Paulo Sehn

Paulo Sehn

Diretor de Energia - Associação Brasileira dos Investidores em Autoprodução de Energia (ABIAPE)

Últimos Discursos

24 de mar, 17:36

COMISSÃO DE MINAS E ENERGIA

Transcrição automática

Você está bem por dentro do setor, falou de Três Marias, agora trouxe um tema que é muito discutido. Isso é exatamente para a gente entender como a gente vem evoluindo no sistema. Teve uma época que realmente à noite era o horário ideal para você fazer a irrigação, porque é onde você tinha menor carga no sistema e ali que era interessante. Essa transição que a gente viveu nos últimos anos fez com que a solar mudasse esse padrão. Então, adaptar agora a regulação para trazer essa realidade é um dos temas que estão em cima endereçados à lei que foi publicada recentemente, a 15269 já endereçou Essa solução o Ministério tem trabalhado para justamente adequar esse sinal de preço para os momentos que a gente tem maior geração. Então essa é uma solução excelente para a gente conter o cartão. Eu estou falando que eu sou pequeno. Eu tenho uma pequena proposta.

Ir para evento
24 de mar, 17:26

COMISSÃO DE MINAS E ENERGIA

Transcrição automática

Boa tarde a todos, deputado Paulo Guedes, parabéns pela organização do evento, trazer para o debate aí Tanto as mentes brilhantes aqui do setor, é muito importante para a gente entrar justamente dentro do como resolver esse problema. Confesso que o título me assustou um pouco aqui, pelo tamanho que a busca de alternativas de financiamento ao setor de energia renovável em virtude do corteio. Para nós, lá da BIAPE, que somos autoprodutores, a grande indústria que investiu em geração. Esse tem sido talvez um dos temas mais relevantes. Então, questão do curtailment, questão do financiamento. E a energia renovável é o vetor da expansão da indústria, tendo em vista toda a necessidade de você alcançar o net zero, é uma preocupação constante da indústria. Então, esse tema é muito caro para a gente. Obrigado por esse espaço. O que eu vou trazer aqui é uma reflexão. Tem uma apresentação, não sei se já está aqui. Que legal, tá? Obrigado. Trouxe aqui, certamente, as reflexões já foram interessadas pelos colegas, mas é... um pouco, talvez, em gráficos, o que a gente tem visto. Então, esse primeiro comparativo é justamente a questão de como a gente expandiu com hidrelétricas e termoelétricas. Então, são as usinas que dão estabilidade para o sistema em relação a essas usinas intermitentes, solares e eólicas. Isso foi exatamente essa transição energética que a gente vive, mas pode ver que a gente tem uma certa constante, quase, dessas usinas hidrelétricas e termoelétricas, solares praticamente tomam conta da expansão da nossa matriz. Isso certamente demonstra a nossa transição energética. Entretanto, gostaria de colocar dois destaques aqui, que é o custo que isso tem trazido para o Brasil. Em primeiro lugar, aqui eu coloco os encargos, a gente tem Proinfo, o desconto no fio e a MMGD, somando cerca de 40 bilhões no ano de 2025, para incentivar essa expansão que vemos aqui. Outra questão é o excedente de geração que verificamos. Então, pode ver que o ano de 2025, a gente chegou, quando a gente pega o excedente de eólica, o excedente de solar e de hidrelétricas, esse número chega a 7 gigawatts médios. Isso aí, praticamente uma Itaipu que a gente coloca fora, por conta de a gente não conseguir aproveitar esses recursos. E aí, eu gostaria de destacar, primeiramente, dar um pouquinho de, talvez, um zoom em relação a esses cortes. os dias, o colega está aqui e vai com certeza abordar isso com uma melhor exatidão. Mas a gente tem esses dois períodos que eu trago para vocês, que é um dia típico, onde você tem a eólica e solar necessitando praticamente serem desligadas por conta dessa solar provocada pela MMGD. Então a MMGD hoje não é cortada pelo sistema, então quem faz esse serviço de reduzir geração porte. No gráfico de baixo é um dia crítico, aqui é o caso do dia dos pais, foi um dia bastante, já está bastante comentado no setor elétrico, o dia dos pais, onde o ONS teve que reduzir tanto a essa geração que pouco sobrou para ele controlar o sistema. sofre por conta dessa quantidade de energia solar que a gente tem, principalmente, no horário do meio-dia. E aí a gente pode ver que essa solução tem sido endereçada pelas usinas eólicas, solares de grande