
2 falas em 1 audiência da Câmara dos Deputados em 2026
Não, mas você pode abrir a tua câmera, por gentileza, para falar. Posso, mas eu estou deslocando, tá? Não, tá tudo certo. Obrigada. Então, passo a palavra por dois minutos para o doutor Juliano. Perfeito. Deputado, só para agradecer novamente pelo convite. Acho que a gente pode ver como todos têm o mesmo propósito da educação de qualidade. E como o Enamed é um passo nesse sentido e que a gente pode continuar avançando... para garantir que a gente tem um exame de proficiência que de fato reflita as necessidades e enderece a questão da formação e da profissão. A gente segue nessa defesa, entendemos que o Enamed tem melhorias a serem feitas. Vamos compartilhar depois com o gabinete dos estudos que nós temos a respeito. e das medidas que nós entendemos que precisam ser implementadas para garantir que ele cumpra com a sua finalidade, mas sendo a formação, a questão de saúde, interesse público, a formação, segundo muitas palavras do doutor César, né? interesse público e o IT, os órgãos fazendo essa discussão com as instituições formadoras, com o conselho profissional, é um caminho para conseguir de fato chegar num exame que reflita a necessidade e o que o país precisa da formação médica, garantindo a qualidade, garantindo a acessibilidade, garantindo a interiorização, garantindo que tenha as residências necessárias, que tenha os estágios e todas as demais frentes que compõem a formação médica e oferta de uma saúde de qualidade. Então, em nome da NUP, eu agradeço novamente o espaço e nos colocamos à disposição para seguir no debate, deputado. Obrigado. Obrigado. Muito obrigada.
Deputada, primeiro queria cumprimentar e agradecer. pelo espaço e pela sua atuação que sempre traz tantos temas relevantes para a educação superior, para a discussão no Congresso. Queria cumprimentar meus colegas do setor, a Beth Guedes, presidente da Confenem, o Bruno Coimbra, que está representando a BMS, e meus colegas virtuais aqui que estão com a gente, o doutor Adúlcio, o doutor Paulo, o doutor César e o doutor José. A ANUP é a Associação Nacional das Universidades Particulares, a gente representa o setor de ensino superior sempre atuando nas discussões tanto no MEC quanto no Congresso Nacional. Eu queria me somar às falas dos colegas, ao dizer que a gente também vê com bons olhos a criação do Enamed. A importância da gente ter uma prova anual que consiga fazer uma avaliação com base nas decenas de medicina e a gente consiga acompanhar o seu desempenho e ter isso unificado, é um grande salto. A gente reconhece o empenho do MEC, do INEP e do setor acadêmico que participou da construção, e que se bem realizado vai cumprir com o objetivo da gente conseguir apoiar a formação médica de qualidade. Entretanto, a gente entende que o Enamed, nessa primeira edição, como ele foi realizado isoladamente, ele não reflete necessariamente a qualidade das instituições. a nota do Enamed é composta exclusivamente pelo desempenho do aluno na prova, e quando a gente tem outros critérios de avaliação do próprio INEP, que levam em consideração o corpo docente, a infraestrutura, a matriz pedagógica e outros critérios que o Enamed por si só ele não capta. Então, quando a gente pega a primeira edição que está sendo realizada do Enamed, que foi realizada em um curto espaço de tempo, e a gente foi tendo os critérios que seriam utilizados e como ele seria utilizado posteriormente após a sua realização, a gente tem que aplicar utilizar o Enamed por si só como uma forma de sanção, das unidades, porque como é a primeira vez que está sendo realizado, talvez deveria ter mais previsibilidade, tem alguns ajustes metodológicos que seriam positivos para conseguir fazer com que ele de fato cumprisse com esse objetivo de conseguir avaliar as instituições e todo mundo entendendo como seria utilizado a prova e como ele seria aplicado. Só um exemplo, o Enad até então, ele era uma porcentagem da nota do CPC de um indicador que de fato levava a uma punição à instituição. Então, nós tínhamos um cenário em que o Enad era de baixo risco