
Muito gentil. Eu só queria fazer uma ligação entre a fala do Paulo e a fala do Sérgio do Redata. O Paulo trouxe, e o senhor fez esse comentário também, quando falou de preços diferenciados, do sinal de preço para incentivar o consumo. Hoje, Paulo, senhoras e senhores, quando a gente vê o aumento do preço da energia no curto prazo, contamina o preço da energia no longo prazo. E aí viabiliza os projetos de hidrogênio verde, que são 70% eletrointensivos, e certamente os projetos de data centers que o representante da Renova mencionou. Então, o endereçamento desse problema que a gente está tratando nessa comissão hoje, deputado, que o senhor trouxe, ele não visa só o curto prazo, pelo contrário, a gente está falando de projetos... 2035, 2040, projeto para os nossos netos, empregos para os nossos netos, não só no hidrogênio, mas também no data center. Eu só queria fazer essa ligação entre a fala dos dois cavaleiros. Eu agradeço, doutor.
Deputado Paulo Guedes, é um prazer estar aqui essa tarde, vendo pessoas tão conhecidas, um tema... tão importante para a Associação Brasileira da Indústria do Hidrogênio Verde. É uma honra participar desse debate. Eu sou Fernanda Delgado, presidente da Associação. e membro do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social e Sustentável da Presidência da República. Meu objetivo aqui... é demonstrar, trazer um pouco mais da reflexão, muito já foi dito, de pessoas muito mais inteligentes e muito mais preparadas do que eu. Mas, se eu puder deixar uma única mensagem, obrigado, deputado, se eu puder deixar uma única mensagem para os senhores e senhoras não esquecerem da minha fala de hoje, é que eu sou a carga, deputado. Nós, da Associação Brasileira da Indústria do Hidrogênio Verde, temos uma carteira de 188 bilhões de reais de investimentos em hidrogênio. amônia, metanol e fertilizantes verdes para trazermos para o Brasil nos próximos anos. Investimentos esses que já começaram e que significa a demanda por essa energia elétrica que foi tão colocada aqui. e desperdiçado. A associação está à disposição de todos os senhores e as senhoras, somos partícipes da construção pública, da política pública desde as duas leis do hidrogênio e agradecemos a oitiva constante de todas as casas executivas e parlamentares em relação à agenda do hidrogênio verde. E... Eu coaduno muito com a fala do representante do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio, de que a gente não pode desperdiçar toda a agenda verde que foi construída por esse governo nos últimos anos. E eu não estou falando só das leis do hidrogênio que vão trazer esses investimentos. Eu estou falando de debêntures incentivadas, eu estou falando do combustível do futuro, eu estou falando de toda uma agenda que foi colocada nos últimos anos, para levar o Brasil para a economia verde, para a economia do século XXI, que é sustentável, que é verde, que é na direção da gente reduzir as emissões de gases de efeito estufa. E aí eu estou falando mais do que matriz energética, eu estou falando de processos produtivos. de como a gente traz para baixo o conteúdo de carbono, de processos produtivos, e esse é o papel do hidrogênio verde, da amônia, do metanol e dos fertilizantes. Então eu vou coadunar muito com o que o representante da Abrace falou, e do Midic, e o Rui aqui, meu colega da Apine também, não se trata, quando a gente fala de corteio, aumento de poróbil, não se trata de um problema exclusivo das usinas eólicas e solares, deputado. É um sinônimo aí, é uma representatividade dessa falta de integração de estrutura políticas e mercados e nós sabemos fazer isso. Se o Havaí fez, não é ruim. Por que a gente não vai conseguir fazer? O Brasil tem um histórico de alinhar a política ecológica, com política industrial. Nós fizemos isso com etanol, nós fizemos isso com biodiesel, nós fizemos isso com energia eólica há 20 anos atrás, nós fizemos isso com energia solar e nós vamos fazer isso agora, não só para o corteio, mas para o hidrogênio verde também. Então, a gente precisa agir, e essa é a sugestão da Associação Brasileira da Indústria do Hidrogênio Verde, em três frentes. operacional, infraestrutura e financiamento e novamente eu não quero me alongar no que já foi dito. Quero só destacar que o papel do hidrogênio verde, ele vai trabalhar a flexibilização da demanda e veja a beleza do desenvolvimento tecnológico, deputado. Alguns meses atrás, e estou falando de meses mesmo, nós fomos provocados pelo Ministério das Minas e Energia, por que precisávamos funcionar 24 por 7? 