
Defender a data que seja em maio, que é uma data melhor da gente se organizar, né? Julho é muito difícil. E próximo aí do Dia Internacional da Diversidade Cultural, porque eu acho que a gente representa essa diversidade. Pontos de cultura e diversidade cultural tem tudo a ver e a gente faria junto, fortaleceria as duas coisas. Obrigado.
Muito agradecido. pelo convite. por estar aqui. Vivo, cultura viva E... Eu sou um brasiliense de 65 anos, careca, que pensava que era branco, até o dia que foi convidado a ir para a Europa. E chegou lá, eu levei tanta batida da polícia, que eu disse, o que é que eles têm? E os meus amigos vieram. Eu falei: "Não, porque você é negro". Eu falei: "Eu sou negro". Você, caramba, que vergonha. Eu caí assim... Não há real. de caramba, eu precisei vir para a Europa para... para descobrir o óbvio, né? É isso, identidade, como é complexo. Mas hoje eu me identifico como pardo, para responder as coisas... E com muito orgulho e com muito prazer vivo aqui nessa diversidade que é Brasília. Nasci, imagina o que é nascer em Brasília. A Clarice Lispector falava assim, eu quero estar viva para ver a pessoa que nasceu em Brasília crescer. E eu digo, ô Clarice, por que você não me esperou? E ela disse tanta coisa bonita e mágica sobre Brasília, muito mais... complexa e abrangente do que tudo que se diz sobre Brasília, Mas eu digo sobre... sobre Brasília, que eu me sinto, e por isso estou aqui representando a Comissão Nacional dos Pontos de Cultura, que eu me sinto um brasileiro do Brasil inteiro. não é? E digo a todos também, aqui em Brasília também, todo mundo é brasiliense. Aqui não é só quem nasceu ou só quem vive aqui há algum tempo, não. A pessoa pode chegar na rodoviária, descer do ônibus e falar, eu sou brasiliense, ninguém vai dizer que não é. Não tem sotaque que vai dizer esse é, não é, não tem, esse é, porque eu tenho, não. somos todos, somos a capital da diversidade cultural. Então, Brasília é a capital da diversidade cultural e não é uma cidade, não é um Estado, no sentido município ou Estado. Aqui é um distrito, mas exatamente para... que aqui seja todos os lugares... e não o o o lugar nenhum como essa necropolítica... quer transformar Brasília Brasília são todos os lugares. Estamos aqui, então, nesse momento, assim... É histórico esse momento, para marcar esse dia de celebração, dessa cultura viva. E... Bom, tenho que falar de uma coisa particular, porque... essa alegria de estar vivo, mas ao mesmo tempo estar sentindo a ausência dos que Hoje partiu o amigo Ney Lúcio, que é organizador do Cabeças. Esse livro aqui do Nicolas Best chama Cabeças Não Morre. O Não Morre está no singular mesmo, porque Cabeças era o concerto, era o ponto de cultura possível dos anos 70, feito a céu aberto, reunião de amigos para celebrar a vida, a cultura, a música. Isso é extremamente revolucionário, extremamente revolucionário. Então, a alegria, o prazer de estar vivo. derruba ditaduras, não é? Então, mesmo na tristeza, na dor, não é? E no sofrimento, como foi toda a diáspora africana que vem também constituir o Brasil, mesmo naquele processo de tanta dor, foi na celebração, na música, na festa que resistiu, que sobreviveu. E é tão forte. na nossa cultura, na nossa Constituição. Então, é isso. Sempre nos momentos difíceis, e nós vamos novamente atravessar momentos muito difíceis pela frente... A gente atravessou esse período aí do golpe... Não é? Avançou para cá, mas a conjuntura internacional está muito pesada e nós temos que estar preparados. E, por favor, gente, é... vibração, alegria, manifestação de identidade. É de identidade cultural. Os palestinos sobrevivem porque têm identidade. cultural. Porque sabem quem são. Porque se vê, então, não tem violência, não tem dor, não tem golpe, não tem nada que destrua. a nossa cultura. É por isso que é através dela que a gente resiste, é por isso que é através dela que a gente