Lorena Narcizo

Lorena Narcizo

Oradora

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24 de mar, 12:08

SECRETARIA DA MULHER

Transcrição automática

Bom dia a todas e a todos. É um prazer estar aqui lendo essa carta. Eu que ano passado tive também o privilégio de participar desse seminário tão importante, tão necessário. Então, agradecer ao Grupo Mulheres do Brasil, ao Elas Pedem Vista, Secretaria da Mulher da Câmara, em nome da Dora, querida Dora, com quem eu tive o prazer de conversar bastante sobre essa carta. finalizar aqui, antes da ministra Carmen, com chave de ouro. Vamos lá, gente. Bom... Obrigado. um apelo urgente ao Congresso Nacional pela equidade. Nós, mulheres brasileiras, lideranças da sociedade civil, pesquisadoras, autoridades públicas e representantes de diferentes setores do país, dirigimos-nos ao Congresso Nacional com uma mensagem clara, firme e inadiável: A democracia brasileira ainda não é plenamente representativa. As mulheres são a maioria da população, as mulheres negras são a base social que sustenta esse país e, ainda assim, permanecem em minoria nos espaços de poder Decisão e influência. Essa ausência não é ao acaso. É resultado de desigualdades históricas, estruturais e persistentes. que limitam o acesso das mulheres, especialmente as mulheres negras, à política, às oportunidades e à plena cidadania. Um país que não reflete sua diversidade no poder é um país que enfraquece sua própria democracia. O Brasil não pode mais naturalizar esse desequilíbrio. As mulheres... principalmente as mulheres negras, continuam enfrentando barreiras invisíveis, mas muito poderosas. que restringem sua presença na política, na economia e nos espaços de liderança. Não pedimos favores, reivindicamos justiça. Por isso, convocamos o Congresso Nacional a assumir um compromisso histórico com a construção de um Brasil verdadeiramente democrático e inclusivo. É urgente ampliar a presença e a permanência das mulheres na política, Garantir condições reais para que mulheres, sobretudo mulheres negras, ocupam e permaneçam nos espaços de decisão. É urgente fortalecer políticas públicas com perspectiva de gênero e raça, reconhecendo que as desigualdades estruturais exigem respostas institucionais firmes e contínuas. É urgente promover a autonomia econômica das mulheres negras, ampliando o acesso ao trabalho digno, ao empreendedorismo, ao crédito e à igualdade de oportunidades. É urgente enfrentar todas as formas de violência contra as mulheres, incluindo a violência política, fortalecendo ações de prevenção e assegurando condições para que a participação feminina na democracia seja plena, segura e efetiva. É urgente produzir dados, monitorar avanços, e assumir responsabilidade pública pela construção de uma sociedade mais justa. Esse manifesto nasce de um encontro, deste encontro, mas representa uma mobilização muito maior. ele ecoa a voz de mulheres, sobretudo mulheres negras, que resistem, constroem e transformam o Brasil todos os dias. muitas vezes sem reconhecimento, sem recursos e sem espaço de decisão. Mas essa realidade precisa mudar, e precisa mudar agora. O Congresso Nacional tem diante de si uma escolha histórica, manter as estruturas que perpetuam desigualdades ou liderar a construção de um novo pacto democrático baseado na equidade. Nós escolhemos avançar. Seguiremos mobilizadas, organizadas e vigilantes para que o Brasil se torne o país que sua própria diversidade exige que ele seja. Porque não há democracia sem mulheres, não há justiça sem equidade e não há futuro possível para o Brasil, sem a presença plena das mulheres negras no poder. Equidade não é concessão, equidade é direito, e direito se cumpre. Muito obrigada. Obrigado. Obrigado. Obrigado. Obrigado. Obrigado. Obrigado. Obrigado. Obrigado. Obrigado. Obrigado. Obrigado. Obrigado. Se não tem emoção, não é um evento por completo. Convidamos para compor a mesa

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