COMISSÃO DE CULTURA

8 abr. 2026 15:37 às 17:20

Sobre o Evento

A Comissão de Cultura realizou audiência pública para discutir a criação do Dia Nacional Cultura Viva e o fortalecimento de políticas de fomento ao setor. O debate enfatizou a importância dos pontos de cultura, a valorização dos mestres populares e a necessidade de garantir recursos orçamentários contínuos para a cultura.

Status
Concluído
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#1
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Bom, essa audiência pública... Boa tarde, pessoal. Essa audiência pública, ela foi... aprovada para que a gente dê curso a tramitação do projeto de lei 5949 de 25 É um projeto de minha autoria que institui o Dia Nacional Cultura viva. Eu acho que esse nome, por si só, merece um dia. Cultura viva é o que nós somos. Então, eu vou declarar aberta essa audiência pública. para que a gente comece a... o nosso debate aqui. E eu vou já colocar os convidados na mesa para depois eu... eu dar sequência aqui nas exposições. Então, a primeira... A pessoa que eu quero convidar a mesa é Márcia Rollemberg, secretária de Cidadania e Diversidade Cultural. do Ministério da Cultura... Aqui conosco, Márcia, obrigada, do lado. Obrigado. Chama Alexandre Santini, presidente da Fundação Casa de Rui Barbosa. que tem uma grande trajetória como a Márcia, vinculada a esse programa e a essa política Cultura Viva. Também membro do Ministério da Cultura. Daisy Hansen. representante do ponto de cultura Mapati. que é produtora cultural e articuladora dessas iniciativas comunitárias. aqui do Distrito Federal, e o Chico Simões, integrante da Comissão Nacional de Pontos de Cultura, que é ator, diretor e educador popular, É uma referência do teatro de bonecos. Ele disse que os bonecos vêm dentro dele Não precisa nem trazer, né Chico? Tenho você participar aqui dessa nossa conversa. Esse... Esse projeto a gente fez, gente, porque nós queremos... agregar as manifestações do Cultura Viva no Brasil, ao que já acontece onde o programa Cultura Viva foi referência. em outros países, outras cidades... Esse programa acabou se espalhando, se estendendo internacionalmente. pela importância que ele tem, pelo significado que ele tem, pela potência que ele gera. pela diversidade que ele valoriza, pela diversificação das diversas linguagens que os pontos de cultura têm, e ele é o nosso Brasil profundo, É um Brasil profundo que é estimulado como dizia o Gil, o doim da cultura, é isso, é a gente estimular os pontos e fazer com que... cada potência dessa se manifeste, isso certamente muda a realidade das comunidades, sejam elas quais forem, desde aldeias indígenas até... comunidade de rede, redes digitais e as diversas linguagens que os pontos de cultura conseguem alcançar, os pontinhos, os pontos e os pontões. que são... modalidade que a própria lei conseguiu também abarcar. Essa lei, ela foi aprovada aqui na Câmara. Já tem 10 anos, 12 anos, foi em 2014... Me lembro como hoje daquela sessão de aprovação, E, a partir daí, a gente passou a ter... uma rubrica própria no orçamento, a gente passou a ter editais de pontos de cultura nacional nos estados e nos municípios, muitos estados e municípios fazem, né? Isso tudo foi espalhando, foi permitindo que esses tentáculos Diferente, quer dizer, é até parecido com os tentáculos do povo, que o tentáculo do povo tem autonomia em relação ao cérebro. O tentáculo vai onde não necessariamente o cérebro do povo manda. Então, os pontos municipais e estaduais, eles ganharam também o voo próprio. E tem sob coordenação nacional, mas tem muitos voos que são... desenvolvidos a partir da criatividade da organização dos povos em todo o país. E a ideia de fazer o Dia Nacional é para que a gente valorize esse trabalho, né? Porque quando você faz um Dia Nacional, ele entra no calendário cultural do país, E isso faz com que essa política que é uma política de Estado a partir da lei, foi um programa antes. ele consiga fazer com que essa pauta ganhe relevância no país inteiro e a gente consiga sempre lembrar que essa política não pode retroceder, que essa política tem que avançar, tem que sempre ter dinheiro. de recursos Ela tem uma república própria, mas também tem um recurso dentro da Lei Aldir Blanc, que tem também fortalecido a política nacional. cultura viva e isso tem feito com que o Brasil não pare. Ele avança e resista ao mesmo tempo nessa... nesse chamado binômio da história política brasileira. A gente resiste e avança ao mesmo tempo. Aliás, eu... Eu hoje comentava algo que eu achei comovente da resistência iraniana ontem nas ruas. Muito comovente aquela resistência. E eu acho que no Brasil a cultura é capaz de... mobilizar ondas humanas na resistência contra o retrocesso, contra a não democracia, contra a tentativa de nos colocar uma moldura Aliás, Márcia, não sei se você já viu a peça A Alma Imoral. com a Clarice Nisquieta há 20 anos em cartaz. Está acabando o ciclo agora. É impressionante como ela mexe com a gente, porque ela exatamente expressa a contradição entre o corpo moral da moldura que a sociedade nos impõe e a alma transgressora e desejosa de subverter Então, é muito interessante essa peça e bota toda a plateia para refletir. e a interativa, porque no fim ela abre Para as pessoas perguntarem, pedirem para repetir texto, é um monólogo. Então, é muito interessante isso. Mostra como a gente é capaz de resistir e avançar, porque tem uma moldura e tem uma transgressão permanentemente em nós. buscando avanço, buscando superação e buscando alcançar uma sociedade diferente. Então, essa audiência pública de hoje, ela nos possibilita pelo regimento da Casa e da Comissão, que a gente consiga depois aprovar a lei do Dia Nacional Cultura Viva e isso nos possibilite integrar com as comemorações latino-americanas e e fazer o que o Brasil quiser com essa data para valorizar essa política e tudo isso que se realiza hoje nesse Brasil enorme que a gente tem. Então, eu vou passar imediatamente a palavra à Márcia. Hollenberg para aquela falha do desenvolvimento dessa política e depois a gente segue com os outros convidados. A palavra é tua, Márcia. Você tem aí... 10 a 15 minutos 15 minutos você acha o suficiente, Márcia? Então, pronto, é isso. Mas é flexível, tá? Ninguém vai cortar a sua palavra, fica tranquilo. Está ligado?

08 de abr, 15:37
#2
SECRETÁRIA  DE CIDADANIA E DIVERSIDADE CULTURAL DO MINISTÉRIO DA CULTURA - AUTÔNOMO Márcia Rollemberg
Márcia Rollemberg

