Pedro Muniz

Pedro Muniz

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08 de abr, 19:39

COMISSÃO DE DIREITOS HUMANOS, MINORIAS E IGUALDADE RACIAL

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Boa noite gente, eu sou o Pedro, sou da Associação dos Ativistas por Reparação, quero saudar a mesa. Mas... Você é tão grande? É que é o tempo, é o tempo. Vamos lá. Além da mesa, é claro, mas a todos os movimentos sociais aqui. Eu acho que a justiça... Eu acho não, é uma certeza isso. existe justiça de transição por causa do papel dos vitimados. E esse é um pouco o recado do que o Gilnei, todos os povos aqui, o Neto... parte dos procuradores, os que estão aqui, eu sei que também pensam assim, mas eu sei que não são todos. E nesse sentido, a minha fala vai... no sentido da gente conseguir fazer o encontro entre os vitimados, o encontro entre lutas. A gente está falando aqui sobre camponeses, sobre povos originários, sobre operários. Tem hoje 13 ou 14 inquéritos abertos e a gente reivindica muito o que o Gil Ney falou, o que o Bruno disse, que é o papel do vitimado. Sem o vitimado como protagonista pensando cada detalhe, não tem justiça de transição. Não tem, esquece. Vai ser um puxadinho aqui, outro ali. E assim, a gente tem que entender que é o seguinte, a Comissão Nacional da Verdade foi insuficiente. Certo? Mas avançou. O que a gente tem que avançar mais? Tem que abrir a Comissão Indígena da Verdade. Para ontem. Inclusive, aproveitando que tem deputados da base governista, os ministros têm que receber... Todos os ministros têm que receber, se é para ser Lula ano que vem, que seja um dos mortes à abertura. E aí, fora isso, para me concluir, não é um papel, a gente sauda o MPF, que seguindo o MPT, criou um núcleo sobre justiça de transição. A gente precisa, acho que é uma saudação muito amorosa a todo o MPT e também ao MPF. Por quê? Porque a condução desses inquéritos tem que ser feita com a gente participando. Ah... A gente, eu digo, os vitimados, os povos. A gente tem que escolher os termos do TAC. O compliance dos trabalhadores, o compliance. O compliance dos povos indígenas. Entender o seguinte, cada violação tem o CNPJ. A gente não pode mais falar sobre ditadura pensando só em Estado. A gente não pode pensar só em genocídio vendo policial que matou. Mata por conta de uma lógica expansionista do capital. São os fazendeiros, são as mineradoras, são as petroleiras. Tamo junto, camaradas. Obrigado.

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