Dayse Hansa

Dayse Hansa

REPRESENTANTE DO PONTO DE CULTURA MAPATI - AUTÔNOMO

Últimos Discursos

08 de abr, 17:12

COMISSÃO DE CULTURA

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Então, me despeço aí. Deixando aqui à disposição... Pontão de Cultura Amapati... É um ponto desde 1991. aqui na Asa Norte, no Distrito Federal, e dizer da importância, reforçar a importância dessa... dessa data ser instituída, porque é isso. Acho que com uma data, a gente comemora o aniversário, o registro dessa memória, faz os balanços e as críticas também. Todo aniversário, conta a história. Todo aniversário a gente faz balanço. Então, é isso. Faz a crítica, mas lembra, sobretudo. E aí, eu acho que a gente pode pensar... num próximo avanço, que... importante o Ministério tá aqui nessa mesa nessa comissão para a gente cuidar o registro da memória dos pontos em pontões de cultura. Isso em parceria com o próprio IFAM, que a gente possa instituir também, dentro desse arcabouço do sistema, um espaço para o registro da memória, porque nós não podemos mais... perder falas importantes, como esses nossos mestres e mestres trazem. Então, é isso. Parabenizar, deputada, pela iniciativa. E é isso. Obrigada. Obrigado. Obrigado.

