
É, no ano de Alunim. Consequentemente, a gente teve recordes de queimada na Amazônia Legal que levou a... a péssima qualidade do ar. Em 2025 foi um ano em que tivemos chuvas mais bem distribuídas na Amazônia, falando em escala temporal. A chuva foi mais bem distribuída, consequentemente tivemos uma seca menos severa, uma menor quantidade de queimada. Isso também se justifica pelo esforço do governo federal e estaduais em relação às brigadas, que temos visto muito avanço nisso também. nesse processo. Mas, a gente acredita que, se vier um novo Elnin, a quantidade de queimadas pode aumentar muito se a gente não tivesse se preparando da forma adequada para prevenir que elas aconteçam. Sempre é possível, entendeu? Se a gente investe em tecnologia, igual falei numa gestão... A previsão deste ano é que comece o novo El Ninho, que ocorra no próximo ano. Estão se falando em um grande El Ninho no ano de 2027. Então, é por isso a necessidade de nos prepararmos. Muito bem. Obrigada, Felipe. Então, eu vou fazer...
Verdade, né, Jay? Tá baixo o microfone dele. Tá baixo? Melhorou? Agradeço a oportunidade de falar aqui, ainda mais se tratando de um tema tão importante. para nós do IPAM, sou pesquisador do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia. E hoje eu vou tentar explanar aqui uma coisa que, para muitos, ainda... desconhecida, mas mesmo para vários que conhecem é bastante negligenciada, que é a questão da... das queimadas é bastante falado, mas a questão da qualidade do ar na Amazônia, principalmente decorrente. Néééé. do material particular das queimadas, a qualidade do ar na Amazônia hoje, legal por inteiro, principalmente ano de eventos extremos, de seca extremo, em 2024, ela traz dados alarmantes. Próximo. Obrigado. Obrigado. Obrigado. Bom, em 2024 a Amazônia teve uma seca severa, teve uma grande quantidade de queimadas e a gente tem uma área queimada bastante grande. E isso teve um grande impacto na Amazônia Legal e a gente vê que a queimada impactou não só a Amazônia como também os biomas vizinhos. Próximo. Bom... Aí tem um slide para a gente mostrar o efeito da queimada em 2024 e 2025. na qualidade do ar na Amazônia Legal, onde que amarelo significa que a qualidade do ar está dentro do recomendado pelo MS. Ou seja, para a gente ver, uma forma da gente ver a qualidade do ar, da gente mensurar os impactos da qualidade do ar, é o material particulado. Principalmente o material particulado fino, que é o material particulado que a gente chama de material particulado 2.5. Esse material particulado 2.5 quer dizer microgramas por metro cúbico. 2.5 micros, e a gente tem é uma partícula tão fina que ele consegue, através das nossas respiratórias, entrar pelo nosso pulmão, atingir os alvéolos e prejudicar bastante a nossa saúde. Isso está bastante relacionado, por exemplo, com internações por doenças respiratórias. E como 2024, a parte de cima, vocês podem ver, ele fica mais vermelho. Então, onde está mais claro é amarelo, quer dizer que a qualidade do ar está boa, e onde vai ficando o tom mais vermelho vai ficando pior. Essa Organização Mundial da Saúde fala que, a partir do momento que o material particular está com a média de ar acima de 15 microgramas por metro cúbico, já considera ser um dado acima do recomendado. E isso vai impactar todos aqueles que vivem na Amazônia, inclusive todos aqueles das comunidades tradicionais e os povos indígenas. Então, a parte de 2024 e de cima de 2024, que a gente teve uma grande quantidade de queimadas, bastante vermelho. Ou seja, a gente teve uma grande quantidade de dias é com material particular acima do que recomendado. Diferente do que aconteceu em 2025, quando a gente teve um ano com poucas queimadas, um ano que foi registrado poucas queimadas na Amazônia Legal, consequentemente a gente tem poucos dias acima do recomendado pela OMS. Próximo. Bom Também dá para a gente fazer isso aí com comparativo da área média de cobertura em relação ao material particular 2.5 em 2024 e 2025. Veja, em 2024, que aí a gente pode ver que está em verde, a gente descarta do gráfico os dados dentro do recomendado, que seria de 0 a 15, e acima a gente pode ver que em 2024, nesse primeiro gráfico, a gente tem uma grande quantidade de dias entre 15 e 30 microgramas. dias, com o material particular, entre 30 e 60 microgramas por metro cubo, mostrando que em 2024, boa parte do ano, a gente teve a qualidade do ar pior do que o recomendado. Próximo. Bom, aqui, só passando rapidamente para a gente ver que a gente tem vários estados da Amazônia Legal, com o máximo de dias consecutivos, até 89 dias consecutivos, ficando com a qualidade do ar pior do que o recomendado pela OMS em 2024, que é o caso de Rondônia. Mato Grosso em segundo lugar e Acre em terceiro, e aí vai diminuindo. E a gente pode ver que os dias consecutivos acima, em 2025, a menor quantidade de queimadas e o número máximo de dia consecutivo com material particular acima do recomendado, em 2025, foram 12 que foram o estado do Mato Grosso. Próximo. Bom Aí dá para a gente ver o número de dias de concentração particulada. acima do limite em 2024, E 2025, do outro lado, onde a gente pode ver que do lado esquerdo, seguindo aquele padrão de legenda, onde o amarelo é o que tem menos concentração particular, e o vermelho é o maior, que a gente pode ver que em 2024, devido às queimadas, a gente teve uma piora da qualidade do ar, justamente pelas queimadas. A gente também pode ver isso em concentração