COMISSÃO DE CULTURA
Sobre o Evento
A Comissão de Cultura realizou audiência pública para discutir a criação do Dia Nacional Cultura Viva e o fortalecimento de políticas de fomento ao setor. O debate enfatizou a importância dos pontos de cultura, a valorização dos mestres populares e a necessidade de garantir recursos orçamentários contínuos para a cultura.
PRESIDENTE DA FUNDAÇÃO CASA DE RUI BARBOSA - AUTÔNOMO
Mais uma vez agradecer aqui a deputada Jandira, agradecer as colegas Deise aqui, a Márcia. Chico, vantagem de ser mestre, cara, é que fala até mais tempo. Mestre ganha licença poética para falar mais, entendeu? Sempre falei mais. Mas agora você pode, agora ninguém pode reclamar. Mas uma alegria também, encontrar o Chico aqui, bom, enfim, Tereza, é muito emocionante também, acho que Walter falou, porque os pontos de cultura aqui do DF sempre foram os pontos que acolheram a gente quando a gente chegou aqui em reuniões que varavam à madrugada lá no Mapatim, invenção brasileira, quer dizer... todos esses lugares, sempre que a gente chegou aqui para lutar por isso, a Teia, daqui de Brasília, que foi um encontro maravilhoso também. 2008 e porque é importante então ter o dia nacional da cultura viva se eu puder resumir para fechar aqui Pra gente poder continuar contando essas histórias cada vez mais, você imagina, você tem o Dia Nacional da Cultura Viva, significa que... Também nos estados podem ter os dias estaduais, podem ter os dias municipais. Mesmo tendo o dia nacional, você pode reunir numa sessão numa Câmara Municipal, você pode reunir, fazer uma celebração num ponto de cultura, você pode... A data, ela nos dá a possibilidade para que essa conversa aconteça em qualquer lugar. Ela vai ser uma efeméride que vai marcar um momento em que a rede vai se encontrar, que ela vai se reunir, que ela vai celebrar, que ela vai trazer problemas também, porque não vão... É o que o Chico falou, o horizonte nosso pela frente é muito difícil. Mas a gente precisa desse espaço também, o Cultura Viva também é um lugar de acolhimento, né? Ele também é um lugar da gente recobrar a força para poder seguir lutando, né? Quando a gente se encontra, quando a gente celebra, né? E a gente vai agora fazer isso na teia, né, Márcio? Vai ter esse momento também, desse encontro, dessa celebração necessária. A gente precisa desse momento, né? A gente tem aí os nossos irmãos na América Latina que tomaram também essa política como algo seu também, que se apropriaram, deram a sua cara, né? O que a gente vai ver já a partir da próxima semana nesse encontro na Colômbia é muito isso também, quer dizer, como que cada um também traduziu... para a sua realidade, para o seu modo de vida, para o exercício da política também na sua realidade, essa política cultural, que, conforme já foi falado aqui, não é só uma política cultural, é também um modo de vida, é também uma maneira de estar no mundo, é também uma forma que a gente se reconhece. O ponto de cultura virou uma identidade também. de muitas organizações que passaram a ter no seu nome, no seu estatuto, o nome ponto de cultura. Então, isso é tudo fruto dessa política, que, na verdade, é muito mais que uma política, é um modo de ser e de viver. Então, viva já o Dia Nacional da Cultura Viva, independente da data que se expõe. E qualquer data que for, a gente vai estar celebrando. É isso aí.




