Jorge Bichara

Jorge Bichara

Consultor - Comitê Olímpico do Brasil (COB)

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18 de mar, 17:38

COMISSÃO DO ESPORTE

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Bom, boa noite pessoal. É um prazer estar falando de novo aqui com vocês, mais uma vez. É um prazer estar integrando essa diretoria. Acho que as falas do Laporta, do Emanuel, traduzem muito também um alinhamento com a minha forma de pensar, da gente sempre ser transparente e tentar sempre apresentar o COBE em todos os níveis, com todas as suas áreas de atuação. No aspecto esportivo, Eu vou falar um pouquinho dessa competição, mas era importante a gente entender o momento que nós estamos. Num ciclo de quatro anos, a gente entra num momento... crítico no bom sentido de uma preparação para os Jogos Panamericanos, para os Jogos Olímpicos. Passamos por uma Olimpíada de Inverno agora em 2026, mas a gente entra num processo muito importante que vai ser determinante no nosso resultado final. nos Jogos de 2028, nos Jogos Pan-Americanos de 2027. Falando um pouquinho de 2025, a gente chegou e... se deparou com a situação do COBE naquele momento, fomos avaliando os resultados que aconteceram. O COBE vem de uma boa performance dentro dos Jogos de Paris, resultados bons, uma colocação por quantidade de medalhas interessante, mas uma tradução do que é o mundo olímpico atualmente. A gente precisa das medalhas de ouro para alcançar posições mais condizentes com o potencial que o Brasil tem. que é uma proposta do governo, do Ministério também, de cada vez mais incentivar a prática da atividade física, a prática do esporte em si. Isso é importante para que a gente aumente o número de praticantes e, dali, saiam novos valores, condizentes com o tamanho do nosso país, com o tamanho da nossa população. O Brasil, as confederações, os clubes, eles trabalham com um N de atletas muito pequeno. E, mesmo assim, ainda conseguem colocar o Brasil entre os 20 primeiros países do mundo. ou de liderança na América do Sul e também num cenário olímpico que cada vez se consolida mais. A gente passa por um ano de 2025 aprendendo como estruturar um planejamento mais específico e diferente do que tinha anteriormente. Fomos buscando novas fontes de recursos, como foram apresentadas aqui, se relacionando à gestão, se relaciona com as confederações e estabelecendo essas formas de relacionamento como o Aquáticos, é uma proposta dessa diretoria ajudar essas confederações a recuperarem a sua autonomia, e algumas já estão conseguindo, com as certificações que receberam, e também trabalhando com novas gestões em várias confederações, entendendo um planejamento, algumas com continuidade, outras com novos gestores, e a nossa proposta de trabalho passa por avançar em várias frentes. Brasil tem, passam por modalidades onde temos treinadores que conseguem conduzir atletas ao máximo da sua performance. Situações onde a gente criou, o Emanuel falou um pouquinho aqui, através de parceiros Soluções, lançamos esse ano um projeto, ano passado, um projeto de apoio a atletas lesionados, então o COBE assume a responsabilidade sobre o processo cirúrgico de atletas que se lesionam servindo às confederações brasileiras, ajudamos já vários nesse sentido, estamos suporte a essas confederações e recuperar esses atletas mais rápido. Estamos investindo também na capacitação de treinadores, enviando treinadores para o exterior, brasileiros, para se qualificarem, adquirindo equipamentos esportivos para vários esportes, ginástica, canoagem, estamos comprando equipamentos agora, no sentido de estruturar, aproveitar o ano de 2025 para essa estruturação. Também é um momento onde a gente participou de uma competição muito importante, como o Emmanuel falou, Sub-23, que era importante num processo de maturação de atletas novos e para a busca de vagas para os Jogos Pan-Americanos, vamos dizer assim, Sênior, que vai ser em 2027 em Lima. E o Brasil teve uma performance muito boa em muitos esportes, liderou o quadro final de medalhas, mas o mais importante para a gente era dar experiência para esses atletas jovens, oportunizar a eles a possibilidade de representar o Brasil numa competição multiesportiva, entenderem um pouco do que é um ambiente olímpico e poderem se atletas sênior de qualidade. Esse é um pouquinho do nosso ciclo, como ele se compõe em relação à participação do Brasil. O nosso ano de 2026 é um ano extremamente complexo. A gente saiu dos Jogos Olímpicos de inverno, a gente já entra nos Jogos Sul-Americanos da Juventude, agora no Panamá, em abril. A gente tem... os Jogos Sul-Americanos no final de setembro, e a gente tem também os Jogos Olímpicos da Juventude em outubro, um caráter diferente, não tão competitivo, mas participativo, vai ser o Senegal, organizado pelo Compitê-Límpico Internacional, mas é o ano que a gente tem a maior quantidade de eventos. Em paralelo a isso, a gente tem que trabalhar com as confederações para que a gente tenha boas performances nos campeonatos mundiais, para os Jogos Olímpicos. E a gente sempre, num momento onde os recursos não são suficientes para atender todas as necessidades, o Brasil está num cantinho do planeta, então o nosso custo logístico para levar os nossos atletas para um nível de competitividade é grande, nas viagens, nos deslocamentos. Esse é um comparativo que a gente nunca pode se isentar nas viagens para poder competir, isso consome uma parte considerável, por isso sempre há necessidade de mais apoio nesse sentido. Mas... As nossas estratégias passam por ali, por a gente criar apoio às confederações através dos recursos ordinários que nós passamos para elas, apoios em projetos esportivos específicos, onde a gente tem o nosso programa de preparação olímpica, onde a gente atua com