Alexandre Santini

Alexandre Santini

PRESIDENTE DA FUNDAÇÃO CASA DE RUI BARBOSA - AUTÔNOMO

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08 de abr, 17:13

COMISSÃO DE CULTURA

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Mais uma vez agradecer aqui a deputada Jandira, agradecer as colegas Deise aqui, a Márcia. Chico, vantagem de ser mestre, cara, é que fala até mais tempo. Mestre ganha licença poética para falar mais, entendeu? Sempre falei mais. Mas agora você pode, agora ninguém pode reclamar. Mas uma alegria também, encontrar o Chico aqui, bom, enfim, Tereza, é muito emocionante também, acho que Walter falou, porque os pontos de cultura aqui do DF sempre foram os pontos que acolheram a gente quando a gente chegou aqui em reuniões que varavam à madrugada lá no Mapatim, invenção brasileira, quer dizer... todos esses lugares, sempre que a gente chegou aqui para lutar por isso, a Teia, daqui de Brasília, que foi um encontro maravilhoso também. 2008 e porque é importante então ter o dia nacional da cultura viva se eu puder resumir para fechar aqui Pra gente poder continuar contando essas histórias cada vez mais, você imagina, você tem o Dia Nacional da Cultura Viva, significa que... Também nos estados podem ter os dias estaduais, podem ter os dias municipais. Mesmo tendo o dia nacional, você pode reunir numa sessão numa Câmara Municipal, você pode reunir, fazer uma celebração num ponto de cultura, você pode... A data, ela nos dá a possibilidade para que essa conversa aconteça em qualquer lugar. Ela vai ser uma efeméride que vai marcar um momento em que a rede vai se encontrar, que ela vai se reunir, que ela vai celebrar, que ela vai trazer problemas também, porque não vão... É o que o Chico falou, o horizonte nosso pela frente é muito difícil. Mas a gente precisa desse espaço também, o Cultura Viva também é um lugar de acolhimento, né? Ele também é um lugar da gente recobrar a força para poder seguir lutando, né? Quando a gente se encontra, quando a gente celebra, né? E a gente vai agora fazer isso na teia, né, Márcio? Vai ter esse momento também, desse encontro, dessa celebração necessária. A gente precisa desse momento, né? A gente tem aí os nossos irmãos na América Latina que tomaram também essa política como algo seu também, que se apropriaram, deram a sua cara, né? O que a gente vai ver já a partir da próxima semana nesse encontro na Colômbia é muito isso também, quer dizer, como que cada um também traduziu... para a sua realidade, para o seu modo de vida, para o exercício da política também na sua realidade, essa política cultural, que, conforme já foi falado aqui, não é só uma política cultural, é também um modo de vida, é também uma maneira de estar no mundo, é também uma forma que a gente se reconhece. O ponto de cultura virou uma identidade também. de muitas organizações que passaram a ter no seu nome, no seu estatuto, o nome ponto de cultura. Então, isso é tudo fruto dessa política, que, na verdade, é muito mais que uma política, é um modo de ser e de viver. Então, viva já o Dia Nacional da Cultura Viva, independente da data que se expõe. E qualquer data que for, a gente vai estar celebrando. É isso aí.

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08 de abr, 16:15

COMISSÃO DE CULTURA

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Aí, se puder voltar na apresentação lá, só porque já caminho aqui para a conclusão. Então, esse é o movimento da cultura viva na América Latina. Esse encontro foi em Cali, num ponto de cultura lá chamado Teatro Esquina Latina. num mestre chamado Orlando Cajamarca, Esse outro encontro em Bogotá também, preparatório a esse congresso que vai acontecer na Colômbia agora, nas próximas semanas, que é o sétimo congresso. latino-americano da cultura viva comunitária, E aí, essa ideia da Semana da Cultura Viva Comunitária, porque o dia 21 de maio é o Dia Mundial da Diversidade Cultural, um dia de estudo pela Unesco. E o primeiro congresso na Bolívia aconteceu nesse período. Então, desde então, passou-se a celebrar em vários países, né? Ou seja, esse conceito da cultura viva surgido no Brasil inspira outros países que passam a celebrar no mês de maio a Semana da Cultura Viva Comunitária. Essa é a celebração no Equador, eu acho que foi em 2024. Estamos no Equador celebrando, porque esses 0, 0, 0 é que eles são na linha do Equador, então a latitude zero. né aí você tem A Bolívia, também realizando a sua Semana da Cultura Viva Comunitária. Isso tudo foi coisa de um mesmo ano, salvo engano... em 2024. Exatamente. Então esse aí já é outro país celebrando também. A Argentina fez um congresso federal, nacional, de cultura via comunitária. Então, enfim, são diversas iniciativas que vão acontecendo, e eu acho que a gente tem... para ir concluindo aqui, Jandira, a possibilidade de estabelecer, independente da data que seja, porque temos, por exemplo, a instituição da lei... dia 22 de julho mas o joão lembrava aqui João Pontes, a criação da portaria que cria o Programa Nacional de Cultura, Educação, Cidadania e Cultura Viva é de 6 de julho, de 2004 né então é de 6 de julho, então temos duas datas legais em julho para instituir essa data. Ah, se quiser temos maio como essa possibilidade de unificar com esse calendário e essa agenda na América Latina. Então, isso aí vai, salvo engano, a partir do projeto da Jandira, teremos aí a relatoria. que vai vai então a relatoria a gente tá o sentido aqui é um pouco também de trazer elementos né trazer significativos dessa trajetória para que a relatoria possa fazer a eleição que foi. Eu acho que, independente do dia, nós vamos celebrar muito essa data no Brasil, né? Isso que é importante. O importante é existir a data, existir essa data que ela marca mais do que exatamente um dia oficial, mais um dia que vai marcar esse papel ativo, protagonista, que a sociedade, que as comunidades, a importância que essa cultura de base comunitária, essa cultura política, territorializada, enraizada nos territórios do Brasil, que foi capaz de aprovar uma lei que transformou esse programa numa política de Estado, que foi capaz de, durante o período da pandemia, dos períodos mais difíceis da história do Brasil, com um governo que desprezava a lei, o setor cultural e as políticas culturais, conseguir fazer com que se aprovasse uma lei que deu causa à política nacional de Blanc, que hoje é a maior política de fomento à cultura no Brasil. E tudo isso se fez... com absoluto protagonismo e com um papel fundamental dos movimentos culturais, do setor da cultura em todo o Brasil. Então, eu acho que essa data, o Dia Nacional da Cultura Viva, é um dia que vai significar tudo isso. A importância do povo quando ele faz cultura e quando ele se coloca em movimento, em defesa dos seus direitos culturais. Então, é isso. Obrigado e parabéns pela iniciativa. Saúde.

