
Boa tarde, deputado Paulo Guedes. Boa tarde a todos. Parabenizar o senhor por trazer esse importante debate aqui para o dia de hoje, falar sobre financiamento da expansão da geração no país e sobre corte de geração ou corteio. Eu falo em nome dos grandes geradores de energia elétrica do país, da Abrage, especialmente em nome dos geradores hidrelétricos, que entregam mais da metade da energia que esse país produz e consome. Bem... Esse tema é muito importante, nove deputados, e o senhor, de forma muito perspicaz, já trouxe o caso de Três Marias. E é isso mesmo que tem acontecido. O corte de geração tem sido tão impactante a ponto de mudar o regime dos rios, inclusive. As hidrelétricas, dentre as fontes renováveis, são inclusive as mais impactadas por esse efeito. Mais de 80% do corte acontece nas ideológicas e, por isso, essa observação que o senhor fez lá. Isso traz risco e prejuízo para os investidores e também para os consumidores de energia elétrica. e como uma atendendo ao seu chamado aqui ousamos trazer propostas de soluções em duas linhas. A primeira é falar sobre uma necessidade urgente que temos de melhores sinais de preço. no sistema, no mercado de energia elétrica. combinada com Redução... fim de subsídios que já cumpriram seu papel. e que não são mais necessários. Quando a gente fala de sinal de preço e subsídio, nós estamos falando de remunerar de forma mais adequada. a infraestrutura existente, as usinas todas que estão instaladas já e que que houve investimento para isso, E a gente fala também de uma expansão da geração de forma mais eficiente. E a segunda proposta de solução vai ser exatamente nesse caminho de Expansão. O Operador Nacional do Sistema tem dito Um número muito interessante, que mostra o contexto do problema que a gente tem. entre 2020 até 2025 A demanda máxima do nosso sistema o consumo máximo aumentou 23%. E a capacidade instalada, o aumento de oferta de geração, aumentou 47%. Fica claro um descompasso em relação a isso, isso mostra, inclusive, o contexto de sobre-oferta de energia que a gente tem. que acontece em alguns horários do dia. e outros não. E o resultado dessa falta de sinal de preço adequada, dos subsídios de forma... mais expressivos do que precisam, tem trazido uma expansão descoordenada, uma perda da competitividade, o corte de geração mostra isso, inclusive, e sofrem de novo, investidores e consumidores. Falando sobre CDR, O volume de subsídios em 2018 era de 19 bilhões, no ano passado foi 58 bilhões. Esse aumento expressivo aconteceu principalmente pelo aumento dos incentivos dados para as fontes incentivadas, eólicas, solares, pequenas centrais hidrelétricas, outras fontes de geração, e para micro e mini geração distribuída, esse modelo de compensação. E aí, nesse ponto dos subsídios, eu quero aqui deixar um reconhecimento para uma atuação responsável e muito relevante que esse Congresso Nacional fez recentemente. determinou o fim dos subsídios para futuras para as fontes incentivadas. Então, essa questão para o futuro está resolvida. E também determinou que a partir de 2027 haverá um teto para a CDR. Então, essa conta não mais vai crescer. Essas foram decisões muito importantes e responsáveis tomadas por esse Congresso Nacional. no ano passado. Mas há ainda um desafio grande a ser enfrentado. E esse desafio de reduzir acabar para o futuro com subsídios que já cumpriram seu papel, está na micro e mini geração de o peso, a percepção que um consumidor que tem micro e mineração distribuída, tem de benefício é sete vezes Maior. do que a percepção de um consumidor da tarifa social. um consumidor vulnerável. A gente tem uma questão importante para resolver de equidade. e do aspecto da operação do sistema, é exatamente o tema do nosso encontro aqui hoje, o corte de geração. Esse aspecto Ele não está resolvido para o futuro. Então, tem uma oportunidade aqui do Congresso Nacional. tratar dessa questão no âmbito legislativo. E, por fim, o segundo aspecto de solução que a Brage traz aqui como posicionamento é para a expansão da matriz buscarmos os recursos que o sistema realmente precisa. precisa de flexibilidade, de controle. precisa de potência e precisa de armazenamento. E no armazenamento, a gente já sabe como fazer isso. A gente tem 110 gigawossos de armazenamento no país instalado ou operando. São as nossas baterias naturais, as nossas hidrelétricas. A gente tem aí uma oportunidade enorme de aproveitar os 12% de água doce do mundo no Brasil. e ampliarmos os nossos reservatórios, ampliarmos a geração nas ideológicas convencionais, por meio de modernização, repotenciação e novos reservatórios. E... usinas hidrelétricas reversíveis, que é realmente... o armazenamento de longa duração contribuirá para a redução do problema do corte de geração e para um fornecimento de energia elétrica mais seguro. que que também promova competição para os investidores e melhora esse curso. para os consumidores. Muito obrigada pela oportunidade. Obrigado.
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