamam o médico a bordo, né? Chamam o médico a bordo, Aí você pensa assim: "Pô, vou lá". levantei, cheguei lá era no fundo, tinha um colega atendendo, um colega novo, perícia médica. E eu falei, pega a pressão, vamos pegar o oxímetro. E ele foi aferir a pressão do senhor, um senhor de 80 anos... pós-operatório de um câncer, fez uma nefrectomia e fez radiquimioterapia. Queixa dele, fadiga. E o colega foi a ferir a pressão. Ele está sem pressão. Não estava conversando. Tá, vá. Aí eu levantei o braço, Botei o esfingo, abaixei e medi, achei a pressão. Então o que está faltando para o clínico hoje... é de fato ter aquela visão ampla. Eu acho que o clínico... ele... tem o seu papel e ele ocupa e deve ocupar bastante o espaço na emergência nas UTIs, como hospitalista Porque uma boa formação... Você tem capacidade de fazer muita coisa. Então o clínico vai até onde ele acha ou ele entende que tem habilitação. Daí para frente... ele tem que ser humilde, e pedir a assistência de um especialista. E pode ter certeza, quando eu falei 60%, e o pronto-socorro desde uma certa acidose que pelo cheiro Pelo odor, você sabe que uma cetoacidose... Você consegue detectar pela experiência. E às vezes você ressuscita de um coma fazendo a glicose hipertônica na veia. O paciente está lá... apagado. Você chega, faz a glicemia, Faz uma glicose espertônica, ele acorda, a família fica assustada. É a visão geral que você tem que ter. E eu acho que não tem limite para o clínico. ele tem a conhecer o seu limite até onde vai essa autonomia, reconhecer que daqui por diante, de fato, o especialista tem que tomar conta. Mas... ele é o gestor do doente, os doentes que tem 7, 8 médicos Não tem médico nenhum. Tem que ter um médico para centralizar... as intercorrências e ouvir a opinião quando necessário. Obrigado, deputado.
Bom dia. Meu nome é Carlos Magno. Prete da Lapícola, sou conselheiro federal pelo Estado do Espírito Santo. e hoje eu coordeno a Câmara Técnica de Medicina de clínica médica do Conselho Federal de Medicina. Agradeço o convite, deputado Luiz Ovano, que tem sido um parceiro nosso. Inclusive, já algumas vezes esteve na nossa Câmara. aos colegas do presente. deputado Osmar Terra, que sempre doutor Lelo fala muito bem do senhor. E doutor Rogério Rezende também. Geraldo, Geraldo Rezende, do Mato Grosso do Sul. Doutor Mauro, mando um abraço para vocês dois. A parte que me cabe aqui... é apresentar alguns dados estatísticos sobre a nossa profissão. a nossa especialidade de clínica médica Hoje, nós temos uma quantidade maior de médicos especialistas... Desculpa. de médicos generalistas, aqueles que não têm especialidade, em relação às especialidades. não tem nenhum conflito de interesse. na apresentação, embora seja clínico, que tem residência médica em clínica, no hospital do Andaraí e em medicina do trabalho. Bom, inicialmente, Parte do assunto aqui, Viviana já abordou. A clínica emédia desempenha um papel estratégico da organização de assistência especializada, coordena o cuidado de pacientes complexos, integra diferentes especialidades, atua como base de assistência hospitalar e realiza diagnóstico diferencial. Isso é muito importante, o diagnóstico diferencial. porque ele nos encaminha para fazer uma solicitação de exames e uma propedeutica adequada sem ficar fazendo exames para tentar achar a doença que o paciente tem. Na verdade, a anamnese, o exame clínico... é muito mais importante do que solicitar o exame inicialmente. E a especialidade de clínica médica ela é uma referência nisso, Eu já estou formado há mais de 40 anos. E quando eu fui fazer minha residência, nós tínhamos basicamente como armas, um estetoscópio, um aparelho de pressão, E ultrassom era uma coisa raríssima. da gente lançar a mão. Tomografia, então, nem se falava nisso na época. e era o raio-x. Então, o clínico tinha que ter muito conhecimento básico para começar a olhar o paciente... fazer um hipótese agnóstico nos tais amos específicos, se a gente pudesse esclarecer e atuar em cima daquele paciente. Hoje nós temos no Brasil o último levantamento do Conselho Federal de Medicina, na demografia médica, cerca de 40 mil médicos especialistas em clínica médica. Como está desatualizado, está de 2024. Talvez seja um pouco maior esse número. A densidade 19.69, especialista por cada 100 mil habitantes. é a especialidade que tem o maior número de médicos especialistas, por número de habitantes. corresponde a 10, 12% das especialidades no Brasil. A distribuição, nós estamos vendo que, ultimamente, as mulheres, as meninas, as senhoras têm ganhado mais espaço na clínica médica. E nessa projeção a gente vê aqui cada vez mais... as mulheres estão se formando, fazendo o Clínica e Médicos à residência, E atuando. E uma particularidade, a clínica médica ainda são dois anos de residência médica. e muitos dos colegas fazem a residência como pilar básico depois ir para uma especialidade. Então, de repente, desses 40 mil médicos hoje no Brasil, 40, 41 mil, 42 mil, nem todos exercem a clínica médica parte faz a clínica médica e depois faz uma opção por uma especialidade, já que é uma área básica em algumas especialidades. Isso aí é um percentual, hoje, de clínico distribuído em cada estado do Brasil. Como sempre, São Paulo é um diferencial, mais de 8 mil clínicos, meu estado, Espírito Santo... 