
Boa, boa tarde a todos. Boa tarde. Coloca aqui minha apresentação, só um minuto. Eu queria aproveitar... para agradecer essa oportunidade realmente falar de um tema como esse aquece o coração de nós nefrologistas, ter essa visibilidade para a doença renal crônica, os métodos de terapia renal substitutiva, para nós é muito importante dar voz aos nossos pacientes, dar voz à equipe que cuida desses pacientes. Vocês estão conseguindo ver minha apresentação? Sim, sim, está ok. Então, eu vou... Eu acho que eu fui muito feliz de vir depois da doutorizadora doutora Carmen, porque eu acabei pautando minha apresentação um pouco no que ambas já trouxeram. Então, hoje a gente tem um conceito da síndrome cardiovascular renal metabólica, porque a doença renal não vem sozinha. Ela vem no contexto de múltiplas comorbidades, especialmente diabetes, obesidade e hipertensão. Então, no Brasil e em todo o mundo, são essas as comorbidades que mais levam à insuficiência renal. A doutorizadora já trouxe, eu só queria reforçar que são 10% da população mundial pelo OMS com doença renal crônica, uma boa parte dessas pessoas desconhecem o fato de terem essa doença. Obrigado. ela nem é conhecida, muitas vezes a gente tem que dizer, não é um nefrologista que cuida dos rins, e essas campanhas e uma sessão como essa é muito importante para a gente aumentar a visibilidade de uma doença que é tão letal. Esse dado é dos Estados Unidos, então, são pacientes com doença renal num estágio moderado, da periculosidade, então a pessoa tem a doença, 16% da população americana, pelo dado que foi publicado em 2024, mas que fazia referência a 2023, 2022. Então, isso num país que, teoricamente, tem uma boa assistência primária em saúde, e mesmo assim a gente tem aí esses dados. Esse dado já foi apresentado de 172 mil pessoas em diálise. doutora Carmen, a evolução da diálise peritonial, eu pratico a diálise peritonial em consultório, eu posso dizer que eu sou peritonista, estou no comitê da diálise peritonial da Sociedade Brasileira de Nefrologia e para a gente foi uma grande conquista. porque são muitos pacientes e a previsão é de 50 mil pacientes a mais em diálise no Brasil a cada ano. Então a gente sabe que existe um limite da capacidade instalada dos serviços de saúde. E o que acontece depois que o paciente entra em diálise? Eu vou falar aqui um pouco mais da hemodiálise, porque mais de 80% dos pacientes brasileiros que estão em terapia renal substitutiva dialítica, eles estão em hemodiálise. A gente sabe, então, aí trazendo o dado, né? praticamente aí a maior parte dos doentes ele vai estar em centros do SUS, Então, o SUS é o grande financiador da terapia renal substitutiva. O privado praticamente não tem participação, a participação é muito frustra. Então, entender que é um volume grande, não só de dinheiro, como de energia, de capacitação, para que a gente tenha aí os centros de diálise em funcionamento. Tá? Então esse seria o centro privado, esse seria o centro do SUS e a gente entende que as diferenças existem, o que a gente precisa é prestar um serviço de boa qualidade para nossos pacientes. Eu queria trazer aqui o exemplo da Bahia, a Bahia é um estado grande de dimensões continentais como tantos outros que a gente tem no Brasil e esse é um trabalho publicado de 2009, onde foi visto seguido pacientes que entravam na emergência de um hospital de referência de Salvador, com necessidade de diálise de urgência. e que, como a doutora Isadora falou, eles tinham que sair do hospital para uma unidade de diálise para que pudessem ter alta. Então, no estado da Bahia, de acordo com esse estudo de 2009, a média de distância que um paciente tinha que se deslocar entre sua residência e a unidade de diálise era de 100 km. Obrigado. 5 a 7 horas de distância, fora as 4 horas de diálise, 3 vezes por semana, pelo menos. Então, isso daí é realmente uma queda de qualidade de vida, de autonomia, é realmente sair do seu trabalho e a gente precisa ver também esses custos indiretos que acometem o paciente. Obrigado. Esse mapa de calor mostra que normalmente a doença é insidiosa e progressiva. Há um tempo atrás, ela era dita como inexorável, mas depois de todas essas terapias que já foram aqui apresentadas, a gente viu nos últimos 10 anos um retardo da doença renal, que até então era dita como inexorável. Então, normalmente, se começa nos estágios iniciais até que você progrida para uma perda de função renal, um aumento da proteínura, e isso vai fazendo com que o rim pare de funcionar. E nosso grande desafio, qual que é? É tentar sair... daqui e não deixar chegar até aqui que seria já o tratamento de suporte seja ele transplante, diálise hipertonial ou hemodiálise. E como que a gente faz isso, né? Como é que a gente consegue retardar ou interromper essa progressão. Então já foi falado das drogas, dos pilares guiados por guidelines, então hoje a gente tem de forma irrefutável quais são as drogas que retardam ou interrompem, e algumas delas já estão disponíveis no SUS. E a gente tem aqui esse PCDT de 2024, que traz um grande guia de como a gente pode