está aqui. Pronto. Presente, então, estão todos os ausentes aqui, os que se foram nesses 20 anos de cultura viva. Right? Aqui e agora. Tanto se falou, coisa importantíssima, com dados e informações, eu vou falar de um ponto de vista. Eu vou falar do ponto de vista, porque é como eu vi e como eu vejo Esse movimento... Não é? E que, lógico, é uma coisa muito pessoal. Então, não estou falando em nome de ninguém, não estou representando ninguém. Nesse sentido, aqui eu estou dizendo como chegou. Bom, Andávamos lá no primeiro governo Lula, já ali antes do governo Lula, na campanha mesmo, a gente, lá no Mercado Sul, que a gente... constituiu lá o ponto de cultura e invenção brasileira, que inclusive o... O primeiro ato desse ponto de cultura foi o chá de berço da filha do Walter, da Mona Lisa. Então, eu só sei quantos anos tem uma invenção brasileira por conta da idade da Mona Lisa. E aí, lá, a gente já escreveu na porta, assim, a imaginação a serviço do Brasil. Então, era esse negócio. Mas o que é isso aqui? Não, isso aqui é um lugar onde a gente se reúne para conversar qualquer assunto. para ver quais são os problemas que a gente tem e como é que a gente resolve os problemas que tem. Essa é uma ideia, gente, que vem do... Vem do anterior, mas o Paulo Freire fala muito nisso, nos círculos de cultura. Então, para ir lá para a pré-história de pontos de cultura, já tinha... Paulo Freire lá com os círculos de cultura. Para ter uma ideia, aqui, quando teve o golpe militar em 63, o golpe é de 64, mas em 63, o ministro da Educação... e cultura, que era... Era... Pronto, não me lembro o nome não. Mas ele tinha uma missão, como Paulo Freire, de no ano seguinte, que era 1964, o Brasil ter 20 mil círculos de cultura. 63 para 60, 20 mil círculos de cultura. Só que o que era o círculo de cultura? Já tínhamos os círculos operários que vinham lá. Círculo de cultura, essa reunião. entre pessoas. para discutir seus problemas, a sua vida, para propor solução. Isso de alfabetização de adultos, gente, é um desafio que foi colocado num círculo de cultura. É lógico que o mestre Paulo Freire já vinha refletindo sobre isso. Mas o Ariano Soassuna escreveu uma peça de teatro, para resolver esse problema de alfabetizar adulto de uma maneira que o adulto se sentisse confortável, não repetindo aquelas cartilhas feitas... para criança e falando de coisas de outra realidade cultural, o Francisco Brenan desenhou as primeiras lâminas... Ali daquela leitura do mundo em volta... As primeiras imagens foram o Brenan. Enfim, eram os amigos conversando. Então, a gente sempre se sentiu assim no Mercado Sul. Os amigos conversando sobre problemas na vida. Pronto. Estou eu viajando, estava pela Argentina, fazendo teatro de bonecos, Entro numa lan house, recebo um e-mail com um edital Cultura viva. Era o edital dos primeiros pontos de cultura. Eu chorei lendo um edital. É um absurdo, não é? Como é que uma pessoa lê um edital e chora? Tipo, mas é isso! Eu falava: é isso! Isso, era isso. Voltei, voltei da Argentina. para escrever. Eu não tinha essa possibilidade na época como tem hoje, não. Voltei para escrever. E a primeira coisa que eu escrevi foi: "Já somos um ponto de cultura". independente do resultado do edital, estava na cara, a gente podia não ser contemplado, só 100, né? podia não ser, mas e daí? Isso não foi contemplado, porque a gente vai deixar de ser pão de cultura, porque não foi contemplado. Quem disse que nós somos pão de cultura, então? Vai ser uma chancela do governo? Vai ser um dinheiro? Não, quem diz somos nós, nós somos pontos de cultura. E, coincidentemente, A gente lá no Invenção Brasileira, que é o espaço lá em Taguatinga, a gente empresta uma camisa que estava escrito Cultura Viva. Mas por coincidência. Aí, quando chega um dia no Ministério, encontra o Célio Turino, que eu já conhecia de Campinas. Tem um tempo que eu morei em Campinas, o Célio tinha