para o aluno, porque ele tinha um baixo impacto na sua carreira profissional, e dependendo da nota que ele tirasse, não teria nenhum impacto na carreira profissional, e para a instituição era 20% da nota do CPC, uma aplicação de punição ou de sanção. Com a aplicação do Enamed no ano passado, em curto espaço de tempo, menos de oito meses nós tivemos o Enamed e ao longo desses meses foram publicados os atos normativos que regularam, ele continuou sendo de baixo impacto para o aluno, porque a não ser que ele fosse fazer o Enar e o estado dele tivesse escrito, onde ele fosse ocorrendo e estivesse participando, teria pouco impacto para a carreira profissional dele, mas para a instituição acabou tendo muito impacto, ela vai receber uma sanção e uma punição única e exclusivamente com base na nota do Enamed. Então a gente entende que foi uma mudança que foi muito rápida, e que tem alguns ajustes metodológicos que poderiam fazer com que ela fosse mais assertiva e as instituições dos alunos estivessem mais preparados para o uso que seria dado, para avaliação que eles estavam realizando. Então, vemos com bons olhos a criação da ANAMED, só entendemos que, numa primeira edição, a aplicação de medidas cautelares talvez não fosse o melhor caminho, porque faltou um pouco de previsibilidade de como seriam utilizados os resultados. Algumas outras questões metodológicas que nós temos colocado é a questão dos alunos do 11º período também fazer em UENAMED e contar para a nota que é aplicada, porque instituições que você tem entrada semestral, acabam, no final das contas, sendo prejudicadas, porque no 11º período ele tem uma carga horária que ele tem que cumprir, que é bastante significativa, que pode ter impacto na nota final do ano a média dele e aí afetar a nota da instituição toda, não são todas as instituições que fazem, tá, as entradas semestrais, então... traz um desafio que a gente tem de que talvez o aluno décimo primeiro período não deveria ter sua nota considerada para essa aplicação de sanções. Um outro ponto é a questão dos programas, dos cursos abertos, do programa Mais Médicos, né, são cursos que, de acordo com os editais publicados pelo próprio governo, são localizados no interior e muitas vezes existem desafios de você conseguir no interior, seja o corpo docente, a residência, a profissionalização necessária, de colocar no interior de fato conseguir desenvolver a região, desenvolver o corpo médico da região, os instrumentos de saúde, levar os alunos e professores para o interior do país, mas isso também acaba tornando mais desafiador um resultado positivo no MENA Média. por causa dos critérios de como é instituído. Então, a gente acredita, deputado Nicolás, que uma maior previsibilidade e com ajustes na aplicação e na média ele vai conseguir se aperfeiçoar e vai conseguir cumprir com o seu objetivo, de fato conseguir avaliar o nível de aprendizagem e ver se as instituições estão formando os alunos adequadamente e em sendo aperfeiçoado nesse critério, nas próximas realizações, ele pode, de fato, ser o exame que vai ser aplicado como exame de proficiência. Eu sei que não é o assunto, como já colocaram, mas me somo as palavras dos colegas também, que um único exame para se fazer mais sentido para os alunos, para as instituições, para a realização e organização desse processo. E o Enamed já sendo colocado em avaliação seria o principal para a gente conseguir, de fato, unificar isso e não ter múltiplas provas, porque preocupa essa questão de qual é, a importância dos alunos na realização da prova. Sendo o exame de proficiência, claro que eles vão ter muita atenção e cuidado na realização. Se eu tiver múltiplos exames, aí a gente desvia o foco e a atenção deles na realização dos exames. Então... Eu acho que esses são os pontos que a gente gostaria de colocar e nos colocamos à disposição da deputada e da comissão para continuar contribuindo nesses debates a respeito dos cursos de medicina, deputado. Então, agradeço e encerro minha fala, eu lembro, uns três minutinhos ainda.
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