Isa Francisco da Costa

Isa Francisco da Costa

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08 de abr, 17:47

COMISSÃO DE TRABALHO

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Isso. Sou da segurança privada desde 2001. E já passei por diversas experiências, como foi colocada, em primeiro lugar, boa tarde à mesa, e a todos do auditório. E já passei por todos os tipos de assédio que se possa imaginar que uma mulher pode sofrer no ambiente de trabalho. assim como os colegas também humilhados no ambiente de trabalho, que a gente é simplesmente afastado do cargo da gente, sem que a gente saiba porquê. Se a gente se atreve a ser uma pessoa com integridade moral e ética, Principalmente, Porque parece que quando a gente escolhe ser uma pessoa... Moral e eticamente correta, parece que a gente escolhe ser errado no mundo. E os seguranças, quando a gente não tem aquela beleza de Hollywood, também isso é levado em consideração, porque eu penso que a capacidade intelecto-psicoprofissional de uma pessoa não deve ser medida pela aparência dela, mas pelo caráter dela, pelo conteúdo humano. moral e espiritual, porque eu acho que isso é muito importante, a gente não chega a lugar nenhum sem Deus. Então, na segurança de eventos, sempre amei atuar. E eu vi que algumas mudanças que teve aí Foram devastadoras. Então, na segurança privada, como o doutor Allan muito bem colocou ali, Já trabalhei várias vezes em eventos, bem ali, naquela Arena BRB, Fui para dentro dos banheiros químicos, eu sou prova, testemunha. Isso é humilhante. Nem seu carro você pode botar lá. Quando você vai de carro, você tem que colocar o carro lá naquelas... perto do Ulisses Guimarães, por aqueles arredores ali, perto da... da Torre de TV e a pé, porque nem isso a gente pode levar para perto para poder todo mundo sentar lá dentro e comer, porque é assim que a gente faz. Os vigilantes se juntam nos eventos e a gente se reveza, aquele que pode botar o carro dentro. Tem uns coordenadores que são maravilhosos, mas outros eles não estão do lado do vigilante, como os colegas colocaram. Eles estão do lado que eles precisam estar para poder estar onde está. E a gente tem que entender isso, que às vezes eles ajudam a gente dessa forma. Então, não é fácil a vida de segurança como vigilante. É muito caro, porque... Antes, a gente fazia o curso de vigilante e a gente era treinado para tudo. O curso não era de 30 dias, o curso era de 90 dias e a gente treinava tudo. A gente era bombeiro civil, socorrista, brigadista, instalações, os meninos são aqui... são testemunhas disso, a gente sai de lá, Pronto, a gente faz o preparo para a segurança pessoal. Então, a gente aprende a tirar... com todas as armas do calibre permitido pela Lei 7.102, que é a lei que regia, e ainda rege, de certa forma, que ela não foi revogada. Então, assim, é absurdo a gente ver que passaram de 2001 para cá. Quantos anos? E não mudou muita coisa. Mudou muita coisa, não vou negar, mas a parte do assédio, principalmente... nessa parte de você ter competência e você saber o que é certo e escolher ser no que você faz é muito difícil. Obrigado. Por exemplo, o pessoal da Escolta Armada também... que a gente também se preparava, era tudo, escolta armada também a gente se preparava, mulheres e homens, só que mulheres, como foi colocado ali para a colega Noely, 30% das mulheres, nós somos preparadas, mas a gente não é convidada para trabalhar, porque acha que a gente não tem competência... psicológica e emocional para exercer. Mas a gente tem sim. Eu sou do coletivo da segurança privada e, juntamente com essa parceria com o Conazep, nós decidimos estar aqui agora. concorrendo aqui para deputados federais, como coletivo, justamente para trabalhar esse esquisito. A questão psicológica dos vigilantes é fundamental. Porque eu mesma já trabalhei com várias pessoas que morreram. e uma das pessoas, inclusive, já recebeu uma facada porque entrou na frente para eu não receber. Mas como a pessoa já tinha vivido a experiência, conseguiu se salvar, só arranhou o braço. Mas se tivesse me pego, eu era bem no meio do peito Talvez eu não estaria aqui hoje. Por causa de quem? O colega muito bem