Marcelo Toyansk Guimarães

Marcelo Toyansk Guimarães

REPRESENTANTE COORDENAÇÃO DA PASTORAL DA MORADIA E FAVELA NACIONAL - PASTORAL DA MORADIA E FAVELA NACIONAL

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17 de mar, 20:01

COMISSÃO DE DIREITOS HUMANOS, MINORIAS E IGUALDADE RACIAL

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Todos. todas e acho que bonito de ver esse diálogo grande das pastorais também dos parlamentares, também dos movimentos populares. E é essa intenção nossa mesmo, como que a gente faz um grande debate. Penso que esse momento da campanha da fraternidade pode contribuir muito para despertar forças, a gente conscientizar que a moradia é um direito. Isso não é algo... entendido por muita gente, até porque se o nosso povo brasileiro tem um salário baixo, e que um salário que não custeia moradia digna, não custeia aluguel, não custeia financiamento, e aí nós vamos acostumando, né, ou... ou sendo levados a morar onde sobra, onde dá onde sobra as margens da cidade, como foi bem colocado. Também é pelas colocações da... aqui, dos presentes, também da mesa. É... Antes de dizer que A moradia é algo muito próximo, mas ao mesmo tempo estrutural. Então, ao mesmo tempo que é um direito básico... Né? É uma necessidade, vamos dizer, sagrada, também toca na estrutura da família, toca na estrutura de país. Então, a gente dialoga com muita gente. A gente trazia no início a situação dos 6 milhões de famílias... que precisariam de uma moradia hoje, 20 milhões de pessoas, 10% do Brasil. Mas também... ressaltar que tem 26 milhões que moram inadequadamente, mas 26 milhões de famílias. Se a gente multiplica isso por 3, 4... É metade do país. Então, a gente está falando de muita gente. Ao mesmo tempo... 12 milhões de moradias vazias. E trazendo isso, não preciso estender tanto, porque muitas... colocações já foram feitas, mas o dito trazia... Como o aumento, as favelas vão dobrando a cada década, o número de favelas, 3 mil, depois, hoje, 16 mil, vai dobrando. Mas, ao mesmo tempo, vai dobrando o número de moradias vazias. E vai também aumentando, de forma assustadora, a população de rua. Isso a gente está falando nesses últimos 20 anos. Então, a gente tem um agravamento do problema da moradia. E as áreas de risco também vão se agravando. com a mudança climática. A gente acompanha a Jusifória esses dias e assim por diante. A gente falava de Teresópolis, né, Raimond? Então, a gente vai vendo vários agravamentos. Diante disso, que a gente vê a importância dessa campanha. No caso, também a Igreja reconhece no texto base... a frágeis respostas da igreja, Né? E acho que a gente quer, deseja, a pastora da moradia... a nível nacional é recente. o Dito, a Alessandra, a gente vem construindo em 2021, 2022, hoje várias equipes vêm se formando, mas ainda é uma resposta recente do tamanho desse... dessa demanda enorme Eu queria trazer aqui algum registro junto dessa realidade da moradia precária, a realidade excludente das cidades. A gente sabe que a moradia digna, como foi bem ressaltado, É o espaço em que a gente mora, mas é o entorno, né? É o direito à cidade. E pensar juntos. Por quê? As causas, né? levantamos a especulação imobiliária, que também... é bancada pelo mercado financeiro O baixo orçamento também que a gente tem, reforçando também a fala da Evanisa, o baixo orçamento para moradia popular. Muitas vezes o orçamento vai para moradia que beneficia o lucro das construtoras. E aí, claro que a gente vai ver o despejo, o aumento da favelização diante dessas situações. Como diz, é importante parar a máquina de fazer favela, senão a gente só vai ter o agravamento. A estrutura de país não muda. Então, a gente pode ter, como alguém citava, faz algumas casas, mas a estrutura do país continua a mesma. Então, alguns dados do texto base, só para visualizar, não são números simplesmente, mas a gente visualiza. 700 mil pessoas. 750 mil moradia se acrescenta por ano de demanda nesse país. Então, se a gente já tem essa situação grave, quer dizer, só vai aumentar se a gente não tiver realmente uma política habitacional robusta. E a igreja também precisa participar desse processo. Também acho que foi falado sobre a população de rua, também a questão do problema ambiental. Gostaria só de ler um breve trecho do texto base, como a gente também está aqui... em torno da campanha da Fraternidade, número 52... traz bem colocado... o problema socioambiental. Então, o aumento da temperatura, que são impactos importantes e particularmente graves em áreas fortemente urbanizadas e densamente povoadas. Considerando os altos índices... Índices de impermeabilização do solo, aumento do risco de alagamentos que decorre dessa combinação de fatores. Friso, quando esse tema se combina com a história da urbanização do Brasil... fortemente marcada por desigualdades, encontramos um cenário perfeito para tragédias urbano-ambientais, de grande magnitude que vem se agravando em intensidade e frequência. Então a gente traz o termo urbano ambiental. tem uma atenção muito grande para as realidades do campo. Então, como a gente cada vez mais entende o mundo urbano, entende os problemas do mundo urbano, os déficits habitacionais, enfim. E aí, como pastoral da moradia e favela, a gente faz eco e reforça as propostas que o Dito e a Evanisa apresentam, E acho que outros também reforçaram a importância do PL da autogestão. a Comissão de Mediação de Conflitos... O orçamento para moradia popular, a importância do orçamento ser fortalecido. E a frente parlamentar... para o direito à moradia. Então a gente faz reforço também a esses caminhos, diante de uma demanda enorme desse país. Um país com tanta terra, com tanta casa e tanta gente sem casa e sem terra. Obrigado.

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