
Super bem. Tá, ótimo. Bom, a fala vai ser breve e vai ser mais um panorama mesmo do overview do que foi decidido na COP30 e como isso também aterriza, e principalmente para os povos indígenas, o que significou no texto grandes conquistas e uma COP muito inédita também para esse recorte. É importante ressaltar que o que acontece no processo da COP30 é no processo do multilateralismo, então o Brasil, mais 196 países que decidem absolutamente tudo por consenso, dentro de vários temas que são debatidos no Acordo de Paris, e dentre outros acordos que ainda tem como remanescentes dentro da ONU FCCC. A COP30 teve muitas camadas, como todas as COPs têm, mas depois de três anos acontecendo a COP em países não democráticos, a gente teve uma movimentação e uma participação da sociedade civil que realmente precisava, e isso foi muito importante, muito especial para esse momento da COP. Dentre vários consensos e várias decisões que aconteceram, a gente teve a decisão do mutirão. E dentro dessa decisão do mutirão, três resultados, três pilares principais foram lançados com consenso. A gente tem o acelerador global de implementação, que é uma iniciativa muito, muito liderada pela presidência da COP30, para que seja uma iniciativa cooperativa, facilitadora e voluntária, A gente também teve dentro da decisão a missão Belém para 1,5 graus Celsius, que tem como objetivo impulsionar a ambição das NDCs e também a implementação das NDCs, trazendo dentro do pacote planos de adaptação, articulando com cooperação internacional e também para canalizar investimentos em mitigação e adaptação. E um outro ponto interessante dentro do programa de decisão de mutirão é que foi criado um programa de trabalho... de dois anos, Desculpa, a gente tem um cachorro que começou a latir aqui. Um programa de trabalho de dois anos sobre financiamento climático. E esse programa que o Multirão traz, ele é desenhado como uma resposta parcial às demandas de países em desenvolvimento para que eles tenham um espaço dedicado para tratar de metodologia, previsibilidade, repartição de encargos, qualidade do financiamento e o volume do financiamento. dois pontos que foram também levados... Dentro desse pacote do mutirão de Belém da COP30, só que não são mandatados e também não teve um consenso, ou seja, não teve um mandato para isso, são os dois mapas do caminho. O mapa do caminho para o fim do desmatamento e o mapa do caminho para o afastamento da dependência dos combustíveis fósseis. porém, durante a COP a gente viu um apoio grande e relevante de 85 países apoiando essa iniciativa. Um outro ponto interessante que vale mencionar em relação aos resultados da COP30, ela tem sido chamada como a COP dos povos. E não só pela participação social fora da área azul, da Blue Zone, que a gente chama, que é onde as negociações acontecem, seja pela manifestação que aconteceu com centenas de milhares de pessoas fazendo a marcha pelo clima, mas também pela representatividade do número de população indígena dentro da conferência e pela primeira vez como isso refletiu nos textos da negociação. um texto de adaptação, que a decisão em consenso afirma a centralidade da adaptação dentro do Acordo de Paris, mas destaca o papel de crianças, juventudes, povos indígenas e comunidades locais, além da necessidade de financiamento previsível e acessível para os países em desenvolvimento, colocando... esse recorte da população como parte da centralidade quando se fala de adaptação, e isso foi algo inédito. Um outro ponto, quando a gente fala de transição justa, que também é um tema debatido na COP, a transição justa reconhece como transversal mitigação, adaptação, perdas e danos, ancorada em equidade, direitos humanos, direito dos povos indígenas, igualdade de gênero e trabalho decente. de NDC, dos planos de adaptação, estratégias de longo prazo, como documentos importantíssimos para o balanço global, para o GST. Em mitigação também, isso é algo inédito no texto, que mantém alinhamento estrito, a mitigação adota uma linguagem de consenso em diálogo sobre florestas e resíduos, reconhece o papel crítico desses setores e o protagonismo dos povos indígenas, reconhecimento e o reconhecimento de seus territórios e manejo sustentável, dentro do texto de mitigação e no texto no item de negociação de mercado de carbono A decisão do artigo 6.4 reforça a necessidade no qual o secretariado precisa garantir uma participação e maior diversidade de atores com destaque para povos indígenas e comunidades tradicionais, facilitando consultas mais inclusivas dentro desse tópico. E aí colocando povos indígenas na centralidade e comunidades tradicionais na centralidade de temas importantíssimos do Acordo de Paris. E quando no multilateralismo isso acontece, a gente tem a oportunidade de ter uma força maior para um cascateamento a nível local. Porque a partir do momento, no caso, que o Brasil retifica o Acordo de Paris, ele tem uma lição de casa, que é fazer a sua NDC, que também, como a gente muito recentemente lançou o Plano Clima, em toda a sua transversalidade com os setores, e quando a gente tem, na negociação, uma... um foco maior nos povos indígenas como eu trouxe agora, isso traz ainda mais força para que seja representado nos documentos nacionais que são desenvolvidos. O que não só reflete no Brasil, como reflete em todos os países que também se comprometem com o Acordo de Paris e que também precisam fazer suas NDCs, enfim, seus relatórios de transparência e por aí vai. São diversos documentos. É... Eu gosto de trazer... Sempre essa balança, porque... para a gente ter uma garantia e uma efetividade de que, como o Brasil, nós estamos acompanhando e cumprindo o Acordo de Paris, isso só é feito se nacionalmente, se os estados, se os municípios também estão engajados nesse processo. E o Acordo de Paris e os consensos que acontecem dentro desses debates, eles acabam dando um norte para... de para onde essa discussão precisa ir, onde nós precisamos direcionar mais esforços e também que atores são relevantes para essa discussão. E isso ter acontecido na COP30 foi... sem precedentes foi muito emocionante ver o consenso acontecendo trazendo a centralidade dos povos indígenas dentro desses temas de negociação e com certeza isso acaba abrindo uma porta de diversas oportunidades para o melhoramento de políticas a nível nacional, estadual, municipal e também o maior engajamento desses atores nas discussões futuras que seguem afinal de contas a COP ela é um processo a gente teve um processo processo na COP30 e que na COP31, 32 esse processo ele continua. Por isso o engajamento ano a ano dentro dos pontos são importantes. Entendi que meu tempo acabou, eu vi um sinal, então eu paro por aqui. Não, falta um minutinho. Mas tudo bem, tudo bem. Não tô até tudo certo.
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