Victor Iocca

Victor Iocca

Diretor de Energia - Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres (ABRACE)

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24 de mar, 16:47

COMISSÃO DE MINAS E ENERGIA

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hidrelétrica e o operador pode até me ajudar muito mais mas geralmente hidrelétrica é o que faz todo o fechamento O operador recolhe o máximo possível quando está jogando energia fora... E ela atende, aponta o final do dia, no começo da noite. A hidrelétrica é a nossa bateria mais barata que o sistema tem e, ainda assim, em diversos momentos, a gente tem o que chama de vertimento turbinável, também é jogar energia fora. limpa e amortizada há 30, 40 anos. Termoelétrica entra na base... Acabamos de fazer uma contratação gigantesca de quase 20 gigas de termoelétricas que vão obter um contrato de 10 e 15 anos. E esta solução que foi dada... semana passada, vai contribuir para piorar o problema que nós estamos discutindo aqui hoje também. Obrigado. Eu fiz essa pergunta...

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24 de mar, 16:39

COMISSÃO DE MINAS E ENERGIA

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Boa tarde, deputado. Primeiro, agradeço o convite aqui participar dessa audiência. Hoje, um tema tão relevante, provavelmente, o tema mais importante que nós temos hoje dentro do setor elétrico. Eu sou Victor Ioca, diretor de energia da Abrac, Associação dos Grandes Consumidores Industriais de Energia, e nós representamos aproximadamente 42% do consumo industrial desse país. E o mais interessante é que o nosso momento aqui de fala, a gente tem... os dois lados da ponta pagadora. A ponta pagadora dos prejuízos do Corteio Met, está dentro do meu associado, grande indústria, assim como a ponta pagadora pelo consumo. historicamente grandes indústrias no Brasil. para garantir estabilidade no seu custo de energia previsibilidade, muitas delas, nas últimas décadas, investiram em autoprodução. Lá atrás viabilizamos grandes indústrias hidráulicas e, nos últimos 20 anos, pelo menos, viabilizamos grandes parques eólicos e, mais recentemente, solares. Boa parte dos associados da Abraça, inclusive, deputado, possuem... parques solares no norte de Minas, e estão sofrendo muito com esses costes de geração. Então, nós entendemos primeiro que existe aqui uma solução parcial, ela foi dada no passado. como o Francisco colocou, na aprovação da MP 1304. Aqui a gente conseguiu avançar três passos. Primeiro deles, deixar claro na lei... que corte geração por motivos energéticos ou seja aqueles que não existe carga, não tem consumo, não tem milagre, eles não podem ser repassados para os consumidores. Isso, felizmente, ficou muito claro na lei. Ainda existe uma luta para repassar parcialmente... uma conta dessa para os consumidores mas nós entendemos que está muito claro que isso não deve acontecer além disso ficou muito claro que os consumidores vão ter que suportar os cortes técnicos. Então todos aqueles cortes que a gente chama cortes eventualmente por confiabilidade, razão elétrica, que são cortes que o operador realiza para evitar principalmente, de uma forma simples, apagões no sistema elétrico, o consumidor tem que suportar, porque esse é um risco do sistema como um todo. Então, nós compreendemos e aceitamos isso no debate do segundo semestre do ano passado. E por fim... uma solução parcial para o passivo que existe. E o consumidor... compreendeu que naquele momento era razoável que a gente trouxesse algum alívio para os geradores renováveis de energia. O que foi esse alívio aprovado? O consumidor abriu mão de alguns bilhões de reais que serão utilizados para reduzir a tarifa de energia este ano e no próximo ano, em prol deste acordo que está sendo agora regulamentado pelo Ministério de Minas e Energia, estão trazendo ali... a gente está falando aqui 3, 4 bilhões de reais para resolver um pouco, dar esse respiro aos geradores renováveis que continuam sofrendo. Então, ano passado, a gente conseguiu avançar um pouco na temática do carteirômetro, mas... muita coisa precisa ainda ser feita. E a gente espera que essa casa consiga enfrentar, provavelmente, hoje o tema que traz... as maiores distorções dentro do setor elétrico. Precisamos ser claros. quem produz a maior situação hoje dentro do setor é o segmento de micro e mini geração distribuída. Este é um setor altamente subsidiado que continua crescendo de forma exponencial. Isso é assustador. a gente já ultrapassou os 45 mil megawatts