Ailton Fernando Dias

Ailton Fernando Dias

Diretor de Instalações Nucleares e Salvaguardas - Autoridade Nacional de Segurança Nuclear

Últimos Discursos

07 de abr, 19:10

COMISSÃO DE MINAS E ENERGIA

Transcrição automática

Eu acho que é importante colocar no rol desses agentes O GSI, que coordena o Comitê de Desenvolvimento do Programa Nuclear Brasileiro, e tem muita experiência transversal Ou seja, eles têm mais transversalidade que talvez todos os... os outros elementos juntos. Então, é uma sugestão. Eu acho que pode enriquecer a discussão. Obrigado. Obrigado. Vamos colocar aqui

Ir para evento
07 de abr, 19:06

COMISSÃO DE MINAS E ENERGIA

Transcrição automática

A Eletro Nuclear tem um parceiro privado, inclusive, agora, que entrou na entrada da Eletrobras. Sim, amba, exato, exato. Não tem dúvida alguma. Foi falha, ato falho. Não, e eu também, então, está tudo certo. Agora, essa questão da comunicação, o desafio é o seguinte, a gente tem que parar de falar dentro da bolha. Exato. Assim, se não furar a bolha, a gente não alcança a sociedade. Entre nós... Está tudo ok, está todo mundo convencido. E, assim, gente, eu insisto, vamos trabalhar com criança e adolescente. É aí que a coisa acontece. É gerar material para criança e adolescente, porque eles vão influenciar os pais e, daqui a 20 anos, eles são adultos. Menos até, dependendo da idade. Eles são adultos e vão estar participando do processo social já com conhecimento de causa. Então, é gerar conteúdo para crianças e adolescentes. Para mim, isso é o que muda. Vamos olhar para fora. A França tem projetos incríveis de comunicação social nessa área. Não é à toa, tem 70% da geração elétrica de origem núcleo elétrica. Então, a aceitação pública lá... Mas não é por acaso, não é só por isso. É porque se comunicam bem. Então é isso, acho que tem que furar a bolha. Obrigado, Ailton.