100% de carga todo o tempo. E vejam que a evolução tecnológica do setor de hidrogênio é tão rápida que hoje Todos os eletrolizadores são modulares. Então, a gente consegue absorver a energia nos períodos em que há excesso de energia e trabalhar a uma carga menor. nos períodos onde não há essa oferta. Então, somos flexíveis e podemos absorver esse excedente de energias renováveis em horários de baixa demanda. Trazemos também... A pontuação já colocada pelo Francisco da Biolica sobre armazenamento de longa duração, o hidrogênio permite o armazenamento desse excesso de energia, seja na sua forma original, seja como amônia, seja como metanol, é um energético de larga aplicação e aí eu estou falando do setor químico, do setor industrial, do setor de fertilizantes, do setor siderúrgico, inclusive... do setor de alimentos. A margarina que a gente comeu de manhã tem hidrogênio, o sorvete que a gente tomou depois do almoço também tem hidrogênio e o que a gente oferece agora é uma solução de que esse hidrogênio seja verde, ele seja livre e livre. de emissão de gases de efeito estufa. Todas as soluções já foram colocadas, não é, deputado, muitas soluções e temos experts aqui e agradeço a OITIVA, tanto da ONS, quanto da ANEL, quanto do Ministério das Minas e Energia, na preocupação em resolver esse problema, mas as práticas defendidas pelas demais associações aí combinam. melhores previsões reforço de transmissão, isso já está sendo feito armazenamento e flexibilidade mercadológica. Então, recomenda as recomendações que a gente teria e vou abrir mão até da minha apresentação, o senhor disse que a gente tinha Cinco minutos, né? Eu sou ex-militar, então eu obedeço, deputado. Mas sua fala está tão interessante que se precisar apresentar, nós abrimos espaço aqui. Imagina, imagina. Eu gosto de cumprir ordem, deputado. Então recomenda se perseguir. Segurança regulatória. cronogramas claros para evolução de mandatos, mercados, mecanismos, para que a gente evite transições muito abruptas. Hoje de manhã eu participava de um webinar onde estava o embaixador André Correia do Lago, Falando... Uma fala interessante que eu ainda não tinha percebido. Quando você fala de emergência climática, e a gente pode trazer essa discussão para o curtailment, O problema é tão eminente, o problema é tão urgente... que se demorarmos muito criando muitos procedimentos, criando muitos protocolos, a gente vai ser atropelado pela emergência sem nenhuma solução. Então, não temos tempo de perder esse tempo, não só para a emergência climática, mas para a situação... do cartelmente também. A integração do planejamento, ficou muito óbvio na fala de todos os representantes que me antecederam, ONS, ANEEL e ministérios articulados, e que considerem o funcionamento dos eletrolisadores que vão começar a chegar ao Brasil nos próximos anos como um agente de flexibilização desses projetos e como um agente de demanda, para esse enfrentamento. incentivar os cortes de os contratos de longo prazo claro né isso é uma das chaves é que a gente tem na BIVI hoje essa demanda inicial por esses é é é é vetores energéticos elas vem dos mandatos que já existem na Europa deputado que já estão exprimidos por seus mandatos para o uso do hidrogênio, do metanol e da amônia. E a partir dessa exportação desses produtos que a gente vai ter os off-takes enquanto a gente desenvolve a indústria nacional. Por óbvio, existe uma capacidade grande de consumo de hidrogênio, amônio e metanol no Brasil, nos próximos anos também. Eu fecho, deputado, para agradecer não só a participação e o convite, Mas pra... Destacar é uma coisa muito óbvia, mas às vezes o óbvio é muito bom ser relembrado. O Brasil tem vantagens comparativas enormes quando você fala de energias renováveis, 93% de energias renováveis. A gente não pode esquecer nunca que uma das nossas belezas é o sistema interligado nacional, então, térmicas a gás não precisam ser trazidas para a estabilização do sistema, uma vez que o sistema é completamente interligado, tenho certeza que a ONS tem toda a capacidade de resolver isso. liderança de compras públicas também através de mandatos de menores emissões Enfim. Acho que com firmeza, flexibilidade e políticas públicas a gente consegue acertar essa solução. Então, a gente pede que essa comissão leve adiante essa agenda concreta. para falar sobre reconhecer a eletrólise como um recurso de mercado falarmos sobre armazenamento... trazermos iniciativas públicas O representante da PINI trouxe uma série de elementos que podem ser utilizados, principalmente... o sinal econômico que a gente pode trazer através... de tarifas, por horários diferenciados, para a gente não perder a oportunidade de 93% de uma matriz elétrica renovável, o sistema interligado, uma posição geopolítica extremamente favorável que nós temos no Brasil hoje. desenvolvimento industrial e tecnológico e emprego qualificado de descarbonização real. Em nome da Associação Brasileira da Indústria do Hidrogênio Verde, eu agradeço a oportunidade. Obrigada, deputado.
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