
Deputado Rodrigo Hollenberg, eu não poderia deixar de falar nessa data tão importante que marca... a comemoração que celebra o Dia Internacional da Síndrome de Down. E essa data, ela convida a gente para... conceber um olhar de mudança. Sobretudo... Obrigado. Para o que a gente está negando para esse segmento, que é a população com síndrome de Down. E, para mim, está muito claro que, quando há oportunidade, o resultado é evidente. As pessoas com síndrome de Down... Elas não precisam, inclusive... de que pessoas falem por elas, elas têm falado por si. E aí eu trago, para a gente lembrar nessa data tão importante, algumas figuras que eu tive a alegria de conhecer, na minha geração. Aí eu vou falar da jornalista Fernanda Honorato, que é a primeira jornalista com síndrome de Down do Brasil, E essa nossa geração, deputado Rodrigo Hollenberg, ele não entregou só... a Fernanda Honorato, ele também nos oportunizou conhecer a primeira professora com síndrome de Dow do Brasil, que é a professora Débora Araújo Seabra, que a gente teve a oportunidade de ter ela aqui na Câmara. Nós também tivemos a primeira vereadora brasileira com síndrome de Dow. Nós também temos, nessa geração, a primeira fotógrafa formada, inclusive aqui em Brasília, a Jéssica Figueiredo. E é uma prova de que... É... Quando há oportunidade, essas pessoas emancipam, inclusive constroem essa emancipação coletiva na sociedade. E não posso deixar também de fazer referência ao meu colega, de profissão que inclusive formou na minha turma, Marcos, é... Tradutor de Libras, o primeiro tradutor de Libras do Brasil... é que eu tive a oportunidade de estudar junto com ele, que é o nosso querido Gabriel. Camargo. Então, essas trajetórias, elas são a evidência concreta de que quando há investimento e respeito, as pessoas com síndrome de Down voam, e voam muito longe. Mas esse ano, o tema, ele me entristece um pouco, Cléo, não pelo tema escolhido. Mas o que a sociedade faz com essas pessoas? Show solidão! Show solidão! Nós estamos falando da convivência comunitária, que é um direito... Mas há uma negação concreta posta na nossa sociedade. E aí... A gente está falando dessa conexão com o capacitismo, que permite isso. A solidão é imposta quando a sociedade decide quem pode ou não pode ocupar os espaços. E é aí que está a contradição que a gente precisa enfrentar. Enquanto a gente celebra conquistas... As realidades mostram que ainda nós estamos falhando. E aí, gente, eu vou trazer uma falha concreta aqui. Sem monitor nas escolas públicas não há inclusão. Sem apoio não pode haver e não há aprendizagem. E isso não é um detalhe. é uma necessidade real e concreta das pessoas com síndrome de Down aqui do DF, que é uma negação desse governo do Distrito Federal, inclusive, presidente, eu queria propor para que saísse dessa audiência uma moção, uma moção pedindo para que o governo do Distrito Federal cumpra a LBI. e contrate monitores, monitores com a qualificação adequada, a qualificação necessária, porque o que o governo do Distrito Federal tem feito... É entregando... apenas para monitores, educadores sociais, que inclusive para mim é um cheiro de trabalho escravo, que é essa... a remuneração que essas pessoas recebem? Ou seja, a gente precisa que essa comissão se posicione sobre a ausência de acompanhamento de monitores nas escolas públicas. Porque nós queremos... E o EFB também, né, Nádia? Nós queremos presidente. celebrar a vida da Fernanda Honorato, do Gabriel, a vida da professora Débora, mas a gente só vai poder celebrar isso... quando houver inclusão de verdade, quando a escola... verdadeiramente possibilitar que essas pessoas cheguem e vençam na vida e vou finalizar essa fala É também reconhecendo o papel das famílias, das mães, principalmente que estão na luta... para que essas pessoas vençam. Por trás de cada uma dessas pessoas que eu falei, presidente, há sempre uma família que apoia muito. Há uma mãe que lutou muito para que essas pessoas se qualifiquem e que a nossa geração pôde conhecer. Viva as pessoas com síndrome de Down do Brasil, viva os autodefensores, viva a Federação Brasileira e vivam todas as entidades que permitam que essas pessoas vençam e permite que a nossa geração conheça essas histórias de sucesso. Obrigado.
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