SECRETÁRIA DE CIDADANIA E DIVERSIDADE CULTURAL DO MINISTÉRIO DA CULTURA - AUTÔNOMO

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Tá ligado. Bem, boa tarde a todos e todas. Trago aqui os cumprimentos da ministra Margareth Menezes. É uma honra estar sentada aqui ao lado da... Nossa deputada Jandira Feghali, né? É uma referência nesse campo da institucionalidade dos avanços e conquistas no campo da cultura. também ao lado de Santini, um guerreiro nessa questão e que, desde o início desse processo, participa de forma ativa e fazendo uma articulação importante, inclusive, no âmbito da América Latina. na querida Deise, nosso projeto Mapati, nosso ponto de cultura. Meu amigo Chico, estamos aqui hoje emocionados em Brasília porque perdemos um grande... parceiro da cultura local. e Lúcio, que faziam o projeto Cabeças. E foi um ano de perda, perdemos o Guilherme e depois perdemos... O Cabeças não morre, o Nicolás Bera, colocando e continua vivo, porque é isso, a cabeça nunca vai morrer. Esse é um dos papéis da arte. criar essas identidades, criar essas relações profundas e os sentimentos que nos unem. como pessoas. Eu sou uma mulher parda, estou usando um óculos, estou de roupa verde, tenho um... mais de 60 e estou com os brincos dourados e uma pulseira dourada. Para quem não pode viver um casaco preto. Bem, cultura viva é uma política cultural, Muito importante... porque ela amplia a capacidade... de fomento aos grupos das comunidades de todo o país. Essa é a proposta... Uniarte, Educação e Cidadania. e que são campos importantes da formação cultural, da formação da identidade, e que traz, como o Jandira bem colocou a deputada, o Brasil profundo, o Brasil raiz. E todos os Brasis, também o Brasil que está na periferia, que está nas cidades, o Brasil tecnológico. Então, é uma cultura viva que abarca Eu falo sempre que lá no Ministério da Cultura que é uma política que abarca todos que estão aqui, né? Porque abarca o teatro, abarca a música, abarca as manifestações das culturas tradicionais e populares, abarca toda a nossa matriz étnica. a matriz indígena dos povos originários e povos de matriz africana, esses com uma... um campo muito imenso de reparação, de direito cultural. E é uma política que, além de se colocar hoje no Brasil como uma política de base comunitária de um sistema nacional que estamos construindo... É uma política que inspira outros países, então a gente também assume... estamos no terceiro ano de mandato, tive a possibilidade de... participar em 2014 da criação do programa Ibercultura Viva e agora a gente retoma também 10 anos do Ibercultura Viva, unindo 14 países em políticas de base comunitária, inspiradas no Cultura Viva e com pontos de cultura. Recentemente fizemos um mapeamento e trazemos aí números muito legais, muito bacanas e muitos avanços com relação... a política desses países. Recomendo a página do Ibercultura Viva para vocês conhecerem esse trabalho. E... O Cultura Viva conectou a base... conectou povos, conectou países e conectou a sociedade, os fazedores de cultura. E essa conexão é uma conexão com uma autonomia, um protagonismo... que empoderou, que são três princípios dessa política. Essa capacidade de criar uma potência a partir da conexão em rede. E essa é a grande inspiração dessa política, porque ela nasce da participação social, Ela nasce buscando inovar com o Estado, buscando inovar os instrumentos, a relação com o Estado e a gestão compartilhada. E após 20 anos, 22 anos, na verdade... A gente hoje tem... Uma política... que tem 15.500 pontos de cultura no Brasil. que está... É... cada vez mais capilarizada, hoje está com 2 mil municípios, e que tem hoje a possibilidade de incluir, mesmo aqueles que não têm CNPJ, que é também outra natureza muito importante dessa política. Ela não está limitada a... uma institucionalidade jurídica. Então, isso já é um fator de grande inclusão. e de ampliação de direitos culturais, que eu digo que são campos recentes. Campos que a gente tem que fazer letramento. Estou lá batalhando para escrever, para a gente poder publicar uma carta de direitos culturais a partir da leitura. ...cultural da Constituição... no sentido que a gente possa se apropriar desses direitos, inclusive o direito ao fomento cultural, à valorização, à salvaguarda de patrimônio material, que tudo isso imbrica no Cultura Viva. Obrigado. Hoje são... Pontos e pontões, os pontões têm uma função mais articuladora, têm um papel mobilizador de mapear, de identificar outros grupos, de incluir grupos, de receber os novos que estão entrando a partir dos editais... que estão sendo certificados. E É uma política hoje que envolve os municípios e os estados. Hoje, com a política nacional Aldir Blanc, Nós temos uma grande conquista porque eu digo que é o... É o sangue que irriga o Sistema Nacional de Cultura para ele se fazer em pé, para ele poder ter está o federal, o estadual, o distrital e o municipal, em parceria com a sociedade, construindo uma política pública. Ontem eu estava no Centro Cultural do Ministério da Saúde e vi, eu sou uma testemunha do SUS, da construção do SUS. E a gente vive hoje o embrião dessa política nacional, de um sistema nacional de cultura que possibilite que todos os municípios tenham uma política de cultura, que reconheçam esses direitos, reconheçam seus mestres, suas mestras, seus fazedores de cultura. Então, com esse piso que foi instituído de 12,9%, do valor global da política nacional Aldir Blanc, nós temos aí um investimento em torno de R$ 430 milhões. ano. na cultura viva. o que tem possibilitado um fomento anual no primeiro e no segundo ciclo em torno... 450 milhões no primeiro ciclo, com possibilidade de fomento a 12 mil pontos de cultura, isso... com a participação de estados e municípios, e nesse primeiro momento a gente fez que todos os editais... fosse editais que passasse por um crivo de certificação. Então, a gente pode ampliar não só o acesso ao fomento, mas o acesso à certificação e a esse reconhecimento. No segundo ciclo, 410 milhões, e aí um fomento de 7.300 pontos, porque você tem dois estados que ainda estão no primeiro ciclo, então tem um pequeno decréscimo, mas o recurso está lá disponível e vai poder ser ainda aplicado como fomento. Isso somam aí ao longo de cinco anos a previsão de 2 bilhões de reais investimentos. neste campo. Muito curioso aqui, a gente estabeleceu um piso de 360 mil, por município e aí até esse piso que o município receba ele tem uma obrigatoriedade de aplicação. Quem recebe menos... Pode participar aí, esse é um dos desafios. como os municípios pequenos participam, e aí eu vejo neles um papel muito importante de certificação, inclusive, para que a gente possa avançar nessa política. No primeiro ano, foram 1.269 municípios que se comprometeram. Então, você teve uma adesão... que mostra o nível de compromisso, o nível de importância dessa política. E o investimento foi em torno de R$ 453 milhões. envolvendo 25% do valor do município e 10% do valor dos estados, todos os estados aplicando no mínimo, e eu falo que é o primeiro piso... e que estabelece essa política de base comunitária, que é a política que nos une a todos e que une a base e que une... que eu diria que se a gente estivesse na Secretaria de Saúde, do Ministério da Saúde, talvez a gente estivesse na Secretaria de Atenção Básica. E nem por isso é uma secretaria menor, é uma secretaria tão complexa quanto a alta complexidade. Pois é, exatamente. Eu digo que essa hierarquia não existe, inclusive aqui na cultura, ela se coloca como a mesma questão, a importância da atenção, da saúde da família, de estar ali perto do... e o agente comunitário, a gente agora com os agentes de cultura viva também, fazendo essa relação... entre a comunidade e a política pública. O slide. Ah, tá. 15 mil... Esqueci. Fiquei empolgada aqui. Aí os valores, eu já citei, são tabelas, esse material fica disponível. o fomento dos dados do ciclo 2, mostram aí... um fomento dos dois mil 109 pontos de cultura, por termos de compromisso cultural, que é um instrumento específico da política cultura viva, que inspirou o Mirosky, e que os dois instrumentos andam juntos, a gente sempre busca estar avançando, temos editais que podem ser inscritos por oralidade, tem toda uma inclusão nos processos de meios de acesso a essa política. 109 pontões... E aí tem uma etapa muito importante, porque a gente passa de... uma rede de 42 pontões nacionais e territoriais para uma rede... agora mais fortalecida, no ciclo 2, com 109 pontões. Então, os estados hoje têm um pontão, no mínimo, por estado, e esses pontões formam agentes de estrutura viva. E aí a gente tem uma perspectiva muito importante. Aqui o dado, novamente, das unidades federativas. Nós fizemos, no marco da ideia das datas que inspira esse projeto muito importante... Nós fizemos a comemoração dos 20 anos, então tivemos aí uma grande mobilização. no ano de 2024, comemorando os 20 anos... e Isso mostra a capacidade de que uma data comemorativa pode, de mobilização da sociedade... de buscar impulsionar essas políticas nos municípios, de criar essa capilaridade, de dar visibilidade à rede de pontos de cultura, no que fazem, nas ações que fazem, nas tradições que trazem para a cidade. no maracatu, do samba de coco, de todas essas manifestações das culturas indígenas, Então, a importância dessas tradições, e uma data, é sempre essa referência de memória, de... presente e de futuro. Então, é muito importante. A nossa agenda mobilizou mais de 800 atividades, mais de 700 atividades, pontos de cultura e foi realizado em uma semana em torno de 400 municípios. E aí temos esses momentos importantes também de celebração. com as teias nacionais, teremos uma teia... Agora também após... desde 2014, E eu pude estar na teia de 2014 e estou aqui novamente nessa missão. Então, É uma grande honra e uma grande responsabilidade a realização da nossa Teia agora, sexta teia, dos pontos de cultura pela justiça climática, uma teia que abriga o Fórum Nacional de Pontos de Cultura. O FORDO, que elege a Comissão Nacional de Pontos de Cultura, que vem de delegações estaduais, tem todo um processo de conferência, e que faz essa relação de gestão compartilhada. Então, eu queria fazer aqui uma saudação, uma grande saudação. à Comissão Nacional de Pontos de Cultura, na pessoa do Chico Simões, e dizer da importante parceria. A própria estratégia de pontões, a gente tem retomado a política, o Sérgio Mamberti, todos os processos que a gente fez de ativação, e esse momento agora de estadualização e municipalização da política, tem a mão, a grande mão da Comissão Nacional de Pontos de Cultura. E todas essas teias. E a gente está realizando a sexta teia em 19 a 24 de maio, em Aracruz, no território indígena, um território que pertence... a bacia do Rio Doce, que tem todo um processo de repactuação, envolvendo os pontos de cultura local, já com impactos, formando agentes lá, mais de 52 agentes... Então, fazendo um trabalho também de interação com essas culturas locais, estamos lá com uma rede agora de 38 pontos de cultura... Começamos com uma rede de oito e avançando também nessa ativação da política local. Eu queria saudar e dizer que eu acho da maior importância esse projeto... dizer da relevância nesse avanço de uma política que reconhece a cultura como um direito fundamental... É... saber que é importante uma data como essa para a gente justamente avançar nessa municipalização, são 2.100 municípios hoje, a gente tem 5.570 municípios... para a gente poder ter uma política de 69 municípios, para a gente estar em todo o Brasil e ter o Cultura Viva do tamanho do Brasil, como o Brasil merece. E ficam alguns pleitos, né, para a gente poder avançar nos instrumentos. avançar numa grande plataforma que possa dar visibilidade a essas questões, avançar nas pesquisas, e estamos fazendo pesquisas com o Consórcio Cultura Viva. A Casa Rui Barbosa tem um trabalho muito importante de pesquisa também, que se some a essa rede educativa. que também é uma rede que envolve a Flaxo da Argentina, outras universidades da América Latina, que vão inclusive estar presentes na TEIA, Então, campo forte. Fizemos um diagnóstico agora, Jandira, sobre a questão da economia nos pontos de cultura. Os resultados são muito potentes. Então, a gente está ainda finalizando para lançar na teia. e a gente agradece, inclusive, o Consórcio Cultura Viva também nesse momento, da Universidade Federal. da Bahia, a Universidade Federal Fluminense e a Universidade Federal do Paraná. Mas também temos várias parcerias, inclusive com a Universidade Federal do Rio de Janeiro, do Espírito Santo, enfim... Queria saudar a rede também de universidades. Dizer da expectativa que a gente possa avançar numa política com relação à infraestrutura dos pontos. Acho que esse é um grande desafio também. A gente fala desde muito tempo da nossa sede, da nossa vida, e a gente sonha com isso e acho que a gente pode avançar, inclusive na nova postura que eu tenho tida da área de patrimônio da União, na sessão de espaços e de... de prédios públicos em parceria com a sociedade civil. e dizer da importância também dos gestores... como as secretarias estaduais... e municipais, as redes, né, redes de municípios com o David Terra, a Daniela Barros no Fórum de Gestores Municipais, de Cidaduais. e o Matheus... E... que está na rede de capitais e áreas metropolitanas. Então, eu queria saudar, encerro aqui essa pequena apresentação, mas estou aqui à disposição para o debate. Obrigada.

08 de abr, 15:43
#3
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A Márcia é uma apresentação bem densa, recheada de informações e ações, isso pra gente é muito importante. Queria registrar o presidente João Ponte, que é o Nomin, que é o diretor nacional da política. Nacional Cultura Viva. Queria fazer uma saudação, desculpa a minha pressa aqui de falar rápido.

08 de abr, 15:58
#4
SECRETÁRIA  DE CIDADANIA E DIVERSIDADE CULTURAL DO MINISTÉRIO DA CULTURA - AUTÔNOMO Márcia Rollemberg
Márcia Rollemberg

SECRETÁRIA DE CIDADANIA E DIVERSIDADE CULTURAL DO MINISTÉRIO DA CULTURA - AUTÔNOMO

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Queria fazer uma saudação a toda a equipe, em nome do João Pontes, nosso diretor, e que também é um... Um guerreiro e um testemunho de muito tempo.

