
Boa tarde a todos. Eu gostaria de agradecer muito, primeiro, a nossa presidente Michele, pela oportunidade. de estarmos aqui... A Ana, que nos fez o convite. E eu estava ouvindo ali as autodescrições, Ana. e estava pensando que se nós fôssemos aqui fazer uma autodescrição, porque eu acredito que todos que estão aqui foram escolhidos Escolhidos por Deus para estar aqui nesse momento. A nossa autodescrição não deveria ser outra que... Amor. Nós devemos, que estamos aqui, que fomos escolhidos para esse tempo, para essa reunião, para essa audiência, estarmos vestidos de amor. Eu não tenho filhos raros como a Edna. mas nós, com amor, conseguimos sentir o que ela sente. se a gente nos vestir de amor. Eu sou do Norte, sou do Pará. E tive uma experiência muito interessante. Nós fizemos uma caminhada, dias 5, 6 e 7, E oito... Quatro dias... na Transamazônica. Estava comentando. quadro aqui E por isso citei o que aconteceu para ela e ela nos colocou aí e pediu ao senhor presidente e a deputada para que nos desse fala nesse sentido. Durante a nossa caminhada de 110 quilômetros a pé na Transamazônica, um trabalho de tentar mostrar ao Brasil o que aquelas pessoas vivem ali, nós encontramos uma criança. A Elisa. A Elisa é uma criança típica, Obrigado. E... A partir do momento que ela, a mãe, é produtora de cacau, e verticaliza a produção de cacau lá, ela vende, planta e fabrica o bombom e vende. E é mãe dessa criança atípica. E... E quando ela soube, a Elisa soube que nós íamos estar ali fazendo essa caminhada, ela se dirigiu à mãe e disse: "Eu quero participar". porque ela entendia que também tinha que levar a causa dela para a caminhada, porque lá existia a causa da estrada, lá existia a causa da falta de educação, a falta de saúde, mas ela queria levar... a causa dela. E ela, não, eu quero caminhar. E ela não caminhou 110 quilômetros, mas ela caminhou parte do percurso conosco, com a bandeira do Brasil, até coloquei aqui uma foto com a bandeira do Brasil. E caminhou esse percurso conosco, para chamar a atenção. Essa mesma Elisa... é transportada para a escola... Obrigada. Num caminhão pau de arara. junto com outras crianças com deficiências, PCDs, com doenças raras... Eles levantam 4 horas da manhã. para pegar essa caminhonete Pau de Arara. para chegar no colégio às 7h30, 8h. No barro. da Transamazônica, que qualquer um que dê um Google aí vai saber o que é que essas crianças vivem lá. o que é que essas pessoas estão vindo lá. E a gente está ouvindo muitos relatos aqui, são relatos do centro-oeste, do sudeste, Mas lá... na Transamazônica, onde muitos falam, pelo papagaio, pela arara, pela onça... pela floresta, Existem quase 30 milhões de pessoas. E no meio desses 30 milhões de pessoas existem também Mães atípicas. que necessitam do abraço, da ética, que necessitam da logística do SUS de forma mais melhorada. e que necessitam ser vistas. e quando eu Enquanto produtora rural, sou multada. por carregar um galão de combustível numa caminhonete, Eu gostaria de entender por que esses prefeitos, esses deputados, esses governadores e esses senadores não são multados por carregar crianças... na carroceria de uma caminhonete de um pau de arara. Por que é que essa lei não chega lá para fazer esses homens carregar essas crianças de forma digna? Então, o meu clamor e a minha fala aqui é a fala de uma mãe do norte. Kiss. está vestida de amor para enxergar A luta da mãe da Elisa. e de tantas outras que estavam ali, e que com essa caminhada nós podemos sentir a dor delas, no meio daquele barro e daquela dificuldade. Eu agradeço ao senhor presidente, agradeço às deputadas por nos darem essa oportunidade, e em especial a nossa presidente Michele, que tem dado voz às mulheres dessa nação. Obrigada. Para as considerações
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