de geração distribuída, que o nosso operador de sistema praticamente não enxerga, não opera e não tem o que fazer. Então, esse grupo seleto é quase uma ilha da fantasia que não suporta. nem os cortes físicos de geração e continua absorvendo todos os subsídios suportados pelos outros consumidores. Então, de forma muito pragmática, este é o primeiro tema que deve ser priorizado neste enfrentamento. E aqui não é uma fala contra a mini e micro geração distribuída, jamais. É um setor que foi subsidiado, assim como o setor das energias renováveis, as grandes eólicas e as grandes solares. E nós fizemos parte desses sistemas, nós investimos em eólicas e solares porque fazia e faz sentido econômico. Mas... As coisas mudam. O setor elétrico é muito dinâmico. Então, em algum momento, todos precisam participar da solução. E é o que a gente entende. Micro e mini geração distribuída não pode continuar nem nem. nem participa dos cortes físicos nem dos efeitos comerciais e alguma participação esse segmento ele tem que ter Eu repito, micro e mini geração distribuída hoje representa mais de 20% da capacidade instalada nesse país. Eles não são micro mais, eles já são muito grandes, muito relevantes, precisam fazer parte da solução. Além disso... Transparência. Os grandes geradores renováveis têm o direito de entenderem de forma muito clara por que estão sendo cortados, quais são esses motivos que levaram esses cortes, justamente para minimamente dar uma prioridade para esse segmento. Então, avançar na transparência das razões dos cortes, da classificação desses cortes no âmbito do operador, nós entendemos que é fundamental. E de novo... Não adianta a gente buscar construir uma solução que tenha um olhar exclusivo para a oferta de energia. A gente vai continuar... construindo essa colcha de retalhos do setor elétrico. É só colocar um band-aid. Ah, os grandes geradores eólicos e solares estão tendo problemas de corte. Hoje, boa parte desses cortes são por motivos de... razão energética para a gente conseguir solucionar esse problema que é estrutural, nosso país precisa crescer. Para o nosso país precisa de mais carga, precisa de mais consumo e principalmente consumo de qualidade. Nós precisamos desenvolver o setor produtivo, principalmente a base industrial do nosso país. Se nós estamos desperdiçando um volume gigantesco de energia limpa e que supostamente deveria ser barata... temos que aproveitar essas condições. Então, sinal econômico para o valor da energia... Tem que avançar. Esse é um tema prioritário e é um tema técnico, mas ele é muito no âmbito regulatório. A gente precisa dessa força. Estamos tendo hoje cortes de geração renovável, em algumas horas do dia e ao mesmo tempo o valor calculado para essa energia está alto, 200, 300, 400 reais o megawatt-hora, isso é contra intuitivo. Não faz o menor sentido jogar a energia fora e ao mesmo tempo falar que ela vale muito. Qual é uma ideia? Essa energia deveria valer zero ou próximo de zero. Se isso ocorresse no nosso país, você traz minimamente algum alívio para os geradores que estão sofrendo esse corte, pelo menos eles vão deixar de entregar uma energia num valor próximo do nulo, e, eventualmente, o mais importante, você dar um sinal econômico para o setor produtivo aproveitar esta oportunidade. Então, por que não as nossas indústrias não poderiam produzir mais durante algumas horas do dia, se estamos jogando energia fora? Esse tem que ser o foco. Então, Para encaminhar, o que nós acreditamos dentro da Abraça, a solução, ela tem que ser muito equilibrada, muito bem discutida. Já conseguimos avançar bem ao longo do ano passado, mas ainda temos lacunas importantes. E... Todos precisam participar dessa solução. A gente não pode continuar colocando uma lupa no problema e ficar bem restrito. A gente precisa ampliar essa lente e trazer todos, todos para essa solução como um todo, estrutural. Final do ano passado, ao longo dos debates da medida provisória de 1304, a gente estimava que esse prejuízo aos geradores, que se traduz em prejuízo aos consumidores, era da ordem de 7 bi. O Francisco já traz que esse valor atrapassou os 8 bilhões de reais. E essa conta vai continuar aumentando. E não adianta só repassar a conta para o consumidor. continua crescendo, crescendo, crescendo, e o sistema se torna impagável em algum momento. Então, a gente está à disposição, deputado, e quer contribuir muito, porque essa é uma das prioridades do setor elétrico. Muito obrigado.

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