08 de abr, 15:58
#5
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Falar também do Walter Cedro, que está aqui conosco também, do Conselho Nacional, da Comissão Nacional Cultura Viva. Não, mas foi da mesa, não é de mim. É... E dizer assim, só formalizar aqui, que eu devia ter lido no início, mas eu não li. Eu e os protocolos que eu não cumpro. A instituição de datas comemorativas é regulamentada pela Lei 12.345, de 2010 que fixa no artigo 1º que a instituição de datas comemorativas obedecerá ao critério de alta significação para os diferentes segmentos profissionais, políticos, religiosos, culturais e étnicos que compõem a sociedade brasileira. O artigo 4º da referida lei estabelece que a proposição de data comemorativa será objeto de projeto de lei... acompanhado de comprovação da realização ou de consulta ou audiência pública, para que fique legitimado o critério da alta significação para os segmentos interessados. Por isso... a realização dessa audiência para fazer tramitar o projeto que é o 5494 Que isso é tui. O Dia Nacional Cultura Viva vai ser comandado anualmente no dia 22 de julho. Essa data, óbvio, está em debate. É porque foi a data da sanção da lei a sanção da Lei Cultura Viva, Então, nós instituímos a data na data da sanção da lei. Mas, obviamente, que a gente pode avaliar se essa data é a melhor. é a mais adequada para fazer a comemoração, mês de férias, muita gente viaja. Congresso em recesso. Pode-se pensar, falar com a relatora Denise Pessoa, da gente avaliar. se essa é a data ou não, é importante que a gente situa a data Nacional Cultura Viva, como existe, Santini me dizia agora há pouco aqui, há semana. latino-americana cultura viva de base comunitária que em geral rola em maio. Então, a gente precisa... não tem problema nenhum, não é uma coisa fechada que a gente pode... é flexibilizar aqui de acordo com a avaliação também dessa audiência de vocês. E, segundo, eu fico feliz de ver o orçamento. do programa, da política nacional, porque... Esse orçamento nunca foi... desse tamanho, né? Claro, é suficiente? Nunca é, né? Como na saúde nunca é, na educação nunca é, na cultura também não será. Mas é o maior orçamento que eu já vi na política nacional Cultura Vive, foi... muito pautado, primeiro porque tem uma rubrica própria, depois porque a gente conseguiu, quando destacou 30%, da Lei Aldebank, para o PAC, nós aqui conseguimos colocar... redirecionar o recurso para colocar na Lei Cultura Viva, como também limitamos na realização de obras dos céus e centros culturais. Então, a gente limitou de um lado e possibilitou o piso do outro. O que também... facilitou muito que a gente tenha hoje um orçamento que amplia a política e possibilita que outros... possam participar. E está me lembrando aqui, quando você falou do sistema nacional, tudo tem referência, né? O SUS, o SUSP... as suas Hoje a gente está aprovando a vinculação constitucional dos SUAS. Então, a gente precisa depois avaliar, eu tenho projeto, tem outros aqui, de vinculação nacional de recursos para a cultura também. Então, esse é um debate que a gente pode fazer daqui a pouco. para ver como é que a gente consegue também ter uma vinculação mínima de recursos, independente de governos. apesar de eu achar que sociedade brasileira já viveu situações em que ela não vai querer andar para trás. Pelo menos é o que eu espero, né? A gente precisa andar... para frente. E o presidente Lula está aí para isso. então é A nossa ideia aqui sempre é vincular os sistemas nacionais que integram um país federativo deste tamanho. para que os estados e municípios, pequenos, médios e grandes, sempre tenham um papel. no processo cultural. E, claro, com a contrapartida de que eles também invistam. Senão fica só o dinheiro. federal e o dinheiro Local não acontece. Então, a Lei Aldeblanc tem essa exigência... E a política nacional cultura viva também tem, tem que ter. Porque senão fica fácil, né? Todo mundo tem que botar recurso. no que a gente acha estratégico. Bom, depois de dizer isso, passo agora ao Alexandre Santini, que é o presidente da Fundação Casa de Rui Barbosa. Gestor e pesquisador na área de políticas culturais, com trajetória vinculada à cultura viva. Não vou esquecer nunca, Santini, as mobilizações que foram feitas aqui para que a gente conquistasse a lei... Lá em... A gente ainda era... frente parlamentar da cultura não tinha comissão da cultura depois teve a comissão e aí a gente aprovou a lei em seguida, mas é uma mobilização de muitos anos. O programa, você já estava no programa e depois continuou. Na batalha, essa mobilização foi muito bonita também, que aconteceu aqui na Câmara. Já estou em cargo de estratégico do Ministério da Cultura, contribuindo para a formulação e difusão de políticas culturais no Brasil. E tem um livro sobre... a política nacional cultura vira. Então, a palavra é tua, Santini, com... 13 minutos eu te aviso, apesar de que tem um cronômetro ali. Tá bom. Obrigado, Júlio.

08 de abr, 15:58
#6
PRESIDENTE DA FUNDAÇÃO CASA DE RUI BARBOSA - AUTÔNOMO Alexandre Santini
Alexandre Santini

PRESIDENTE DA FUNDAÇÃO CASA DE RUI BARBOSA - AUTÔNOMO

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...Gira, em primeiro lugar, dizer da alegria de poder estar... compartilhando com você aqui mais esse momento, né? sobre a cultura viva, sobre essa causa que nos une também há tantos anos. Eu me lembro, quando você foi secretária de Cultura da cidade do Rio de Janeiro, e um dia, a primeira reunião talvez que eu tive com você, assim, e você estava falando da instituição da Rede Municipal de Pontos de Cultura no Rio de Janeiro, né? que foi na sua gestão também como secretária que... que foi instituída lá Então, pelo menos, isso foi em 2009, então nós estamos aí... Já estão me entregando a idade aqui, mas é isso, já temos aí alguns anos aí nessa... Nessa caminhada, cumprimentar com muito carinho aqui a Márcia, querida colega do Ministério da Cultura. Exatamente. um orgulho né Marcia, de a gente fazer parte do Ministério da Cultura no governo do presidente Lula, da gestão da ministra Margareth Menezes, E você nos liderando, mais uma vez, com experiência na gestão dessa política, com compromisso... com verdade naquilo que faz e a gente com certeza compartilha. da visão da importância de estar aqui hoje debatendo essa política. Chico Simões e Deise, que somos colegas ponteiros de cultura também, né, porque somos aí pontos de cultura da primeira geração, né, dessa caminhada lá, eu fui do ponto de cultura do Tá Na Rua em 2005, né, Então, foi a primeira geração, digamos, os primeiros 100, 150 pontos de cultura, naquela época conveniados diretamente com o Ministério da Cultura, não é isso? Então, os companheiros aqui que pegaram esse momento, foram muitos momentos dessa batalha. E aí também muito me honra estar aqui hoje na qualidade de presidente da Fundação Casa de Rui Barbosa, que é uma instituição... vinculado ao Ministério da Cultura. E além dessa minha trajetória com Cultura Viva, que também me faz estar aqui hoje, a questão da casa de Rui Barbosa também, porque a casa de Rui Barbosa é uma instituição, entre muitas coisas, uma instituição de memória, arquivo, patrimônio, preservação, pesquisa... mas ela é uma instituição especializada em datas comemorativas. Porque no seu estatuto está lá escrito que a Fundação Casa de Rui Barbosa é responsável pela celebração do dia 5 de novembro. Para quem não sabe, dia 5 de novembro é o Dia Nacional da Cultura. E por que o 5 de novembro é o Dia Nacional da Cultura? Que é o que pouca gente sabe mesmo, que é por causa do aniversário de Rui Barbosa. Rui Barbosa nasceu no 5 de novembro e o 5 de novembro foi instituído pela ditadura militar, olha só. como o Dia da Cultura, mas celebrando o aniversário do Rui Barbosa. Só que essa celebração do Dia Nacional da Cultura, ela, digamos assim, a leitura que eu faço hoje, é que ela atravessou, isso foi o que o Brasil Oficial falou naquele momento. Então, Dia da Cultura, Rui Barbosa e tal. É... Obviamente que o Rubar Bós era um democrata, a ditadura não, o Rubar Bós era um democrata, mas eles queriam se apropriar dos símbolos, inclusive, dos democratas, né? Por isso, trazem, reivindicam o aniversário dele. Mas aquilo é uma celebração do Brasil oficial. E essa celebração atravessou para o Brasil real, como diria Machado de Assis. Brasil oficial, Brasil real. E hoje a data do Dia Nacional da Cultura é uma data do Brasil real, uma data celebrada pelo povo, é uma data celebrada nos territórios, nas comunidades. Mas a gente também celebra ela lá todo ano, entrega uma medalha. Então a Casa Rui Babosa, desde 1949, entrega uma medalha sobre essa data. a gente está aqui também com autoridade para falar. Mas eu começo, Jandira, falando desse dia aí, dia 22 de julho de 2014, você ali, a foto não está na menor resolução, mas é a Jandira ali no meio da mesa. Os pontos de cultura ali em cima da mesa do Congresso Nacional... Eu estou ali no cantinho, até dessa foto aí. E alguns daqui estavam ali também, né, Walter? Estavam aí nesse dia. E é curioso, porque essa imagem, ela é uma imagem que remete muito a uma fala que o Sérgio Turino usa muito dos apatistas, que ele fala assim, aqui o povo manda e o governo obedece. E acho que essa é uma imagem, obviamente que a vida real não é sempre assim, mas eu acho que o momento da aprovação da Lei Cultura Viva foi um momento em que a gente conseguiu uma imagem desse tipo, onde os pontos de cultura, as comunidades, os movimentos culturais estavam ali em cima... da mesa né e foi muito bonito nesse momento porque é e os deputados embaixo assistindo. E essa aprovação da lei, ela começa a ser construída muito antes, ela começa a ser construída em 2011, Aí vamos lembrar, Caravana Nacional dos Pontos de Cultura Brasília, vários movimentos, várias mobilizações aqui, aprovação do PL 757 de 2011. Lembra aí que a gente vinha aqui para o Mapatia, ficava aqui meio acampado, o pessoal arrumava alojamento ali na UNB, a gente vinha, vinha para as audiências aqui. E acho que esse movimento, Jandir, ensejou também esse movimento que fortaleceu muito o teu trabalho naquele momento como presidente da Frente Parlamentar Mista de Cultura, Abertura Uma dessas audiências aí já é quando da criação da Comissão de Cultura, que separou da educação e cultura, se torna uma comissão... própria, e a gente está, esse movimento da luta pela lei cultura viva é um movimento que, é isso que eu quero chamar a atenção, essa não é uma data construída de cima para baixo, essa não é uma data construída pela oficialidade, esse é um processo construído de baixo para cima mesmo, a lei cultura viva foi uma iniciativa construída de baixo para cima, ela vem inclusive no momento onde há uma possibilidade de retrocesso na política, no período de 2011, a instrução da lei. Quando a Márcia chega na secretaria, ela absorve, ela incorpora essa pauta, traz essa pauta para... E vamos lembrar que foi na teia de 2014, a Márcia estava lembrando das teias, que há aquele momento, né, Jandira, onde a ministra Marta, o presidente Henrique Alves, a época e tal, e se consegue fazer um ato político na teia diante de milhares de pontos de cultura, que é o compromisso pela aprovação da lei, né, para levar para a votação, né. E ela é aprovada por unanimidade, em votação simbólica, todos os partidos, todas as lideranças. votaram a favor. Então, essa é uma história que precisa ser recuperada e ela precisa estar, quando se instituir essa data, que eu acredito que a gente vai conseguir, é preciso lembrar do processo dessa construção e que esse processo foi feito realmente com esse protagonismo dos pontos de cultura. cultura digital, né, Chico? Também, como parte também desse processo de mobilização. Então, todo esse processo da lei foi. E aí a gente vai para a Lei Aldir Blanc, porque se... Isso quem diz não sou eu, é um cara chamado Nestor Garcia Canclini, ele que faz esse paralelo. A mesma lógica, a mesma estratégia que funcionou para a aprovação da Lei Cultura Viva, ela aconteceu também de forma online, durante a pandemia, no processo de elaboração da Lei de Emergência Cultural, que foi a Lei Aldir Blanc I, e depois a Jandira, como incorporar isso como uma conquista perene, permanente, que é hoje a política nacional Aldir Blanc. Então, se a gente olhar, existe uma linha de continuidade. Não é casual ou não é por acaso que na política nacional Aldir Blanc há um percentual importante de recurso para a política nacional cultural. É porque é parte de uma mesma estratégia, de uma mesma trajetória de luta. de uma mesma base social ampliada e mobilizada. Então, isso aí também, só para a gente comparar, dez anos depois, mais ou menos, você tem também o mesmo tipo de movimento de adesão e de mobilização popular que foi o que permitiu a aprovação da Lei Aldir Blanc 1. E se nós temos hoje o Ministério da Cultura que tem essa quantidade de recursos para implementar uma política nacional Aldir Blanc, cultural, organizado e tal, com os pontos de cultura sempre à frente desse processo. E aí eu só queria passar um minuto e meio desse vídeo que eu trouxe aqui, que dá um pouco... E vamos para o panorama da América Latina. Aí, se puder passar o link aí do vídeo... A cultura viva comunitar

08 de abr, 16:04
#7
PRESIDENTE DA FUNDAÇÃO CASA DE RUI BARBOSA - AUTÔNOMO Alexandre Santini
Alexandre Santini