Ir para evento
07 de abr, 18:45

COMISSÃO DE MINAS E ENERGIA

Transcrição automática

Boa noite a todas, a todos. Obrigado, general Pazuello, pelo convite aqui, é honra de participar dessa audiência. Ser um dos últimos a falar tem vantagens e desvantagens. Uma delas é que parte dos temas que a gente prevê falar já foram, de alguma forma, abordados. Mas isso não invalida de forma nenhuma, a gente até aproveita isso, só... acionar a minha colinha aqui Obrigado. Bom, pois bem, vamos lá. Então, a gente teve uma sequência de apresentações muito ricas, muito interessantes, começando pelo presidente da Kiney, até a última apresentação feita pela Kiney e PEM, que, inclusive, adianta um pouco, adianta algumas reflexões do ponto de vista regulatório. Mas eu queria enfocar primeiro o seguinte, a motivação, de discutir o tema SMR, ela tem várias dimensões. A gente falou aqui da dimensão científica, tecnológica, econômica e o impacto social disso. Além disso, um aspecto indubitável que é a questão da soberania. Por tudo isso, desenvolvimento tecnológico, científico e independência em relação às soluções que estão sendo discutidas mundo afora. Importante salientar, o Brasil tem um papel de protagonista nuclear, nós não somos recém-chegados, nos anos 60, 70 a gente ocupava as primeiras posições do ranking em termos de desenvolvimento científico e tecnológico até então, infelizmente a gente perdeu essas posições por razões diversas, mas ainda assim somos muito reconhecidos na Agência Internacional de Energia Atômica como referências mineração, combustível e geração núcleo elétrica, mas principalmente nas aplicações. E aí, general, a gente não pode deixar de falar sobre as aplicações na área médica, na área industrial, que tem um papel social importantíssimo. A Autoridade Nacional de Segurança Nuclear, do alto dos seus seis meses de vida, mas é bom lembrar, esses seis meses é o marco legal, jurídico, 1957, ela nasce de uma demanda regulatória, que era a questão de controle de materiais nucleares na época, no pós-guerra. Então, a nossa experiência remonta a esses 70 anos, entre várias idas e vindas. E a função regulatória independente, como a gente conhece hoje, começou a ser discutida no governo Sarney, Ou seja, Esse ano faz 40 anos. Então, os nossos seis meses têm 40 de discussão regulatória, mais 70 de existência do próprio sistema. Então, a gente tem um ecossistema nuclear muito rico, desde a regulação até todos os agentes que estão participando dessa audiência, todas as universidades, as empresas. Ou seja, a gente tem um potencial muito grande na mão. que é o objeto aqui, vimos a apresentação da Marinha em relação aos LabGene, que tem um papel central, essa é a nossa figura protótipo de um SMR futuro, e o projeto apresentado pelo presidente da Quiney, pelo doutor Rondinelli, do microreator nacional. Ou seja, a gente tem iniciativas importantes, mas é importante lembrar que, mesmo com esse ecossistema rico, mesmo com esse reconhecimento internacional, atrasado nessa corrida. A gente deveria estar em um estágio mais avançado. Dos 80 ou 100 projetos de SMR mundiais, nós não participamos efetivamente de nenhum Então, tem um descasamento. E o risco é o risco de a gente se tornar dependente. Então, quando tem a iniciativa do LabGene, quando tem a iniciativa do projeto do Microreator Nacional, que é uma parceria público-privada, é um cluster, é uma tábua de salvação para a gente não ficar dependente, como outras corridas tecnológicas que a gente, infelizmente, já perdeu. e que é difícil recuperar. Não dá para não falar das iniciativas do GSI, do CDPNB, que estão muito alinhadas com esse nosso esforço aqui. Eu vou citar três GTs do GSI. Um é o de política de rejeitos. Rejeitos é um tema que a gente vai passar por ele na questão dos SMRs. Infraestrutura Nacional para SMRs. e estratégia nuclear brasileira. Quer dizer, esses três temas são temas que conversam diretamente com isso aqui. A gente está falando de políticas importantes e de preparação de infraestrutura para que isso aconteça de fato. Aí vem requisitos. O que a gente tem como requisito para que isso aconteça de verdade? Fortalecimento da regulação. Então, os nossos seis meses de vida já mostram algumas fragilidades que a gente tem. a custo zero, a partir de um processo de cisão da Quine. É um processo doloroso. A gente está vivendo isso. A gente precisa de estrutura, a gente precisa de pessoal, a gente precisa de orçamento, e a gente precisa de uma adequação nesse ambiente novo, que é um ambiente regulatório próprio. Ou seja, a última apresentação feita pela Quiney Pen mostra isso, a importância da regulação. Isso é crucial para que a gente avance. Então, nós estamos falando de previsibilidade, ter uma regulação forte, isso também foi dito antes de mim, você tem que ter um ambiente previsível para que o player privado entre nesse cenário com segurança. Sem previsibilidade, o privado não tem investimento. Harmonização regulatória, também foi citado aqui, existe uma iniciativa coordenada pela Agência Internacional de Energia Atômica, da qual a gente participa, exatamente para que, dentro dessas diversas