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08 de abr, 16:20

COMISSÃO DE CULTURA

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Boa tarde a todas as pessoas. Obrigado. Bom, agradecer o convite dessa comissão, deputada Gendira Feghali, que tem um mandato... muitos mandatos. parceiros que foram mandados parceiros da cultura. e a sua trajetória significa bastante não não só na instituição da Lei Cultura Viva, que a gente conseguiu em 2014, mas também na conquista e no período mais difícil que a humanidade e o nosso povo brasileiro vivenciou. que foi a pandemia... depois de um golpe... parlamentar empetrado aí que tirou a nossa querida Presidenta Dilma Brasil enfrentou depois a pandemia que trouxe para o setor da cultura e também para os pontos e pontões de cultura é algo muito... um desafio difícil de manter as suas ações Então, agradecer sua trajetória, sua luta em defesa da cultura e caminhando junto com a gente esses anos todos. E cumprimentar também aqui a nossa querida... secretária Márcia Hollenberg, que também tem desenvolvido um um trabalho fenomenal, à frente da Secretaria de Diversidade Cultural do Ministério da Cultura, junto com a equipe, João Pontes também, nosso querido Santini, de muitas lutas, também sou do teatro, está na rua também, é uma grande referência para a gente. E o nosso querido mestre, Chico Simões, que muito nos honra. E eu fico olhando para Chico, olho para Tereza Padilha, para Ailton Velez aqui, que nos honram. com a presença e eu fico pensando, sabe? são mestres que continuam persistindo e vivem do seu ofício. e seguem com uma vivacidade. E eu tenho ficado muito preocupada, vou entrar no tema, mas eu estou provocando, porque antes... de eu ser produtora, de ser uma artista, eu tive um mestre, uma mestra para me incentivar. E é onde a gente encontra esse papel fundamental dos pontos de cultura, que é a partir de 2004, mas os pontos já existiam muito tempo antes. Então, a secretária Márcia traz aí... que a política dos pontos conseguiu chegar em mais de 2 mil municípios brasileiros. Isso é extremamente significativo, isso mostra a capilaridade que essa política de Estado tem, Sem dúvida, é a maior política de cultura que tem esse viés mais capilarizado e interseccional. Você tem ponto de cultura indígena, ponto de cultura gerido e levado por mulheres, pessoas negras que trabalham com a infância, que trabalham com teatro, com dança, com a cultura popular, ou seja, é uma... além da capilaridade de estar em todo o território brasileiro, e agora América Latina, e certamente na Europa, temos no mundo inteiro os pontos de cultura, mas... essa coisa que traz para a gente que é a política que reflete o Brasil. a diversidade do Brasil. E não só do Brasil profundo. mas consegue chegar a mais de 2 mil municípios. Eu tenho quase certeza que esse... com a política Aldir Blanc, Nós vamos ter muito em breve... aí nesses próximos cinco anos um aumento das certificações dos pontos... Nós vamos passar certamente de mais de 20, chegar a 30 mil pontos de contorno no Brasil inteiro. E quanto foi importante a questão do financiamento de estar atrelado ali à rubrica dentro da lei Aldir Blanc. Isso foi fundamental, mas há muito que ser... a ser conquistada e acredito que a instituição de um dia próprio, vem para trazer isso, não só... a data para comemorar, para reforçar... esse histórico do registro da memória do programa, mas também da necessidade dos avanços que são tão necessários. e o fomento não só em custeio. Nós temos tido, eu falo... quanto aí Mapati... que é um espaço que persiste nessa cidade desde 1990, mas que é um espaço doado, né? pela Tereza Padilha, seu companheiro, então, Marcos Martins, que resolve demolir a casa... e construir um espaço de cultura. mas não são todas as iniciativas e os pontos de cultura que tem eles muitas vezes nascem das casas desses mestres e mestres, mas em algum momento a gente vai precisar tratar, sim, do meu ponto, minha vida. E acredito que esse diálogo que o Ministério, na parte da Secretaria de Diversidade, vem fazendo... com a SPU também, vai dar Uma grande possibilidade, porque temos... Conversava, não sei se eu tenho esse número preciso, secretária, mas certamente temos mais de 4 mil imóveis... espalhados pelo Brasil inteiro, que podem ser ocupados por pontos e pontões de cultura... E eu faço até uma brincadeira, e não é tão brincadeira, sei por que, mas... Em todo município você... tem ou deveria ter uma escola na grande maioria você tem uma igreja ou católica ou protestante, você tem um bar, mas certamente você tem um ponto de cultura. Esse é um dado que a gente não... pode arriscar, com certeza, se você tem um ponto de cultura. E desses pontos de cultura, você tem ali muitas vezes a iniciação de... pessoas que atuam na arte e cultura, mas não só para viver do seu ofício, mas esse trabalho social que esses espaços promovem no seio da comunidade, eles são fundamentais, de fundamental importância e nós precisamos cuidar da proteção, não só do registro da memória, mas também cuidar para que esses espaços, esses pontos e pontões tenham também a garantia do patrimônio não só imaterial, mas material, para que esse trabalho continue, porque é um trabalho de base comunitária, então ele está ali prestando serviço para o que o Estado muitas vezes não chega. É... E aí, voltando ainda nessa ideia, porque eu estou passando um momento de... me reconectar com as minhas raízes, com uma mãe que está em adoecimento, e que é uma artista, a primeira artista que eu identifiquei na minha vida, e refletindo muito nessa questão mesmo dos mestres e mestres, sabe? e que a gente precisa cuidar. Há iniciativas dentro do Ministério da Cultura para proteção, nessa casa também. Mas eu ficava pensando, tenho pensado muito sobre esse reconhecimento desses mestres e mestras do ofício, artístico e quem sabe que o próprio ministério não possa incentivar à instituição de um museu que fosse dos mestres e mestras dos ofícios artísticos. E eu parto muito dessa perspectiva, porque estive no México uns 10 anos atrás, e é um país que mais tem museu, no planeta, e você tem um museu de tudo quanto é coisa, mas, assim, não tinha um museu de mestres e mestres, mas... de uma forma mais capilarizada. Mas acho que a ideia de pensar também, um museu, não é só... É cuidar do registro da memória. E a gente tem... O Brasil não tem cuidado desse... vontade de contar as histórias verdadeiras. Então, eu quero viver para saudar os meus mestres e mestras e que esse trabalho seja ali, né, numa fotografia eternizado, porque vocês contribuíram demais. E nesse programa... nós temos muitos ainda seguindo nessa toada. Então, eu agradeço demais o trabalho que vocês fazem, porque a gente vê um retrato, nós que estávamos ali, no início da política em 2004, e aí vejo, eu e Walter e Santini, acho que a gente era um pouquinho mais novo do que os que estão lá ainda. Mas a gente vê, muita coisa mudou. E, pegando um pouco dessa referência do Mapati, que se tornou um pontão de cultura, que tem tentado fazer um trabalho de mapeamento dos espaços, há cinco anos a gente vem desenvolvendo... um mapeamento de espaços e pontos de cultura no Distrito Federal. E nós temos aí, pelo mapeamento que nós realizamos, e todo ano ele é renovado, mais de 115 espaços de cultura. A maior parte se autodeclara ponto de cultura. Então, a importância da gente... sim fazer os mapeamentos, mas garantir o financiamento público, porque esses espaços precisam seguir ativos. mantendo aí uma estrutura mínima com os trabalhadores e trabalhadoras, mas também garantindo aí que a política, a cultura viva, não morra. Então, essa iniciativa de instituir o Dia Nacional de Cultura Viva, eu acho que vem um pouco para coroar esse processo. Aí chega a mais de 22 anos, mas está dentro desse arcabouço da política instituída em 2014. nada mais justo, né? do que essa política, a maior política de cultura do Estado, Seja aí. homenageada com o dia próprio Então, é isso. Agradecer a oportunidade de estar aqui ajudando a construir esse momento histórico. Espero, em nome do Mapati, poder seguir. construindo com essa comissão. com o Ministério da Cultura, com os demais pontos e pontões que aqui estão. Obrigada. Aplausos.

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