sido secretário de Cultura lá do... O governo Jacob está lá na prefeitura. E aí ele olhou para a camisa e falou: "Mas você já está com o nome do programa Cultura Viva?" Eu falei: "Não, Cultura Viva é porque a gente quer afirmar que a nossa cultura é viva". Não, esse é o nome de um programa que nós estamos pensando aqui, Paulo, que... "Ah, eu digo: "Caramba, que bacana". Aí, o que é que vem? Por que chegou, então, a ponto de cultura? O Gil fala do in antropológico em estimular alguns pontos no discurso dele de póster. né é muito lindo, essa fala do Gil é muito linda. O Lula tinha falado para o Gil o seguinte: Eu queria que no Brasil tivesse pelo menos uma casa de cultura em cada cidade. Aí o Gil, como é filósofo, disse... "Casa é um lugar, vamos ampliar o conceito". Aí ele queria ir... Chamou a turma, já como ministro, chama a turma dele, a turma vai para... e chega lá, o tete catalão, amicíssimo nosso aqui também, né, Márcio? Cláudio Prado. É, Cláudio Prado. E monta a turma aí para pensar como é que ia ser o negócio. Aí chegaram no negócio chamado "Base de Apoio à Cultura". Aí é construir... umas bases de apoio à cultura pelo Brasil afora, a gente, caramba, aí agora lascou. Gente, nós não estamos precisando nem de obra, não. Nós estamos precisando de apoiar o que já existe. E ponto de cultura pode ser embaixo de árvore, como o Paulo Freire fala, a escola é no lugar onde as pessoas se reúnem. É elementar, não, não vamos construir, não vamos... O azar da sorte, a sorte do azar. Como já tinha um projeto arquitetônico, Aí o dinheiro tinha que ir para a instituição que ia construir naquele projeto arquitetônico e para a gente: "Opa, peraí, que por aqui não pode, isso precisa de licitação, dinheiro é público, blá blá blá, uma confusão interna, blá blá blá blá". Vamos pular um pouco da história, resultados. Sai uma turma... entra outra no Ministério da Cultura. Aí... Essa coisa de base de apoio à cultura, que a primeira ia ser construída aqui em Brasília, no Riacho de Fundo II. E aí A primeira já ia ser construída ali, e disse, ufa, ainda bem. Pronto. Aí o saliturino pega o recurso de uma, base de apoio à cultura, da noite para amanhã ele tem que ter um programa para apresentar já uma proposta para a política, para aquela secretaria, entendeu? Aí... já tinha essa experiência de CELS, lá na Prefeitura de São Paulo, já tinha tido uma experiência de casas de cultura em Campinas, que a gente fazia um trabalho nas casas de cultura lá, E esse nome, ponto de cultura, já tinha sido usado também lá em Campinas, uns anos atrás. Pronto, ponto de cultura, porque soma com o negócio de estimular, ponto, fechou, o dinheiro só dava para 100 pontos de cultura, foi o que foi. E aí Eu escrevo lá. Qual é o objetivo do ponto? Eu falei: estimular outros grupos a se transformarem em ponto de cultura. Porque, claro, eu falei: esse negócio é genial, é simples. E muito bom, então, nós vamos estimular outros. Aito e Nina, a gente passou uma noite conversando, menino de Ceylândia, já é um ponto de cultura, gente, isso é... Era um negócio de... O pessoal achava que eu era do Ministério da Cultura, então, empolgado que eu viajava pelo Brasil para falar disso de ponto de cultura. Aí começa esse negócio de quantidade de ponto de cultura. Aí, rapaz, vamos para 500, no outro é de tal, vamos para... Mas ponto de cultura, o que define ponto de cultura é o dinheiro que o ponto tem? Não, não pode ser. É o próprio ponto que é uma relação cultural com a comunidade, de interesse comunitário. Acabou, não importa onde é, se é aldeia indígena, onde é que é, ponto de cultura, não sei o que. Mas ainda continuava. Não, vamos chegar a não sei quanto, um projeto de chegar a 20 mil dirigentes. Aí, uma vez, eu estava dando uma entrevista até para um... para uma revista que já estava se informando fazia oposição mais ou menos, já está assim. era do campo, mas já estavam aquelas