vertentes pode estar descasada do projeto de engenharia que levou aquela solução. Então, a regulação, ela nasce com o projeto de engenharia, para que você tenha condições de avaliar os aspectos de segurança, os aspectos de operação daquela determinada planta. importantíssimo, também foi dito aqui, comunicação e aceitação pública. A nossa área, a gente se comunica mal, então não dá para não colocar dentro de todos os projetos da nossa área uma vertente forte de comunicação, uma vertente forte de aceitação pública, porque a aprovação de grande parte desses projetos depende de audiências onde a sociedade vai ser ouvida. dos ganhos e, como o Carlos do MMA disse, é uma questão assim: você soluciona um problema e cria outro, mas você tem que dizer que você também tem uma solução no radar para o próximo problema que foi criado. Então, outro aspecto: desenvolvimento de recursos humanos. A gente tem que ter, e aí fica até um convite, eu sei que esse tema já está no radar do GSI, mas assim, a área já teve um programa muito exitoso nos 70, 80, que foi o pró-nuclear, que formou a base tecnológica que está operando hoje, a base de especialistas. Se não se fizer isso, a gente corre um risco de colapso, porque a gente tem tido perdas relevantes, não recomposição, e aí o problema nem tem para quem transferir o conhecimento. Então, não ter uma base sólida, e em todos os aspectos, na regulação, na operação, no desenvolvimento, Então, Então, isso é importante. Capital intelectual foi dito aqui e gestão do conhecimento, daquilo que a gente já adquiriu. Muitas coisas que a gente desenvolveu nos últimos 40 anos já estão irremediavelmente perdidas, porque pessoas que se aposentaram, pessoas que faleceram, cujo conhecimento não foi transferido. É lamentável. O que acontece, nosso arcabouço é todo o público, então é a dificuldade, esse conhecimento está na esfera do público. Então, esse é um problema. Logo no início foi dito, na apresentação, sobre a questão dos três S, que é safety, security e salvaguardas. O aspecto de salvaguardas é crítico, sim, naquilo que diz respeito aos projetos do SMR, porque você passa a ter um sistema distribuído. Hoje você tem instalações mais centralizadas, é mais fácil atender os requisitos de salvaguardas. Então, o grande desafio que você tem no futuro é o seguinte, dos requisitos e dos acordos relacionados a salvaguardas, num modelo distribuído. Você pode pegar o reator, seja ele um micro-reator ou um SMR, como é a questão da gestão do combustível. Como que vai ser feita essa movimentação desse material e ser feito de forma segura e que atenda aos requisitos da Agência Internacional de Energia Atômica. são importantes, não há como olhar para uma questão de SMR e microreatores sem pensar em uma flexibilização do monopólio. A própria apresentação da eletronuclear, ela coloca isso em evidência. Esse agente público, uma empresa de economia, uma empresa pública, não sei se a eletronuclear é economia mista, não, é pública, Uma empresa pública teria muita dificuldade em viabilizar um cenário futuro de algumas dezenas de máquinas distribuídas no país, já tendo até o próprio desafio de terminar a Angra 3, que já é um desafio e tanto. Então, não dá para pensar. Agora, flexibilizar monopólio exige regulação forte. Não é possível fazer essa transição sem uma regulação forte. Aí volto para onde eu comecei. regulatória bem robusta. Aspectos legais e regulatórios, que também é um tema central. Toda essa discussão que é feita aqui na casa é uma via de mão dupla. Alguns aspectos regulatórios ou provocações regulatórias induzem a novos instrumentos legais, ou a própria legislação exige que o regulatório acompanhe. Mas isso tem que ser feito dessa de segurança nuclear, estamos à completa disposição dessa casa, no sentido de fazer esse alinhamento entre o legal e o regulatório. Licenciamento nuclear e ambiental. Isso é um esforço grande que a gente tem feito, inclusive de construir uma ponte de cooperação clara e constante com o MMA, com o IBAMA, que seria o nosso equivalente ali na ponta do licenciamento, para que essas coisas andem de forma harmônica. Esse alinhamento é super importante. O nosso objetivo, enquanto a Autoridade de Segurança Nuclear, é garantir que a população, os trabalhadores e o meio ambiente não sejam não corram risco, não sejam afetados pelo aspecto da proteção radiológica. Essa é a nossa grande preocupação. E, para isso, tem solução de engenharia. Então, pode custar um pouquinho mais, pode custar um pouquinho menos, mas tem solução de engenharia. E é isso que a gente precisa transmitir para a sociedade. O uso é possível e seguro. E nós, na área regulatória, temos esse papel. Desafio. Diferentes tecnologias. Foi citado na última apresentação. essas famílias diferentes de SMRs de microreatores no futuro, mas a nossa experiência regulatória está nos reatores do tipo PWR, água pressurizada. Se nós tivermos que incorporarmos novas tecnologias, vai ser um desafio regulatório, sim, porque a gente vai ter que aprender aquilo ali. Tudo bem que algumas coisas nós não estaremos aprendendo sozinhos, por isso que existe a iniciativa da Agência