PRESIDENTE DA FUNDAÇÃO CASA DE RUI BARBOSA - AUTÔNOMO

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Aí, se puder voltar na apresentação lá, só porque já caminho aqui para a conclusão. Então, esse é o movimento da cultura viva na América Latina. Esse encontro foi em Cali, num ponto de cultura lá chamado Teatro Esquina Latina. num mestre chamado Orlando Cajamarca, Esse outro encontro em Bogotá também, preparatório a esse congresso que vai acontecer na Colômbia agora, nas próximas semanas, que é o sétimo congresso. latino-americano da cultura viva comunitária, E aí, essa ideia da Semana da Cultura Viva Comunitária, porque o dia 21 de maio é o Dia Mundial da Diversidade Cultural, um dia de estudo pela Unesco. E o primeiro congresso na Bolívia aconteceu nesse período. Então, desde então, passou-se a celebrar em vários países, né? Ou seja, esse conceito da cultura viva surgido no Brasil inspira outros países que passam a celebrar no mês de maio a Semana da Cultura Viva Comunitária. Essa é a celebração no Equador, eu acho que foi em 2024. Estamos no Equador celebrando, porque esses 0, 0, 0 é que eles são na linha do Equador, então a latitude zero. né aí você tem A Bolívia, também realizando a sua Semana da Cultura Viva Comunitária. Isso tudo foi coisa de um mesmo ano, salvo engano... em 2024. Exatamente. Então esse aí já é outro país celebrando também. A Argentina fez um congresso federal, nacional, de cultura via comunitária. Então, enfim, são diversas iniciativas que vão acontecendo, e eu acho que a gente tem... para ir concluindo aqui, Jandira, a possibilidade de estabelecer, independente da data que seja, porque temos, por exemplo, a instituição da lei... dia 22 de julho mas o joão lembrava aqui João Pontes, a criação da portaria que cria o Programa Nacional de Cultura, Educação, Cidadania e Cultura Viva é de 6 de julho, de 2004 né então é de 6 de julho, então temos duas datas legais em julho para instituir essa data. Ah, se quiser temos maio como essa possibilidade de unificar com esse calendário e essa agenda na América Latina. Então, isso aí vai, salvo engano, a partir do projeto da Jandira, teremos aí a relatoria. que vai vai então a relatoria a gente tá o sentido aqui é um pouco também de trazer elementos né trazer significativos dessa trajetória para que a relatoria possa fazer a eleição que foi. Eu acho que, independente do dia, nós vamos celebrar muito essa data no Brasil, né? Isso que é importante. O importante é existir a data, existir essa data que ela marca mais do que exatamente um dia oficial, mais um dia que vai marcar esse papel ativo, protagonista, que a sociedade, que as comunidades, a importância que essa cultura de base comunitária, essa cultura política, territorializada, enraizada nos territórios do Brasil, que foi capaz de aprovar uma lei que transformou esse programa numa política de Estado, que foi capaz de, durante o período da pandemia, dos períodos mais difíceis da história do Brasil, com um governo que desprezava a lei, o setor cultural e as políticas culturais, conseguir fazer com que se aprovasse uma lei que deu causa à política nacional de Blanc, que hoje é a maior política de fomento à cultura no Brasil. E tudo isso se fez... com absoluto protagonismo e com um papel fundamental dos movimentos culturais, do setor da cultura em todo o Brasil. Então, eu acho que essa data, o Dia Nacional da Cultura Viva, é um dia que vai significar tudo isso. A importância do povo quando ele faz cultura e quando ele se coloca em movimento, em defesa dos seus direitos culturais. Então, é isso. Obrigado e parabéns pela iniciativa. Saúde.

08 de abr, 16:15
#8
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Obrigado, Santini, pela sua contribuição e pela... Belovedo. ideia de flexibilização da data, para a gente também pensar aqui. Eu passo agora a palavra a Deise Ransa, representante do Ponte de Cultura Mapati. produtora cultural e articuladora de iniciativas comunitárias com atenção voltada à cultura popular, formação artística e fortalecimento de redes locais de cultura do Distrito Federal. É com você, Daisy.

08 de abr, 16:19
#9
REPRESENTANTE DO PONTO DE CULTURA MAPATI - AUTÔNOMO Dayse Hansa
Dayse Hansa

REPRESENTANTE DO PONTO DE CULTURA MAPATI - AUTÔNOMO

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Boa tarde a todas as pessoas. Obrigado. Bom, agradecer o convite dessa comissão, deputada Gendira Feghali, que tem um mandato... muitos mandatos. parceiros que foram mandados parceiros da cultura. e a sua trajetória significa bastante não não só na instituição da Lei Cultura Viva, que a gente conseguiu em 2014, mas também na conquista e no período mais difícil que a humanidade e o nosso povo brasileiro vivenciou. que foi a pandemia... depois de um golpe... parlamentar empetrado aí que tirou a nossa querida Presidenta Dilma Brasil enfrentou depois a pandemia que trouxe para o setor da cultura e também para os pontos e pontões de cultura é algo muito... um desafio difícil de manter as suas ações Então, agradecer sua trajetória, sua luta em defesa da cultura e caminhando junto com a gente esses anos todos. E cumprimentar também aqui a nossa querida... secretária Márcia Hollenberg, que também tem desenvolvido um um trabalho fenomenal, à frente da Secretaria de Diversidade Cultural do Ministério da Cultura, junto com a equipe, João Pontes também, nosso querido Santini, de muitas lutas, também sou do teatro, está na rua também, é uma grande referência para a gente. E o nosso querido mestre, Chico Simões, que muito nos honra. E eu fico olhando para Chico, olho para Tereza Padilha, para Ailton Velez aqui, que nos honram. com a presença e eu fico pensando, sabe? são mestres que continuam persistindo e vivem do seu ofício. e seguem com uma vivacidade. E eu tenho ficado muito preocupada, vou entrar no tema, mas eu estou provocando, porque antes... de eu ser produtora, de ser uma artista, eu tive um mestre, uma mestra para me incentivar. E é onde a gente encontra esse papel fundamental dos pontos de cultura, que é a partir de 2004, mas os pontos já existiam muito tempo antes. Então, a secretária Márcia traz aí... que a política dos pontos conseguiu chegar em mais de 2 mil municípios brasileiros. Isso é extremamente significativo, isso mostra a capilaridade que essa política de Estado tem, Sem dúvida, é a maior política de cultura que tem esse viés mais capilarizado e interseccional. Você tem ponto de cultura indígena, ponto de cultura gerido e levado por mulheres, pessoas negras que trabalham com a infância, que trabalham com teatro, com dança, com a cultura popular, ou seja, é uma... além da capilaridade de estar em todo o território brasileiro, e agora América Latina, e certamente na Europa, temos no mundo inteiro os pontos de cultura, mas... essa coisa que traz para a gente que é a política que reflete o Brasil. a diversidade do Brasil. E não só do Brasil profundo. mas consegue chegar a mais de 2 mil municípios. Eu tenho quase certeza que esse... com a política Aldir Blanc, Nós vamos ter muito em breve... aí nesses próximos cinco anos um aumento das certificações dos pontos... Nós vamos passar certamente de mais de 20, chegar a 30 mil pontos de contorno no Brasil inteiro. E quanto foi importante a questão do financiamento de estar atrelado ali à rubrica dentro da lei Aldir Blanc. Isso foi fundamental, mas há muito que ser... a ser conquistada e acredito que a instituição de um dia próprio, vem para trazer isso, não só... a data para comemorar, para reforçar... esse histórico do registro da memória do programa, mas também da necessidade dos avanços que são tão necessários. e o fomento não só em custeio. Nós temos tido, eu falo... quanto aí Mapati... que é um espaço que persiste nessa cidade desde 1990, mas que é um espaço doado, né? pela Tereza Padilha, seu companheiro, então, Marcos Martins, que resolve demolir a casa... e construir um espaço de cultura. mas não são todas as iniciativas e os pontos de cultura que tem eles muitas vezes nascem das casas desses mestres e mestres, mas em algum momento a gente vai precisar tratar, sim, do meu ponto, minha vida. E acredito que esse diálogo que o Ministério, na parte da Secretaria de Diversidade, vem fazendo... com a SPU também, vai dar Uma grande possibilidade, porque temos... Conversava, não sei se eu tenho esse número preciso, secretária, mas certamente temos mais de 4 mil imóveis... espalhados pelo Brasil inteiro, que podem ser ocupados por pontos e pontões de cultura... E eu faço até uma brincadeira, e não é tão brincadeira, sei por que, mas... Em todo município você... tem ou deveria ter uma escola na grande maioria você tem uma igreja ou católica ou protestante, você tem um bar, mas certamente você tem um ponto de cultura. Esse é um dado que a gente não... pode arriscar, com certeza, se você tem um ponto de cultura. E desses pontos de cultura, você tem ali muitas vezes a iniciação de... pessoas que atuam na arte e cultura, mas não só para viver do seu ofício, mas esse trabalho social que esses espaços promovem no seio da comunidade, eles são fundamentais, de fundamental importância e nós precisamos cuidar da proteção, não só do registro da memória, mas também cuidar para que esses espaços, esses pontos e pontões tenham também a garantia do patrimônio não só imaterial, mas material, para que esse trabalho continue, porque é um trabalho de base comunitária, então ele está ali prestando serviço para o que o Estado muitas vezes não chega. É... E aí, voltando ainda nessa ideia, porque eu estou passando um momento de... me reconectar com as minhas raízes, com uma mãe que está em adoecimento, e que é uma artista, a primeira artista que eu identifiquei na minha vida, e refletindo muito nessa questão mesmo dos mestres e mestres, sabe? e que a gente precisa cuidar. Há iniciativas dentro do Ministério da Cultura para proteção, nessa casa também. Mas eu ficava pensando, tenho pensado muito sobre esse reconhecimento desses mestres e mestras do ofício, artístico e quem sabe que o próprio ministério não possa incentivar à instituição de um museu que fosse dos mestres e mestras dos ofícios artísticos. E eu parto muito dessa perspectiva, porque estive no México uns 10 anos atrás, e é um país que mais tem museu, no planeta, e você tem um museu de tudo quanto é coisa, mas, assim, não tinha um museu de mestres e mestres, mas... de uma forma mais capilarizada. Mas acho que a ideia de pensar também, um museu, não é só... É cuidar do registro da memória. E a gente tem... O Brasil não tem cuidado desse... vontade de contar as histórias verdadeiras. Então, eu quero viver para saudar os meus mestres e mestras e que esse trabalho seja ali, né, numa fotografia eternizado, porque vocês contribuíram demais. E nesse programa... nós temos muitos ainda seguindo nessa toada. Então, eu agradeço demais o trabalho que vocês fazem, porque a gente vê um retrato, nós que estávamos ali, no início da política em 2004, e aí vejo, eu e Walter e Santini, acho que a gente era um pouquinho mais novo do que os que estão lá ainda. Mas a gente vê, muita coisa mudou. E, pegando um pouco dessa referência do Mapati, que se tornou um pontão de cultura, que tem tentado fazer um trabalho de mapeamento dos espaços, há cinco anos a gente vem desenvolvendo... um mapeamento de espaços e pontos de cultura no Distrito Federal. E nós temos aí, pelo mapeamento que nós realizamos, e todo ano ele é renovado, mais de 115 espaços de cultura. A maior parte se autodeclara ponto de cultura. Então, a importância da gente... sim fazer os mapeamentos, mas garantir o financiamento público, porque esses espaços precisam seguir ativos. mantendo aí uma estrutura mínima com os trabalhadores e trabalhadoras, mas também garantindo aí que a política, a cultura viva, não morra. Então, essa iniciativa de instituir o Dia Nacional de Cultura Viva, eu acho que vem um pouco para coroar esse processo. Aí chega a mais de 22 anos, mas está dentro desse arcabouço da política instituída em 2014. nada mais justo, né? do que essa política, a maior política de cultura do Estado, Seja aí. homenageada com o dia próprio Então, é isso. Agradecer a oportunidade de estar aqui ajudando a construir esse momento histórico. Espero, em nome do Mapati, poder seguir. construindo com essa comissão. com o Ministério da Cultura, com os demais pontos e pontões que aqui estão. Obrigada. Aplausos.