várias modalidades em ações particulares. Nesse momento, nessa semana, saímos com algumas ações de atletismo, com atletas que foram competir no exterior com o apoio da confederação, e buscando um avanço no patamar internacional. Obrigado. As diretrizes para a gente em 2026 sempre vai ser o foco estar no atleta, da gente poder sempre direcionar as ações para que o atleta consiga evoluir dentro do seu desempenho, entendendo todo esse ambiente que tem em volta do atleta e tentando suprir essas necessidades. Mas, volto a dizer, o treinador é fundamental dentro desse processo, ele vai conduzir a gente aos resultados maiores, atendendo todos os nossos stakeholders que estão envolvidos ali, Obrigado. todos que estão envolvidos nesse processo têm uma participação. A medalha não é construída, conseguida sozinho. Você precisa da construção coletiva para você ter a chance de conquistar essa medalha. Essa medalha, quando ela é conquistada também, não é somente daquele atleta, ela beneficia toda uma cadeia de outros atletas daquela modalidade, de outras modalidades esportivas, do próprio orgulho que leva à população brasileira. a própria movimentação que tem no mercado publicitário, comercial. Então, essa medalha gera dividendos para todo mundo. A gente tem essas quatro missões, que são volumosas para a gente, e o Comitê Olímpico Brasileiro. É um comitê reconhecido internacionalmente pela qualidade da sua participação em eventos internacionais, seja na estruturação pré-competitiva, durante o momento de competição, atendendo as confederações e os atletas das necessidades que a gente tem. E, no fundo disso, o presidente brinca, a gente sabe que a gente vai sempre ser cobrado pelo resultado esportivo, mas ele vai ser sempre resultado de uma preparação adequada. Ela não vai vir por sorte, ela não vai vir por algum tipo de confluência profissional, mística, ela vai vir por trabalho. É assim que essa medalha vai ser conquistada, porque, do outro lado, tem... pessoas, equipes que trabalham tanto ou igual a gente, às vezes até mais. A gente não precisa trabalhar mais, a gente só precisa trabalhar com inteligência de forma adequada. Então, é uma competição que cada vez é mais acirrada no mundo. A disputa no cenário internacional por países que entendem o esporte como uma forma de promoção, ela é cada vez maior. Então, você vê a ascensão cada vez mais presente no cenário internacional como foco de investimento. Esse ano... Se a gente for olhar um ranking virtual dos países, o Brasil ficou em 15º lugar. Se a gente fosse pegar todos os resultados dos campeonatos mundiais, de todas as modalidades, e fizesse um ranqueamento, como foi o Brasil? O Brasil conquistou 20 medalhas em campeonatos mundiais ou competição equivalente, e isso coloca o Brasil na 15ª posição. Seis medalhas de ouro, sete medalhas de... de bronze, 10 medalhas de prata, enfim, dá um número ali que coloca o Brasil na 15ª posição. É um número interessante para a gente, porque a gente conseguiu alcançar boas colocações com medalhas de ouro, isso é importante no quadro final, mas ainda é insuficiente se a gente está almejando coisas maiores. A gente precisa trabalhar forte esses próximos dois anos para que a gente possa chegar nos Jogos Olímpicos. Quando a gente olha para frente, a gente tem pouco mais de dois anos para os Jogos Olímpicos de 2028. A gente passa muito rápido esse tempo. Então, a gente tem um processo ainda que o COBE, ao longo do tempo, foi incentivando as confederações a também buscarem que seus dirigentes alcançassem cargos dentro das entidades internacionais. Muitas modalidades dentro do programa olímpico, elas são de avaliação subjetiva e a gente não quer ter uma vantagem, mas a gente não quer ser prejudicado. sofra nenhum tipo de prejuízo nisso aí, principalmente nessas modalidades subjetivas. Então, isso também foi uma estratégia do COBE ao longo do tempo, reforçada nessa gestão, de que a gente tem esses dirigentes nessa função. É importante essa representatividade e o Brasil tem qualidade de dirigentes para alcançar esses postos. Enfim, dentro do nosso cenário de perspectivas esportivas. Eu vejo com um olhar positivo, mas com uma necessidade e uma atenção muito grande nesse ano de 2026 e em 2027. Eles são fundamentais para que a gente consiga chegar em 2028 com uma qualidade de preparação que possibilite ao Brasil um resultado digno e do tamanho que o Brasil tem. Bom, enfim, a gente tem um último vídeo para passar de uma conquista muito significativa para a gente, que foi nos Jogos de Inverno de 2014. e 26, uma medalha inédita de um atleta que, para mim, assim... É... no aspecto técnico sensacional. A gente trabalhou junto com a equipe de trabalho dele, ele tem uma equipe muito forte, muito bem organizada, de dar essas condições para ele, mas o diferencial desse rapaz foi o aspecto mental. pela forma da competição dele. Acho que quem pôde acompanhar, ele foi o primeiro a descer, e o tempo dele passa a ser um balizador para todos os outros. E a fase final da prova, ele foi o último entre os melhores. Então, ele tinha que superar ele mesmo, naquele final ali, a partir do momento que ele esperava todos os adversários irem superando ele numa contagem somada das duas descidas. Então, o que mais prevalece atualmente dentro desse nível de competitividade é o aspecto mental. Está aí o nosso diretor-geral, que sempre se caracterizou por isso ele, à toa, conquistou três medalhas olímpicas. E essa medalha conquistada pelo Lucas é muito simbólica por isso, por uma força mental que esse rapaz teve na sua participação e proporcionou um momento muito interessante para a história olímpica do Brasil e que criou muitos memes também interessantes no nosso carnaval. 50 segundos

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