coisas internas assim, Como é que vai chegar a 20 mil pontos de cultura? Aí eu falei, sim, porque nós vamos ampliar o conceito de ponto de cultura. Então, E foi o que o Gil fez. O Gil ampliou o conceito de cultura. Então, tem coisas que a gente precisa mudar, é a mentalidade sobre o negócio. E não, ah, estamos precisando de mais verba para ter mais coisas. Estamos sim, sempre, mas não é o que definem. É só isso. não é o que define O que define é mais complexo. E aí, então, a autodeterminação, a Deise falando que maravilha. O ponto de nós somos ponto, agora se está ou se não está cadastrado, se não está, isso vai ser consequência. Se tem ou não tem recurso, tudo isso vai ser consequência. E o que a gente percebeu logo imediatamente, então, nessa rede, a tecnologia, Tem que ter um parênteses para falar de... Cultura digital. Porque a gente é um ponto de cultura de mamulengo, de cultura popular, as relações de Bumba-Meu-Boa, e Folia de Reis, e era tudo lá na comunidade. Mas, de repente, chegou uma turma de cultura digital, Não, aqui vocês vão receber um kit... Aí a gente recebeu um kit multimídia, mas não pode funcionar com software proprietário, tem que ser software livre. O Cláudio Prado e tudo, e a turma. Caramba, agora complicou, porque estava lá com os computadores e a gente não sabe nem para onde vai esse negócio de software livre. Não... senta aí e vai mexendo. Caramba, bicho, isso está parecendo cultura popular. A gente aprende fazendo. A gente aprende fazendo. Senta e vai mexendo, e vai indo, e assim... Aí você vai aprendendo o conceito lá, mas na prática. Falei, caramba, essa turma de cultura digital tem a ver com a gente. Aí, pronto. Aí, colou. E... colou a turma da cultura digital e aí pegou, o negócio pegou. Porque era cultura popular tradicional, mas já precisava se comunicar, precisava não depender. Hoje nós estamos falando de soberania digital. Presta atenção que esses caras aí das Big Tech, quando eles desligar o botão lá... Aqui a gente não come nem um dia... Apaga tudo e o botãozinho é todo na mão deles. O que eles chamam de nuvem é subir para nuvem. Nuvem não existe, nuvem não guarda nada. Está tudo guardado lá no data center comendo muita água, muita energia elétrica para poder... parece radiador de carro velho, né? É assim mesmo. Fica lá esfriando com água... com água para esfriar o tanto de informação que essas inteligências artificial ficam processando, mas tudo no controle deles. Cultura digital chegou nos pontos de cultura para isso. Eu já vou encerrar. E aí Porque é muita coisa... Isso teve uma capilaridade no Brasil. Aí, não é experiência de 100, não. Aí a gente já era muito mais de 500, já era mil, já era... e já ia e fazia os encontros, as ter do jeito que dava, saia gente viajando pelo país do jeito que dava, para poder crescer rede, para poder estimular, para instalar antena de GESAC, antena de comunicação. para instalar em comunidade quilombola, até hoje existe. A baobáxia até hoje funciona, tudo isso funciona. Essa rede que foi criada durante esses anos todos, com todos esses problemas, ela continua funcionando de um jeito ou de outro. Às vezes não está mais lá. Eu já não estou mais lá na lista, participando todo dia da discussão, tal, tal, tal. Admiro muito a Deise, a Deise, nossa, é lá o Cirilha tanto, explica. Todo mundo que entra lá com uma questão, ela vem, puta, sempre resolvendo, chamando. Eu acho que... é maravilhoso, eu fico só acompanhando de longe, não participo mais assim ativamente, mas Eu conheço pelo Brasil inteiro, até hoje a gente se move pelo Brasil inteiro nessas relações, ou seja, tem muita coisa acontecendo para além apenas do que aparece ou do que está colocado aí. Esse movimento também foi provocando essas outras... Com esses outros, por exemplo, a lei dos mestres. Bom, desculpa o tempo aí, mas, ó, lei dos mestres era um negócio tão simples, mas nós mesmos complicamos