colocou. A gente está defendendo as pessoas, E essas próprias pessoas nos agridem. E a gente tem que protegê-las delas próprias e a gente delas próprias, sem poder se defender com a arma, por exemplo, que às vezes a gente só de pegar na arma e falar, se você continuar, você vai sofrer as consequências, porque eu tenho competência para isso, eu sou qualificada para fazer isso, e a gente não pode, porque isso foi tirado da gente também. O segurança de evento não tem isso. Agora tem as armas não letais, que a gente tem que fazer o curso e tal. Uma das outras coisas que a gente vai trabalhar futuramente aqui é com essa questão. Já fizemos o curso de vigilante, não temos que ficar fazendo o curso de reciclagem de vigilante. A gente tem que fazer os cursos novos que eles criaram, que a gente tem que fazer como qualificações e renovando para a parte de vigilante. Chega de fazer curso de vigilante. É renovar isso, tem que acabar isso. E as mulheres têm que ter prioridade. 50 no mínimo tem que ser das mulheres. Vamos brigar por 50 para ter 30, pelo menos, né, doutor Alain? Então, capacidade nós temos. Porque a experiência faz o profissional. E todo mundo vê quem tem capacidade e quem não tem. Não precisa conversar mais de cinco minutos. Então, a escolta armada também precisa de atenção O pessoal que trabalha na escolta armada, eles sofrem muito Porque eles ficam dentro daquele... daquele... daquele carro forte ali, eu já entrei por experiência, né? É um absurdo aquilo ali. Eles precisam de proteção ali dentro, eles precisam de uma melhor condição ali dentro. E precisa também de proteção ali dentro. Não é só simplesmente estar lá e tem uns carrinhos atrás, outros na frente, não. Porque quando o pau vem, aconteceu com meus amigos lá perto de Tubiara de Goiás, acho que uns dois ou três anos atrás. Morreu um e o outro ficou, não, morreu depois e o outro quase perdeu a vida, não trabalha nunca mais. Então, mais uma vez, precisamos de saúde. porque a maioria dos vigilantes estão trabalhando nos contratos quando a gente está na CLT, O plano de saúde não cobre a família. E se cobre a família, tem que pagar tipo 50%. Como é que o vigilante que ganha o salário que ganha, Porque a gente tem que ter um piso nacional, isso é importante, é nacional. Agora, os agregados, os Estados podem ter essa competência. Vamos trabalhar com a lei federal para poder a gente mudar isso. Tem que ter um piso nacional. o piso nacional. para poder os vigilantes não sofrerem tanto. No Goiás eu nem vou falar, eu sou goiana, não vou nem falar. Então, porque é um absurdo É um absurdo a gente tirar do próprio bolso para pagar transporte, alimentação e alguma coisa que a gente precise, um remédio, por exemplo. a gente tinha que ter pelo menos uma dipirona, por exemplo, isso aí também tem que ser colocado. Porque, às vezes, a gente fica ali em pé mais de 10 horas, a gente é contratado para trabalhar 10 horas e a gente trabalha sempre 15, 16 horas, se a gente botar na ponta do lápis. até mais de 20 horas E por que a gente não pode ter pelo menos 15 minutos, 20 minutos de descanso? Porque a lei fala: A Organização Mundial da Saúde, ela diz que a gente, a cada duas horas que a gente está sentado ou em pé, a gente tem que sentar. Se for em pé, você tem que sentar 15 minutos. e colocar os pés para cima. E se for sentado, do mesmo jeito. Você tem que andar, você tem que ficar pelo menos 15 minutos a cada duas horas, para não ter problemas futuros de saúde. E aí, se ninguém cobre a gente quando a gente está doente? Quando a gente vai ficando mais velhas, então pronto, já é descartável. Então, a vigilância, ela tem que... o vigilante, ele precisa dessa proteção, a pessoa do vigilante. As empresas também precisam, porque tanto as que prestam, que tomam o serviço contratando a gente, quanto aquelas tomadoras de serviço dos vigilantes, tudo bem, a gente tem que olhar para isso também. Mas agora está na hora de olhar para a pessoa do profissional da segurança privada. Esse é o papel nosso aqui, como futuros representantes dessa categoria, Juntamente com o Conazep. Muito obrigada. agradeço nós temos que entregar

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