acima do limite em dias consecutivos. debaixo, nesse gráfico, esses dois gráficos aqui debaixo, onde à esquerda nós temos as queimadas do ano de 2024 e à direita as queimadas do ano de 2025, onde a gente vê que as queimadas no ano de 2024 foram muito maiores. Próximo. Também dá para a gente ranquear essa questão do material particular, da qualidade do ar, por município. Por que isso é importante? Porque isso vai ser importante para tomadas de decisões em relação ao sistema de saúde. Temos grandes impactos econômicos. Em 2024, chegamos até o aeroporto de Porto Velho fechado, por causa da grande quantidade de material particulado. Então, vemos que alguns municípios, igual a Novo Aripurã, chegou a ter 138 dias consecutivos com a qualidade do ar, pior do que o recomendado pela OMS. Imagine o impacto disso aí no sistema de saúde do município. Isso também vai respingar em todos aqueles que habitam no entorno da cidade. Próximo. Como, por exemplo, as comunidades indígenas. Ainda são escassos os dados de... de monitoramento da qualidade do ar fora de cidade. Então, junto com vários parceiros de universidades, institutos, terceiro setor, a gente faz parte de uma coalizão que se chama Coalizão Respira Amazônia. A gente tem sensores de baixo custo que podem ser colocados em qualquer lugar que tenha energia, internet, eles mostram a qualidade do ar para a gente em tempo real. tradicionais também são extremamente impactados pela péssima qualidade do ar. E a gente já tem, por exemplo, dados que mostram que quando a qualidade do ar piora, aumenta o número de procura de atendimento nos postos relacionados a doenças respiratórias. Próximo. A gente também pode ver que as comunidades indígenas e tradicionais têm vários impactos relacionados à saúde, mas a gente precisa ter dados para mensurar isso melhor. Parcerias estratégicas como, por exemplo, os dados que eu falei de qualidade do ar e a SESAI, são extremamente importantes, para a gente poder avançar nesse tema. Porém, O que a gente tem buscado fazer cada vez mais é trazer essa realidade. A nova lei da qualidade do ar de 2024, ela fala que todos os municípios e todos os estados têm que entregar relatórios mensais e anuais relacionados à qualidade do ar. Porém, ela negligencia as comunidades tradicionais. Se a gente monitorar só os dados das cidades, a gente vai esquecer, muitas vezes, dos povos que são os mais impactados, que são justamente o que artigos científicos estão evidenciando. Obrigado. Obrigado. Além disso, A gente também tem buscado, vendo esforços, por exemplo, do Ministério do Meio Ambiente, para expandir a rede de monitoramento de estações de referência. Por quê? Esses sensores que a gente usa, são considerados sensores de baixo custo, são importantes. Porém, eles precisam também ter dados de referência, estações padrões, chamados pelos cientistas, que vão ajudar a validar esses dados. E também os dados de satélite. resultados feitos em parceria com o MAP Biomas Fogo, o IPAM e várias outras instituições com imagens de satélite. Então, quando a gente tiver cientistas e pesquisadores dedicados a trabalhar com a qualidade do ar em diferentes estratos, no chão com sensores de baixo custo, estações de referências, e com os dados de satélite, e até mesmo com dados de LIDAR, que são utilizados aeronaves para medir a qualidade do ar, e integrar esses dados, a gente terá dado robusto para uma área tão difícil de acesso, muitas vezes, que é a região da Amazônia. um Obrigado. Obrigado. O que aconteceu? Obrigado. Obrigada. Ele caiu, está colocando o som. Então, pode voltar um, por favor? Volta um, por favor, acho que passou dois. Isso, isso. Bom, de acordo com a Organização Mundial da Saúde, a exposição à fumaça e cinta é produzida pelas queimadas pode causar uma série de prejuízos relacionados à saúde de quem convive com isso, principalmente se essa exposição for a longo prazo. Então, a gente tem uma série de problemas de saúde relacionados a isso. que estão trabalhando frequentemente para o combate a essas queimadas e, consequentemente, a mitigação dos problemas das queimadas relacionadas ao fogo. Próximo. Então, depois de discutir bastante sobre os resultados que nós tivemos relacionados à qualidade do ar na Amazônia Legal em 2024 e 2025, a gente vê que a área de queimada reduziu 71% em 2025. Muito isso por causa da boa distribuição da chuva que nós tivemos nesse setor. Além disso, em 2024, a gente teve padrões contínuos, intensos, extremos relacionados ao arco do desmatamento. teve 138 dias consecutivos de qualidade do ar acima do recomendado pela OMS. E os padrões de material particulado, eles estão extremamente associados à queimada que muitas vezes está associada ao desmatamento. Próximo. E aí, para finalizar, eu trago só as recomendações desse trabalho, que a gente precisa de uma ampliação e da quantificação do monitoramento nos territórios tradicionais relacionados à qualidade do ar, para que essas comunidades não fiquem tão vulneráveis às queimadas como elas ficaram em 2024. estaduais e voluntários e o corpo de bombeiro, mas a gente precisa avançar muito e também na proteção da saúde e as respostas emergenciais. Isso aí precisa de um pacto que seja integrado com o CESA e vários outros núcleos da saúde para que a gente tenha um alerta para que esse problema não chegue a ocorrer, como ocorreu em 2024, para sobrecarregar o sistema de saúde. Obrigado. Muito obrigada, Felipe.
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