tanto, Porque era aquilo, reconhecer o mestre e tal, um sistema nacional de cultura, o Ministério da Cultura lá com o seu conselho nacional iria dizer quem é e quem não é, ou esse ano podemos atender tantos e tantos quais, quem diz quem é e quem não é é a comunidade que faz a inscrição daquele mestre, inclusive o conceito do que é mestre e do que não é, cada comunidade é que tem o seu, mas não, mas a gente quis... Todo mundo está tão garantido de estar ali dentro que a gente começou a botar palavras ali e conceitos para mestre. Por isso deu problema com os evangélicos até hoje, é por conta do conceito, que a gente mesmo complicou lá atrás. A gente ficou tentando colocar, não, então avançamos para o agriô, avançamos para o agriô. Então, tem que... Aí avançamos para a Barbalorixá, ou não sei o quê, ou não sei o quê, ou não sei o quê. Aí fomos nominando... Pronto. Quando os evangélicos viram e falaram, está faltando a gente aqui, a gente não cabe aí, então eles começaram a embarreirar. Mas... Se fosse da simplicidade, eu sou a palavra mestre, e cada comunidade é quem ia definir o que era mestre, tinha andado tranquilo e eles não teriam também feito barreira, não. Mas, enfim, somos nós também com os nossos processos, com nossas questões, também com nossos problemas. Nós também com os nossos problemas, isso também tem que ficar registrado. Outra lei, PNAB. Pô, tem que... A prestação de contas... Chegou uma hora que as pessoas falavam assim, caímos numa armadilha. Caímos numa armadilha, porque... Gente, até hoje eu recebo e-mail. Está aqui. Eu mudei para Goiás, aqui um tempo pertinho, em Olhos d'Água, Aí eu era do Conselho Nacional de Cultura, Aí recebi uma passagem de ônibus. R$ 15,00. Aí tinha que prestar conta da passagem de 11, 15 reais, talvez eu não tenha entregue lá, ou entreguei o bilhete e o funcionário não está lá, até hoje eu recebo, está aqui, eu recebo. o sistema me cobrando o que eu estou devendo, uma passagem, uma coisa assim. Enfim, essa relação, então... Vou fechar. Essa relação complexa. E, quando a gente vai para a lei, ao invés de simplificar, a gente também acaba amarrando. Mas foi através desse movimento também, e agora eu vou fechar, que é a PNAB, é o DIRBAN, porque aí é momento de... tudo era crise, a gente estava com um governo completamente contrário, estava tudo ao contrário, numa pandemia... Aí, de repente, começa a Gendrila Feghali, a Benedita... a Erika Cocay. Mas eu vi que eu vi oito mulheres. Eu falei: "Pô, só tem mulher, não tem um homem". Cadê nossos companheiros combativos aí? Só mulher, né? Aí pronto, mas sai apenas... Por caraca, como é que vai conseguir esse negócio sair dentro do governo Bolsonaro? O governo... contra tudo, Tudo! perseguindo, cara, é uma ginástica, é uma mobilização... Porque até os funcionários dos ministérios entram na parada que é para poder as coisas caminharem na força da lei. Era a força da lei, tinha que passar aqui no Congresso. Essa é uma das coisas mais bonitas que eu vi acontecer na vida, e hoje é política. do Ministério da Cultura. Do sistema nacional. Uma coisa que nasce como uma emergência, numa situação completamente difícil, adversa em todos os sentidos. Não, por acaso, só por mulheres. Se tivesse, se teve homem ali, eu nem vi onde assinou, mas era só ver só as mulheres, gente. Então, é isso. Então, bom, é um prazer fazer parte dessa história, né? E aí, a vantagem de ficar mais velho, só para terminar, esse negócio, Falo, mestre Chico Simões, antigamente eu falava assim, ó, eu não gosto desse negócio, mas não me sinto mestre, não me sinto mesmo, não gosto assim... Acho que banaliza, assim, porque tal, tal. E toda vez eu falava, né? Aí um dia o formiga pegou e falou assim... Todo mestre fala isso. Mas agradeço imensamente, é um prazer ser... contemporâneo, conviver e fazer parte dessa história com todos vocês.
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