
Eu, mais uma vez, então reforço a importância de olharmos com atenção, de criarmos então espaços não basta só falar nós precisamos estar em grupos de trabalho e grupos em todos os lugares em que for discutir política pública uma mulher negra precisa estar para fazer parte e fazer com que essa parcela significativa da população tem a representatividade e impacto social necessário muito obrigada Muito obrigada, querida doutora Brun.
Rita, bom dia. Muito obrigada por este convite, por este momento. Eu devo agradecer especialmente as organizadoras e a essa casa que está recebendo essa temática tão importante e valorativa para que tenhamos um espaço e vivermos em um Estado democrático de direito de fato. Porque quando nós falamos da ausência de mulheres negras, e o feminismo negro, que aqui o nosso painel acaba falando disso, nós estamos falando de uma democracia que ainda está passando por um déficit, um déficit democrático. no meu entender. Eu saúdo a todas as pessoas presentes na pessoa da querida, da doutora Manoelita Hermes, a nossa moderadora, que é um exemplo e uma referência técnica e humana. tem um nome que foi formado e forjado na história em razão da sua competência técnica, da sua preparação profissional. Então, doutora Manolita, recebo os cumprimentos. e eu passo na sua pessoa. Pois bem, eu começo a falar, eu sou uma juíza, fazendo aqui minha autodescrição, sou uma mulher negra, e tô aqui com o cabelo meio que tingido né uma roupa corvinho e toda vez que eu falo sou uma mulher negra isso traz uma responsabilidade porque ser mulher é diferenciado, principalmente agora quando ser mulher tem sido um problema para a própria existência. A tentativa hoje é de acabar com o gênero mulher, porque... nós vemos as taxas de feminicídio que nós estamos vivendo no nosso país, atualmente com assustador isso é mas quando eu falo então que eu sou uma mulher negra então eu trago duas dificuldades que são acumuladas que é então ser mulher e ser uma pessoa negra porque nós também sabemos o que a população negra tem enfrentado no nosso país ultimamente né nós não podemos esquecer do quanto as mulheres negras, de que elas representam a maioria do eleitorado, as mulheres negras estão na base da pirâmide, inclusive financeira, do nosso país, mas ela, no entanto, representam apenas cerca de 8% no Congresso Nacional ou 1 a 2% no Senado nós tivemos o Senado é uma apenas uma senadora negra e o que que isso traz por consequência traz por consequência que a ausência de mulheres negras nesses espaços de poder, impactam diretamente nas políticas públicas que são formuladas e na forma de pensar e agir no espaço de decisão. e então nós temos um desafio que está sendo aqui a tentativa de neutralizá-lo, uma tentativa de de fato enfrentá-lo, que é esse desafio de trazer a visão da ótica não só do feminismo, mas do feminismo negro. E por que essa dicotomia, feminismo branco e feminismo negro? Porque as mulheres negras foram esquecidas absolutamente. seja pela pauta que exigia uma igualdade racial né quando nós falamos aqui quando nós pensamos historicamente existiu ali por um tempo, nos Estados Unidos em especial, a luta contra a abolição da escravatura, e isso os homens, então o pensamento era apenas da raça, racial, e as mulheres estavam também na luta do gênero, na tentativa de terem direito ao voto, eu quero falar só do preto, da pessoa negra e aí que a mulher negra fica de lado daqueles que estavam à frente dessas pautas raciais e a mulher branca no feminismo branco também olha não a nossa pauta é o gênero mulher negra tá tudo igual é tudo igual não nós não temos que tratar disso. então ela fica órfã de ter um movimento social filha folha e aí cria-se o feminismo negro com essa potência com grandes nomes e trazendo como mola propulsora né o que já havia sido falado a atrás no discurso da abolicionista Sojourn Trump, quando ela falava e eu não sou uma mulher, o feminismo negro exatamente traz isso. Por que e onde é que eu entro? Ela traz um discurso dizendo... é perguntando se ela não era uma mulher em diversas ocasiões enquanto estavam falando sobre a abolição enquanto estavam falando como e que deveria ser tratado uma mulher ela retrata justamente isso ela fala bem eu não sou uma mulher eu estou aqui trabalhando estou capinando há tantos anos isso tem acontecido e eu ninguém olha para mim ninguém pode pegar é meu me ajudar a subir numa numa na carroça, na carruagem. E isso que foi dito há anos atrás, que já tratava, então, da ideia de interseccionalidade, que foi tão... trabalhada aqui né anteriormente e que é impossível de não se falar quando falamos os feminismos Ainda hoje é o desafio a ser compreendido e ser superado. Eu tenho aqui como base apresentar para as minhas colegas que estão aqui, que todas nós... Estamos aqui como... emanadas para enfrentar esse problema, que nós precisamos hoje de uma agenda, quando eu falo do ciclo das políticas públicas, Nós sabemos que esse ciclo traz... a elaboração de uma agenda né que então é identificar quais são as demandas dessas mulheres negras que hoje tem menor visibilidade uma formulação dessas políticas públicas a implementação de fato, dessas políticas e depois a fase da avaliação. O que o Congresso Nacional tem como papel principal, o poder judiciário e o poder executivo nisso é, nós precisamos levar essa pauta, como estamos fazendo aqui com a Agena, Então, olha, a mulher negra está buscando o seu espaço, ela está buscando estar em espaço de poder porque a sua presença é necessária, para que haja definição de prioridades normativas, para que haja previsão de orçamento necessário para políticas públicas, voltadas a essa população e essa estrutura de política redistributiva que também devemos adotar. É um grande desafio falar e trabalhar essa temática, mas não é um desafio que está entregue e que é impossível de ser alcançado. Eu acredito... que com essa atuação conjunta, E que hoje, que nós temos essa possibilidade em especial, diante do feminismo branco, de mulheres que se identificaram, como foi dito aqui pela doutora Manoelita, mulheres que trouxeram, trouxeram luz. a esse assunto que nós estamos trazendo hoje. com essa união. nós temos grande chance de ter sucesso. e vemos mais mulheres nesses dias. espaço de poder em termos de políticas públicas a serem consideradas também em favor dessa população. eu preciso chamar atenção para um dado que hoje O feminicídio é a grande mazela que nós temos na nossa sociedade todos os dias. Nós quando vamos assistir o jornal ou ler as notícias, nós vemos que mais uma mulher foi assassinada porque ela é mulher. E desses números assustadores, mais de 60% dessas mulheres hoje são mulheres negras. Então existe algo a ser considerado. Por que essas mulheres estão... sofrendo. Por que as mulheres negras são a grande maioria vítima desse processo É... Infelizmente, cruel que nós estamos passando. Nós precisamos olhar para essa realidade e precisamos atuar firmemente para que haja redução. Ela me escuta, doutora Bruna? Doutor Bruno Miscuta. Estou ouvindo. Por gentileza, doutora Bruna, nós temos um horário e nós pedimos, a senhora tem um minuto para encerrar a sua fala, porque nós já temos outro painel em cima.
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