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08 de abr, 16:04

COMISSÃO DE CULTURA

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...Gira, em primeiro lugar, dizer da alegria de poder estar... compartilhando com você aqui mais esse momento, né? sobre a cultura viva, sobre essa causa que nos une também há tantos anos. Eu me lembro, quando você foi secretária de Cultura da cidade do Rio de Janeiro, e um dia, a primeira reunião talvez que eu tive com você, assim, e você estava falando da instituição da Rede Municipal de Pontos de Cultura no Rio de Janeiro, né? que foi na sua gestão também como secretária que... que foi instituída lá Então, pelo menos, isso foi em 2009, então nós estamos aí... Já estão me entregando a idade aqui, mas é isso, já temos aí alguns anos aí nessa... Nessa caminhada, cumprimentar com muito carinho aqui a Márcia, querida colega do Ministério da Cultura. Exatamente. um orgulho né Marcia, de a gente fazer parte do Ministério da Cultura no governo do presidente Lula, da gestão da ministra Margareth Menezes, E você nos liderando, mais uma vez, com experiência na gestão dessa política, com compromisso... com verdade naquilo que faz e a gente com certeza compartilha. da visão da importância de estar aqui hoje debatendo essa política. Chico Simões e Deise, que somos colegas ponteiros de cultura também, né, porque somos aí pontos de cultura da primeira geração, né, dessa caminhada lá, eu fui do ponto de cultura do Tá Na Rua em 2005, né, Então, foi a primeira geração, digamos, os primeiros 100, 150 pontos de cultura, naquela época conveniados diretamente com o Ministério da Cultura, não é isso? Então, os companheiros aqui que pegaram esse momento, foram muitos momentos dessa batalha. E aí também muito me honra estar aqui hoje na qualidade de presidente da Fundação Casa de Rui Barbosa, que é uma instituição... vinculado ao Ministério da Cultura. E além dessa minha trajetória com Cultura Viva, que também me faz estar aqui hoje, a questão da casa de Rui Barbosa também, porque a casa de Rui Barbosa é uma instituição, entre muitas coisas, uma instituição de memória, arquivo, patrimônio, preservação, pesquisa... mas ela é uma instituição especializada em datas comemorativas. Porque no seu estatuto está lá escrito que a Fundação Casa de Rui Barbosa é responsável pela celebração do dia 5 de novembro. Para quem não sabe, dia 5 de novembro é o Dia Nacional da Cultura. E por que o 5 de novembro é o Dia Nacional da Cultura? Que é o que pouca gente sabe mesmo, que é por causa do aniversário de Rui Barbosa. Rui Barbosa nasceu no 5 de novembro e o 5 de novembro foi instituído pela ditadura militar, olha só. como o Dia da Cultura, mas celebrando o aniversário do Rui Barbosa. Só que essa celebração do Dia Nacional da Cultura, ela, digamos assim, a leitura que eu faço hoje, é que ela atravessou, isso foi o que o Brasil Oficial falou naquele momento. Então, Dia da Cultura, Rui Barbosa e tal. É... Obviamente que o Rubar Bós era um democrata, a ditadura não, o Rubar Bós era um democrata, mas eles queriam se apropriar dos símbolos, inclusive, dos democratas, né? Por isso, trazem, reivindicam o aniversário dele. Mas aquilo é uma celebração do Brasil oficial. E essa celebração atravessou para o Brasil real, como diria Machado de Assis. Brasil oficial, Brasil real. E hoje a data do Dia Nacional da Cultura é uma data do Brasil real, uma data celebrada pelo povo, é uma data celebrada nos territórios, nas comunidades. Mas a gente também celebra ela lá todo ano, entrega uma medalha. Então a Casa Rui Babosa, desde 1949, entrega uma medalha sobre essa data. a gente está aqui também com autoridade para falar. Mas eu começo, Jandira, falando desse dia aí, dia 22 de julho de 2014, você ali, a foto não está na menor resolução, mas é a Jandira ali no meio da mesa. Os pontos de cultura ali em cima da mesa do Congresso Nacional... Eu estou ali no cantinho, até dessa foto aí. E alguns daqui estavam ali também, né, Walter? Estavam aí nesse dia. E é curioso, porque essa imagem, ela é uma imagem que remete muito a uma fala que o Sérgio Turino usa muito dos