08 de abr, 16:20
#10
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Deise, você aliás falou duas coisas assim que me remetem a uma Uma coisa importante: primeiro a questão dos mestres e mestres, né? Tem um projeto que tramita aqui desde 2011. São dois projetos acoplados, um do Edson Santos e outro do meu. E a gente conseguiu atravessar toda a tramitação da Câmara e foi feito um recurso ao plenário que nós estamos tentando tirar. para que ele possa seguir direto para o Senado. E é uma exigência que uma representação da bancada evangélica fez de não ter a presença dos mestres na educação formal. porque ele acha que... objetivamente os mestres dentro da escola é trazer uma religião para dentro da escola, essa é a cabeça, é como eles interpretam. como eles interpretam. É por causa disso, parece que dois artigos mantém e dois tiram, então, como ficou, de fato, no relatório final, depois de tanta negociação, Ficou confuso, ele fez o recurso. Nós estamos conversando com o Patruz, que foi o relator, para ver se a gente topa ceder ali para tirar o recurso, e aí a gente vê no Senado. Como é que reconstrói, se for o caso de reconstruir lá, aí vai ter que voltar para cá. Mas, de qualquer maneira, a gente quer que o projeto siga, que ele ande, porque não é só a memória, mas é o reconhecimento e o pagamento aos mestres. reconhecer a existência e pagar pelo trabalho, pelo menos... uma renda mínima para que esses mestres e mestres possam seguir na vida com essa com essa reconhecimento da contribuição que eles dão a essa... a essa possibilidade de formação. Então, a gente está tentando aqui. Ontem mesmo eu estava conversando sobre isso com Eli Borges, que é o deputado que fez o ECO. para ver se a gente consegue retirar, para ele seguir para o Senado e a gente passar uma tramitação diferente. acelerar. é um relatório que ficou diferente do original O original era mais abrangente, mas... nessa correlação de forças aqui... A gente, às vezes, tem que flexibilizar, senão não passa. Nesse caso, a Mauri acompanhou, está aqui presente, o seu parlamentar do Ministério. da... ainda seguram. Então, a gente está tentando tirar esse recurso, vamos ver se ele avança. E uma outra coisa que você falou foi meu ponto, minha vida. Você viu como as referências. É minha casa, minha vida, minha sede, minha vida, meu ponto, minha vida. E aqui tramitava um projeto. do circo chamado "Meu trailer é minha vida". Tinha uma aqui que eu acho o máximo. Um projeto que o autor não intensificou o trabalho e ele ficou um pouco parado, mas... as referências vão se criando os nomes vão se multiplicando a partir da Da primeira. Bom, obrigada, Deise. Vou passar agora para o Chico Simões. referência de todos nós, representantes da Comissão Nacional de Pontos de Cultura, Vou repetir, viu, Chico? Ator, diretor, educador popular... Referência Nacional em Teatro de Bonecos e Cultura Popular, com ampla atuação na mobilização social e na construção da política nacional Cultura Viva. A palavra é sua. Estou ligado.

08 de abr, 16:31
#11
REPRESENTANTE DA COMISSÃO NACIONAL DE PONTOS DE CULTURA - AUTÔNOMO Chico Simões
Chico Simões