fazer para atenuar a progressão da doença renal crônica. Então, para além... das drogas, a gente poderia botar aqui metas. que é o que vem diante dessa referência. Seria o controle pressórico, o controle glicêmico, o controle lipídico, fora hábitos de vidas como redução da obesidade, perda de peso e uma vida mais saudável, exercício físico. Todo mundo conhece isso. Isso é de conhecimento público. Não precisa ser da área de saúde para saber. todo mundo tem esse conselho para dar. Por que é tão difícil, então? Por que a gente não consegue bater essas metas? Então, eu vou trazer um pouco da nossa experiência dentro do hospital de referência, é um hospital de alta complexidade em Salvador, somos referentes principalmente no tratamento das doenças cardiovasculares, e aí a nossa posição pelo SUS, pelo SIGTAP, em alguns tratamentos de doenças cardiovasculares, cirurgia cardíaca, adulto e pediátrico em especial, renal no Brasil, um longo caminho aí a Bahia percorreu até chegar a esse número de 300. Então, além dos pilares terapêuticos, eu quero reforçar aqui o que tem de equipe de saúde. A gente tem hoje um número de nefrologistas reduzido, insuficiente em boa parte das áreas do Brasil, tanto por falta de remuneração adequada, condição de trabalho. Então, esse dado aqui que eu estou mostrando é americano, mas no Brasil também ocorre. A gente tem um esvaziamento da residência de nefrologia. Isso acontece porque os pacientes são de alta complexidade e muitas vezes a gente não consegue fornecer para eles nem a terapia medicamentosa adequada e nem mesmo a vaga de diálise tão esperada para que eles saiam do hospital. E como que a gente consegue então manejar, especialmente aqui na experiência do meu centro? É a ação multidisciplinar. Então, como foi dito aqui a respeito da nutrição, eu traria ainda a enfermagem, serviço social, psicologia, qualquer paciente que tenha síndrome que eu acabei de mostrar, onde há obesidade, hipertensão, diabetes e doença renal crônica, é um paciente que sem sombra de dúvida precisa de um cuidado integrado, um cuidado olímpico. empoderada e presente dentro da linha de cuidado do paciente renal. Com certeza a gente ia ter médicos com um poder de inserção maior, a gente já sabe que isso faz total diferença no cuidado do doente, no transplante, na insuficiência cardíaca e na linha de cuidado na jornada do paciente renal crônico também. cuidado que pacientes de alta complexidade que precisam de um cuidado integrado eles precisam ser visto de forma holística e integrada como foi dito aqui do cuidado da assistência primária até o a clínica de hemodiálise o hospital de retaguarda e esses três serviços eles com certeza deveriam se comunicar porque muitas vezes até entre especialistas a gente tem dificuldade de comunicação então o que e esferas de cuidado trabalhando em conjunto, a gente vai conseguir combater essa grande síndrome, onde os pacientes estão em maior risco de morte de cérebro vascular, cardiovascular, inclusive de neoplasia. Essa figura é da mesma referência da American Heart Association, que é uma das maiores do mundo, e que no primeiro estágio ele coloca assim: esse tipo de doente precisa de um olhar integrado. O olhar multidisciplinar, então a gente precisa dos quatro pilares medicamentosos e para além disso a gente precisa do especialista e de sua equipe toda formada. Obrigado. E aí Por fim, eu gostaria de trazer aqui a importância da linha de cuidado e da jornada do paciente. A gente vem discutindo isso em várias patologias, tá? Eu vou trazer aqui na DRC, o doente, ele sai do hospital com uma doença grave que precisa de acompanhamento. de ato na alta, a gente tenta viabilizar com que ele pegue no SUS ou fazer um fornecimento de 30 dias até que ele volte para a sua consulta de retorno. Isso daí é feito de forma muito robusta e segura para que a gente tenha o medicamento certo para o paciente que realmente vai utilizar a medicação e o que a gente quer é impedir ou retardar a re-hospitalização e tem sido muito vitorioso. Gostaria de reforçar o quanto que eu acredito no SUS... do Brasil, em outros países da América Latina, a diálise sequer é financiada, né? Então, os pacientes, eles precisam, de fato, arcar e pagar pela terapia, e eu acho, então, que a gente tem aqui a faca e o queijo na mão para que a gente possa ter o cuidado integrado dos pacientes, vejo toda a disponibilidade, eu acho que está toda a sociedade andando para o mesmo lado da gente conseguir dar assistência a esse paciente, que amanhã ou depois, pela grande prevalência, ser um dos nossos queridos parentes. Então, só reforçando que pelo PCDT, as esferas de gestão da linha de cuidado do paciente, elas devem se comunicar. para que a gente possa manter o cuidado do doente. Obrigado. Por fim, Obrigado. O cuidado integral verdadeiro é você enxergar, além da doença, além da terapia medicamentosa, é o paciente ter de fato uma atenção integral. Muito obrigada pelo lugar de fala que vocês me deram. Está aqui o meu contato. Obrigada, boa tarde. Obrigado.
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