porte, e tendo em vista que MMGD hoje é a maior parte da nossa potência instalada, a gente defende, assim como os colegas, o Vitor da Brás, o Rui da Pini também trouxeram, a questão de ela participar da solução desse problema. E aí eu gostaria de destacar que não é somente do curtailment que traz a gente essa reflexão. Eu trago aqui alguns recortes das notícias que saíram últimos meses. E a gente vê, principalmente, o corte de geração leva a empresa a renegociar com bancos. Então, a gente tem já uma crise financeira causada pelo curtailment. Depois, a gente tem também a questão do curtailment e transmissão, que leva a revogação de 2,8 giga de solares. A colega da Ab Solar comentou em relação a isso. Então, a gente já tem também a questão de quem está entrando no sistema já ver um risco grande em se instalar dentro desse contexto. o Brasil pode enfrentar um risco de apagão. Então, a gente também está tentando resolver uma crise elétrica já no sistema. E, por fim, talvez a notícia mais recente, a série de hoje, a crise silenciosa da liquidez no mercado de energia elétrica. Então, você corta a geração, esse gerador não tem mais uma previsibilidade de como ele vender, ele não vende a mercado. Não vendendo a mercado, o consumidor também não tem de quem comprar. Então, essa é uma crise de liquidez. E, por fim... A questão do nosso leilão de reserva de capacidade, extremamente necessário para a gente fazer frente a essa intermitência de usinas que entraram no sistema, ele sai num valor, num custo de R$ 515 bilhões, que serão pagos pelos consumidores, deputado. E aí, o que eu trago aqui é que o remédio sai um pouco amargo em relação ao que a gente esperava. E aí, se a gente fala bastante hoje de CDS, ele tende a superar a CDE no médio e longo prazo. Então esse é um ponto de bastante preocupação porque quem vai pagar essa conta vai ser o consumidor. E aí a questão toda não é exatamente só o porquê que a gente chega nesse ponto. Então o que a gente tem hoje no Brasil é praticamente um preço totalmente descolado da realidade. Eu pego alguns casos aqui para exemplificar que alguns horários onde você tem um preço de 300 reais da nossa comodita de energia, você tem sobras de energia aí na ordem de Então, essa é uma distorção que não reflete exatamente o que está acontecendo na realidade do setor. E aqui eu faço também uma comparação em relação a 24 e 25. Nosso PLD, que é o preço que a gente paga pela energia no mercado de curto prazo, ele aumentou 75%. enquanto o excedente de geração, aqui, elétrico, desculpa, o solar, o eólico e o hidrelétrico, ele aumentou 270%. Então, não existe uma relação de você falar que o nosso preço aumenta enquanto o excedente aumenta. Então, essa correlação deveria ser o contrário, a gente deveria ter preços muito mais baixos em relação a esse excedente. E aí, a grande questão... que é a nossa provocação, é exatamente que quem não tem preço, se a gente vai organizar isso sem ter um mercado que tem um preço correto para a nossa energia elétrica, a gente vai estar sempre jogando isso para encargo. E aí a gente vai ver um LR-CAP cada vez maior, a gente vai ver custos de setor elétrico cada vez maior, e então a gente não vai ter o preço da energia que poderia induzir, então, o nosso consumidor a consumir nas horas necessárias, essa geração e atender o sistema. Então, a gente vê aqui no encaminhamento, no encerramento, seria no curto prazo a questão da MMGD participar desse corte de geração. Essa é uma possibilidade e tem que ser discutida, como que ela participaria. E também reavaliar limites de preço. Então, como que a gente tem um excedente de energia tão grande e o consumidor não consegue acessar isso por conta de preços altos? Então, a gente precisa rever toda essa questão. Mas agora, no médio prazo, aí a gente vai ter que resolver um problema que é um pouco mais estrutural para o nosso setor. E, principalmente, é fazer com que o preço siga exatamente essa questão de você ter excedente ou escassez no sistema. Então, esse preço, a gente vai ter que migrar para um modelo que consiga fazer isso. E aí, na visão da BIAB, a gente já está esgotando praticamente esse modelo, onde a gente tem programa de computador definindo o preço, essa reação de consumidores e geadores a momentos, principalmente, de excedente, como a gente está vivendo agora. Isso.

Ir para evento