REPRESENTANTE DA COMISSÃO NACIONAL DE PONTOS DE CULTURA - AUTÔNOMO

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Muito agradecido. pelo convite. por estar aqui. Vivo, cultura viva E... Eu sou um brasiliense de 65 anos, careca, que pensava que era branco, até o dia que foi convidado a ir para a Europa. E chegou lá, eu levei tanta batida da polícia, que eu disse, o que é que eles têm? E os meus amigos vieram. Eu falei: "Não, porque você é negro". Eu falei: "Eu sou negro". Você, caramba, que vergonha. Eu caí assim... Não há real. de caramba, eu precisei vir para a Europa para... para descobrir o óbvio, né? É isso, identidade, como é complexo. Mas hoje eu me identifico como pardo, para responder as coisas... E com muito orgulho e com muito prazer vivo aqui nessa diversidade que é Brasília. Nasci, imagina o que é nascer em Brasília. A Clarice Lispector falava assim, eu quero estar viva para ver a pessoa que nasceu em Brasília crescer. E eu digo, ô Clarice, por que você não me esperou? E ela disse tanta coisa bonita e mágica sobre Brasília, muito mais... complexa e abrangente do que tudo que se diz sobre Brasília, Mas eu digo sobre... sobre Brasília, que eu me sinto, e por isso estou aqui representando a Comissão Nacional dos Pontos de Cultura, que eu me sinto um brasileiro do Brasil inteiro. não é? E digo a todos também, aqui em Brasília também, todo mundo é brasiliense. Aqui não é só quem nasceu ou só quem vive aqui há algum tempo, não. A pessoa pode chegar na rodoviária, descer do ônibus e falar, eu sou brasiliense, ninguém vai dizer que não é. Não tem sotaque que vai dizer esse é, não é, não tem, esse é, porque eu tenho, não. somos todos, somos a capital da diversidade cultural. Então, Brasília é a capital da diversidade cultural e não é uma cidade, não é um Estado, no sentido município ou Estado. Aqui é um distrito, mas exatamente para... que aqui seja todos os lugares... e não o o o lugar nenhum como essa necropolítica... quer transformar Brasília Brasília são todos os lugares. Estamos aqui, então, nesse momento, assim... É histórico esse momento, para marcar esse dia de celebração, dessa cultura viva. E... Bom, tenho que falar de uma coisa particular, porque... essa alegria de estar vivo, mas ao mesmo tempo estar sentindo a ausência dos que Hoje partiu o amigo Ney Lúcio, que é organizador do Cabeças. Esse livro aqui do Nicolas Best chama Cabeças Não Morre. O Não Morre está no singular mesmo, porque Cabeças era o concerto, era o ponto de cultura possível dos anos 70, feito a céu aberto, reunião de amigos para celebrar a vida, a cultura, a música. Isso é extremamente revolucionário, extremamente revolucionário. Então, a alegria, o prazer de estar vivo. derruba ditaduras, não é? Então, mesmo na tristeza, na dor, não é? E no sofrimento, como foi toda a diáspora africana que vem também constituir o Brasil, mesmo naquele processo de tanta dor, foi na celebração, na música, na festa que resistiu, que sobreviveu. E é tão forte. na nossa cultura, na nossa Constituição. Então, é isso. Sempre nos momentos difíceis, e nós vamos novamente atravessar momentos muito difíceis pela frente... A gente atravessou esse período aí do golpe... Não é? Avançou para cá, mas a conjuntura internacional está muito pesada e nós temos que estar preparados. E, por favor, gente, é... vibração, alegria, manifestação de identidade. É de identidade cultural. Os palestinos sobrevivem porque têm identidade. cultural. Porque sabem quem são. Porque se vê, então, não tem violência, não tem dor, não tem golpe, não tem nada que destrua. a nossa cultura. É por isso que é através dela que a gente resiste, é por isso que é através dela que a gente está aqui. Pronto. Presente, então, estão todos os ausentes aqui, os que se foram nesses 20 anos de cultura viva. Right? Aqui e agora. Tanto se falou, coisa importantíssima, com dados e informações, eu vou falar de um ponto de vista. Eu vou falar do ponto de vista, porque é como eu vi e como eu vejo Esse movimento... Não é? E que, lógico, é uma coisa muito pessoal. Então, não estou falando em nome de ninguém, não estou representando ninguém. Nesse sentido, aqui eu estou dizendo como chegou. Bom, Andávamos lá no primeiro governo Lula, já ali antes do governo Lula, na campanha mesmo, a gente, lá no Mercado Sul, que a gente... constituiu lá o ponto de cultura e invenção brasileira, que inclusive o... O primeiro ato desse ponto de cultura foi o chá de berço da filha do Walter, da Mona Lisa. Então, eu só sei quantos anos tem uma invenção brasileira por conta da idade da Mona Lisa. E aí, lá, a gente já escreveu na porta, assim, a imaginação a serviço do Brasil. Então, era esse negócio. Mas o que é isso aqui? Não, isso aqui é um lugar onde a gente se reúne para conversar qualquer assunto. para ver quais são os problemas que a gente tem e como é que a gente resolve os problemas que tem. Essa é uma ideia, gente, que vem do... Vem do anterior, mas o Paulo Freire fala muito nisso, nos círculos de cultura. Então, para ir lá para a pré-história de pontos de cultura, já tinha... Paulo Freire lá com os círculos de cultura. Para ter uma ideia, aqui, quando teve o golpe militar em 63, o golpe é de 64, mas em 63, o ministro da Educação... e cultura, que era... Era... Pronto, não me lembro o nome não. Mas ele tinha uma missão, como Paulo Freire, de no ano seguinte, que era 1964, o Brasil ter 20 mil círculos de cultura. 63 para 60, 20 mil círculos de cultura. Só que o que era o círculo de cultura? Já tínhamos os círculos operários que vinham lá. Círculo de cultura, essa reunião. entre pessoas. para discutir seus problemas, a sua vida, para propor solução. Isso de alfabetização de adultos, gente, é um desafio que foi colocado num círculo de cultura. É lógico que o mestre Paulo Freire já vinha refletindo sobre isso. Mas o Ariano Soassuna escreveu uma peça de teatro, para resolver esse problema de alfabetizar adulto de uma maneira que o adulto se sentisse confortável, não repetindo aquelas cartilhas feitas... para criança e falando de coisas de outra realidade cultural, o Francisco Brenan desenhou as primeiras lâminas... Ali daquela leitura do mundo em volta... As primeiras imagens foram o Brenan. Enfim, eram os amigos conversando. Então, a gente sempre se sentiu assim no Mercado Sul. Os amigos conversando sobre problemas na vida. Pronto. Estou eu viajando, estava pela Argentina, fazendo teatro de bonecos, Entro numa lan house, recebo um e-mail com um edital Cultura viva. Era o edital dos primeiros pontos de cultura. Eu chorei lendo um edital. É um absurdo, não é? Como é que uma pessoa lê um edital e chora? Tipo, mas é isso! Eu falava: é isso! Isso, era isso. Voltei, voltei da Argentina. para escrever. Eu não tinha essa possibilidade na época como tem hoje, não. Voltei para escrever. E a primeira coisa que eu escrevi foi: "Já somos um ponto de cultura". independente do resultado do edital, estava na cara, a gente podia não ser contemplado, só 100, né? podia não ser, mas e daí? Isso não foi contemplado, porque a gente vai deixar de ser pão de cultura, porque não foi contemplado. Quem disse que nós somos pão de cultura, então? Vai ser uma chancela do governo? Vai ser um dinheiro? Não, quem diz somos nós, nós somos pontos de cultura. E, coincidentemente, A gente lá no Invenção Brasileira, que é o espaço lá em Taguatinga, a gente empresta uma camisa que estava escrito Cultura Viva. Mas por coincidência. Aí, quando chega um dia no Ministério, encontra o Célio Turino, que eu já conhecia de Campinas. Tem um tempo que eu morei em Campinas, o Célio tinha sido secretário de Cultura lá do... O governo Jacob está lá na prefeitura. E aí ele olhou para a camisa e falou: "Mas você já está com o nome do programa Cultura Viva?" Eu falei: "Não, Cultura Viva é porque a gente quer afirmar que a nossa cultura é viva". Não, esse é o nome de um programa que nós estamos pensando aqui, Paulo, que... "Ah, eu digo: "Caramba, que bacana". Aí, o que é que vem? Por que chegou, então, a ponto de cultura? O Gil fala do in antropológico em estimular alguns pontos no discurso dele de póster. né é muito lindo, essa fala do Gil é muito linda. O Lula tinha falado para o Gil o seguinte: Eu queria que no Brasil tivesse pelo menos uma casa de cultura em cada cidade. Aí o Gil, como é filósofo, disse... "Casa é um lugar, vamos ampliar o conceito". Aí ele queria ir... Chamou a turma, já como ministro, chama a turma dele, a turma vai para... e chega lá, o tete catalão, amicíssimo nosso aqui também, né, Márcio? Cláudio Prado. É, Cláudio Prado. E monta a turma aí para pensar como é que ia ser o negócio. Aí chegaram no negócio chamado "Base de Apoio à Cultura". Aí é construir... umas bases de apoio à cultura pelo Brasil afora, a gente, caramba, aí agora lascou. Gente, nós não estamos precisando nem de obra, não. Nós estamos precisando de apoiar o que já existe. E ponto de cultura pode ser embaixo de árvore, como o Paulo Freire fala, a escola é no lugar onde as pessoas se reúnem. É elementar, não, não vamos construir, não vamos... O azar da sorte, a sorte do azar. Como já tinha um projeto arquitetônico, Aí o dinheiro tinha que ir para a instituição que ia construir naquele projeto arquitetônico e para a gente: "Opa, peraí, que por aqui não pode, isso precisa de licitação, dinheiro é público, blá blá blá, uma confusão interna, blá blá blá blá". Vamos pular um pouco da história, resultados. Sai uma turma... entra outra no Ministério da Cultura. Aí... Essa coisa de base de apoio à cultura, que a primeira ia ser construída aqui em Brasília, no Riacho de Fundo II. E aí A primeira já ia ser construída ali, e disse, ufa, ainda bem. Pronto. Aí o saliturino pega o recurso de uma, base de apoio à cultura, da noite para amanhã ele tem que ter um programa para apresentar já uma proposta para a política, para aquela secretaria, entendeu? Aí... já tinha essa experiência de CELS, lá na Prefeitura de São Paulo, já tinha tido uma experiência de casas de cultura em Campinas, que a gente fazia um trabalho nas casas de cultura lá, E esse nome, ponto de cultura, já tinha sido usado também lá em Campinas, uns anos atrás. Pronto, ponto de cultura, porque soma com o negócio de estimular, ponto, fechou, o dinheiro só dava para 100 pontos de cultura, foi o que foi. E aí Eu escrevo lá. Qual é o objetivo do ponto? Eu falei: estimular outros grupos a se transformarem em ponto de cultura. Porque, claro, eu falei: esse negócio é genial, é simples. E muito bom, então, nós vamos estimular outros. Aito e Nina, a gente passou uma noite conversando, menino de Ceylândia, já é um ponto de cultura, gente, isso é... Era um negócio de... O pessoal achava que eu era do Ministério da Cultura, então, empolgado que eu viajava pelo Brasil para falar disso de ponto de cultura. Aí começa esse negócio de quantidade de ponto de cultura. Aí, rapaz, vamos para 500, no outro é de tal, vamos para... Mas ponto de cultura, o que define ponto de cultura é o dinheiro que o ponto tem? Não, não pode ser. É o próprio ponto que é uma relação cultural com a comunidade, de interesse comunitário. Acabou, não importa onde é, se é aldeia indígena, onde é que é, ponto de cultura, não sei o que. Mas ainda continuava. Não, vamos chegar a não sei quanto, um projeto de chegar a 20 mil dirigentes. Aí, uma vez, eu estava dando uma entrevista até para um... para uma revista que já estava se informando fazia oposição mais ou menos, já está assim. era do campo, mas já estavam aquelas coisas internas assim, Como é que vai chegar a 20 mil pontos de cultura? Aí eu falei, sim, porque nós vamos ampliar o conceito de ponto de cultura. Então, E foi o que o Gil fez. O Gil ampliou o conceito de cultura. Então, tem coisas que a gente precisa mudar, é a mentalidade sobre o negócio. E não, ah, estamos precisando de mais verba para ter mais coisas. Estamos sim, sempre, mas não é o que definem. É só isso. não é o que define O que define é mais complexo. E aí, então, a autodeterminação, a Deise falando que maravilha. O ponto de nós somos ponto, agora se está ou se não está cadastrado, se não está, isso vai ser consequência. Se tem ou não tem recurso, tudo isso vai ser consequência. E o que a gente percebeu logo imediatamente, então, nessa rede, a tecnologia, Tem que ter um parênteses para falar de... Cultura digital. Porque a gente é um ponto de cultura de mamulengo, de cultura popular, as relações de Bumba-Meu-Boa, e Folia de Reis, e era tudo lá na comunidade. Mas, de repente, chegou uma turma de cultura digital, Não, aqui vocês vão receber um kit... Aí a gente recebeu um kit multimídia, mas não pode funcionar com software proprietário, tem que ser software livre. O Cláudio Prado e tudo, e a turma. Caramba, agora complicou, porque estava lá com os computadores e a gente não sabe nem para onde vai esse negócio de software livre. Não... senta aí e vai mexendo. Caramba, bicho, isso está parecendo cultura popular. A gente aprende fazendo. A gente aprende fazendo. Senta e vai mexendo, e vai indo, e assim... Aí você vai aprendendo o conceito lá, mas na prática. Falei, caramba, essa turma de cultura digital tem a ver com a gente. Aí, pronto. Aí, colou. E... colou a turma da cultura digital e aí pegou, o negócio pegou. Porque era cultura popular tradicional, mas já precisava se comunicar, precisava não depender. Hoje nós estamos falando de soberania digital. Presta atenção que esses caras aí das Big Tech, quando eles desligar o botão lá... Aqui a gente não come nem um dia... Apaga tudo e o botãozinho é todo na mão deles. O que eles chamam de nuvem é subir para nuvem. Nuvem não existe, nuvem não guarda nada. Está tudo guardado lá no data center comendo muita água, muita energia elétrica para poder... parece radiador de carro velho, né? É assim mesmo. Fica lá esfriando com água... com água para esfriar o tanto de informação que essas inteligências artificial ficam processando, mas tudo no controle deles. Cultura digital chegou nos pontos de cultura para isso. Eu já vou encerrar. E aí Porque é muita coisa... Isso teve uma capilaridade no Brasil. Aí, não é experiência de 100, não. Aí a gente já era muito mais de 500, já era mil, já era... e já ia e fazia os encontros, as ter do jeito que dava, saia gente viajando pelo país do jeito que dava, para poder crescer rede, para poder estimular, para instalar antena de GESAC, antena de comunicação. para instalar em comunidade quilombola, até hoje existe. A baobáxia até hoje funciona, tudo isso funciona. Essa rede que foi criada durante esses anos todos, com todos esses problemas, ela continua funcionando de um jeito ou de outro. Às vezes não está mais lá. Eu já não estou mais lá na lista, participando todo dia da discussão, tal, tal, tal. Admiro muito a Deise, a Deise, nossa, é lá o Cirilha tanto, explica. Todo mundo que entra lá com uma questão, ela vem, puta, sempre resolvendo, chamando. Eu acho que... é maravilhoso, eu fico só acompanhando de longe, não participo mais assim ativamente, mas Eu conheço pelo Brasil inteiro, até hoje a gente se move pelo Brasil inteiro nessas relações, ou seja, tem muita coisa acontecendo para além apenas do que aparece ou do que está colocado aí. Esse movimento também foi provocando essas outras... Com esses outros, por exemplo, a lei dos mestres. Bom, desculpa o tempo aí, mas, ó, lei dos mestres era um negócio tão simples, mas nós mesmos complicamos tanto, Porque era aquilo, reconhecer o mestre e tal, um sistema nacional de cultura, o Ministério da Cultura lá com o seu conselho nacional iria dizer quem é e quem não é, ou esse ano podemos atender tantos e tantos quais, quem diz quem é e quem não é é a comunidade que faz a inscrição daquele mestre, inclusive o conceito do que é mestre e do que não é, cada comunidade é que tem o seu, mas não, mas a gente quis... Todo mundo está tão garantido de estar ali dentro que a gente começou a botar palavras ali e conceitos para mestre. Por isso deu problema com os evangélicos até hoje, é por conta do conceito, que a gente mesmo complicou lá atrás. A gente ficou tentando colocar, não, então avançamos para o agriô, avançamos para o agriô. Então, tem que... Aí avançamos para a Barbalorixá, ou não sei o quê, ou não sei o quê, ou não sei o quê. Aí fomos nominando... Pronto. Quando os evangélicos viram e falaram, está faltando a gente aqui, a gente não cabe aí, então eles começaram a embarreirar. Mas... Se fosse da simplicidade, eu sou a palavra mestre, e cada comunidade é quem ia definir o que era mestre, tinha andado tranquilo e eles não teriam também feito barreira, não. Mas, enfim, somos nós também com os nossos processos, com nossas questões, também com nossos problemas. Nós também com os nossos problemas, isso também tem que ficar registrado. Outra lei, PNAB. Pô, tem que... A prestação de contas... Chegou uma hora que as pessoas falavam assim, caímos numa armadilha. Caímos numa armadilha, porque... Gente, até hoje eu recebo e-mail. Está aqui. Eu mudei para Goiás, aqui um tempo pertinho, em Olhos d'Água, Aí eu era do Conselho Nacional de Cultura, Aí recebi uma passagem de ônibus. R$ 15,00. Aí tinha que prestar conta da passagem de 11, 15 reais, talvez eu não tenha entregue lá, ou entreguei o bilhete e o funcionário não está lá, até hoje eu recebo, está aqui, eu recebo. o sistema me cobrando o que eu estou devendo, uma passagem, uma coisa assim. Enfim, essa relação, então... Vou fechar. Essa relação complexa. E, quando a gente vai para a lei, ao invés de simplificar, a gente também acaba amarrando. Mas foi através desse movimento também, e agora eu vou fechar, que é a PNAB, é o DIRBAN, porque aí é momento de... tudo era crise, a gente estava com um governo completamente contrário, estava tudo ao contrário, numa pandemia... Aí, de repente, começa a Gendrila Feghali, a Benedita... a Erika Cocay. Mas eu vi que eu vi oito mulheres. Eu falei: "Pô, só tem mulher, não tem um homem". Cadê nossos companheiros combativos aí? Só mulher, né? Aí pronto, mas sai apenas... Por caraca, como é que vai conseguir esse negócio sair dentro do governo Bolsonaro? O governo... contra tudo, Tudo! perseguindo, cara, é uma ginástica, é uma mobilização... Porque até os funcionários dos ministérios entram na parada que é para poder as coisas caminharem na força da lei. Era a força da lei, tinha que passar aqui no Congresso. Essa é uma das coisas mais bonitas que eu vi acontecer na vida, e hoje é política. do Ministério da Cultura. Do sistema nacional. Uma coisa que nasce como uma emergência, numa situação completamente difícil, adversa em todos os sentidos. Não, por acaso, só por mulheres. Se tivesse, se teve homem ali, eu nem vi onde assinou, mas era só ver só as mulheres, gente. Então, é isso. Então, bom, é um prazer fazer parte dessa história, né? E aí, a vantagem de ficar mais velho, só para terminar, esse negócio, Falo, mestre Chico Simões, antigamente eu falava assim, ó, eu não gosto desse negócio, mas não me sinto mestre, não me sinto mesmo, não gosto assim... Acho que banaliza, assim, porque tal, tal. E toda vez eu falava, né? Aí um dia o formiga pegou e falou assim... Todo mestre fala isso. Mas agradeço imensamente, é um prazer ser... contemporâneo, conviver e fazer parte dessa história com todos vocês.

