Tasso Azevedo

Tasso Azevedo

Coordenador-Geral - MapBiomas

Últimos Discursos

24 de mar, 15:25

COMISSÃO DA AMAZÔNIA E DOS POVOS ORIGINÁRIOS E TRADICIONAIS

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No caso do MapBiomas, a gente tem vários acordos de cooperação com os órgãos governamentais, desde o Ministério Público até o Ministério do Ambiente, Ministério da... integração, todas... que são... a gente fornece dados que são usados pelos diversos órgãos. Por exemplo, um dado interessante é que em 2000 em 2019 quando a gente começou a fazer os relatórios para cada um desmatamento que acontece no Brasil, Apenas 5% do desmatamento no Brasil... ele tinha ações. ou seja, ou tinha autorização ou tinha uma autuação ou tinha um embargo. E esse número hoje chega a 60%. né então é crescer muito quer dizer que antes eu tinha 95% de chance de desmatar ilegalmente ninguém fazer nada e hoje a chance é menor do que você ser pego então isso é uma coisa muito importante isso acontece nos estados e na união também né óbvio que é o investimento e a atenção que está sendo dada no meio federal muito importante inclusive Muito importante esse debate que está tendo sobre... a tentativa de acabar com o embargo remoto, né? Sim, é absurdo. Uma das questões mais fundamentais, mais... emblemáticas exemplares no mundo que o Brasil tem né que não deve ser pedido no caso da conexão É um pouco diferente. o que a gente faz é implementar uma infraestrutura que depois se conecta com política pública, né? Então... nas várias áreas. Então, por exemplo, a gente tá fazendo um programa agora, bem interessante, uma cooperação com o TSE, para poder fazer um programa informativo para combater o fake news, essas coisas, nessas populações que estão recebendo a internet. conexão pela primeira vez nos últimos dois, três anos. Então, eles não estavam... quando teve a última eleição. Então, a ideia é isso. Então, é um exemplo de ações que você pode fazer que conectam. também com a parte de energia, que é um tema muito importante, a falta de energia Nessas limões?