de Harmonização. Mas é um desafio a mais. Então, o próprio país, na formulação de uma política, tem que mais ou menos guiar aquilo que a gente é capaz de fazer. Porque senão a gente pode estar querendo adquirir uma tecnologia que, onde a função de licenciamento e de regulação é importante, mas que a gente vai ter que aprender tudo, isso vai atrasar o processo. Então, é importante ter esse olhar. Vamos fazer opções tecnológicas para as quais a gente tem a capacidade de reagir. Só um segundo... É que eu fiz as minhas notas no celular, gente, enquanto a gente está... Então, assim, mais ou menos para encerrar, a gente coloca a questão do papel do desafio da regulação em duas vertentes. Localização e infraestrutura e segurança e gestão técnica. Localização e infraestrutura. daquela instalação no entorno dela. Porque vamos lembrar que essa variação varia com o quadrado da distância da instalação, a área de impacto. Então, você começa a ter uma área de impacto menor. Isso é um grande ganho do ponto de vista de vender isso para a sociedade. É melhor você ter instalações menores distribuídas, onde você tem um impacto menor, uma área de abrangência menor. de emergência, onde a coisa pega, porque a sociedade fica muito preocupada, qual é o alcance, qual o risco que eu tenho diante de uma instalação dessa natureza, então, quanto menor, melhor. E aí ainda tem os impactos, você tem linhas de transmissão mais curtas, menor impacto ambiental para transmitir aquela energia, menos perdas, você tem uma usina como Itaipu, só o que você tem de perda Isso é física, é lei ômica, tem potência, tem perda. E a questão do transporte desses reatores carregados com combustível, que é um desafio pelo aspecto da security, da segurança física, da proteção física, e que impacta também nas salvaguardas. Você tem que ter um modelo muito seguro para poder fazer esse transporte de forma segura. três vertentes também, uma é a análise de segurança das novas tecnologias. Então, traga aquela minha outra fala. Para fazer esse estudo de avaliação de análise de segurança, você tem que conhecer bem a tecnologia em questão. E hoje a nossa experiência está calcada nos PWRs. Ao trazer uma tecnologia nova, é um desafio regulatório novo. A gente tem que aprender aquilo. Então, é preciso não perder isso de vista. Rejeitos. Rejeitos, gente. nuclear. Porque ele ataca em duas vertentes. É o que assusta as pessoas, quando o cara pensa no lixo radioativo, no lixo atômico. Então, isso já assusta. A outra ameaça é a questão do acidente, mas o lixo eu acho que tem... O lixo é inevitável. Mas a própria denominação é uma denominação infeliz, é de uma infelicidade total. E aí é onde eu falo, a questão da comunicação. A gente tem que se comunicar melhor, dizer o seguinte, não é um lixo, não é lixo atômico, é um material que tem controle regulatório, que existem várias metodologias para armazená-lo de forma segura, para gerenciá-lo de forma segura. Mas, quando a gente fala dessa expansão do parque, com diversas unidades espalhadas no território, você passa a ter um desafio maior para gerenciar esses rejeitos radioativos. Então, isso é uma preocupação concreta. A outra questão é a questão de fabricação e validação desse modelo modular, como foi colocado na própria apresentação feita pela Kiney e Pen, onde você tem que... Ou seja, a gente está partindo de um modelo diferente. Antes, a planta era construída on-site. Hoje, a ideia do SMR, dos micro-reatores, você tem uma linha de produção, a máquina é produzida lá e depois ela é montada, quer dizer, ela vem praticamente pronta no local. Então, a regulação tem que entrar no processo, inclusive, fabril desse processo. O que ela acompanhava em sítio vai estar acontecendo em uma planta industrial remota. Isso é um desafio muito grande. Isso, em vários, dependendo dos fornecedores. E, assim, de imediato, quando a gente fala... Agora, não é transição? Como é que é o termo? Sim. Adição, a gente tem um caso concreto aí, foi citado aqui algumas vezes, de plantas de carbono, é o projeto da Diamante, plantas a carvão, carvão natural, que tem um prazo de validade para operar em termos de licença, 2040, e até 2040 tem que ser feita essa conversão. E a ideia é muito interessante, porque é usar uma planta de geração de energia, que já tem toda a infraestrutura, linha de distribuição, geração e etc., energia e colocar ali, substituir uma planta carvão por uma planta nuclear. Então, isso é uma situação concreta e é um desafio que está ali. 2040 chega rápido, gente. Então, esse é o cenário, é isso, general. Obrigado, irmão. Obrigado.

Ir para evento
07 de abr, 17:30

COMISSÃO DE MINAS E ENERGIA

Transcrição automática

Deputado, na verdade, eu queria só adiantar que alguns aspectos que foram levantados... inclusive pelo Almirante Petroni, em relação a salvaguardas. Isso a gente vai abordar na apresentação da NSN. Só para não deixar as perguntas em aberto, o próprio Marcelo também levantou alguns aspectos regulatórios. bem como o presidente da Kiney, Então, isso vai ser abordado na nossa apresentação. Por favor, não? Pois não, você queria fazer uma palavra?

Ir para evento