08 de abr, 16:34
#12
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Muito bom te ouvir, até porque você traz na tua memória muito dos detalhes, né, do histórico das coisas. Eu um dia vou contar em detalhes para você o que foi o bastidor da Lei de Blanc, mas o que foi? Foi danó em pingo d'água aqui naquele governo, não foi fácil. A lei foi aprovada em 19 dias, Chico. 19 dias. Isso é recorde aqui, diante da emergência, a gente... Eu conto no meu livro uma parte, né? Mas o detalhezinho, aquele detalhe sórdido, às vezes a gente não consegue contar. Inclusive o valor da lei. De... reunida, disse, eu vou botar 3 bi. E pronto, ficou e deu. Foi um negócio... P... Cada um dá um valor, eu digo, não, é 3 bi, é 1 bi meio para o estado, 1 bi meio para o município, e a gente aprovou, conseguiu o orçamento e pronto, ficou. Tem coisa que é como dizer o outro, se soubesse como fazer as salsichas, né? Então, cultura é poder, minha, não tem jeito. Bom, eu quero te agradecer, Chico. Quero ver se alguém... Eu vou dar uns 10 minutos aí para se alguém quiser... abordar alguma questão, depois eu volto para a mesa e a gente encerra, porque eu tenho que ir para o plenário. Pode falar, se identifica. Os mais velhos primeiro. Boa tarde a todos.

08 de abr, 16:58
#13
Participante Ailton
Ailton

Participante

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Meu nome é Ailton, eu sou do pontão de cultura Menin de Celândia, onde a gente trabalhou e na no mapeamento aí no edital 9 de 2023. É... A gente... sabe a importância de uma visibilidade, a gente sabe a importância de ter sempre... momentos de aparecer e uma comemoração é um ponto, é uma data onde você vai aparecer E... com frequência e vai ter uma lembrança... de tudo aquilo que a gente construiu durante algum tempo. vem aí também nessa... nessa luta de... desde o começo de 2005, com o ponto de cultura "O Menino de Zelândia", vem também acompanhando essa trajetória e construindo também algo para fortalecer o programa. Mas para isso, a gente precisa também pontuar algumas coisas. É importante... que essa visibilidade... ela chegue de maneira de uma construção A gente tem a construção do que foi feito na segunda teia da iniciativa de criar a comissão a Comissão Nacional dos Pontos de Cultura, teve outros momentos de construir a lei, de construir a política, o programa, teve sempre seus momentos. Eu acho que esse dia também da comemoração, a gente precisa de construir... de construir Também dentro das ações que o programa... faz e que também a gente passa a realizar. É uma coisa que eu, pessoalmente, tenho crítica, e no grupo também sim, como é que a gente construiu essa volta do programa Cultura Viva com com a vinda do Lula novamente. Foi uma coisa com uma volta que não foi nas bases. Não foi lá dentro da Comissão Nacional de Cultura, apesar de eu não fazer, mas a gente tem algum acompanhamento. Não foi também consultando as pontas para que essa... essa volta de articulação, de volta da política, de fortalecimento da cultura viva, tivesse o ponto ápice para fazer com que a gente tinha uma volta com mais glamour e com mais participação social, atingindo o objetivo... principal da política, que é o fortalecimento da base comunitária. A construção foi feita de uma maneira inversa, que o programa já diz desde o começo, já há 20 anos atrás. É uma construção de base comunitária, que vem de baixo para cima, que foi isso que identificaram. Já existem ações comunitárias, culturais... Há 500 anos no Brasil, Então vamos fortalecer essas bases comunitárias, Então é daí que a gente tem que buscar a força. Eu acho que é uma crítica que a gente tem que... para fortalecer essa visibilidade, também construir isso no dia a dia, para que isso venha mais forte, a política seja mais capilarizada, para que todo mundo saiba o que é que a gente está... está realizando. É o maior... uma uma fala no sentido de a gente tentar trazer de baixo para cima o que a gente vem construindo há muitos anos. Meu tempo acabou e é isso. Agradeço por essa oportunidade de estar aqui tentando construir mais uma ação dentro do programa Cultura Viva.

08 de abr, 16:59
#14
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Obrigada, são 21 anos do seu ponto de leitura, então você merece falar. João Pontes. Vamos lá. Obrigado.

08 de abr, 17:03
#15
Participante João Pontes
João Pontes

Participante

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Boa tarde a todos e a todas. Saudar os colegas da mesa, parabenizar a deputada pela iniciativa. Dizer, deputada, que é muito oportuno a proposição. A gente está vivendo o melhor momento da história da política nacional Cultura Viva. O colega Alexandre Santini comentou, é muito orgulho para a gente estar fazendo parte do governo do presidente Lula, aqui as várias conquistas nesses três anos. Só para vocês terem a noção, a secretária com muito mais eu queria destacar. Em 19 anos da cultura viva, foram cerca de 4 mil pontos de cultura certificados. Estamos chegando a 16 mil pontos de cultura. Em três anos, a gente fez 3,5 vezes mais. Em dez anos de cultura viva, foram cerca de 3.500 iniciativas de pontos e pontões de cultura fomentados. Em três anos, a gente está chegando a cerca de 20 mil, ou seja, a gente está... Temos a perspectiva de completar o Plano Nacional de Cultura duas vezes. Em processo de participação muito efetivo com a Comissão Nacional dos Pontos de Cultura, inclusive a comissão que participou da transição de governo, o presidente Lula participou, a gente estava nessa reunião. E eu queria saudar, inclusive, deputada, porque a sua proposição é coerente com a sua própria trajetória ligada à cultura viva. Porque, se a gente tem a Lei Cultura Viva, que trouxe marcos institucionais importantes e tornou uma política, como o Foco no Objeto, como o próprio Cadastro, e a própria Política Nacional de Blanc. Hoje a gente está chegando a esses valores que eu estou citando, nós estamos chegando a quase um bilhão de reais em três anos do governo do presidente Lula. E a Política Nacional de Blanc, depois da vinculação que conquistamos, tem a sua presença de uma forma muito importante, assim como do presidente, da ministra, da secretária, e da Rede Nacional de Pontos de Cultura e de Pontões. Então, saudar os colegas da Comissão Nacional dos Pontos de Cultura com que a gente tem construído O espaço desse processo tem sido discutido, Aldir Blanc, a Estratégia dos Pontões de Cultura. E aí eu só queria era dizer que quando a gente está num ponto em que a gente está discutindo o dia, é super importante a celebração, é também, eu acho, um símbolo de um processo histórico. Se a gente está discutindo um dia, é um dia de celebração. Esse momento a gente está discutindo é diferente de 10, 12 anos atrás, quando a gente discutia que o convênio não era um instrumento adequado, um trauma que foi o convênio. Então, quando a gente fala do dia, eu acho que é um momento para celebrar. Então, só comentar isso. E talvez até comentei aqui com a deputada, talvez até, inclusive, na própria teia possa ser discussão do dia, se é o 6... Eu acho que deve ser o 6 de julho, mas quem sabe na teia a gente possa colocar essa... essa questão, enfim, é uma possibilidade, me saudar, e estou muito feliz aqui entre amigos e amigas, o Santini, amigo de longa data, Deise, Chico Simões, Walter, Ailton, então Parabéns e estamos juntos. E viva a cultura viva!

08 de abr, 17:03
#16
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Walter, você é o último. Eu decretei aqui.

08 de abr, 17:06
#17
Participante Valter
Valter

Participante

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Beleza, obrigado. saudar a mesa meu mestre Chico Simão não gosta de chamar não mas eu estou aqui foi porque ele que me ensinou a brincar boneco meu mestre as pessoas que estão aqui meus meus amigos de ponte de cultura Tereza Babá Joel, lá de Planaltina, o Mirim de Ceilândia, a gente veio com alguns pontos de cultura justamente para comemorar, para saudar esse momento. São 20 anos de muita luta também, porque a gente teve um momento difícil, como os colegas falaram, o Deise falou, a gente passou um momento muito difícil, principalmente os pontos de cultura do Distrito Federal, que a gente foi esquecidos. os pontos de cultura do Distrito Federal foram esquecidos. Então, a gente conseguiu avivar os pontos de cultura através da volta do nosso grande mentor, mestre Lula. E a gente conseguiu dar uma volta por cima também, porque esse momento que... da volta, principalmente da Aldeblanca, a gente conseguiu mostrar que a gente é muito forte, né? A gente continuou na nossa batalha, nossa luta, nossa briga de todos os dias. Então, precisamos comemorar, sim, comemorar um momento como esse, um dia como esse, e que esse dia seja muito especial, né? para que a gente possa todos os dias falar de ponto de cultura, falar dessa vivência, que a gente sempre comenta lá na comissão de ponto de cultura, que a gente deixa de ser uma política de governo e vira uma forma de viver. Vivemos cultura, vivemos ponto de cultura e vivemos cultura viva. Viva cultura viva. Obrigado.

08 de abr, 17:06
#18
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Ele seria o último, mas só falou homem, então vou dar pra uma mulher falar ali. Não pode só homem falar, mulher tem que falar também.

08 de abr, 17:08
#19
Participante Teresa
Teresa

Participante

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Oi, então eu tava achando assim, nossa... Só homens maravilhosos, mas nós, mulheres, também somos maravilhosos. Então, nos identificamos telepaticamente aqui. Imagina. Olha só, primeiro eu viajei em cada momento com Deise, com Alexandre, com todo mundo aqui. Viajei muito com você, já estava ali, sabe, dentro das histórias, vendo tudo. E eu fico assim, eu estou saindo aqui muito alimentada. Alimentada de cultura, alimentada de emoções, alimentada de arte. que eu fiz durante muito tempo, viajando por esse Brasil, eu sendo a pessoa que levava o meu caminhão, chamava Tereza do Caminhão, eu estava viajando pelo Brasil afora no caminhão e encontrei coisas maravilhosas, por esse mundo afora, achando que eu ia levar alguma coisa diferenciada, mas chegava lá, eu sentia a cultura viva dentro de cada espaço desse território, desse país. Eu não viajava pelo avião, eu viajava por terra. Então, para mim, era uma emoção muito grande. Enfim, depois de todo esse trabalho, dessa emoção, desse momento da cultura viva, lá no Teatro Mapati, portas abertas, através do Ponto de Cultura Mapati, que nós temos um auxílio de verba pelo Ponto de Cultura. Todos vocês estão convidados lá. O nome do espetáculo é Tolice do Mundo, ligado a... toda a dramaturgia de Guimarães Rosa. Aguardo vocês hoje às 20 horas. lá no Espaço Cultural Mapati. Muito obrigada por esse fortalecimento cultural. E até lá, gente. Lá em Aracruz, todo mundo. Obrigado.