apatistas, que ele fala assim, aqui o povo manda e o governo obedece. E acho que essa é uma imagem, obviamente que a vida real não é sempre assim, mas eu acho que o momento da aprovação da Lei Cultura Viva foi um momento em que a gente conseguiu uma imagem desse tipo, onde os pontos de cultura, as comunidades, os movimentos culturais estavam ali em cima... da mesa né e foi muito bonito nesse momento porque é e os deputados embaixo assistindo. E essa aprovação da lei, ela começa a ser construída muito antes, ela começa a ser construída em 2011, Aí vamos lembrar, Caravana Nacional dos Pontos de Cultura Brasília, vários movimentos, várias mobilizações aqui, aprovação do PL 757 de 2011. Lembra aí que a gente vinha aqui para o Mapatia, ficava aqui meio acampado, o pessoal arrumava alojamento ali na UNB, a gente vinha, vinha para as audiências aqui. E acho que esse movimento, Jandir, ensejou também esse movimento que fortaleceu muito o teu trabalho naquele momento como presidente da Frente Parlamentar Mista de Cultura, Abertura Uma dessas audiências aí já é quando da criação da Comissão de Cultura, que separou da educação e cultura, se torna uma comissão... própria, e a gente está, esse movimento da luta pela lei cultura viva é um movimento que, é isso que eu quero chamar a atenção, essa não é uma data construída de cima para baixo, essa não é uma data construída pela oficialidade, esse é um processo construído de baixo para cima mesmo, a lei cultura viva foi uma iniciativa construída de baixo para cima, ela vem inclusive no momento onde há uma possibilidade de retrocesso na política, no período de 2011, a instrução da lei. Quando a Márcia chega na secretaria, ela absorve, ela incorpora essa pauta, traz essa pauta para... E vamos lembrar que foi na teia de 2014, a Márcia estava lembrando das teias, que há aquele momento, né, Jandira, onde a ministra Marta, o presidente Henrique Alves, a época e tal, e se consegue fazer um ato político na teia diante de milhares de pontos de cultura, que é o compromisso pela aprovação da lei, né, para levar para a votação, né. E ela é aprovada por unanimidade, em votação simbólica, todos os partidos, todas as lideranças. votaram a favor. Então, essa é uma história que precisa ser recuperada e ela precisa estar, quando se instituir essa data, que eu acredito que a gente vai conseguir, é preciso lembrar do processo dessa construção e que esse processo foi feito realmente com esse protagonismo dos pontos de cultura. cultura digital, né, Chico? Também, como parte também desse processo de mobilização. Então, todo esse processo da lei foi. E aí a gente vai para a Lei Aldir Blanc, porque se... Isso quem diz não sou eu, é um cara chamado Nestor Garcia Canclini, ele que faz esse paralelo. A mesma lógica, a mesma estratégia que funcionou para a aprovação da Lei Cultura Viva, ela aconteceu também de forma online, durante a pandemia, no processo de elaboração da Lei de Emergência Cultural, que foi a Lei Aldir Blanc I, e depois a Jandira, como incorporar isso como uma conquista perene, permanente, que é hoje a política nacional Aldir Blanc. Então, se a gente olhar, existe uma linha de continuidade. Não é casual ou não é por acaso que na política nacional Aldir Blanc há um percentual importante de recurso para a política nacional cultural. É porque é parte de uma mesma estratégia, de uma mesma trajetória de luta. de uma mesma base social ampliada e mobilizada. Então, isso aí também, só para a gente comparar, dez anos depois, mais ou menos, você tem também o mesmo tipo de movimento de adesão e de mobilização popular que foi o que permitiu a aprovação da Lei Aldir Blanc 1. E se nós temos hoje o Ministério da Cultura que tem essa quantidade de recursos para implementar uma política nacional Aldir Blanc, cultural, organizado e tal, com os pontos de cultura sempre à frente desse processo. E aí eu só queria passar um minuto e meio desse vídeo que eu trouxe aqui, que dá um pouco... E vamos para o panorama da América Latina. Aí, se puder passar o link aí do vídeo... A cultura viva comunitar

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