1032... médicos ou uma especialidade em clínica médica. E isso é importante. que, como foi dito aqui, Se você tem uma boa formação do profissional clínico, uma residência que você aprenda você com certeza, principalmente do SUS, se vai gerar economia na solicitação de exames e no direcionamento do tratamento dos pacientes. Hoje, no Brasil, nós temos por volta de 602 programas de residência médica, 8.400 vagas. 7.007 vagas ocupadas. e uma... Um dado preocupante. parte de 16% das vagas de residência em clínica médica estão ociosas. Tal qual as medicinas, família e comunidade. Isso é um problema principalmente para o SUS hoje. nós temos vagas disponíveis de residência médica e não temos médicos interessados em fazer residência médica. e tem vários fatores que explica isso aí, um dos fatores é a baixa remuneração da residência. R$ 4 mil, bruto para qualquer médico que vai fazer uma residência, Rio, São Paulo, Paraná, isso não dá para fazer a substância dele. tem mais 30% de bolsa residência. não dá para o colega sobreviver especificamente para estudar e conseguir sobreviver com os valores que a residência paga. Isso não é só para clínica médica não, qualquer outra residência no Brasil os valores são similares. e às vezes nós temos até locais em que o colega Paga... para poder fazer os seus estudos. então essa realidade que a gente tem que encarar Tem que enfrentar e tem que melhorar para o colegas se dedicar hoje a uma residência médica, e eu digo clínica médica, que basicamente vai viver de consultas e não de procedimentos. ou de realização de exames ele tem que ter uma base forte e tem que ter uma importância para ele conseguir superar essa fase, fazer sua residência e ir para o mercado de trabalho e ser remunerado dignamente, já que durante a residência vai ser difícil ele conseguir fazer isso. A minha residência no Rio de Janeiro, na época, no Andaraí, eu consegui fazer residência só fazer residência conseguir arrumar uma casa, casar e é festa de casamento. Hoje a situação é completamente diferente, tudo é muito diferente hoje, os custos são bem maiores morava em hospital para economizar, mas tudo isso são fatos que a gente vive no dia a dia da formação da residência, especialmente da clínica médica. Os programas de dança emérdita estão especificados, todo o Estado brasileiro tem algum programa de residência médica São Paulo, para variar, é o que tem 121 programas de clínica médica, com... 2.400 vagas oferecidas e 1970 vagas ociosas e a gente vê em qualquer dos estados brasileiros onde diz residência médica todas elas nós temos vagas É... É... as vagas autorizadas e as vagas ocupadas. E temos um percentual de vagas ainda ociosas na grande maioria dos nossos estados. E isso é preocupante. para o futuro da nossa profissão como especialidade médica. A clínica médica, nós julgamos ser o pilar da assistência especializada no Brasil. é por onde tudo começa é onde a boa formação de colega capaz de fazer uma hipótese de agnóstico pedir exames e depois, se necessário, encaminhar para o clínico. Quando eu comecei, cheguei em Vitória, com minha residência médica, Eu tive condição de trabalhar em uma UTI, são poucas as pessoas tinham especialidade de UTI, trabalhei em pronto-socorro como emergencista mais de 20 anos e a minha formação me permitiu que fizesse todos esses atendimentos com uma garantia do saber. que eu aprendi na minha residência de quinta médica, o estudo dedicação, A gente abdica de algumas situações que tinha na época, em função de tomar boa formação E graças a isso, a gente consegue disponibilizar para a população um atendimento diferenciado do conhecimento daquilo que você adquire, na sua residência médica ou na sua formação durante a graduação como médico. A expansão da formação e a internalização da expectativa são estratégias fundamentais para a gente manter. o clínico atuante, o clínico bem informado e o clínico que vá para um local que ele tenha condições de fazer um atendimento adequado à população. É por isso que nós temos que servir à população, E se temos que servir à população, temos que ter uma boa formação para ter a garantia de que a população será bem atendida. dentro da precariedade que hoje existe no Brasil, quando mais afastado dos grandes centros. e essa realidade, qualquer estado do Brasil, e o meu estado é um estado pequeno, o Espírito Santo, um estado pequeno, E mesmo assim, nos rincões, nós tínhamos alguma dificuldade de ter clínicos disponíveis... para fazer o seu atendimento. E isso eu defendo a minha especialidade, é a área básica que nós temos que ter uma atenção especial porque a partir dali, ele tem condições, com certeza, com uma boa formação, resolver E o doutor deputado Wanderl. por volta de 60% dos problemas... o clínico tem condição de resolver... na sua prática. no seu dia a dia O restante são as especialidades... e às vezes as subespecialidades. mas que o papel preponderante do clínico aí, no início do atendimento, é essencial para para que o atendimento seja direcionado de um modo mais... de um modo mais Efetivo. Agradeço aí, dentro do meu tempo, estaremos à disposição aqui para os questionamentos no futuro. Obrigado, deputado.
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