08 de abr, 17:08
#20
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. So, before I finish here, my idea was to get us to the TECO, at least with this data approved in this committee. So, maybe, to commemorate this, but maybe it's the case of a meeting online, the network to decide this data, with the reporter And then what the network would like better, Try to throw it in the report here. and already arrive at the end of the commission of merit, with this day approved. I think it would be nice to commemorate there. - No. But I think it's worth a consult to the Red, to evaluate if it's June, if it's May, if it's 6, if it's 22. because 6 is a portaria, 22 is a law. And this week, in May, we... I could evaluate this, but if you could... help us to call Santini, the people, the same João Pontes, to have this meeting. to the reporter to participate, and I also participate in it, to be able to hear. and be able to define. And if we can put it here quickly? we approve it before we go to the team, at least in this committee, because there is here CCJ. then it will go to the Senado, there are other commissions, so it's a quick term And in my opinion, without any big deal with the extremist-right. It's a date. it. Well, I'll go back to the end, and if anyone wants to make a final consideration, I would like to do it. Chico, Santini, Márcia, I don't know if Deise or Chico. - Okay. Thank you. - Thank you. What is it, Mr. President? I just want to ask now the objective, because I have to go to the plenary. Let's go.

08 de abr, 17:10
#21
REPRESENTANTE DO PONTO DE CULTURA MAPATI - AUTÔNOMO Dayse Hansa
Dayse Hansa

REPRESENTANTE DO PONTO DE CULTURA MAPATI - AUTÔNOMO

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Então, me despeço aí. Deixando aqui à disposição... Pontão de Cultura Amapati... É um ponto desde 1991. aqui na Asa Norte, no Distrito Federal, e dizer da importância, reforçar a importância dessa... dessa data ser instituída, porque é isso. Acho que com uma data, a gente comemora o aniversário, o registro dessa memória, faz os balanços e as críticas também. Todo aniversário, conta a história. Todo aniversário a gente faz balanço. Então, é isso. Faz a crítica, mas lembra, sobretudo. E aí, eu acho que a gente pode pensar... num próximo avanço, que... importante o Ministério tá aqui nessa mesa nessa comissão para a gente cuidar o registro da memória dos pontos em pontões de cultura. Isso em parceria com o próprio IFAM, que a gente possa instituir também, dentro desse arcabouço do sistema, um espaço para o registro da memória, porque nós não podemos mais... perder falas importantes, como esses nossos mestres e mestres trazem. Então, é isso. Parabenizar, deputada, pela iniciativa. E é isso. Obrigada. Obrigado. Obrigado.

08 de abr, 17:12
#22
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Obrigado, Deise. Senshin. Também quero...

08 de abr, 17:13
#23
PRESIDENTE DA FUNDAÇÃO CASA DE RUI BARBOSA - AUTÔNOMO Alexandre Santini
Alexandre Santini

PRESIDENTE DA FUNDAÇÃO CASA DE RUI BARBOSA - AUTÔNOMO

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Mais uma vez agradecer aqui a deputada Jandira, agradecer as colegas Deise aqui, a Márcia. Chico, vantagem de ser mestre, cara, é que fala até mais tempo. Mestre ganha licença poética para falar mais, entendeu? Sempre falei mais. Mas agora você pode, agora ninguém pode reclamar. Mas uma alegria também, encontrar o Chico aqui, bom, enfim, Tereza, é muito emocionante também, acho que Walter falou, porque os pontos de cultura aqui do DF sempre foram os pontos que acolheram a gente quando a gente chegou aqui em reuniões que varavam à madrugada lá no Mapatim, invenção brasileira, quer dizer... todos esses lugares, sempre que a gente chegou aqui para lutar por isso, a Teia, daqui de Brasília, que foi um encontro maravilhoso também. 2008 e porque é importante então ter o dia nacional da cultura viva se eu puder resumir para fechar aqui Pra gente poder continuar contando essas histórias cada vez mais, você imagina, você tem o Dia Nacional da Cultura Viva, significa que... Também nos estados podem ter os dias estaduais, podem ter os dias municipais. Mesmo tendo o dia nacional, você pode reunir numa sessão numa Câmara Municipal, você pode reunir, fazer uma celebração num ponto de cultura, você pode... A data, ela nos dá a possibilidade para que essa conversa aconteça em qualquer lugar. Ela vai ser uma efeméride que vai marcar um momento em que a rede vai se encontrar, que ela vai se reunir, que ela vai celebrar, que ela vai trazer problemas também, porque não vão... É o que o Chico falou, o horizonte nosso pela frente é muito difícil. Mas a gente precisa desse espaço também, o Cultura Viva também é um lugar de acolhimento, né? Ele também é um lugar da gente recobrar a força para poder seguir lutando, né? Quando a gente se encontra, quando a gente celebra, né? E a gente vai agora fazer isso na teia, né, Márcio? Vai ter esse momento também, desse encontro, dessa celebração necessária. A gente precisa desse momento, né? A gente tem aí os nossos irmãos na América Latina que tomaram também essa política como algo seu também, que se apropriaram, deram a sua cara, né? O que a gente vai ver já a partir da próxima semana nesse encontro na Colômbia é muito isso também, quer dizer, como que cada um também traduziu... para a sua realidade, para o seu modo de vida, para o exercício da política também na sua realidade, essa política cultural, que, conforme já foi falado aqui, não é só uma política cultural, é também um modo de vida, é também uma maneira de estar no mundo, é também uma forma que a gente se reconhece. O ponto de cultura virou uma identidade também. de muitas organizações que passaram a ter no seu nome, no seu estatuto, o nome ponto de cultura. Então, isso é tudo fruto dessa política, que, na verdade, é muito mais que uma política, é um modo de ser e de viver. Então, viva já o Dia Nacional da Cultura Viva, independente da data que se expõe. E qualquer data que for, a gente vai estar celebrando. É isso aí.

08 de abr, 17:13
#24
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Vou passar então, Chico, você quer falar? É só para defender o maio, não é? Você está vendo? Defeito.

08 de abr, 17:16
#25
REPRESENTANTE DA COMISSÃO NACIONAL DE PONTOS DE CULTURA - AUTÔNOMO Chico Simões
Chico Simões

REPRESENTANTE DA COMISSÃO NACIONAL DE PONTOS DE CULTURA - AUTÔNOMO

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Defender a data que seja em maio, que é uma data melhor da gente se organizar, né? Julho é muito difícil. E próximo aí do Dia Internacional da Diversidade Cultural, porque eu acho que a gente representa essa diversidade. Pontos de cultura e diversidade cultural tem tudo a ver e a gente faria junto, fortaleceria as duas coisas. Obrigado.

08 de abr, 17:16
#26
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Eu queria saudades da... Mas não só informar vocês, antes da... Márcia é a última a falar, depois ela vai botar um vídeo e a gente encerra. que nós também estamos aqui, já conseguimos aprovar a urgência do Mais Cultura nas escolas. Que é um projeto de lei que eu apresentei. Um projeto de lei que eu apresentei. Estou vendo se eu consigo pautar para a próxima semana, porque passando na Câmara, ele vai direto. para o Senado, já passando em plenário. Vamos ver se a gente consegue. Então, Márcia, com você e depois passa o vídeo e a gente encerra. Só avisar que a gente esteve na internet ao vivo o tempo todo... E essa audiência fica gravada. Então, se precisar, depois a gente pode ir. Cede. Eu queria...

08 de abr, 17:16
#27
SECRETÁRIA  DE CIDADANIA E DIVERSIDADE CULTURAL DO MINISTÉRIO DA CULTURA - AUTÔNOMO Márcia Rollemberg
Márcia Rollemberg

SECRETÁRIA DE CIDADANIA E DIVERSIDADE CULTURAL DO MINISTÉRIO DA CULTURA - AUTÔNOMO

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Saudades, saudar todos os ponteiros e ponteiras. Muito importante a fala da Deise com relação à intersetorialidade. A gente veio lá do evento ontem da saúde. Cultura e saúde, cultura e mais saúde, cultura e direitos humanos, cultura e meio ambiente. Então, essa interseccionalidade também de formas de viver. Queria saudar a Tereza, importante fala, ao Ailton. falar que essa participação acontece... dentro do cadastro, com o comitê, ele acontece com a comissão, que agora está se renovando, que a gente teve 27 teias estaduais e distritais, vamos levar 850 delegados e delegadas para a Aracruz. Então, é um processo de institucionalidade. E queria celebrar, Jandira, aproveitar que o dia, na verdade, ele é um dia que a gente celebra direitos. Eu acho que o Cultura Viva, ele traz... um campo de direitos culturais muito ampliado. Ele é o retrato, ele é o símbolo disso. E a gente está celebrando também que a gente está renovando o Conselho Nacional de Políticas Culturais e está sendo criada, além de novos colegiados que têm recortes territoriais, que é uma grande inovação, Cultura das águas, campos e florestas, culturas urbanas e periféricas, né? Culturas de matriz africana, culturas de comunidades quilombolas, culturas tradicionais, culturas de povos indígenas e cultura também do Cultura Viva, né? Que vai ter uma cadeira no Conselho Nacional de Políticas Culturais e vai ter um colegiado também, que é outro campo de participação também importante. É o momento de renovar essa institucionalidade e de avançar. Então, queria saudar, dizer que os mestres e mestres também estão tendo suas conquistas e também estão tendo suas conquistas. A gente tem no segundo ciclo da PNAB 18 milhões de investimentos para bolsas de mestres e mestres. Isso é uma grande conquista. Esperamos que o terceiro ciclo, as bolsas possam ter até um piso obrigatório. Estamos estudando e compartilhando isso. Foram reconhecidos como categoria do Código Brasileiro de Ocupações os mestres e mestres das culturas populares, semana passada, que também foi um grande ganho, uma relação do Ministério da Cultura com o Ministério do Trabalho, fazendo uma conquista de uma reivindicação histórica dessa rede nacional de culturas populares. Estamos fazendo a indução também de leis estaduais e municipais de mestres e mestres. uma lei nacional. É importante também ter as leis estaduais e municipais para que a gente possa ter esse patrimônio vivo. Enfim, então eu queria saudar e fazer esse convite para a Aracruz, esse momento de celebração, de renovação e principalmente de pactuação, de compromisso. os pontões hoje tem os pontões estaduais, temos pontões municipais, então cada vez isso se amplia cada pontão tem no mínimo cinco pontos de cultura como comitê gestor só a rede de 42 tinha 300 pontos de cultura formando agentes também jovens, Outro grande... Outra grande âncora nessa política daqui para frente, a formação de agentes jovens, cultura viva, e as bolsas para mestres e mestres. Então, queria celebrar e que esse dia venha e que a gente possa celebrar, e na verdade, que a gente possa celebrar todos os dias a nossa cultura. porque ela é viva e é maravilhosa e nos faz Brasil. Muito obrigada. E é poder. E é poder.

08 de abr, 17:17
#28
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Obrigada. e todos os expositores, a quem acorreu essa audiência também. vocês todos que estão aqui no plenário. Eu vou agora... Eu vou... Dou por... Encerradas as falas, vamos abrir aqui para o vídeo que a Marcia trouxe. Está aí no ponto, gente? Tá. Então vamos passar o vídeo e a gente encerra essa audiência. Muito obrigada e vamos mobilizar. Pura Viva é o Brasil que pulsa no território. É o saber que está nos livros.

08 de abr, 17:20