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24 de mar, 15:15

COMISSÃO DA AMAZÔNIA E DOS POVOS ORIGINÁRIOS E TRADICIONAIS

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Está ótimo. Bom. é no pacote de Belém né me atentando aqui é o pacote de Belém e povos originais tradicionais a gente tem é basicamente esses cinco assuntos né ou a parte de mitigação o papel na parte de adaptação, E... dois casos muito importantes aqui do que a gente tem com os povos, a gente chama povos da floresta, a parte de financiamento, equidade e transparência. Então eu peguei aqui e pensei em rapidamente apresentar duas iniciativas que a gente tem que iniciaram no Brasil, uma delas já está em outros países também, que é o MapBiomas, e a outra é o Conexão Povos da Floresta. que os dois podem contribuir para essa agenda toda né dos dos povos da floresta em relação ao tema de clima o mapa e biomas que é o primeiro, ele é uma rede formada... no Brasil por cerca de 35 instituições, entre universidades, empresas de tecnologia e ONGs, que tem como objetivo acompanhar e monitorar tudo o que acontece no território brasileiro desde 1985. A gente faz isso com imagens de satélite. basicamente a gente divide o país em quadradinhos de 30 por 30 metros, e cada um desses 30 por 30 metros a gente acompanha ao longo da história para entender as transformações que acontecem no território. E uma das coisas importantes é que, A gente, ao longo do tempo, veio desenvolvendo uma série de produtos relacionados a esse tema de monitorar quadradinho por quadradinho. Então, hoje a gente monitora tudo o que acontece com a água, tudo o que acontece com o fogo, com o solo, a degradação, até o crédito rural associado, o próprio desmatamento. em risco climático. Então, ao longo do tempo, a gente foi monitorando o seu longo do tempo. E uma das coisas interessantes é que você consegue... nessa plataforma, observar como que é diferente o comportamento do uso da Terra e a evolução do uso da Terra, dependendo de quem cuida daquele território. Então aqui um exemplo, por exemplo, são as áreas indígenas. A gente pega as áreas indígenas no Brasil, elas fazem um pouquinho menos de 20% ou 15% do território, mas elas têm menos de 1% do que a gente teve desmatamento no Brasil nesse período. aconteceu dentro dessas dessas áreas então nos últimos 40 anos então que mostra que essas são as áreas mais bem protegidas que a gente tem no Brasil até um uns dados recentes mostram que E... pode chegar até 30% da energia gerada nas hidrelétricas no Brasil. é alimentado por chuvas que vêm desses territórios protegidos populações tradicionais então E aí tem uma série de dados que podem ser utilizados, que vêm dessa plataforma, que mostram a importância que a gente tem dessas dessas áreas assim como as áreas quilombolas mas por outro lado essas são áreas também que tem muitas ameaças Então, quando a gente acompanha o monitoramento de garimpo, por exemplo, que a gente faz também continuamente, nos últimos 40 anos, a gente vê que o garimpo cresceu muito. e ele tem como principal impacto essas áreas indígenas. Então, entre 2012 e 2022, ele aumentou 10 vezes o garimpo nas áreas indígenas. Agora, mais recentemente, a partir de 2023, com a política... bem objetiva de retirada do garimpo, isso caiu bastante, mais de 90% do garimpo em áreas indígenas caiu nos últimos três anos. Mas a ideia aqui é que com essa plataforma a gente pode... acompanhar, monitorar uma série de aspectos que tem impacto muito grande para essas populações. E aí eu passo para uma outra iniciativa, aliás, uma coisa só interessante que tem a ver com com o processo mesmo de COP como um todo, de clima como um todo, é que essa iniciativa do Mapilmas, que começou no Brasil em 2015... hoje está presente em 17 países. todos os países da América do Sul, o México, o Congo, a Indonésia e a Índia. e até 2030 a gente espera que essa iniciativa esteja em todos ou pelo menos 70% do mundo tropical, fazendo com que os diferentes países, especialmente na região tropical, onde mais nós temos mudanças de uso da terra e onde nós temos a maior parte das populações, que a gente chama populações tradicionais, sejam cobertas por esse tipo de iniciativa. E aí eu venho para o tema, esse tema que a gente chama de conexão povos da floresta, que ele surgiu de uma constatação, essa constatação de que as áreas mais protegidas da Amazônia Elas são as áreas. ocupadas pelos povos da floresta, quilombolas, extrativistas, Ribeirinhos e... e indígenas, E a gente identificou que uma das principais questões e... que... necessário a serem tratadas com essas populações é a conexão entre elas, é a capacidade de poder se conectar entre si e com o mundo rapidamente de forma a tratar de todos os seus temas. Então a gente criou uma rede no final de 2022, que começou a operar em 2023, chamada Rede Conexão Povos da Floresta, que é liderada pelo CNS, a COIAB e a CONAC, e para isso a gente criou um instituto chamado Instituto Conexão Povos da Floresta que executa esse projeto essa iniciativa, que tem o objetivo de conectar em rede, todas... as comunidades... indígenas quilombolas extrativistas da Amazônia. A gente até recentemente ampliou isso, agora também pode atuar em outras biomas no Brasil, mas começou pela Amazônia. A gente mapeou já 9.300 comunidades na Amazônia, cada aldeia indígena, cada comunidade quilombola, para ter uma ideia, presidente, A gente, em 2008, 22 quando a gente fez o primeiro levantamento usando os dados oficiais só 50% das comunidades estavam no mapa. só tinha 4.500 comunidades, hoje a gente já tem mapeado 9.300 comunidades, né? que precisam ser conectadas e tal. E naquela época, em 2022, só uma comunidade tinha conexão banda larga, né? Então a ideia aqui é conectar todo mundo em rede na região. Para fazer isso, esse projeto desenvolveu três pilares. Um que é a infraestrutura, que é levar uma conexão de internet, montar uma rede local e levar energia onde precisa para poder rodar esse mecanismo, E depois... A segunda pilar é dar o controle comunitário, então todas as instalações que a gente faz são instaladas e controladas pelas comunidades. E terceiro são os programas de inclusão digital, para garantir que essa infraestrutura seja usada de forma... a gerar benefícios em vários campos, para essas mesmas comunidades. Então, são cinco programas, Um programa... Agora são... nós temos mais um programa, então são sete programas agora, um na área de saúde, um na área de educação, Proteção territorial, empreendedorismo... com transcentralidade, energia e assim por diante. Só para dar um exemplo... Por exemplo, na área de saúde, a gente implementou um programa de telemedicina. que hoje já está em 680 comunidades na na Amazônia, e que permitem que, dada a comunidade, você consiga acessar um médico... em no máximo 20 minutos. e ele primeiro conecta com o SUS, Se o SUS não puder atender, ele vai para uma rede de médicos voluntários, que fazem o atendimento de forma que ninguém fique sem atendimento. nessas comunidades. Então, trabalhando para ampliar isso até chegar a todas as comunidades já conectadas mais rápido possível e tem programa de educação saúde enfim vários temas né o objetivo aqui é fazer com que as políticas públicas encontrem as pessoas que estão lá na floresta, e as pessoas encontrem as políticas públicas e assim encontram né possa multiplicar os benefícios a gente já chegou a 2.306 comunidades conectadas é o programa de conectividade do mundo O segundo maior programa de conectividade de povos da floresta tem 200 comunidades conectadas. Então, num prazo muito curto, está andando bem rápido. E o objetivo é chegar até 2030 a todas as 9 mil comunidades, né? E um aspecto legal é que quando você está na rede do Conexão Ponto... Dois minutos. Está terminando. uma coisa interessante é que quando você está na rede do Conexão Povos na Floresta, Você se cadastra em uma comunidade? mas tem acesso à rede nas outras, todas as outras comunidades do Conexão Povos da Floresta. Então isso viabiliza com que vários tipos de arranjo possam ser feitos localmente e regionalmente. Então, por exemplo... Toda a diretoria do CNS hoje consegue se reunir virtualmente quando precisam, porque já tem conexão em todas as comunidades onde estão esses representantes. A mesma coisa acontece com a COIAB e com a CONAC. Então, a ideia é gerar mesmo essa possibilidade de articulação, organização nesses campos. E... E agora, então, o objetivo é chegar... as 9 mil comunidades até 2030. E eu paro por aqui.

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